Setor sucroenergético

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Raízen: Seis por meia dúzia

A Raízen está perto de fechar a compra dos postos e de uma refinaria da Shell na Argentina. Segundo o RR apurou, a oferta gira em torno de US$ 1 bilhão.

Em certa medida, a Shell está vendendo os ativos para si mesma, uma vez que é dona de 50% da Raízen.

Na prática, vai dividir a operação argentina com Rubens Ometto Silveira Mello, seu sócio na joint-venture. (Jornal Relatório Reservado 29/08/2017)

 

Biosev diz que está mudando mix de produção para favorecer etanol

A Biosev, segundo maior processador de cana-de-açúcar do mundo, disse nesta terça-feira que está mudando seu mix de produção para impulsionar a produção de etanol e, consequentemente, reduzindo a produção de açúcar.

Unidade brasileira de açúcar e etanol controlada pela trading de commodities Louis Dreyus, a Biosev disse que a mudança se justifica por um cenário de demanda firme por etanol no Brasil recentemente e pelos preços melhores para o biocombustível.

A companhia disse ainda, em nota, que uma recente mudança nos tributos sobre combustíveis no Brasil favoreceu o etanol.

"Com o aumento do PIS/Cofins sobre os combustíveis abriu-se espaço para a revisão do mix. Se a tendência do mercado se mantiver até o final do ano, faz muito sentido manter a maior produção de etanol, o que poderia reduzir os estoques de açúcar em até 2 milhões de toneladas", disse a empresa, sem fornecer mais explicações.

A Biosev informou apenas que o mix de produção de etanol da companhia pode variar de 42 a 53 por cento da produção total.

"A flexibilidade da Biosev na conversão de suas unidades, tanto para a produção de etanol quanto de açúcar, permite que a companhia acompanhe rapidamente as variações do mercado e ajuste a sua operação para aumentar a rentabilidade com o prêmio maior pago pelo produto final", disse a empresa.

Atualmente, a empresa tem capacidade de processamento de 36,4 milhões de toneladas/ano de cana-de-açúcar e 1.346 GWh/ano de energia elétrica renovável excedente, gerada a partir da utilização do bagaço de cana e outras biomassas.

Na véspera, a associação da indústria Unica afirmou que os preços do etanol voltaram a mostrar certa atratividade para as usinas produtoras do centro-sul do Brasil na primeira quinzena de agosto, que destinaram no período o menor percentual de cana para a fabricação de açúcar em quatro quinzenas. (Reuters 29/08/2017)

 

Açúcar: Queda em NY

Os contratos futuros do açúcar devolveram, ontem, os ganhos registrados na segunda-feira em Nova York, quando o mercado foi impulsionado pelas mudanças na tributação do etanol no Brasil.

Os papéis com vencimento em março fecharam a 14,48 centavos, queda de 36 pontos e desvalorização acumulada de 21.

Apesar da queda de terça-feira, alguns analistas afirmam que o mercado de açúcar deve voltar a apresentar alta em breve já que os produtores indianos provavelmente adiarão o início da colheita da safra 2017/18 devido às condições climáticas desfavoráveis no país, com chuvas de monções acima da média.

No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal em São Paulo ficou em R$ 53 a saca de 50 quilos, alta de 0,15%. (Valor Econômico 30/08/2017)

 

Preço pago pelo ATR está 12% menor do que no ano passado

Possível entrada da Europa no mercado internacional e recuperação da Índia impactaram a oferta.

O preço pago pelo quilo de Açúcar Total Recuperado (ATR) está 12% menor em relação ao mesmo período do ano passado – cerca de 54 centavos, segundo levantamento da Cooperativa dos Plantadores de Cana do Estado de São Paulo (Coplacana).

De acordo com analista de mercado João Paulo Botelho, a queda está relacionada à expectativa de que a Europa entre com força no mercado internacional de açúcar agora que acabou o regime de cotas de exportação, que vigora no continente desde 2006.

"Além disso, existe uma expectativa de recuperação na produção da Índia depois de duas safras de quebra. Isso acabou puxando o preço do açúcar no mercado internacional para baixo, juntamente com o preço pago pelo ATR para os fornecedores de cana, que acompanha o preço do açúcar tanto no mercado internacional como no mercado doméstico, sendo o primeiro normalmente o mais decisivo", explica Botelho.

A remuneração em baixa e os custos em alta tornaram mais difícil para o produtor investir nos canaviais. Gilmar Soave, que produz na região de Rio das Pedras, interior de São Paulo, possui 600 hectares entre terras próprias e arrendadas. Desta área, 60% foi colhida. Ele conta que a produtividade está boa, mas poderia ser melhor. Devido aos custos altos, não está conseguindo reformar toda a área necessária durante o ano.

"Estamos tirando uma média de sete a oito cortes nos canaviais. Com a reforma seria no máximo seis cortes e já reformaríamos para ter produção boa. Se você pegar uma cana de 18 meses, ela chega a produzir 140 toneladas até 150 toneladas por hectare. Tem cana que é plantada de 12 meses e dá 120 toneladas por hectare. Agora, você pega uma cana de sete cortes e não consegue colher mais de 50 toneladas por hectare, porque ela está velha, já deu o ciclo", afirma Soave.

Sem poder investir o suficiente na reforma dos canaviais para aumentar o volume produzido, o agricultor adotou outras medidas para diminuir os custos, que têm sido de R$ 120 por tonelada. Soave diz que negocia os preços dos insumos diretamente com os fornecedores, faz colheita manual e optou pelo plantio de variedades diferentes, que são cortadas de acordo com a época ideal para cada uma delas.

"A quantidade de área que tenho não comporta uma colhedeira, porque é muito cara. Se for colher com máquina, eu tenho que terceirizar e piora ainda mais a situação. No manejo de variedade, a gente planta a cana para colher a safra em abril para entregar uma ATR que dê resultado. Para início de safra, a cana média e a cana tardia. Você passa a safra inteira com ATR boa para conseguir fazer alguma coisa", comenta.

Expectativa de melhora

A Petrobras anunciou uma redução de 1,8% nos preços do óleo diesel e de 0,1% na gasolina nas refinarias, a partir desta quarta, dia 29.

Além disso, Botelho explica que a perspectiva para os próximos é de que as usinas se dediquem um pouco mais à produção de etanol, que tem pagado em torno de 5% a 10% acima do mercado doméstico do Centro-Sul do Brasil, e que também deve abastecer o mercado durante a entressafra.

"Existe uma oportunidade de carregar esse produto para a entressafra. As usinas devem dedicar um pouco mais da matéria-prima para produção de etanol em detrimento do açúcar, que tem pagado preços baixos no mercado de exportação", esclare Botelho. (Canal Rural 29/08/2017)

 

“Marfrig, usinas de cana e biodiesel compraram benefícios”

Batizada de "retorno", a propina era regra para empresas que quisessem garantir benefícios fiscais ou firmar contratos com o Estado de Mato Grosso, segundo delação do ex-governador Silval Barbosa (2011-14), do PMDB.

Em sua colaboração premiada homologada pelo Supremo Tribunal Federal em agosto, o ex-governador relatou como companhias dos mais diferentes ramos, do frigorífico Marfrig a empresas do setor sucroalcooleiro e de móveis– integraram o esquema.

Os pagamentos podiam superar R$ 1 milhão por ano para cada empresa. O Marfrig, por exemplo, pagou aproximadamente R$ 5 milhões durante sua gestão em troca da concessão de incentivos fiscais, segundo a delação.

O ex-governador disse que o acerto foi feito em 2010 com o próprio dono da empresa, Marcos Molina. Na campanha daquele ano, Barbosa, então candidato, disse que, se fosse eleito, retribuiria o Marfrig auxiliando-o com questões tributárias no Estado. Molina teria desembolsado R$ 1 milhão para a campanha por meio de caixa dois.

"Ficou combinado que a Marfrig continuaria a pagar propina acima de R$ 1,2 milhão. Esse valor foi combinado em nova reunião", disse. Barbosa afirmou que a maior parte da propina foi repassada via empresa Trimex Construções e Terraplanagem.

SETOR SUCROALCOOLEIRO

Em relação ao setor sucroalcooleiro, disse que deu prosseguimento ao "retorno" que já existia no governo anterior, de Blairo Maggi (PP), com o Sindalcool (sindicato das indústrias sucroalcooleiras do Estado).

"O presidente do sindicato arrecadava o 'retorno' dos empresários do ramo e entregava para [o então secretário da Fazenda] Eder de Moraes; tendo em contrapartida benefícios tributários", disse.

Barbosa relatou que, para sua campanha ao governo, em 2010, recebeu R$ 2,1 milhões em doações oficiais com a promessa de oferecer tributos favoráveis às empresas ligadas ao Sindalcool. De acordo com o delator, só em 2013 o "retorno" foi de R$ 2 milhões. O ex-secretário da Casa Civil Pedro Nadaf, segundo ele, recebeu de 10% a 15% do montante.

O sistema foi o mesmo com a área de biodiesel. As empresas desembolsaram entre R$ 1,5 milhão e R$ 2 milhões em propina, conforme o delator. O acerto foi feito, mais uma vez, entre Nadaf, que na época estava à frente da Secretaria de Indústria, e José Wagner dos Santos, empresário do ramo e irmão do senador Cidinho Santos (PR-MT).

Ele relata ainda pagamento de propina por empresas do setor de móveis e de software. A Odebrecht teria pago R$ 1 milhão em caixa dois durante a campanha de 2010, apesar de não ter uma contrapartida especificada.

OUTRO LADO

O frigorífico Marfrig informou que "contribuiu de forma espontânea com as investigações relativas ao pagamento de vantagens indevidas a agentes públicos do Estado que compõem a organização criminosa". "Após investigação que contou com ampla cooperação do grupo Marfrig, esta Promotoria concluiu que o grupo foi compelido a se submeter às exigências, não sendo imputado aos seus dirigentes a prática de qualquer ato de natureza criminal", diz a empresa.

A Odebrecht informou por meio de nota que está colaborando com a Justiça no Brasil e nos países em que atua.

Os demais citados não foram encontrados. (Folha de São Paulo 29/08/2017)

 

Vendas de fertilizantes tendem a se manter estáveis no país em 2017

As vendas de fertilizantes no país deverão alcançar entre 33,5 milhões e 35 milhões de toneladas, conforme intervalo de estimativas de analistas e consultorias citado hoje pela Associação Nacional para Difusão de Adubos (Anda) durante o 7º Congresso Brasileiro de Fertilizantes, realizado na capital paulista. Em 2016, o volume alcançou o recorde de 34,1 milhões de toneladas.

Mesmo que as vendas permaneçam no elevado patamar do ano passado, a entidade reconhece que o resultado poderia ser melhor, tendo em vista a colheita recorde de grãos no país na safra 2016/17. De janeiro a julho, as entregas das misturadoras às revendas espalhadas pelo país atingiram 16,5 milhões de toneladas, 0,2% menos que nos primeiros sete meses do ano passado, quando de 1989 a 2006 o aumento médio nesse intervalo de comparação foi de 6% ao ano.

O lento ritmo de comercialização de grãos (soja e milho) no primeiro semestre, em virtude dos baixos preços e, portanto, de relações de troca por fertilizantes desfavoráveis, e as instabilidades na política e na economia do país estão entre os fatores que explicam o fato de as vendas estarem abaixo do potencial, segundo analisaram Carlos Henrique Dantas Heredia, presidente da Anda, e David Roquetti Filho, diretor-executivo da entidade, durante entrevista a jornalistas.

Ainda que no período de 42 meses encerrado em julho as relações de troca tenham se mostrado mais favoráveis aos produtores de praticamente todas as grandes culturas, em soja e cana as relações registraram leve piora, o passado recente (primeiro semestre) pesou na decisão de compra dos produtores. Mas nos últimos quatro meses o cenário começou a melhorar, sobretudo no mercado de milho.

Os executivos reiteraram que não registraram problemas de acesso a crédito que tenham prejudicado de alguma forma as vendas. “Não houve nenhuma ruptura no processo de financiamento”, afirmou Heredia. (Valor Econômico 29/08/2017)

 

Ourofino Agrociência investe para dobrar de tamanho até 2021

Em ritmo forte de crescimento desde que foi criada, em 2010, a Ourofino Agrociência , empresa brasileira com foco em defensivos pós-patente (genéricos), tem planos ambiciosos para os próximos anos: com o progressivo avanço da produção agrícola no país, prevê dobrar sua receita líquida até 2021 em relação aos R$ 625 milhões obtidos em 2016.

Fundada por Norival Bonamichi e Jardel Massari, donos da Ourofino Saúde Animal, maior indústria veterinária de capital nacional no país, a empresa começou a ser idealizada em 2007. Construiu uma fábrica que começou a operar em Uberaba (MG) há sete anos com financiamento do BNDES, cerca de R$ 80 milhões de um empréstimo de R$ 100 milhões, que serviu também para o capital de giro inicial, e cresceu sobretudo no mercado de agrotóxicos para a cana.

Já tem 10% de participação no segmento de agrotóxicos para cana-de-açúcar e pretende chegar a 12% em 2017. No mercado total, que movimentou US$ 9,6 bilhões em 2016, segundo o Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg), ficou com fatia de 1,6%, e o objetivo é atingir 1,9%.

"À medida que os registros dos novos produtos saem, a participação aumenta", disse Marcelo Damus Abdo, vice-presidente da Ourofino Agrociência, ao Valor. Embora trabalhe com pós-patentes, há fórmulas adaptadas pela empresa que estão na fila para aprovação. A Ourofino produz 33 produtos no total, e espera que mais 24 sejam aprovados dez ainda neste ano.

Segundo Abdo, o diferencial da empresa é justamente a adaptação de produtos para a realidade climática brasileira. Para isso, tem negociado linhas de crédito de dois anos com a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) para investir em pesquisa e inovação. O último contrato, firmado neste ano, prevê a liberação de R$ 42 milhões, desde que a Ourofino invista, com recursos próprios, outros R$ 18 milhões no período. O desenvolvimento de produtos em parceria com a Embrapa também está no radar.

Parte dos recursos do último contrato - R$ 12 milhões - foi investido na nova na planta de WDG (grânulos dispersíveis), tecnologia voltada à fabricação de produtos químicos granulados, que proporcionam menores perdas e risco mais baixo de intoxicação para o produtor. Com a unidade, a Ourofino começou a fabricar dois herbicidas voltados para cana cujos direitos de uso foram adquiridos da americana DuPont em dezembro. A unidade tem capacidade de para 6 mil toneladas por ano.

A capacidade instalada total do complexo industrial da empresa em Uberaba chega a 120 milhões de litros de produtos por ano. Em 2016, a utilização dessa capacidade foi da ordem de 30%. "A Ourofino construiu uma planta industrial para também produzir para os nossos concorrentes", disse Abdo. Segundo o executivo, dos 35 milhões de litros produzidos em 2016, cerca de 8 milhões foi para terceiros.

Visando agilizar as importações de matérias-primas, a Ourofino Agrociência abriu escritório na China e contratou cinco funcionários no país, que inspecionam as cargas antes do embarque para o Brasil. Segundo Abdo, aproximadamente 98% da matéria-prima usada pela companhia é importada - 95% do total, da China.

Diferentemente do que acontece com as múltis de agroquímicos que atuam no país, a Ourofino diz que não tem sido afetada pelos estoques elevados. Sem ter matriz no exterior para buscar recursos mais baratos, a análise de crédito da Ourofino é mais restritiva, segundo o executivo. No ano passado, as perdas em créditos de liquidação duvidosa da empresa somaram R$ 3,1 milhões.

Ainda que não considere uma eventual oferta de ações, a empresa não descarta a entrada de investidores em seu capital, sobretudo de estrangeiros. A companhia tem os balanços auditados pela PwC (PwC) desde sua criação, e esse, conforme Abdo tem sido um atrativo. (Valor Econômico 30/08/2017)

 

Aliança Renault-Nissan desenvolverá carros elétricos com chinesa Dongfeng

A aliança Renault-Nissan anunciou planos para fabricar carros elétricos na China em uma parceria com a Dongfeng Motor, juntando-se à disputa de montadoras globais para atender às rígidas cotas de Pequim para veículos não poluentes.

O projeto, eGT New Energy Automotive, desenvolverá um mini utilitário esportivo elétrico para entrar em produção em 2019 pela Dongfeng, disse a aliança. A Dongfeng já montou veículos tradicionais com a Nissan e a Renault.

A China, maior mercado automotivo do mundo, quer que os carros híbridos ou totalmente elétricos representem ao menos um quinto das vendas de veículos no país até 2025.

A aliança Renault-Nissan até o momento lidera a implantação de carros elétricos modernos, graças ao Nissan Leaf, lançado em 2010, e ao subcompacto Renault Zoe, lançado dois anos depois. Mas a liderança está sendo desafiada pela Tesla e outras rivais da indústria.

Este movimento “confirma nosso compromisso comum de desenvolver veículos elétricos competitivos para o mercado chinês”, disse o presidente do conselho da aliança, Carlos Ghosn.

A declaração não incluiu detalhes financeiros nem sobre produtos. Entretanto, Ghosn já discutiu anteriormente planos para “mudar o jogo” com um carro elétrico de baixo custo com preço abaixo de 8 mil dólares. (Reuters 29/08/2017)

 

Bancada ruralista quer perdão de dívidas de produtores com o Funrural

A dívida total dos produtores com o Funrural é de R$ 34,1 bilhões, segundo dados fornecidos pela Receita Federal ao Estadão/Broadcast.

A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) pede ao governo que “colabore” com a promulgação do projeto de Resolução do Senado (PRS) que na prática perdoa as dívidas de produtores com o Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural (Funrural). O presidente da frente, deputado Nilson Leitão (PSDB-MT), disse, em nota, ter solicitado ao ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, que o governo desista de recorrer à medida.

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) aprovou o projeto da senadora Kátia Abreu (PMDB-TO) na semana passada, por 16 votos a um. Caso não haja recurso, a proposta tem caráter terminativo e segue diretamente para a promulgação.

A iniciativa é uma reação da bancada ruralista à decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que declarou a cobrança do Funrural, uma espécie de contribuição previdenciária, constitucional para as pessoas físicas. Como muitos produtores não vinham fazendo o recolhimento do dinheiro, isso levou a um passivo bilionário e que agora precisa ser quitado. A dívida total dos produtores com o Funrural é de R$ 34,1 bilhões, segundo dados fornecidos pela Receita Federal ao Estadão/Broadcast.

“Garantimos votos para a aprovação do projeto da senadora Kátia porque acreditamos que poderá ser uma nova alternativa sobre o passivo que está deixando todo mundo de cabelo em pé, pela quantidade de dívida que gerou a decisão do Supremo”, disse Leitão.

No caso das dívidas de pessoas físicas (R$ 17 bilhões), o governo editou um programa de parcelamento de débitos tributários, Refis, para que os devedores possam regularizar a situação. O prazo de adesão do programa vai até 29 de setembro. Diante do PRS aprovado, a FPA também pede o adiamento desse limite para o fim do ano. (O Estado de São Paulo 30/08/2017)