Setor sucroenergético

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Cosan reverte lucro e tem prejuízo de R$ 76 milhões no 2º trimestre

A Cosan Indústria e Comércio teve um prejuízo de R$ 76 milhões no segundo trimestre, revertendo lucro de um ano antes. A receita do grupo pela norma contábil foi de R$ 1,87 bilhão, em uma queda de 5,6%. O Pro forma, que considera a consolidação de 50% dos resultados da Raízen Combustíveis e Raízen Energia, somou R$ 11,63 bilhões.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) somou R$ 392,1 milhões pela norma contábil e R$ 804,2 milhões incluindo Raízen, quedas de 54,1% e 35,7%, respectivamente.

Segundo a Cosan, o resultado final foi impactado principalmente pelo menor resultado contábil da Raízen Energia, afetado pelo impacto do ativo biológico, ainda que sem efeito caixa.

Além disso, diz a empresa, pesou o resultado da Comgás, prejudicado pela conta corrente regulatória.

No relatório que acompanha as demonstrações dos resultados divulgados há pouco, a empresa destaca que a economia brasileira já vem dando sinais de retomada. “A inflação e a taxa básica de juros seguem em queda, enquanto a taxa de desemprego apresentou o primeiro recuo desde 2014 e a produção industrial cresceu 0,5% nos seis meses de 2017 na comparação com o mesmo período do ano anterior, maior alta em quatro anos.”

Mesmo com a instabilidade política, diz a companhia, “o país deu um importante e esperado passo com a aprovação da reforma trabalhista”. (Valor Econômico 09/08/2017)

 

Prejuízo da Biosev cresceu 63%

A sucroalcooleira Biosev, controlada pela francesa Louis Dreyfus Company, teve um prejuízo líquido de R$ 577 milhões no primeiro trimestre da safra atual (2017/18), encerrada em 30 de junho, 63% acima do prejuízo registrado em igual período da temporada passada.

O resultado poderia ter sido pior se não tivesse ocorrido um efeito positivo da tributação do IR e da CSLL. Antes da tributação, o prejuízo foi de R$ 861 milhões.

A companhia não chegou nem a registrar lucro bruto no período. Embora a receita líquida tenha crescido 9,5%, para R$ 1,832 bilhão, o custo dos produtos vendidos e serviços prestados avançou 25%, para R$ 2,014 bilhões. Dessa forma, a Biosev encerrou o trimestre com prejuízo bruto de R$ 182,016 milhões.

Em relatório, a administração da empresa atribuiu a alta dos custos ao crescimento da quantidade de sacarose (ATR) vendida, aos custos não caixa e aos custos unitários. Aumentou, por exemplo, a dependência do fornecimento de cana de terceiros. Houve impacto também do custo com arrendamentos e parcerias.

No lado financeiro, a variação cambial e o pagamento de juros também afetaram o desempenho. O resultado financeiro líquido foi negativo em R$ 474,280 milhões - ante saldo positivo de R$ 27,020 milhões no mesmo período da safra passada. A dívida líquida subiu 11,1%, para R$ 5,218 bilhões, e a alavancagem subiu a 3,8 vezes. (Valor Econômico 10/08/2017)

 

Biosev não pretender participar de leilão de usina da Renuka, diz presidente

A Biosev, braço sucroenergético da Louis Dreyfus Company (LDC), não pretende participar do leilão da Usina Revati, da Renuka do Brasil, marcado para 4 de setembro, disse à Reuters o presidente da companhia, Rui Chammas.

"Não está na agenda da Biosev participar desse leilão", resumiu o executivo.

Localizada em Brejo Alegre (SP), a unidade já despertou o interesse da chinesa Cofco e da brasileira Companhia Mineira de Açúcar e Álcool (CMAA).

A declaração de Chammas ocorre no mesmo dia em que a Biosev divulgou seus resultados referentes ao segundo trimestre, o equivalente ao primeiro da safra 2017/18.

No período, a companhia reportou prejuízo de 577 milhões de reais, 63,5 maior ante o registrado há um ano.

A alavancagem fechou em 30 de junho a 3,8 vezes. De acordo com Chammas, o objetivo é terminar a temporada, em 31 de março de 2018, com esse indicador inferior a 3,5 vezes.

Segundo Chammas, a moagem de cana-de-açúcar, beneficiada por um clima “normal” e por “ganhos de produtividade”, cresceu 6,5 por cento no trimestre, para 9,62 milhões de toneladas.

O mix de produção no período pendeu para o açúcar, com 53 por cento da oferta de matéria-prima destinada à fabricação do alimento, contra 51,6 por cento há um ano, embora, segundo Chammas, isso não seja uma tendência para o resto da safra.

“Essa decisão de produzir mais ou menos açúcar tem a ver com os preços de mercado. No primeiro trimestre (da safra), o açúcar estava com preços superiores aos do etanol e, ao longo deste segundo trimestre, vamos acompanhar e tomar as decisões de curto prazo”, afirmou.

Conforme o executivo, a atratividade do açúcar de abril a junho também se refletiu sobre os estoques da companhia, que diminuíram dada a comercialização mais intensa.

A Biosev encerrou o trimestre com reservas de 83 mil toneladas de açúcar, 46,8 por cento menos em relação a igual data de 2016.

“O açúcar de curto prazo estava rendendo mais que o açúcar de médio e longo prazos. Não valia a pena carrega-lo”, disse.

A Biosev nasceu em 2009, a partir da fusão da LDC Bioenergia com a Santelisa Vale, uma das maiores companhias nacionais na produção e processamento de cana-de-açúcar.

Segunda maior processadora de cana do país, com 11 unidades industriais localizadas em quatro polos agroindustriais no Brasil, tem capacidade total de moagem superior a 36 milhões de toneladas por safra. (Reuters 10/08/2017)

 

Operações de barter ganham mais adeptos

COM JUROS ALTOS E CRÉDITO ESCASSO, O BARTER É UMA SAÍDA PARA O AGRONEGÓCIO BRASILEIRO.

Nas grandes feiras agro, não é difícil encontrar produtores dispostos a trocar suas sacas por insumos, tratores e até colheitadeiras.

As operações de barter surgiram nos anos 90, com o interesse das tradings em expandir os seus negócios em soja na região centro-oeste. Naquele tempo, era uma prática pouco conhecida e de alcance regional. Mas por ser uma opção segura para agricultores adquirirem insumos em períodos de incerteza econômica, essa ferramenta se popularizou e hoje é bem conhecida por produtores em todo o Brasil. Barter, que significa escambo ou troca em inglês, é uma modalidade de pagamento que responde por cerca de 20% ou mais do faturamento das grandes empresas do agronegócio. É um modelo tão bem sucedido que já foi exportado para a Argentina e leste europeu.

Nas últimas duas décadas, o barter expandiu para além da soja e hoje inclui os principais cultivos do agronegócio nacional. Também tornou-se atraente para fornecedores de maquinário, que nos últimos anos sofreram quedas de vendas por conta do financiamento seletivo e caro. De 2015 para cá, os principais fabricantes de máquinas agrícolas, como a Agco, a Agritech e a New Holland, passaram a oferecer o barter como opção de pagamento. O barter é uma operação comercial que envolve três parceiros: o produtor, os fornecedores de insumos ou maquinário e empresas que negociam ou utilizam produtos agrícolas na sua atividade, como tradings e indústrias de alimentos.

Através dessa modalidade de pagamento, o produtor faz uma compra antecipada sem pagar nada à vista. Para adquirir os insumos que precisa, o produtor assina um contrato pelo qual se compromete a entregar parte de sua próxima colheita por meio de um documento chamado Cédula de Produto Rural, ou CPR.

A CPR é a peça-chave nessa negociação. É um documento legal, registrado em cartório, que lastreia a operação. A CPR é uma garantia para a empresa fornecedora de insumos e a trading. Criada em agosto de 1994, através da Lei 8.929, a CPR é um importante elemento nas relações de crédito no agronegócio. A redução de riscos entre as partes é um dos principais benefícios do barter, pois a troca de produtos agrícolas por insumos ocorre com o travamento de preços. Ao fazer o barter, o produtor trava o preço de uma parte da sua produção futura, em valor correspondente a seus custos. Com o seu custo de produção travado, o agricultor está protegido contra variações na taxa de juros, no câmbio e no preço das commodities. Com isso, tem melhor condição para gerenciar a sua rentabilidade.

Além de controlar melhor os custos, com o barter o agricultor também economiza com armazenagem, uma vez que parte da colheita já foi vendida e tem local de entrega estabelecido.

As tradings e fornecedoras de insumos promovem esta modalidade de crédito para garantir negócios seguros e um bom desempenho de vendas a despeito do ambiente de instabilidade econômica. Em geral, as fornecedoras de insumos não procuram ganhar na variação do preço do cultivo e repassam essa possibilidade para as tradings e indústrias de alimentos. É negociação onde todos ganham. O barter é um círculo virtuoso onde todas as partes obtém o que precisam.

A Bayer oferece a opção de compra via barter desde 2002, para operações em soja, milho, café, algodão, cana de açúcar e etanol. A empresa oferece duas modalidades de barter - a física e a financeira. Na primeira, o pagamento é feito com o produto de sua colheita, no volume de sacas acordado no momento da negociação. Na opção financeira, o agricultor paga pela sua compra de insumos em dinheiro pelo preço correspondente à quantidade de sacas acordadas quando fechou a operação de barter. No barter financeiro, o agricultor fica livre para negociar toda a sua produção como bem entender. (Agrolink 09/08/2017)

 

Coruripe é reconhecida como a melhor empresa no setor de agronegócios

A Usina Coruripe, uma das maiores do setor sucroalcooleiro no país, foi eleita, neste mês, a melhor empresa do setor de agronegócios em uma premiação nacional. O reconhecimento foi dado pelo guia Época Negócios 360º, que elegeu a empresa campeã no segmento. A solenidade de premiação foi realizada, em São Paulo, com a presença do presidente da Coruripe, Jucelino Sousa, diretores e de acionistas.

O anuário, que está em sua sexta edição, visa selecionar as melhores empresas do país. Além do desempenho financeiro, são avaliados critérios como a qualidade da governança corporativa, o nível de responsabilidade socioambiental, as políticas de recursos humanos, a capacidade de inovação e a visão de futuro.

Além de campeã do setor, a Coruripe foi destacada como a sexta melhor do Brasil no ranking das 300 melhores do país. Visão de futuro e capacidade de inovar foram os destaques da empresa na premiação. De acordo com Jucelino Sousa, o reconhecimento como campeã no setor de agronegócio reforça o empenho da Usina Coruripe em ser uma das melhores no segmento. "Ser agraciado com esse prêmio confirma a eficácia das ações voltadas para a melhoria contínua, que implementamos ao longo dos últimos anos, e nos mostra que estamos no caminho certo", declarou o presidente.

Na safra 2016/2017, a receita líquida da companhia teve crescimento de 15,9%, puxado principalmente pela melhora nos preços do açúcar e pela performance operacional. Em relação ao ano anterior, o Lair (Lucro antes dos Impostos) cresceu 224% e o Ebtida da Coruripe cresceu 23%, representando 43,7% da receita líquida, o que é um recorde histórico para a companhia. (Assessoria de Comunicação 09/08/2017)

 

FS Bioenergia planeja mais um aporte em etanol de milho

Mal saiu do forno o investimento da FS Bioenergia em uma usina que produz etanol exclusivamente a partir de milho em Mato Grosso e a empresa prepara-se para um novo aporte. Com a planta de Lucas de Rio Verde operando desde o fim de junho, a FS - joint venture entre a gestora americana Summit Agricultural Group e a companhia mato-grossense de grãos Fiagril, deve iniciar a duplicação da unidade já no primeiro trimestre de 2018. E ainda planeja, em até cinco anos, ter ao menos mais uma usina de etanol de milho no Estado.

Para fazer a duplicação, a empresa prevê um aporte de R$ 250 milhões, a ser desembolsado ao longo de 18 meses. Para a construção da fábrica atual, a primeira no país a usar apenas milho para produzir etanol e que será inaugurada amanhã, foram investidos R$ 450 milhões.

A expectativa da FS é alcançar uma receita de R$ 1 bilhão por ano quando a duplicação terminar. Com a estrutura atual, a empresa espera faturar entre R$ 520 milhões e R$ 550 milhões por ano.

Mais de 70% da receita da usina deverá ter origem na venda de etanol, segundo Rafael Abud, vice-presidente e diretor financeiro da FS. A outra parte será proveniente de "coprodutos": óleo de milho para biodiesel, três tipos de DDG (Distillers Dried Grains), que são farelos de milho extraídos da produção de etanol, e energia elétrica a partir de biomassa (principalmente à base de eucalipto).

A usina é vizinha de um frigorífico e de uma fábrica de rações da BRF, e de uma planta de biodiesel da Fiagril, que poderão ser alguns dos clientes de seus coprodutos, de acordo com o executivo.

O novo aporte não significa afobamento, diz Henrique Ubrig, presidente da FS. "É prudente concluir essa primeira fase, entender o que estava no projeto e o que está acontecendo na prática", afirma. A construção da nova estrutura começará assim que a planta atual alcançar sua plena capacidade e o financiamento for resolvido.

Ainda em agosto a FS espera ocupar 100% da capacidade atual da usina. Isso significa moer 50 mil toneladas de milho mensais. Neste momento, essa taxa está em 75%. Ubrig acredita que, em setembro, a usina já gerará caixa, o que, se mantido nos meses seguintes, será em parte utilizado para bancar a duplicação.

Os recursos próprios da FS, porém, não devem garantir todo o investimento na expansão. Uma fonte adicional de recursos está sendo estudada - pode ser um financiamento com bancos, no mercado de capitais, ou novo aporte dos sócios. Ante um cenário de restrição de crédito no país, a FS não descarta recorrer a bancos estrangeiros. "Só tomaremos muita cautela com a alavancagem financeira", ressalva Ubrig.

O endividamento não deve ser muito maior que o dobro do lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda), mas essa correlação dependerá da "engenharia financeira" do novo aporte, afirma. "Em fase pré-operacional, se é mais conservador. Mas podemos ser mais arrojados."

Em um horizonte de até cinco anos, a FS quer erguer ao menos mais uma usina de etanol de milho em Mato Grosso, mas ainda avalia a melhor localização. Se Sinop, por exemplo, está no coração da produção do cereal do Estado, Rondonópolis tem a facilidade de acesso ferroviário ao Sudeste, maior consumidor de etanol do país. "Vai depender da direção do mercado de etanol e das políticas, como o RenovaBio", observa Ubrig.

Do investimento de R$ 450 milhões recém-concluído, 40% foi levantado com um investidor americano do agronegócio, cujo nome a FS não revela - e será pago em cinco anos. Os demais recursos foram aportados pelos sócios da joint venture, quase na mesma proporção da fatia de cada um no negócio: 75% da Summit e 25% da Fiagril.

Inicialmente, ambos teriam participações iguais na joint venture. Mas, com a dificuldade de convencer os bancos a financiar uma empreitada sem precedentes em um país tradicional pelo etanol de cana, os americanos decidiram garantir recursos - desde que tivessem participação maior.

Segundo Ubrig, ao menos inicialmente o negócio não deve gerar dividendos. Pela própria característica de atuação do Summit, que administra vários fundos com atuação no setor, o objetivo é gerar valor na fábrica. Eventualmente, a Summit pode vender o negócio no futuro, mas com um patrimônio mais robusto.

A eventual saída da Summit do capital da FS no futuro pode levar também à saída da Fiagril, que tem se voltado a participações minoritárias. Recentemente, a companhia mato-grossense vendeu uma fatia majoritária na Fiagril Ltda para empresa do chinês Pengxin Group. "Mas tudo vai ser sempre muito conversado", garante Ubrig. (Valor Econômico 10/08/2017)

 

Trump está a um passo de declarar guerra comercial ao Brasil

Importações e exportações de etanol podem decretar uma nova disputa, na qual o Brasil leva vantagem.

A retórica do America First (Primeiro os Estados Unidos) do presidente norte-americano Donald Trump não está favorecendo os produtores de etanol do país, que esperam evitar o início de uma guerra comercial com os compradores do combustível no Brasil.

O governo dos Estados Unidos começou a fazer barulho por conta do aumento das importações do biocombustível brasileiro feito a partir da cana-de-açúcar. Isso fez com que o Brasil apresentasse propostas de maior taxação sobre as importações do etanol de milho produzido nos Estados Unidos.

Quem teria mais a perder com essa queda de braço são os próprios produtores norte-americanos, que enviam ao país sul-americano quatro vezes mais etanol do que recebem.

A disputa pode colocar frente a frente os dois maiores produtores de etanol do mundo. Quanto mais acirrada fica a rivalidade, os gestores de fundos comerciais sinalizam que o Brasil será o vencedor, já que especuladores de mercado rebaixaram mais as apostas de alta de milho na última semana do que as apostas na baixa do açúcar.

“Os ventos do protecionismo estão soprando em Washington”, afirma Joel Velasco, antigo representante da Associação Brasileira de Cana de Açúcar (Unica) e atual diretor do Grupo Albright Stonebridge, empresa de gestão estratégica de negócios, em Washington. “A corrida pela barreira comercial pode rapidamente azedar as relações entre os Estados Unidos e o Brasil”, completa. (Gazeta do Povo 09/08/2017)

 

Queda no consumo global de açúcar pode levar a uma retração de até 5%

A queda no consumo global de açúcar pode levar a uma retração de até 5% na demanda pela commodity em um período de dois a três anos, estima o Rabobank no relatório "Sweetness and Lite". O recuo previsto corresponde praticamente ao crescimento natural da demanda por açúcar, que é de 1,5% a 2% ao ano.

Segundo o documento, a demanda mais fraca resulta da mudança nos hábitos dos consumidores e da pressão dos governos dos países sobre as empresas de alimentos. Elas são cobradas a reduzir a quantidade de açúcar principalmente nas bebidas, apontam Andy Duff, estrategista global do Rabobank, e Nick Fereday, analista sênior da instituição.

"O consumidor que se afasta do açúcar tornou-se uma tendência global", relatou Fereday. Segundo ele, a indústria açucareira não pode trabalhar com esse cenário apenas como uma "moda passageira". Fereday e Duffy lembram que consumidores há algum tempo têm cortado o açúcar da dieta, relacionando o produto à obesidade.

Em países como Chile, Egito, México, África do Sul e Tailândia e nas principais áreas metropolitanas dos Estados Unidos a legislação é cada vez mais rígida, com "punições" para bebidas com alto teor de açúcar, caso do imposto sobre refrigerantes açucarados. Como resposta, a indústria de alimentos revisa os ingredientes de seus produtos e reduz as porções.

Além disso, as perspectivas para o consumo industrial de açúcar dependem fortemente das tendências de consumo nos mercados emergentes. "A taxa de crescimento do consumo mundial de açúcar nos próximos 15 anos provavelmente será menor do que a taxa de crescimento observada nos últimos 15 anos", concluiu Duff. (Agência Estado 09/08/2017)

 

Petrobras reduz preço do diesel e eleva gasolina nas refinarias a partir de 10 de agosto

A Petrobras reduzirá os preços do diesel nas refinarias em 0,4 por cento e elevará os da gasolina em 0,9 por cento a partir de quinta-feira, 10 de agosto, informou a estatal nesta quarta-feira.

Os reajustes fazem parte da nova política de preços da companhia, que prevê alterações quase que diárias nas cotações dos combustíveis. (Reuters 09/08/2017)

 

MP do RenovaBio deve sair nos "próximos dias", afirma Ministério da Agricultura

A medida provisória (MP) sobre o RenovaBio, programa do governo federal para expansão dos biocombustiveis, já foi encaminhada à Casa Civil e deverá ser editada pelo presidente Michel Temer "nos próximos dias", informou o Ministério da Agricultura.

A decisão de aprovar o RenovaBio via MP, e não projeto de lei (PL), já havia sido antecipada pela Reuters em julho, com o setor sucroenergético apostando nesse caminho como o mais rápido para aplicação do programa.

O RenovaBio foi discutido na terça-feira em cerimônia no Ministério do Meio Ambiente, que contou também com integrantes do Ministério da Agricultura.

"O apoio (ao RenovaBio) é integral, pois, além dos biocombustíveis serem fonte de renda para produtores rurais, essa política coloca o Brasil em posição de vanguarda no mundo na redução de gases de efeito estufa", afirmou o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, em nota publicada no site da pasta.

O horizonte do RenovaBio é 2030. A intenção é permitir ao Brasil cumprir suas metas, acertadas na COP 21, de Paris, quanto à redução de 43 por cento das emissões de gases do efeito estufa até aquele ano, tendo por base 2005.

O programa deverá estabelecer metas de uso de biocombustíveis atreladas a emissões de gases de efeito estufa. (Reuters 09/08/2017)

 

UPL se destaca entre as 100 Maiores e Melhores do Agro

Evento que aconteceu no dia 07 de agosto, em São Paulo, premiou indústrias e empresas de segmentos variados.

Por mais um ano a UPL Brasil se destacou subindo 9º posições no ranking Agro alcançando o 84° lugar, com esse resultado, se posicionando entre as 100 maiores do mercado do agronegócio. “Estamos muito felizes com esse resultado. Temos muitas coisas para evoluir e por isso, continuamos nossa busca pela excelência operacional e a melhoria do clima interno. O que consequentemente, influencia na qualidade da entrega de nossas soluções para nossos clientes”, explica Marcos Falero, Gerente de Recursos Humanos da UPL.

Durante o evento, que aconteceu na Sala São Paulo, 22 empresários foram premiados, mas todas as empresas presentes foram parabenizadas por sua resiliência e continuidade do trabalho diante do cenário econômico pelo qual o país atravessa. Ao final da cerimônia, foi apresentado o ranking das empresas com atividades em Indústria. E a UPL também garantiu a posição de 378º, se colocando entra as 1000 melhores empresas. Esse número, que corresponde às atividades de 2016, mostra que a UPL deu um salto de 40 posições.

Sobre a UPL

A indiana UPL é uma empresa global que traz soluções inovadoras e sustentáveis em proteção de cultivos para o agricultor. Fundada em 1969, a companhia atua hoje em mais de 86 países com 28 fábricas que desenvolvem, fabricam, formulam e comercializam produtos da mais alta qualidade, segurança e tecnologia.

No Brasil, com 11 anos de atuação, a empresa está entre as maiores do segmento com faturamento global de mais de US$ 2 bilhões e ações na Bolsa de Mumbai. A indiana conta com fábrica e estação experimental em Ituverava-SP e foi eleita em 2016 como a melhor empresa para se trabalhar pela Great Place to Work® em parceria com a Revista Época. Por meio de seu trabalho com produtores e pesquisadores para encontrar soluções mais eficientes para campo e através de novas formulações e produtos, equipe especializada e expansão de portfólio, conta com forte presença nos mercados de soja, milho, cana-de-açúcar, arroz, café, feijão, citros, algodão, pastagem e hortifrúti. (UPL 09/08/2017)

 

Brasil reúne 22 instituições no maior consórcio feito para pesquisar cana

Um grande consórcio de pesquisa para a cana-de-açúcar e outras culturas ligadas ao mercado de energias renováveis vai reunir cientistas de 22 instituições públicas. Trata-se do Programa Plurianual Integrado de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) em Cana-de-açúcar (Pluricana). Liderado pela Embrapa e executado com recursos de cerca de R$13 milhões da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), o Pluricana é o maior consórcio já criado para o estudo científico da cana-de-açúcar e agrega ações que vão desde a introdução e quarentena de plantas até o melhoramento genético convencional e assistido, passando por sistemas de produção e biologia avançada.

Além da cana-de-açúcar, o Programa irá buscar soluções para a cogeração de energia com culturas como Arundo donax (cana-gigante), capim-elefante, casca de coco-verde e sorgo sacarino. "É um projeto fantástico que procura abarcar a temática da cana em toda a sua cadeia, propondo melhorias genéticas, repositório de mudas e aproveitamento do bagaço para a produção de etanol de segunda geração, por exemplo", explica Wanderley de Souza, diretor de Desenvolvimento Científico e Tecnológico da Finep.

Segundo ele, esse grande consórcio de instituições, ao agregar parceiros em diversos pontos do Brasil, deverá acelerar a capacidade de pesquisa e desenvolvimento nessa área. Ao final do processo, o Pluricana deverá aprimorar a produção de cana-de-açúcar no País e expandir sua aplicação no dia a dia. O cientista acredita que, por causa da grande dimensão do projeto, o trabalho deverá gerar desdobramentos também em outras áreas do conhecimento.

O Pluricana está organizado em nove grandes temas de interesse nacional, segundo explica o coordenador do projeto, Hugo Molinari, pesquisador da Embrapa Agroenergia. “A área de melhoramento genético, por exemplo, fornecerá anualmente ao setor variedades cada vez mais adaptadas e produtivas”, prevê o cientista informando que a coordenação dessa área de pesquisa está a cargo da Rede Interuniversitária para o Desenvolvimento do Setor Sucroenergético (Ridesa) e do Instituto Agronômico (IAC), de Campinas (SP).

Já o grupo que trabalha com fixação biológica de nitrogênio (FBN) terá o papel de empregar bactérias diazotróficas capazes de fixar esse elemento no solo. Desse modo, o microrganismo será usado como insumo biológico capaz de suprir, total ou parcialmente, as necessidades de nitrogênio da cana-de-açúcar.

O projeto contempla ainda ações na produção de sorgo sacarino e de sorgo biomassa, bem como fitossanidade dessa cultura, da cana-de-açúcar e de capim-elefante. Prevê, também, recursos para ampliação e manutenção das estações de cruzamento da Ridesa e do IAC.

De acordo com Molinari, a iniciativa do Pluricana vai beneficiar o avanço das pesquisas públicas com cana-de-açúcar e outras biomassas agroenergéticas. Ele destaca que o projeto será executado em diversos pontos do Brasil por pesquisadores de sete Unidades da Embrapa (Agrobiologia, Agroenergia, Cerrados, Clima Temperado, Informática Agropecuária, Milho e Sorgo e Tabuleiros Costeiros) e de outras importantes instituições: Ridesa, IAC, Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF), Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD) e Instituto Agronômico do Paraná (IAPAR).

“É um projeto que beneficia todos os grupos que trabalham com melhoramento genético da cana na esfera de instituições oficiais”, diz Marcos Landell, diretor do Centro de Cana do IAC em Ribeirão Preto (SP). Landell ressaltou também que, nos próximos 15 anos, deverá ocorrer um aumento de 50% na área ocupada pela canavicultura, expansão que deve se dar, basicamente, nas regiões de pastagens. “São áreas restritivas que precisam ser viabilizadas por meio de seleção de variedades regionais e isso envolverá a ação dos programas de melhoramento genético”, prevê.

Geraldo Veríssimo, coordenador do Programa de Melhoramento Genético da Cana-de-Açúcar da Universidade Federal de Alagoas (UFAL) e diretor da Ridesa, acredita que cultivares de cana-de-açúcar desenvolvidas com o apoio dessa rede trarão maiores rendimentos agroindustriais para os canaviais brasileiros. Essas cultivares serão desenvolvidas com características de tolerância a pragas e doenças e maior eficiência no uso da água. Com isso, espera-se um aumento considerável da produtividade dos canaviais refletido em uma maior rentabilidade para o setor sucroalcooleiro energético.

Parceria

O coordenador da Agência Paulista de Tecnologia de Agronegócios (APTA), Orlando Castro, destacou a importância da cooperação interinstitucional. “Reunir diversas instituições de pesquisa, com expertises diferentes em torno de um projeto, é um exercício extremamente positivo e que deve ser ampliado para outras áreas”, acredita.

Para o coordenador da APTA, o trabalho conjunto é mais eficiente pois otimiza esforços e promove mais resultados para financiadores e sociedade. “Essa integração permite compartilharmos infraestrutura de pesquisa, evitar duplicidade de ações e compartilhar conhecimentos. É uma relação em que todos ganham”, diz.

O projeto, que terá duração de dois anos e meio, foi escolhido pela Fundação Arthur Bernardes (Funarbe) como piloto para testar a nova versão de seu sistema de gestão informatizado (Agrega), conta Molinari. “Fomos escolhidos devido à complexidade de gestão da rede e instituições parceiras envolvidas”, destacou. “Acredito que este modelo em rede vai ser útil para trabalharmos no Pluricana, aliados a vários centros de pesquisa. Já temos essa experiência de trabalhar em rede na Ridesa, com dez universidades, e a interação entre essas instituições públicas tem gerado resultados excelentes”, ressalta Veríssimo.

Segundo o pesquisador da Embrapa Clima Temperado Sérgio Delmar, responsável pelo grupo de melhoramento genético, a concretização dessa ampla parceria se dará pela formação dos grupos de pesquisa. “Integrá-los é nosso principal desafio para atingir o objetivo maior que é um grande programa de pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I) em cana-de-açúcar conduzido por esta rede de instituições públicas de alta competência”, afirma o cientista.

“Com a formação dessa rede, podemos garantir nossos projetos por muitos anos, gerando ciência, tecnologia e formação de recursos humanos. Sentimos fortemente a união entre parceiros e a vontade de vencer obstáculos,” salienta Delmar. “Temos muitas oportunidades com a rede para responder às demandas e oferecer novas tecnologias ao setor sucroalcooleiro energético”, ressalta. O diretor da Ridesa reforça: “as pesquisas proporcionarão resultados significativos e promoverão a elevação dos rendimentos do setor sucroenergético brasileiro” (Assessoria de Comunicação 09/08/2017)