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Nova levedura pode elevar produção de açúcar

Desenvolvida para ser a principal matéria-prima para a produção de etanol celulósico e energia elétrica a partir de biomassa, a "cana energia", rica em fibras, poderá se tornar uma fonte tão ou mais rentável que a comum também para a fabricação de açúcar. E isso graças a uma levedura cujo pedido de patente foi apresentado pelo Laboratório Nacional de Ciência e Tecnologia do Bioetanol do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CTBE/CNPEM).

Desde que foi desenvolvida, na década passada, a cana energia tem apresentado rendimentos muito superiores ao da cana convencional na produção de etanol e da biomassa utilizada para a cogeração de energia. Mas, no caso do açúcar, o rendimento ficava para trás. O problema é que, enquanto na cana comum as moléculas de glicose e frutose estão unidas, formando as moléculas de sacarose, na cana energia há "sobra" de moléculas separadas de glicose e frutose no caldo da planta, e isso impede a cristalização da sacarose para a fabricação do açúcar.

Gonçalo Pereira, diretor do laboratório do CTBE, explica que a levedura desenvolvida pelo laboratório consome apenas a glicose e a frutose que estão "soltas" no caldo da cana energia, transformando-as em etanol, e não quebra a molécula de sacarose. Dessa forma, ela retira a glicose e a frutose do caldo e permite que a sacarose seja cristalizada, formando o açúcar. Nos cálculos do CTBE, podem ser produzidos 35 quilos de açúcar por tonelada de cana energia.

Esse rendimento é inferior ao da cana convencional (71 quilos de açúcar por tonelada processada, em média), mas como a produtividade da "supercana" nas lavouras pode ser três vezes maior que a da planta convencional, a quantidade de açúcar produzido por hectare acaba sendo maior. Segundo o CTBE, com o uso da levedura é possível extrair 6,3 toneladas de açúcar por hectare da cana energia, enquanto a cana comum produz pouco mais de 6 toneladas de açúcar na mesma área.

Em seus testes, o CTBE fez modificações genéticas para chegar à levedura que garante a cristalização da sacarose. O processo teve a patente depositada no Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (INPI) em junho. Pereira afirma que o trabalho agora é identificar leveduras que já existem e naturalmente e realizam esse trabalho.

Não é a única pesquisa do CTBE com cana energia. Ex-sócio da GranBio (companhia que tem registradas duas variedades da planta) e à frente do laboratório desde novembro, Pereira diz que o CTBE também está desenvolvendo uma levedura para permitir a produção de etanol a partir da palha da cana energia, a exemplo de leveduras desenvolvidas por Novozymes e DSM, por exemplo - empresas de biotecnologia focadas no desenvolvimento de leveduras e enzimas para, a partir da planta, fabricar etanol.

A DSM, por sua vez, foi a primeira a introduzir no Brasil uma levedura transgênica, registrada em 2014, que transforma açúcares de qualquer tipo de biomassa em etanol e é usada pela GranBio. A empresa tem agora se voltado para usinas de etanol feito a partir do milho. Nos EUA, a DSM está criando uma levedura que transforma a fibra do grão em etanol. Segundo Diego Cardoso, gerente de desenvolvimento de negócios da DSM, a tecnologia foi batizada de "1.5", já que não é nem apenas de primeira geração (produção do etanol a partir da sacarose), nem de segunda geração (produção a partir de biomassa).

A americana Lallemand também desenvolve leveduras para a produção de etanol a partir de milho nos EUA. No Brasil, comercializa uma levedura transgênica que eleva a capacidade de produção de etanol a partir de biomassa, segundo o vice-presidente de desenvolvimento de negócios Justin van Rooyen. A companhia não tem o mercado de açúcar no horizonte. (Valor Econômico 22/08/2017)

 

Açúcar: Nova alta

As cotações do açúcar continuaram o movimento de alta da última semana, quando foram impulsionadas pelos relatos de chuva no Brasil e pela demanda indiana.

Os papéis com vencimento em março fecharam a 14,26 centavos de dólar a libra-peso, avanço de 9 pontos.

Em nota, a Zaner Group observou que, embora haja muitos fundamentos baixistas no mercado, como a previsão de superávit de 4,6 milhões de toneladas na oferta mundial em 2017/18, após um déficit de 3,9 milhões em 2016/17, a análise técnica das cotações sugere que o mercado deve passar por uma alta seguida de forte correção como ocorreu em junho.

No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal em São Paulo ficou em R$ 53,29 a saca de 50 quilos, ligeira queda de 0,06%. (Valor Econômico 22/08/2017)

 

Tribunal Regional Federal derruba decisão que suspendia decreto dos combustíveis

Com a decisão do TRF-1, volta a valer decreto do presidente Temer que elevou PIS/Cofins sobre gasolina, etanol e diesel. Juíza de Brasília havia suspendido medida do governo.

O presidente do Tribunal Regional Federal da Primeira Região (TRF-1), desembargador Hilton Queiroz, atendeu a recurso da Advocacia Geral da União (AGU) e derrubou a decisão de uma juíza de Brasília que havia suspendido o decreto do governo que elevou as alíquotas de PIS/Cofins sobre gasolina, etanol e diesel.

Na prática, com a decisão do TRF-1, a medida do governo volta a valer.

Assinado pelo presidente Michel Temer em 20 de julho, o decreto tem sido questionado na Justiça frequentemente.

Decisões de juízes de primeira instância têm suspendido a medida do governo, mas a AGU tem recorrido e tribunais federais, derrubado essas decisões.

"É intuitivo que, no momento ora vivido pelo Brasil, de desequilíbrio orçamentário, quando o governo trabalha com um orçamento negativo, decisões judiciais, como a que ora se analisa, só servem para agravar as dificuldades da manutenção dos serviços públicos e do funcionamento do aparelho governamental, abrindo brecha para um completo descontrole do país, como um todo", escreveu o desembargador do TRF-1 na decisão.

Os argumentos do governo

No recurso apresentado ao TRF-1, o governo argumentou que o decreto do presidente Michel Temer faz parte de uma série de medidas adotadas pela União no sentido de "estabelecer o equilíbrio nas contas públicas e a consequente retomada do crescimento econômico".

"[A elevação do imposto] trata-se de medida imprescindível para que seja viabilizada a arrecadação de aproximadamente R$ 10,4 bilhões entre os meses de julho e dezembro de 2017. A concessão da liminar na referida ação, portanto, representa prejuízo diário de mais de R$ 78 milhões", argumentou o governo.

O recurso afirma que duas leis, de 1998 e 2004, autorizam o Poder Executivo a fixar e alterar coeficientes para as alíquotas de PIS/Cofins.

Conforme o governo, a não suspensão da liminar implicará em prejuízos ao serviço público.

"A consequência imediata da não suspensão dessa decisão é a necessidade de se aprofundar o contingenciamento do orçamento da União em montante semelhante, com gravíssimas consequências para a prestação dos serviços públicos", diz o recurso.

O governo ainda quer que o TRF-1 também suspenda todas as ações cautelares sobre o tema em andamento sob jurisdição do tribunal até que o Supremo Tribunal Federal (STF) decida sobre a questão – uma ação de relatoria de Rosa Weber ainda será julgada pelo tribunal.

O TRF-1 abrange o Distrito Federal e os estados Acre, Amapá, Amazonas, Bahia, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Piauí, Rondônia, Roraima e Tocantins. (G1 22/08/2017)

 

Tereos elevará capacidade total de moagem para 23 mi t a partir de 2018/19

 A Tereos Açúcar & Energia Brasil, um dos maiores grupos do setor no país, elevará para 23 milhões de toneladas a capacidade instalada de moagem de cana a partir da safra 2018/19, resultado dos investimentos na Usina Tanabi, localizada no município homônimo do interior paulista, disse à Reuters um alto executivo da companhia.

Atualmente, as sete unidades da antiga Guarani, todas no noroeste do Estado de São Paulo, podem processar até 22 milhões de toneladas de cana por ciclo.

A capacidade adicional na safra do ano que vem virá toda do investimento de 60 milhões de reais, anunciado em março, na unidade de Tanabi.

"Tivemos um programa de expansão de moagem aprovado em 2010 e concluído em 2013. (O investimento em Tanabi) foi o primeiro desde então em virtude dos bons resultados na safra passada e nesta", afirmou o diretor da Região Brasil do Grupo Tereos Brasil, Jacyr Costa Filho.

Ele ressaltou que as obras deverão estar concluídas para a temporada 2018/19, que se inicia em abril do próximo ano.

O executivo ponderou, contudo, que a capacidade instalada do grupo não será 100 por cento utilizada em um primeiro momento por causa da falta de matéria-prima.

Ele disse que é difícil dizer quando o grupo poderia usar toda a sua capacidade, explicando que isso depende de variáveis como condições das lavouras e do mercado.

Na safra vigente (2017/18), iniciada em abril, a Tereos Açúcar & Energia Brasil deve processar 20 milhões de toneladas de cana, acima das 19,6 milhões de toneladas de 2016/17.

"Até agora já moemos 12 milhões de toneladas, ou 60 por cento do previsto", revelou Costa Filho.

O executivo ressaltou também que o rendimento neste ano está maior em razão das condições climáticas.

"Tivemos um início de safra chuvoso, o que acabou fazendo com que a cana colhida até agora apresentasse uma produtividade melhor que a do ano passado. Já o tempo seco e frio fez com que tivéssemos um teor de açúcar maior", disse.

No acumulado da temporada, a Tereos Açúcar & Energia Brasil colheu em torno de 95 toneladas de cana por hectare, com 134 kg de Açúcares Totais Recuperáveis (ATR) por tonelada processada. Há um ano, eram 91 t/ha e 130 kg/t, respectivamente, segundo Costa Filho.

"Estamos com 12,7 toneladas (de produção) de açúcar por hectare, contra 11,8 toneladas no ano passado", disse o executivo.

Braço brasileiro do grupo francês Tereos, a Tereos Açúcar & Energia Brasil voltou a ter 100 por cento do controle de suas usinas no fim de 2016, após comprar a fatia que a Petrobras detinha nos empreendimentos por mais de 200 milhões de dólares.

"A saída da Petrobras do capital da Guarani foi uma decisão da Petrobras. Para nós, não mudou nada, pois já éramos o controlador", disse Costa Filho, referindo-se sobre esta que é a primeira safra em que a Tereos opera sem a participação da estatal de petróleo. (Reuters 21/08/2017)

 

Governo do MT concede isonomia para produção de etanol hidratado de milho

O Governo do Estado do Mato Grosso unificou a carga tributária para toda a produção de etanol hidratado, independente da matéria-prima utilizada na fabricação, com o objetivo de promover a igualdade na produção de etanol em Mato Grosso.

Com a medida, a carga liquida total passa a ser de 10,5% sobre o Preço Médio Ponderado a Consumidor Final (PMPF), que serve como base de cálculo para a cobrança do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).

O benefício consta do Decreto nº 1.142, publicado no Diário Oficial do Estado (DOE), que circulou na última sexta-feira (11).

Com a mudança a produção de etanol de milho para vendas interestaduais passa a ser taxada da mesma maneira que a produção a partir da cana-de-açúcar.

A usina de etanol paga carga de 7% e a distribuidora 3,5%. Antes, qualquer outro tipo de etanol que viesse a ser fabricado em Mato Grosso teria tributação de 25%.

O tratamento igualitário dado pelo Executivo é parte da diretriz de melhorar o ambiente de negócios no Estado, dando estímulo à produção de combustível com o aproveitamento de matérias-primas abundantes como é o caso do milho, que já conta com a primeira usina do país instalada em Mato Grosso.

“A produção de etanol de milho não só é economicamente viável, pois agrega valor à matéria-prima e impulsiona a verticalização da produção, como também é importante para o desenvolvimento sustentável do ponto de vista tanto ambiental, quanto de geração de emprego e renda”, afirma o secretário de Fazenda Gustavo de Oliveira.

Para a safra 2016/2017, a produção do grão no Estado está estimada em 27,699 milhões de toneladas, o que corresponde 28,5% do total produzido no Brasil e coloca Mato Grosso em primeiro no ranking nacional.

Os dados são do levantamento da safra de grãos deste mês de agosto divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). (Mato Grosso Mais 21/08/2017)

 

UPL marca presença em 50º Congresso de Fitopatologia em Uberlândia (MG)

Pesquisadores do Eagle Team trazem descobertas e avanços em fitopatologia para discutir alguns painéis de 21 a 23 de agosto.

O Congresso de Fitopatologia é momento em que pesquisadores, produtores, indústria e empresários se encontram para discutir “Do manejo à edição do genoma", tema principal da agenda de palestras e que provavelmente será amplamente discutida durante a feira, além da evolução da fitopatologia no Brasil e suas últimas descobertas e avanços. “Somos líderes do mercado no manejo de resistência. Sendo a UPL a empresa pioneira a debater e trazer soluções para este manejo no Brasil. E por isso, é nosso compromisso estarmos presentes em um momento que será discutido manejo de resistência, mais especificamente na ferrugem da soja”, afirma Fernando Gadotti, Desenvolvedor de Mercado da UPL.

O Eagle Team explanará sobre assuntos como a Ferrugem Asiática e as questões referentes à sua resistência durante o painel 7 que acontece no segundo dia do evento com Silvânia Helena Furlan, Carlos Alberto Forcelini, que trazem suas últimas descobertas sobre a resistência de fungos aos fungicidas e o ensino digital da fitopatologia, respectivamente. Fernando Cezar Juliatti, também terá um painel no segundo dia, além de ser um dos organizadores do Congresso.

“Como organizador do evento fico muito feliz com a participação destacada do Eagle Team que foi o primeiro grupo Brasileiro organizado pela UPL, para discutir o manejo da resistência de forma consciente e visando a sustentabilidade da cultura da soja e de certa forma garantir a soberania e a segurança nacional.

Hoje o Agronegócio é responsável por 40 % do PIB Brasileiro e a soja é a cultura em destaque para geração de divisas ao país. Nos três dias de evento teremos a oportunidade de discutir porque os patógenos tornam resistentes, como manejá-la e como a biologia molecular e os estudos de genômica auxiliarão o agricultor e a sociedade.

Compareçam porque no evento já temos mais de 1000 inscritos e 800 trabalhos sobre doenças em plantas e seu manejo.

Entre os inscritos temos: produtores, técnicos, estudantes, pesquisadores e professores. Sejam todos bem vindos à Uberlândia”, salienta Fernando Cezar Juliatti, pesquisador do Eagle Team e Organizador do 50º Congresso de Fitopatologia.

A UPL estará presente com seu estande levando seus principais produtos do portfólio como um de seus destaques o Unizeb Gold.

Referência no controle da Ferrugem Asiática, o fungicida multissítio Unizeb Gold tem sido a escolha preferencial do produtor, quando o assunto é manejo eficiente.

“A constante evolução da agricultura no Brasil e no mundo tem uma importante ligação com a Inovação. Por isso, apenas três safras após o lançamento de Unizeb Gold no Brasil, esta solução se consolidou como a pioneira e líder no mercado do verdadeiro manejo da resistência”, conta Rafael Pereira, Gerente de Inovação & Desenvolvimento da UPL do Brasil.

Registrando resultados em algumas regiões do território brasileiro, Unizeb Gold aos poucos vai se consolidado como uma das preferências do produtor, no controle e combate a Ferrugem Asiática, passando a ser a primeira opção de aplicação e invertendo sua posição em relação aos fungicidas de sítio específico.

“Antes os fungicidas de sítio-específico eram amplamente utilizados, o que acabou influenciando um aumento na sensibilidade a Phakopsora pachyrhizi, às substâncias como, por exemplo, as carboxamidas, pois sua forma de ação alcança somente um ponto específico do fungo. Já a solução multissítio, sendo utilizada hoje como base inicial no manejo, como seu próprio nome explica, acaba comprometendo múltiplos pontos do fungo, tendo como resultado um maior controle fúngico”, finaliza Gadotti.

SOBRE A UPL

A indiana UPL é uma empresa global que traz soluções inovadoras e sustentáveis em proteção de cultivos para o agricultor. Fundada em 1969, a companhia atua hoje em mais de 86 países com 28 fábricas que desenvolvem, fabricam, formulam e comercializam produtos da mais alta qualidade, segurança e tecnologia.

No Brasil, com 11 anos de atuação, a empresa está entre as maiores do segmento com faturamento global de mais de US$ 2 bilhões e ações na Bolsa de Mumbai. A indiana conta com fábrica e estação experimental em Ituverava-SP e foi eleita em 2016 como a melhor empresa para se trabalhar pela Great Place to Work® em parceria com a Revista Época. Por meio de seu trabalho com produtores e pesquisadores para encontrar soluções mais eficientes para campo e através de novas formulações e produtos, equipe especializada e expansão de portfólio, conta com forte presença nos mercados de soja, milho, cana-de-açúcar, arroz, café, feijão, citros, algodão, pastagem e hortifrúti. (UPL 21/08/2017)