Setor sucroenergético

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SLC Agrícola semeia um novo e fértil negócio

A SLC Agrícola, uma das grandes proprietárias de terras do país, com mais de R$ 5 bilhões em ativos, pretende entrar no ramo da celulose.

O investimento passa pela aquisição de áreas já plantadas ou mesmo o cultivo de eucalipto do zero.

O projeto se daria em associação com grandes fabricantes de celulose.

Segundo o RR apurou, Eduardo e Jorge Longemann, controladores da companhia, já mantêm conversas preliminares com empresas do setor.

A SLC é dona de uma carteira de quase 400 mil hectares de plantações de soja, milho e algodão. (Jornal Relatório Reservado 23/08/2017)

 

Meta da COP-21 exige aporte de US$ 31 bi em etanol, diz CNI

Estudo encomendado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) indica que as usinas sucroalcooleiras terão que investir US$ 31 bilhões para expandir sua produção de etanol até 2030 de forma que o país cumpra a meta de emissões de gases de efeito estufa prometida na Conferência do Clima de Paris (COP-21), em 2015. Apesar de o acordo da capital francesa falar em "bioenergia" em geral como alvo da meta, a pesquisa da CNI é focada na área de etanol.

O capital calculado pela pesquisa, elaborada pelo professor Marcos Fava Neves, da Faculdade de Economia e Administração da Universidade de São Paulo (FEA/USP), inclui investimentos em aquisição de equipamentos, na instalação de novas usinas e na renovação de canaviais. Na COP-21, o Brasil se comprometeu a ampliar para 18% a participação dos biocombustíveis em sua matriz energética até 2030.

A CNI lembra que um estudo similar, divulgado em 2015 em pela União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), que representa usinas da região Centro-Sul, também já havia apontado para a necessidade de investimentos da ordem de US$ 30 bilhões para o mesmo fim.

Estudo da Embrapa Agroenergia antecipado pelo Valor na semana passada mostrou que é inviável o Brasil cumprir a meta de aumento dos biocombustíveis em sua matriz de energia firmada na COP-21, basicamente por causa do grande desafio do país para atender aos incrementos dos percentuais de biodiesel em sua matriz energética.

O levantamento da CNI, por sua vez, aponta que a missão também tem suas dificuldades no segmento de etanol, já que o país precisaria alcançar uma produção de 54 bilhões de litros do bicombustível por ano. Nesse sentido, a pesquisa aponta que a capacidade de moagem de cana teria que saltar das atuais 942,7 milhões de toneladas por safra para aproximadamente 1 bilhão de toneladas, considerando uma capacidade ociosa de 10%.

O estudo da entidade prevê, ainda, a construção de 75 novas usinas até 2030, com capacidade média para processar 3,7 milhões de toneladas de cana por safra cada uma, o que implicaria investimento total de cerca de US$ 26 milhões.

De qualquer forma, a pesquisa também estima que, caso os investimentos previstos se concretizem, o segmento deverá alcançar, em 2030, um Produto Interno Bruto (PIB) de US$ 74,49 bilhão, além de movimentar US$ 206,6 bilhões e recolher cerca de US$ 19,2 bilhões em impostos.

Mas o próprio estudo pondera que o segmento sucroenergético "dificilmente fará grandes investimentos para dobrar a produção se não tiver uma segurança de que a demanda será garantida, pois o setor pode realizar tal investimento e o governo pode focar na produção de energia eólica, por exemplo". (Valor Econômico 23/08/2017)

 

Açúcar: Negociações travadas

A ausência de fundamentos novos no mercado de açúcar manteve os contratos da commodity com entrega para março entre 14,05 e 14,3 centavos de dólar a libra-peso na bolsa de Nova York ontem.

No fechamento, o papel ficou estável em 14,26 centavos de dólar a libra-peso.

"Há poucas notícias fundamentais novas, então esperamos que o mercado permaneça em sua faixa atual" afirma Nick Penney, da Sucden Financial. Se, de um lado, as chuvas no Brasil dão força às cotações, as expectativas de uma maior produção na Ásia, com previsão de superávit de mais de 4 milhões de toneladas na oferta mundial em 2017/18, ainda pressionam os contratos.

No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal em São Paulo ficou em R$ 52,79 a saca de 50 quilos, queda de 0,94%. (Valor Econômico 23/08/2017)

 

Setor de etanol ficará "frustrado" se RenovaBio não sair nas próximas semanas, diz Unica

O setor sucroenergético brasileiro ficará "frustradíssimo" se o RenovaBio, programa do governo federal para expansão dos biocombustíveis, não seguir para o Congresso Nacional no curto prazo, afirmou nesta terça-feira a presidente da União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica), Elizabeth Farina.

"Ficaremos frustradíssimos se esse projeto...não for encaminhado em termos de um instrumento legal ao Congresso (Nacional) nas próximas semanas", disse ela durante cerimônia de abertura da 25ª feira Internacional de Tecnologia Sucroenergética (Fenasucro), em Sertãozinho (SP).

No começo de agosto, o Ministério da Agricultura chegou a dizer que a MP do programa sairia nos "próximos dias", o que gerou forte expectativa por novidades durante o evento no interior paulista, que deve movimentar 3,1 bilhões de reais em negócios até o próximo dia 25, de acordo com estimativa dos organizadores.

Lançado em dezembro do ano passado e submetido a uma consulta pública no primeiro trimestre de 2017, o RenovaBio está, atualmente, na Casa Civil, onde passa por ajustes para ser enviado ao Congresso Nacional, seja como medida provisória ou como projeto de lei. O formato ainda não está definido.

O RenovaBio irá prever iniciativas em um horizonte até 2030. A intenção é permitir ao Brasil cumprir suas metas, acertadas na COP 21, de Paris, que visam à redução de 43 por cento nas emissões de gases do efeito estufa até aquele ano, tendo 2005 como base.

O programa deverá estabelecer metas de uso de biocombustíveis atreladas a emissões de gases de efeito estufa. (Reuters 22/08/2017)

 

Gatilho para taxar etanol importado gera impasse antes de reunião da Camex, diz fonte

O volume de etanol importado que estará sujeito a uma taxa de 20 por cento ainda é motivo de divergências antes de reunião da Secretaria-executiva da Câmara de Comércio Exterior (Camex), que deliberará sobre o assunto na quarta-feira, disse uma fonte do setor com conhecimento da situação.

Enquanto o Ministério da Agricultura, mais ligado à cadeia produtiva, defende que as importações sejam taxadas a partir de 600 milhões de litros em um ano, a Fazenda sugere que o gatilho para a tarifa seja 915 milhões de litros.

"Acho que deve ser aprovado algo entre 600 milhões e 915 milhões de litros. Me parece que o impasse está basicamente na quantidade, mas nunca se sabe o que pode vir", resumiu a fonte, na condição de anonimato.

A taxação de compras externas de etanol passou a ser defendida pelo setor sucroenergético brasileiro no primeiro semestre, após importações 330 por cento maiores na comparação anual, as quais acabaram por derrubar os preços internos do produto.

Depois de idas e vindas, incluindo uma reunião da Camex em julho que terminou sem definição alguma, chegou-se à proposta de liberar a importação de um determinado volume, taxando-se as quantidades excedentes de etanol em 20 por cento.

Anteriormente, o pleito era por uma taxa de 17 por cento sobre qualquer volume importado, o que levantou temores sobre eventuais retaliações dos Estados Unidos, os principais exportadores do produto ao Brasil.

Atualmente, não há incidência de qualquer tarifa sobre a importação do biocombustível. (Reuters 22/08/2017)

 

Leilão da massa falida do Grupo João Lyra arrecada mais de R$ 800 mil

Foram vendidos um imóvel residencial, um comercial e uma aeronave. Valor será usado para pagamento de dívidas com trabalhadores e credores.

O leilão dos bens da massa falida da Usina Laginha Agroindustrial S/A do Grupo João Lyra arrecadou mais de R$ 800 mil.

O 2º Pregão foi encerrado no último dia 14 quando foram vendidos três bens.

O 1º Pregão terminou no dia 4 deste mês, mas não houve arremates, por isso seguiu para o segundo.

Eram quatro lotes disponíveis, mas somente três foram arrematados, um imóvel residencial por R$ 395 mil, um comercial por R$ 95 mil e uma aeronave por R$ 325 mil. Os itens foram vendidos com lances de 60% abaixo dos valores de avaliação. O resultado já foi homologado pela Justiça.

O único bem que não foi vendido foi o imóvel onde funcionava a sede da Laginha, ofertado por R$ 9,5 milhões. Ele deverá ser colocado a leilão novamente. No entanto, o novo leilão não tem uma data definida.

A falência do grupo sucroalcooleiro foi decretada em 2012, mas desde novembro de 2008 a Laginha encontrava-se em recuperação judicial.

O valor arrecadado no leilão está depositado em conta judicial, vinculada ao Juízo da falência. Ele será usado para pagamento de credores, fornecedores de serviços, instituições financeiras e tributos fiscais. (G1 22/08/2017)

 

RenovaBio está em estudo pela Casa Civil: “Não há prazo ainda”

A Política Nacional de Biocombustíveis (RenovaBio) tem como principais objetivos trazer "previsibilidade ao mercado de biocombustíveis, expansão de produção com regularidade do abastecimento" e também "atender compromissos firmados pelo governo brasileiro" na 21ª Conferência das Partes - Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática (COP21), em Paris. Esses fundamentos, juntamente com "a garantia adequada da relação de eficiência energética e de redução de emissões de gases causadores do efeito estufa na produção, comercialização e uso de biocombustíveis" constam da minuta da Medida Provisória (MP) do RenovaBio obtida pelo Broadcast Agro.

As linhas gerais do RenovaBio detalhadas na proposta de medida provisória com 13 páginas têm data de 4 de agosto. A proposta está parada na Casa Civil da Presidência da República. "A matéria está em análise na Casa Civil e até este momento os estudos não foram concluídos. Não há prazo ainda", informou em nota a assessoria da Casa Civil.

A minuta da MP para ser assinada pelo presidente Michel Temer (PMDB) e encaminhada ao Congresso traz poucos detalhes novos em relação ao que já foi divulgado pelo Ministério das Minas e Energia, que elaborou o programa, e do que foi apresentado em eventos sobre o RenovaBio. Entre as novidades está a criação do Comitê de Monitoramento de Biocombustíveis e Combustíveis (CMBC).

O órgão seria criado para "monitorar e avaliar permanentemente a regularidade do abastecimento nacional de biocombustíveis e combustíveis e propor ao Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) as metas compulsórias anuais de redução de emissões de gases causadores do efeito estufa para a comercialização de combustíveis; diretrizes, critérios e parâmetros para o credenciamento de firmas inspetoras e a certificação de biocombustíveis; e os requisitos para regulação técnica e econômica dos Créditos de Descarbonização de Biocombustíveis (CBios)", informa o texto.

Considerados o principal eixo do RenovaBio, os CBios serão títulos emitidos por produtores de bicombustíveis, cujo valor será calculado de acordo com a capacidade de cada um mitigar as emissões. Segundo a minuta da MP, esses papéis seriam escriturados para serem comercializados no mercado financeiro. Para emitir os CBios, os produtores ou importadores precisam ser certificados e auditados e a operação de venda dos biocombustíveis ser feita com nota fiscal. As distribuidoras comprariam esses papéis como forma de compensar as emissões nas vendas de combustíveis fósseis, os produtores teriam receita para investir no setor e a redução de emissões seria comprovada. Tudo isso controlado pelo CMBC.

A minuta da MP aponta o dia 1º de julho de 2018 como a data para que as metas de redução compulsória de emissões comecem a entrar em vigor e também altera vários pontos de leis sobre produção e o comércio de combustíveis para adequá-las ao RenovaBio. (Agência Estado 22/08/2017)

 

Startup brasileira de agronegócio é premiada no Vale do Silício

Empresa é considerada uma das mais inovadoras do mundo.

A AgroSmart, uma das principais startups brasileiras de agronegócio, recebeu o troféu Operational Excellence durante o Thrive AgTech Demo Day, realizado no Vale do Silício, nos Estados Unidos.

Única representante da América Latina na competição, que reuniu mais de 600 líderes mundiais do agronegócio, a empresa se consolida como uma das mais inovadoras do planeta, nesse mercado.

A AgroSmart estará presente na Agro Tech Conference, maior conferência sobre agronegócios do Brasil, que acontece em São Paulo, dia 21 de setembro.

A empresa tem uma plataforma de agricultura digital, ajudando produtores rurais a tomarem melhores decisões no campo e serem mais resistentes às mudanças climáticas.

A startup gera recomendações ao monitorar lavouras por meio de sensores e imagens de satélite, interpretando as necessidades da planta em tempo real em relação a irrigação, doenças e pragas.

O uso do sistema permite economizar até 60% de água, 40% de energia e aumentar a produtividade em até 15%. (Assessoria de Comunicação 23/08/2017)