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Bayer vê recorde em negociação via 'barter' com agricultor no Brasil em 2017

A unidade de defensivos agrícolas da alemã Bayer no Brasil tem registrado recordes na modalidade "barter", em que as vendas de agroquímicos são garantidas em "trocas" com a produção, uma vez que a companhia vê consolidar uma tática de obter ganhos ao prover serviços de proteção de preços aos agricultores.

Com a estratégia, intensificada após produtores rurais enfrentarem uma conjuntura de crédito mais escasso nos últimos anos, a Bayer prevê elevar tais negócios no país em pelo menos 25 por cento em 2017, para mais de 300 milhões de dólares, disse à Reuters o diretor de Operações Estruturadas da companhia, Eduardo Roncaglia.

O volume de "barter" deverá representar algo entre 20 e 25 por cento de todo o faturamento da unidade de agroquímicos da Bayer no Brasil, um nível de participação da modalidade nas vendas da companhia que deve ser mantido nos próximos anos, acrescentou Roncaglia.

"Tem todo um foco da empresa em entender que esta é uma ferramenta importante para o produtor e o distribuidor para gerenciamento de risco... E, com a restrição de crédito, achamos que é fundamental, e apostamos muito nos últimos anos", destacou Roncaglia.

Até agosto, a Bayer já havia ultrapassado o volume de "barter" registrado em todo o ano passado no país, quando ampliou a modalidade de vendas em 50 por cento em relação a 2015.

A decisão de intensificar tais negócios é relativamente recente, uma vez que em 2013 as "trocas" representaram apenas 1 por cento do faturamento da unidade de defensivos da Bayer no país.

Num ambiente de safras recordes no Brasil e no mundo, em que os preços tendem a ficar pressionados, é importante ao produtor utilizar de tais mecanismos, em que ele trava o preço de uma entrega, o que também ajuda a entender o forte crescimento dos negócios via "barter".

"A supersafra acaba impactando na tomada de decisão em como o produtor gerencia o negócio, por isso que a gente estimula o planejamento para ele ter um bom resultado", disse o diretor da Bayer, acrescentando que quem travou os preços na última safra teve um resultado 30 por cento melhor, uma vez que as cotações despencaram desde 2016.

O diretor disse que os negócios de "barter" da companhia estão indo bem apesar de uma retração nas vendas de agricultores, uma situação que ele espera que mude na medida em que os produtores precisam abrir espaço nos seus armazéns, diante da colheita recorde de milho.

"Ainda tem bastante coisa (negócio) a ser feita, o algodão rodou bastante no começo do ano... E a soja deu uma atrasada, mas está começando a deslanchar, porque não dá para segurar", opinou.

A soja e o algodão respondem por cerca de 80 por cento do "barter" da Bayer, que também realiza tais operações com milho, açúcar, café e até mesmo com amendoim, uma inovação vista em 2017.

MAIS SEGURANÇA

Vale lembrar que o agricultor não entrega o produto das colheitas à Bayer. Quem acaba recebendo os grãos e oleaginosas são as tradings --a empresa de agroquímicos acaba sendo uma intermediária.

Ainda assim, a companhia tem toda uma estrutura para auxiliar o produtor a travar seu preço, incluindo uma mesa de negócios em que opera até na Bolsa de Chicago.

A Bayer trabalha o "barter" basicamente em três modalidades: uma delas aproveita um contrato que o produtor já tem fixado com uma trading, em que ele repassa à empresa de defensivos o direito de receber o pagamento; uma segunda é a "financeira", em que a Bayer trabalha com opções de venda ou compra e ajuda o produtor a se proteger da volatilidade do mercado; e a terceira é a "física", em que ocorre a venda do produto negociado com o agricultor.

Segundo Roncaglia, a companhia incentiva que o produtor trave pelo menos o investimento na lavoura.

Uma vez que se trata de uma modalidade de negócios "mais segura", os encargos também são menores, o que ajuda a dar impulso nas vendas, acrescentou o executivo.

A ferramenta é utilizada como mitigadora de risco para toda a cadeia (produtor/distribuidor e fornecedor), permitindo que todos trabalhem em um ambiente mais seguro. Com o "barter", o produtor reduz a necessidade de financiamento no setor bancário, por exemplo, pois receberá seus insumos via operações de "troca".

Tal movimento, ressaltou Roncaglia, é importante, uma vez que "da porteira pra dentro os produtores estão na vanguarda, mas ainda deixam de maximizar seu resultado na co

 

Ex-ministro Roberto Rodrigues cobra revisão no Consecana

Produtor de cana, o ex-ministro Roberto Rodrigues cobra a revisão no Consecana. O sistema foi criado em 1999 e considera no cálculo da remuneração aos fornecedores apenas preços do açúcar e do etanol nos mercados interno e externo. Ganhos com bioenergia e produtividade industrial no período, por exemplo, não são incluídos.

Regras

Elizabeth Farina, presidente da Unica, entidade que representa as usinas, rebate a demanda sobre mudanças no Consecana: "A gente tem reuniões semanais sobre o Consecana. Todo mundo quer o melhor para todos, mas é difícil mudar regras em tempo de crise. Em geral é quando a gente quer mudar", disse. (BroadcastAgro - O Estado de São Paulo 28/08/2017)

 

Vendas de etanol deverão crescer até o fim da safra

Após um longo período de retração do mercado de etanol, começaram a surgir sinais de recuperação das vendas no país. Na primeira quinzena de agosto, as usinas do Centro-Sul venderam às distribuidoras 14% mais etanol hidratado ante a quinzena anterior, ou 644,28 milhões de litros, e os analistas já começam a projetar uma reação da demanda nos postos para algo em torno de 1,3 bilhão de litros por mês.

Os dados quinzenais foram divulgados ontem pela União das Indústrias de Cana-de-Açúcar (Unica). Na comparação com o mesmo período do ano passado, contudo, o volume ainda é 10% menor.

O aumento das vendas sobre a segunda quinzena de julho veio da esteira da mudança de alíquotas de PIS/Cofins sobre combustíveis, que onerou mais a gasolina.

Antonio de Pádua Rodrigues, diretor técnico da Unica, pondera que é cedo para afirmar que esse aumento reflita a nova tributação ou estimule uma eventual troca da gasolina pelo etanol nas bombas, já que há outros fatores na mesa, como uma eventual falta de produto no estoque das distribuidoras ou um aumento da demanda por combustíveis em geral no país.

Leonardo Gadotti, presidente do Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis (Sindicom), concorda que é cedo para fazer essa avaliação, e ressalta que a demanda total por combustíveis é mais ligada ao poder aquisitivo, algo que ainda não reagiu com vigor.

Para um trader que preferiu não se identificar, a notícia do aumento do imposto sobre a gasolina pode ter levado os consumidores a reavaliar suas preferências, já que a sensibilidade aos preços cresce em tempos de desemprego elevado. Um aumento de R$ 0,40 por litro no preço da gasolina pode significar R$ 20 ou R$ 30 a mais por tanque, dependendo do carro, afirma.

De fato, nas últimas semanas a correlação entre os preços de etanol e gasolina não mudou muito. Em São Paulo, principal Estado consumidor, os preços do etanol têm se mantido em 68% do valor da gasolina desde a alteração tributária, 2 pontos a mais que na semana anterior à mudança.

Mesmo em termos absolutos a alteração foi pouco expressiva. Na última semana, o litro do etanol vendido nos postos paulistas estava R$ 1,151 mais barato do que a gasolina, 6 centavos a mais que na semana da alteração tributária.

E foi apenas na última semana, encerrada dia 26, que o etanol voltou a ficar mais vantajoso (abaixo de 70% do valor da gasolina) em Minas Gerais e Goiás, além de São Paulo e Mato Grosso.

Julio Borges, da consultoria JOB Economia, acredita que "isso é um bom sinal para retomada da demanda", atesta. Ele avalia que os preços do etanol ainda terão que cair mais para turbinar a demanda, para algo entre 66% e 67% da gasolina em São Paulo. "Mas, na semana passada, percebemos que as compras de etanol pelas distribuidoras já estavam mais animadas."

Para os analistas, a tendência é que o mercado de etanol recupere espaço nos próximos meses.

Pádua acredita que a demanda por etanol nas bombas possa ir a 1,2 bilhão de litros a 1,3 bilhão de litros mensais até o fim da moagem de cana, acima dos 1,04 bilhão de litros vendidos em junho, de acordo com dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Já João Paulo Botelho, analista da consultoria FCStone, aposta em uma reação mais defasada por parte da demanda vê um consumo de etanol alcançando 1,35 bilhão de litros por mês entre outubro e dezembro. "Embora em dezembro a paridade seja pior, costuma ter um consumo maior por causa das viagens de fim de ano", afirma ele. (Valor Econômico 29/08/2017)

 

Etanol volta a mostrar atratividade na 1ª quinzena de agosto, diz Unica

Os preços do etanol voltaram a mostrar certa atratividade para as usinas produtoras do centro-sul do Brasil na primeira quinzena de agosto, que destinaram no período o menor percentual de cana para a fabricação de açúcar em quatro quinzenas, segundo a União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica).

"A queda da participação do açúcar no mix de produção desta quinzena se deve à arbitragem mais favorável ao etanol. Quando isso acontece é normal que as usinas anexas, aquelas que fabricam açúcar e etanol, optem pelo produto mais vantajoso", explicou a entidade em nota enviada à Reuters.

Nos primeiros quinze dias de agosto, as usinas do centro-sul direcionaram 50,04 por cento da oferta de cana para a produção de açúcar e 49,96 por cento para a de etanol.

Embora ainda supere o mix de igual momento do ano passado (48,57 por cento), a redução na alocação de cana para a produção de açúcar vai em linha com as perspectivas de grupos sucroenergéticos apresentadas no início do mês, durante a temporada de balanços de resultados.

A Cosan, por exemplo, disse na época esperar que as vendas de etanol sejam mais lucrativas que as de açúcar em alguns Estados brasileiros.

Com esse mix, o centro-sul produziu 3,15 milhões de toneladas do adoçante nos primeiros 15 dias de agosto, 6 por cento acima do registrado há um ano, mas abaixo do recorde da segunda quinzena de julho, de 3,41 milhões de toneladas.

Quanto ao etanol, as usinas da região fabricaram 1,94 bilhão de litros na quinzena, praticamente estável na comparação anual.

VENDAS DE ETANOL

Segundo a Unica, as usinas e destilarias do centro-sul comercializaram na primeira quinzena de agosto pouco mais de 1 bilhão de litros de etanol, queda de quase 5 por cento na comparação anual, mas 4,4 por cento maior sobre a segunda quinzena de julho.

"Esse incremento decorre da recuperação das vendas domésticas de etanol hidratado. Estas somaram 644,28 milhões de litros nos 15 primeiros dias de agosto, contra 564,12 milhões registrados na quinzena anterior. Trata-se de uma alta de 14,21 por cento, a maior observada na atual safra, considerando este comparativo entre os resultados quinzenais", destacou a Unica.

A melhora nas vendas de etanol hidratado ocorrem após o governo favorecer o setor diante de um aumento no PIS/Cofins para a gasolina. A Unica não comentou este assunto.

Em contrapartida, as vendas de etanol anidro --misturado em 27 por cento à gasolina-- diminuíram para 390,56 milhões de litros ante 427,28 milhões de litros na última metade de julho.

 

Setor de máquinas agrícolas espera crescimento de 10% nas vendas na Expointer 2017

O intenso movimento nos primeiros dias de Expointer empolgou quem participa da feira, realizada em Esteio, na Região Metropolitana de Porto Alegre. É lá que o produtor rural conhece as novidades que facilitam seu trabalho no campo, como as máquinas agrícolas.

O setor espera vender 10% a mais este ano. E por isso, trouxe muitas novidades ao Parque Assis Brasil.

Uma das novidades tecnológicas é uma máquina que trabalha praticamente sozinha. O monitor, é o cérebro do equipamento. A função do operador é ficar na cabine e acompanhar o andamento do serviço. (G1 28/08/2017)

Bayer vê recorde em negociação via 'barter' com agricultor no Brasil em 2017

A unidade de defensivos agrícolas da alemã Bayer no Brasil tem registrado recordes na modalidade "barter", em que as vendas de agroquímicos são garantidas em "trocas" com a produção, uma vez que a companhia vê consolidar uma tática de obter ganhos ao prover serviços de proteção de preços aos agricultores.

Com a estratégia, intensificada após produtores rurais enfrentarem uma conjuntura de crédito mais escasso nos últimos anos, a Bayer prevê elevar tais negócios no país em pelo menos 25 por cento em 2017, para mais de 300 milhões de dólares, disse à Reuters o diretor de Operações Estruturadas da companhia, Eduardo Roncaglia.

O volume de "barter" deverá representar algo entre 20 e 25 por cento de todo o faturamento da unidade de agroquímicos da Bayer no Brasil, um nível de participação da modalidade nas vendas da companhia que deve ser mantido nos próximos anos, acrescentou Roncaglia.

"Tem todo um foco da empresa em entender que esta é uma ferramenta importante para o produtor e o distribuidor para gerenciamento de risco... E, com a restrição de crédito, achamos que é fundamental, e apostamos muito nos últimos anos", destacou Roncaglia.

Até agosto, a Bayer já havia ultrapassado o volume de "barter" registrado em todo o ano passado no país, quando ampliou a modalidade de vendas em 50 por cento em relação a 2015.

A decisão de intensificar tais negócios é relativamente recente, uma vez que em 2013 as "trocas" representaram apenas 1 por cento do faturamento da unidade de defensivos da Bayer no país.

Num ambiente de safras recordes no Brasil e no mundo, em que os preços tendem a ficar pressionados, é importante ao produtor utilizar de tais mecanismos, em que ele trava o preço de uma entrega, o que também ajuda a entender o forte crescimento dos negócios via "barter".

"A supersafra acaba impactando na tomada de decisão em como o produtor gerencia o negócio, por isso que a gente estimula o planejamento para ele ter um bom resultado", disse o diretor da Bayer, acrescentando que quem travou os preços na última safra teve um resultado 30 por cento melhor, uma vez que as cotações despencaram desde 2016.

O diretor disse que os negócios de "barter" da companhia estão indo bem apesar de uma retração nas vendas de agricultores, uma situação que ele espera que mude na medida em que os produtores precisam abrir espaço nos seus armazéns, diante da colheita recorde de milho.

"Ainda tem bastante coisa (negócio) a ser feita, o algodão rodou bastante no começo do ano... E a soja deu uma atrasada, mas está começando a deslanchar, porque não dá para segurar", opinou.

A soja e o algodão respondem por cerca de 80 por cento do "barter" da Bayer, que também realiza tais operações com milho, açúcar, café e até mesmo com amendoim, uma inovação vista em 2017.

MAIS SEGURANÇA

Vale lembrar que o agricultor não entrega o produto das colheitas à Bayer. Quem acaba recebendo os grãos e oleaginosas são as tradings --a empresa de agroquímicos acaba sendo uma intermediária.

Ainda assim, a companhia tem toda uma estrutura para auxiliar o produtor a travar seu preço, incluindo uma mesa de negócios em que opera até na Bolsa de Chicago.

A Bayer trabalha o "barter" basicamente em três modalidades: uma delas aproveita um contrato que o produtor já tem fixado com uma trading, em que ele repassa à empresa de defensivos o direito de receber o pagamento; uma segunda é a "financeira", em que a Bayer trabalha com opções de venda ou compra e ajuda o produtor a se proteger da volatilidade do mercado; e a terceira é a "física", em que ocorre a venda do produto negociado com o agricultor.

Segundo Roncaglia, a companhia incentiva que o produtor trave pelo menos o investimento na lavoura.

Uma vez que se trata de uma modalidade de negócios "mais segura", os encargos também são menores, o que ajuda a dar impulso nas vendas, acrescentou o executivo.

A ferramenta é utilizada como mitigadora de risco para toda a cadeia (produtor/distribuidor e fornecedor), permitindo que todos trabalhem em um ambiente mais seguro. Com o "barter", o produtor reduz a necessidade de financiamento no setor bancário, por exemplo, pois receberá seus insumos via operações de "troca".

Tal movimento, ressaltou Roncaglia, é importante, uma vez que "da porteira pra dentro os produtores estão na vanguarda, mas ainda deixam de maximizar seu resultado na co

 

Ex-ministro Roberto Rodrigues cobra revisão no Consecana

Produtor de cana, o ex-ministro Roberto Rodrigues cobra a revisão no Consecana. O sistema foi criado em 1999 e considera no cálculo da remuneração aos fornecedores apenas preços do açúcar e do etanol nos mercados interno e externo. Ganhos com bioenergia e produtividade industrial no período, por exemplo, não são incluídos.

Regras

Elizabeth Farina, presidente da Unica, entidade que representa as usinas, rebate a demanda sobre mudanças no Consecana: "A gente tem reuniões semanais sobre o Consecana. Todo mundo quer o melhor para todos, mas é difícil mudar regras em tempo de crise. Em geral é quando a gente quer mudar", disse. (BroadcastAgro - O Estado de São Paulo 28/08/2017)

 

Vendas de etanol deverão crescer até o fim da safra

Após um longo período de retração do mercado de etanol, começaram a surgir sinais de recuperação das vendas no país. Na primeira quinzena de agosto, as usinas do Centro-Sul venderam às distribuidoras 14% mais etanol hidratado ante a quinzena anterior, ou 644,28 milhões de litros, e os analistas já começam a projetar uma reação da demanda nos postos para algo em torno de 1,3 bilhão de litros por mês.

Os dados quinzenais foram divulgados ontem pela União das Indústrias de Cana-de-Açúcar (Unica). Na comparação com o mesmo período do ano passado, contudo, o volume ainda é 10% menor.

O aumento das vendas sobre a segunda quinzena de julho veio da esteira da mudança de alíquotas de PIS/Cofins sobre combustíveis, que onerou mais a gasolina.

Antonio de Pádua Rodrigues, diretor técnico da Unica, pondera que é cedo para afirmar que esse aumento reflita a nova tributação ou estimule uma eventual troca da gasolina pelo etanol nas bombas, já que há outros fatores na mesa, como uma eventual falta de produto no estoque das distribuidoras ou um aumento da demanda por combustíveis em geral no país.

Leonardo Gadotti, presidente do Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis (Sindicom), concorda que é cedo para fazer essa avaliação, e ressalta que a demanda total por combustíveis é mais ligada ao poder aquisitivo, algo que ainda não reagiu com vigor.

Para um trader que preferiu não se identificar, a notícia do aumento do imposto sobre a gasolina pode ter levado os consumidores a reavaliar suas preferências, já que a sensibilidade aos preços cresce em tempos de desemprego elevado. Um aumento de R$ 0,40 por litro no preço da gasolina pode significar R$ 20 ou R$ 30 a mais por tanque, dependendo do carro, afirma.

De fato, nas últimas semanas a correlação entre os preços de etanol e gasolina não mudou muito. Em São Paulo, principal Estado consumidor, os preços do etanol têm se mantido em 68% do valor da gasolina desde a alteração tributária, 2 pontos a mais que na semana anterior à mudança.

Mesmo em termos absolutos a alteração foi pouco expressiva. Na última semana, o litro do etanol vendido nos postos paulistas estava R$ 1,151 mais barato do que a gasolina, 6 centavos a mais que na semana da alteração tributária.

E foi apenas na última semana, encerrada dia 26, que o etanol voltou a ficar mais vantajoso (abaixo de 70% do valor da gasolina) em Minas Gerais e Goiás, além de São Paulo e Mato Grosso.

Julio Borges, da consultoria JOB Economia, acredita que "isso é um bom sinal para retomada da demanda", atesta. Ele avalia que os preços do etanol ainda terão que cair mais para turbinar a demanda, para algo entre 66% e 67% da gasolina em São Paulo. "Mas, na semana passada, percebemos que as compras de etanol pelas distribuidoras já estavam mais animadas."

Para os analistas, a tendência é que o mercado de etanol recupere espaço nos próximos meses.

Pádua acredita que a demanda por etanol nas bombas possa ir a 1,2 bilhão de litros a 1,3 bilhão de litros mensais até o fim da moagem de cana, acima dos 1,04 bilhão de litros vendidos em junho, de acordo com dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Já João Paulo Botelho, analista da consultoria FCStone, aposta em uma reação mais defasada por parte da demanda vê um consumo de etanol alcançando 1,35 bilhão de litros por mês entre outubro e dezembro. "Embora em dezembro a paridade seja pior, costuma ter um consumo maior por causa das viagens de fim de ano", afirma ele. (Valor Econômico 29/08/2017)

 

Etanol volta a mostrar atratividade na 1ª quinzena de agosto, diz Unica

Os preços do etanol voltaram a mostrar certa atratividade para as usinas produtoras do centro-sul do Brasil na primeira quinzena de agosto, que destinaram no período o menor percentual de cana para a fabricação de açúcar em quatro quinzenas, segundo a União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica).

"A queda da participação do açúcar no mix de produção desta quinzena se deve à arbitragem mais favorável ao etanol. Quando isso acontece é normal que as usinas anexas, aquelas que fabricam açúcar e etanol, optem pelo produto mais vantajoso", explicou a entidade em nota enviada à Reuters.

Nos primeiros quinze dias de agosto, as usinas do centro-sul direcionaram 50,04 por cento da oferta de cana para a produção de açúcar e 49,96 por cento para a de etanol.

Embora ainda supere o mix de igual momento do ano passado (48,57 por cento), a redução na alocação de cana para a produção de açúcar vai em linha com as perspectivas de grupos sucroenergéticos apresentadas no início do mês, durante a temporada de balanços de resultados.

A Cosan, por exemplo, disse na época esperar que as vendas de etanol sejam mais lucrativas que as de açúcar em alguns Estados brasileiros.

Com esse mix, o centro-sul produziu 3,15 milhões de toneladas do adoçante nos primeiros 15 dias de agosto, 6 por cento acima do registrado há um ano, mas abaixo do recorde da segunda quinzena de julho, de 3,41 milhões de toneladas.

Quanto ao etanol, as usinas da região fabricaram 1,94 bilhão de litros na quinzena, praticamente estável na comparação anual.

VENDAS DE ETANOL

Segundo a Unica, as usinas e destilarias do centro-sul comercializaram na primeira quinzena de agosto pouco mais de 1 bilhão de litros de etanol, queda de quase 5 por cento na comparação anual, mas 4,4 por cento maior sobre a segunda quinzena de julho.

"Esse incremento decorre da recuperação das vendas domésticas de etanol hidratado. Estas somaram 644,28 milhões de litros nos 15 primeiros dias de agosto, contra 564,12 milhões registrados na quinzena anterior. Trata-se de uma alta de 14,21 por cento, a maior observada na atual safra, considerando este comparativo entre os resultados quinzenais", destacou a Unica.

A melhora nas vendas de etanol hidratado ocorrem após o governo favorecer o setor diante de um aumento no PIS/Cofins para a gasolina. A Unica não comentou este assunto.

Em contrapartida, as vendas de etanol anidro --misturado em 27 por cento à gasolina-- diminuíram para 390,56 milhões de litros ante 427,28 milhões de litros na última metade de julho.

 

Setor de máquinas agrícolas espera crescimento de 10% nas vendas na Expointer 2017

O intenso movimento nos primeiros dias de Expointer empolgou quem participa da feira, realizada em Esteio, na Região Metropolitana de Porto Alegre. É lá que o produtor rural conhece as novidades que facilitam seu trabalho no campo, como as máquinas agrícolas.

O setor espera vender 10% a mais este ano. E por isso, trouxe muitas novidades ao Parque Assis Brasil.

Uma das novidades tecnológicas é uma máquina que trabalha praticamente sozinha. O monitor, é o cérebro do equipamento. A função do operador é ficar na cabine e acompanhar o andamento do serviço. (G1 28/08/2017)

Bayer vê recorde em negociação via 'barter' com agricultor no Brasil em 2017

A unidade de defensivos agrícolas da alemã Bayer no Brasil tem registrado recordes na modalidade "barter", em que as vendas de agroquímicos são garantidas em "trocas" com a produção, uma vez que a companhia vê consolidar uma tática de obter ganhos ao prover serviços de proteção de preços aos agricultores.

Com a estratégia, intensificada após produtores rurais enfrentarem uma conjuntura de crédito mais escasso nos últimos anos, a Bayer prevê elevar tais negócios no país em pelo menos 25 por cento em 2017, para mais de 300 milhões de dólares, disse à Reuters o diretor de Operações Estruturadas da companhia, Eduardo Roncaglia.

O volume de "barter" deverá representar algo entre 20 e 25 por cento de todo o faturamento da unidade de agroquímicos da Bayer no Brasil, um nível de participação da modalidade nas vendas da companhia que deve ser mantido nos próximos anos, acrescentou Roncaglia.

"Tem todo um foco da empresa em entender que esta é uma ferramenta importante para o produtor e o distribuidor para gerenciamento de risco... E, com a restrição de crédito, achamos que é fundamental, e apostamos muito nos últimos anos", destacou Roncaglia.

Até agosto, a Bayer já havia ultrapassado o volume de "barter" registrado em todo o ano passado no país, quando ampliou a modalidade de vendas em 50 por cento em relação a 2015.

A decisão de intensificar tais negócios é relativamente recente, uma vez que em 2013 as "trocas" representaram apenas 1 por cento do faturamento da unidade de defensivos da Bayer no país.

Num ambiente de safras recordes no Brasil e no mundo, em que os preços tendem a ficar pressionados, é importante ao produtor utilizar de tais mecanismos, em que ele trava o preço de uma entrega, o que também ajuda a entender o forte crescimento dos negócios via "barter".

"A supersafra acaba impactando na tomada de decisão em como o produtor gerencia o negócio, por isso que a gente estimula o planejamento para ele ter um bom resultado", disse o diretor da Bayer, acrescentando que quem travou os preços na última safra teve um resultado 30 por cento melhor, uma vez que as cotações despencaram desde 2016.

O diretor disse que os negócios de "barter" da companhia estão indo bem apesar de uma retração nas vendas de agricultores, uma situação que ele espera que mude na medida em que os produtores precisam abrir espaço nos seus armazéns, diante da colheita recorde de milho.

"Ainda tem bastante coisa (negócio) a ser feita, o algodão rodou bastante no começo do ano... E a soja deu uma atrasada, mas está começando a deslanchar, porque não dá para segurar", opinou.

A soja e o algodão respondem por cerca de 80 por cento do "barter" da Bayer, que também realiza tais operações com milho, açúcar, café e até mesmo com amendoim, uma inovação vista em 2017.

MAIS SEGURANÇA

Vale lembrar que o agricultor não entrega o produto das colheitas à Bayer. Quem acaba recebendo os grãos e oleaginosas são as tradings --a empresa de agroquímicos acaba sendo uma intermediária.

Ainda assim, a companhia tem toda uma estrutura para auxiliar o produtor a travar seu preço, incluindo uma mesa de negócios em que opera até na Bolsa de Chicago.

A Bayer trabalha o "barter" basicamente em três modalidades: uma delas aproveita um contrato que o produtor já tem fixado com uma trading, em que ele repassa à empresa de defensivos o direito de receber o pagamento; uma segunda é a "financeira", em que a Bayer trabalha com opções de venda ou compra e ajuda o produtor a se proteger da volatilidade do mercado; e a terceira é a "física", em que ocorre a venda do produto negociado com o agricultor.

Segundo Roncaglia, a companhia incentiva que o produtor trave pelo menos o investimento na lavoura.

Uma vez que se trata de uma modalidade de negócios "mais segura", os encargos também são menores, o que ajuda a dar impulso nas vendas, acrescentou o executivo.

A ferramenta é utilizada como mitigadora de risco para toda a cadeia (produtor/distribuidor e fornecedor), permitindo que todos trabalhem em um ambiente mais seguro. Com o "barter", o produtor reduz a necessidade de financiamento no setor bancário, por exemplo, pois receberá seus insumos via operações de "troca".

Tal movimento, ressaltou Roncaglia, é importante, uma vez que "da porteira pra dentro os produtores estão na vanguarda, mas ainda deixam de maximizar seu resultado na co

 

Ex-ministro Roberto Rodrigues cobra revisão no Consecana

Produtor de cana, o ex-ministro Roberto Rodrigues cobra a revisão no Consecana. O sistema foi criado em 1999 e considera no cálculo da remuneração aos fornecedores apenas preços do açúcar e do etanol nos mercados interno e externo. Ganhos com bioenergia e produtividade industrial no período, por exemplo, não são incluídos.

Regras

Elizabeth Farina, presidente da Unica, entidade que representa as usinas, rebate a demanda sobre mudanças no Consecana: "A gente tem reuniões semanais sobre o Consecana. Todo mundo quer o melhor para todos, mas é difícil mudar regras em tempo de crise. Em geral é quando a gente quer mudar", disse. (BroadcastAgro - O Estado de São Paulo 28/08/2017)

 

Vendas de etanol deverão crescer até o fim da safra

Após um longo período de retração do mercado de etanol, começaram a surgir sinais de recuperação das vendas no país. Na primeira quinzena de agosto, as usinas do Centro-Sul venderam às distribuidoras 14% mais etanol hidratado ante a quinzena anterior, ou 644,28 milhões de litros, e os analistas já começam a projetar uma reação da demanda nos postos para algo em torno de 1,3 bilhão de litros por mês.

Os dados quinzenais foram divulgados ontem pela União das Indústrias de Cana-de-Açúcar (Unica). Na comparação com o mesmo período do ano passado, contudo, o volume ainda é 10% menor.

O aumento das vendas sobre a segunda quinzena de julho veio da esteira da mudança de alíquotas de PIS/Cofins sobre combustíveis, que onerou mais a gasolina.

Antonio de Pádua Rodrigues, diretor técnico da Unica, pondera que é cedo para afirmar que esse aumento reflita a nova tributação ou estimule uma eventual troca da gasolina pelo etanol nas bombas, já que há outros fatores na mesa, como uma eventual falta de produto no estoque das distribuidoras ou um aumento da demanda por combustíveis em geral no país.

Leonardo Gadotti, presidente do Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis (Sindicom), concorda que é cedo para fazer essa avaliação, e ressalta que a demanda total por combustíveis é mais ligada ao poder aquisitivo, algo que ainda não reagiu com vigor.

Para um trader que preferiu não se identificar, a notícia do aumento do imposto sobre a gasolina pode ter levado os consumidores a reavaliar suas preferências, já que a sensibilidade aos preços cresce em tempos de desemprego elevado. Um aumento de R$ 0,40 por litro no preço da gasolina pode significar R$ 20 ou R$ 30 a mais por tanque, dependendo do carro, afirma.

De fato, nas últimas semanas a correlação entre os preços de etanol e gasolina não mudou muito. Em São Paulo, principal Estado consumidor, os preços do etanol têm se mantido em 68% do valor da gasolina desde a alteração tributária, 2 pontos a mais que na semana anterior à mudança.

Mesmo em termos absolutos a alteração foi pouco expressiva. Na última semana, o litro do etanol vendido nos postos paulistas estava R$ 1,151 mais barato do que a gasolina, 6 centavos a mais que na semana da alteração tributária.

E foi apenas na última semana, encerrada dia 26, que o etanol voltou a ficar mais vantajoso (abaixo de 70% do valor da gasolina) em Minas Gerais e Goiás, além de São Paulo e Mato Grosso.

Julio Borges, da consultoria JOB Economia, acredita que "isso é um bom sinal para retomada da demanda", atesta. Ele avalia que os preços do etanol ainda terão que cair mais para turbinar a demanda, para algo entre 66% e 67% da gasolina em São Paulo. "Mas, na semana passada, percebemos que as compras de etanol pelas distribuidoras já estavam mais animadas."

Para os analistas, a tendência é que o mercado de etanol recupere espaço nos próximos meses.

Pádua acredita que a demanda por etanol nas bombas possa ir a 1,2 bilhão de litros a 1,3 bilhão de litros mensais até o fim da moagem de cana, acima dos 1,04 bilhão de litros vendidos em junho, de acordo com dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Já João Paulo Botelho, analista da consultoria FCStone, aposta em uma reação mais defasada por parte da demanda vê um consumo de etanol alcançando 1,35 bilhão de litros por mês entre outubro e dezembro. "Embora em dezembro a paridade seja pior, costuma ter um consumo maior por causa das viagens de fim de ano", afirma ele. (Valor Econômico 29/08/2017)

 

Etanol volta a mostrar atratividade na 1ª quinzena de agosto, diz Unica

Os preços do etanol voltaram a mostrar certa atratividade para as usinas produtoras do centro-sul do Brasil na primeira quinzena de agosto, que destinaram no período o menor percentual de cana para a fabricação de açúcar em quatro quinzenas, segundo a União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica).

"A queda da participação do açúcar no mix de produção desta quinzena se deve à arbitragem mais favorável ao etanol. Quando isso acontece é normal que as usinas anexas, aquelas que fabricam açúcar e etanol, optem pelo produto mais vantajoso", explicou a entidade em nota enviada à Reuters.

Nos primeiros quinze dias de agosto, as usinas do centro-sul direcionaram 50,04 por cento da oferta de cana para a produção de açúcar e 49,96 por cento para a de etanol.

Embora ainda supere o mix de igual momento do ano passado (48,57 por cento), a redução na alocação de cana para a produção de açúcar vai em linha com as perspectivas de grupos sucroenergéticos apresentadas no início do mês, durante a temporada de balanços de resultados.

A Cosan, por exemplo, disse na época esperar que as vendas de etanol sejam mais lucrativas que as de açúcar em alguns Estados brasileiros.

Com esse mix, o centro-sul produziu 3,15 milhões de toneladas do adoçante nos primeiros 15 dias de agosto, 6 por cento acima do registrado há um ano, mas abaixo do recorde da segunda quinzena de julho, de 3,41 milhões de toneladas.

Quanto ao etanol, as usinas da região fabricaram 1,94 bilhão de litros na quinzena, praticamente estável na comparação anual.

VENDAS DE ETANOL

Segundo a Unica, as usinas e destilarias do centro-sul comercializaram na primeira quinzena de agosto pouco mais de 1 bilhão de litros de etanol, queda de quase 5 por cento na comparação anual, mas 4,4 por cento maior sobre a segunda quinzena de julho.

"Esse incremento decorre da recuperação das vendas domésticas de etanol hidratado. Estas somaram 644,28 milhões de litros nos 15 primeiros dias de agosto, contra 564,12 milhões registrados na quinzena anterior. Trata-se de uma alta de 14,21 por cento, a maior observada na atual safra, considerando este comparativo entre os resultados quinzenais", destacou a Unica.

A melhora nas vendas de etanol hidratado ocorrem após o governo favorecer o setor diante de um aumento no PIS/Cofins para a gasolina. A Unica não comentou este assunto.

Em contrapartida, as vendas de etanol anidro --misturado em 27 por cento à gasolina-- diminuíram para 390,56 milhões de litros ante 427,28 milhões de litros na última metade de julho.

 

Setor de máquinas agrícolas espera crescimento de 10% nas vendas na Expointer 2017

O intenso movimento nos primeiros dias de Expointer empolgou quem participa da feira, realizada em Esteio, na Região Metropolitana de Porto Alegre. É lá que o produtor rural conhece as novidades que facilitam seu trabalho no campo, como as máquinas agrícolas.

O setor espera vender 10% a mais este ano. E por isso, trouxe muitas novidades ao Parque Assis Brasil.

Uma das novidades tecnológicas é uma máquina que trabalha praticamente sozinha. O monitor, é o cérebro do equipamento. A função do operador é ficar na cabine e acompanhar o andamento do serviço. (G1 28/08/2017)