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Ataque

O ex-presidente Lula tem sido ameaçado de morte.

Segundo a fonte, Lula vai revelar as intimidações na audiência com o juiz Sergio Moro, no próximo dia 13, em Curitiba. Daí para os comícios será um passo.

Testemunho de Antonio Palocci incriminando os ex-presidentes Lula e Dilma Rousseff é bombástico devido à proximidade intestina com ambos, mas não chega a ser revelador em relação aos depoimentos de Marcelo e Emilio Odebrecht.

As "novidades" estão guardadas para a negociação da delação premiada.

São mais de 50 empresas envolvidas com propinas.

A bomba H de Palocci sobre o setor privado vai surpreender pelo ineditismo dos nomes.

O ex-ministro vai avançar em relação ao universo de 47 companhias que contrataram os “préstimos” de sua consultoria, a Projeto, entre 2007 e 20015. (Jornal Relatório Reservado 11/09/2017)

 

Uso de drones dispara com maior demanda de usinas

Um dos principais fabricantes desses equipamentos no Brasil espera fechar 2017 com um aumento de 100% da receita.

Ouso de drones na atividade agropecuária vem ganhando cada vez mais espaço. A Xmobots, um dos principais fabricantes desses equipamentos no Brasil, espera fechar 2017 com um aumento de 100% da receita. A diretora comercial da empresa, Thatiana Miloso, diz à coluna que as usinas de cana-de-açúcar são as que mais têm demandado a tecnologia para fazer levantamentos topográficos precisos e obter os resultados rapidamente. Os dados são essenciais para a colheita mecanizada. “Um cliente que em 2016 tinha 5 drones, neste ano, comprou mais 9”, conta Thatiana. Grandes agricultores também têm buscado o produto para identificar focos de doença, surgimento de pragas nas lavouras e para medir a extensão dos danos.

Avante

A regulamentação do uso comercial de drones pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), em maio, foi fundamental para o aumento do uso da tecnologia. Desde então mais de 16 mil drones para todos os usos foram registrados pelo órgão. O setor agrícola lidera a demanda no Brasil, afirma Emerson Zanon, organizador da principal feira de drones do País, a Drone Show. O Estado de São Paulo, maior produtor de cana-de-açúcar do mundo, concentra os registros: 5,9 mil.

Laranja doce

Voltaram rumores de que a Louis Dreyfus Company (LDC) vai se desfazer de ativos de suco de laranja no Brasil, onde tem quatro unidades processadoras e um terminal portuário. A multinacional vendeu uma fábrica em Winter Garden, na Flórida (EUA), para o grupo israelense Prodalim. A empresa é sócia da Gota Doce, produtora de suco em Duartina (SP) e não esconde intenção de crescer no País. A LDC nega os rumores.

Laranja azeda

Mais de três anos após ser autorizado pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômico (Cade), o Consecitrus não avança. O estatuto da entidade, que vai arbitrar os preços a serem pagos pela fruta, é uma determinação do Cade, mas associações de citricultores e as indústrias produtoras de suco de laranja não chegam a acordo. Na semana passada, pediram mais esclarecimentos ao Cade.

De volta às origens

A Associação Brasileira de Criadores de Zebu (ABCZ) assessora uma possível venda de mil touros e matrizes (vacas) da raça gir para a Índia, de onde vieram os primeiros exemplares para o Brasil, há mais de meio século. Os animais serão para reprodução e fomento de rebanho leiteiro local. 

Peneira

O diretor da ABCZ, Eduardo Falcão, conta à coluna que a associação está selecionando animais. Ele acredita que o embarque possa ocorrer ainda neste ano. “Estamos cumprindo os trâmites da negociação”, afirma.

Já combinado

A Cooperativa Central Aurora Alimentos, de Chapecó (SC), deve conquistar novo mercado ainda este ano. Mario Lanznaster, presidente da Aurora, espera a habilitação, pela Rússia, da unidade de carne suína de Joaçaba.

China

O Brasil acredita na rápida resolução do caso de dumping aberto pela China contra as exportações de carne de frango. O diretor da Aliança Agro Ásia Brasil, Marcos Jank, afirma à coluna que o produto brasileiro, principalmente pés de frango, não compete com o chinês. “Não vemos dumping e isso será demonstrado.” Jank, que cita uma escalada de conflitos de interesses no comércio global, auxiliou a Associação Brasileira de Proteína Animal a encontrar um escritório de advocacia para fazer a defesa brasileira.

Para todos

A indústria nacional de fertilizantes quer que o produto importado também recolha ICMS quando vendido no mercado interno. O Sindicato Nacional da Indústria de Matérias-Primas para Fertilizantes (Sinprifert) propôs ao Cotepe, grupo do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), uma alíquota única de 4%. O assunto deve ser discutido em outubro.

É só vantagem

A medida estimularia a produção nacional, diz Eduardo Monteiro, presidente do Sinprifert. A equiparação, enfatiza, daria competitividade ao adubo nacional. Em dois anos, a produção poderia crescer 1 milhão de toneladas e projetos de um total de US$ 13 bilhões seriam viabilizados. Monteiro diz que o produtor não perde, já que, pela proposta, ele teria crédito do imposto pago na compra de adubos.

Batata quente

Lideranças do agronegócio de Santa Catarina pediram ao governo do Estado incentivo para que outra empresa assuma a planta frigorífica da Seara que será fechada pela JBS em Morro Grande, no sul do Estado. Até o momento, não veio resposta. (O Estado de São Paulo 11/09/2017)

 

Produtividade do canavial do centro-sul cairá ao fim da safra, diz Unica

Os canaviais do centro-sul do Brasil provavelmente perderão produtividade na fase final da safra atual devido ao clima seco, que deverá também afetar a colheita do ano que vem, afirmou o diretor-técnico da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) à Reuters.

Antonio de Padua Rodrigues disse que as expectativas positivas do início do ano, após as chuvas acima da média em abril e maio, cederam a preocupações quando algumas regiões do principal Estado produtor, São Paulo, ficaram cerca de 70 dias sem chuvas, de meados de junho até o final de agosto.

“Ainda temos o último terço da safra a processar, e essa fatia deve ter rendimentos muito piores do que a cana colhida até agora”, disse Rodrigues.

De abril a meados de agosto, o centro-sul do Brasil processou 343 milhões de toneladas de cana em uma safra projetada pela Unica para alcançar 585 milhões de toneladas. No ano passado, a região processou 607 milhões de toneladas.

Embora o teor de açúcar na cana aumente com o tempo seco, é improvável que compense grandes perdas no peso da cana por hectare. “Permanece muito seco. Os canaviais plantados em julho e agosto receberam pouca água. Terá um impacto no ano que vem”, disse ele.

De acordo com o Thomson Reuters Agriculture Weather Dashboard, o clima no Estado de São Paulo permanecerá seco pelo menos até 20 de setembro, quando são esperadas algumas chuvas. (Reuters 06/09/2017)

 

Rumo comunica fim de acordo de acionistas com grupo Cosan e BNDESPar

A Rumo anunciou há pouco o rompimento do acordo de acionistas da companhia, celebrado em 30 de abril de 2014 entre Cosan Infraestrutura (atual Cosan Logística), Nova Rumo Logística (sociedade incorporada pela Cosan Logística), Cosan S.A. Indústria e Comércio, Cosan Limited e BNDES Participações (BNDESPar).

Em fato relevante entregue à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a Rumo não informa os motivos que levaram ao distrato, comunicando apenas que o acordo deixa de ter validade a partir de hoje.

Na última quarta-feira (6), a administração da Rumo informou que irá propor, em assembleia geral extraordinária marcada para o dia 21, o aumento do limite do capital autorizado da companhia para até R$ 3 bilhões, visando uma emissão de ações.

A Rumo justifica a proposta pela “necessidade de capitalização da companhia para satisfazer suas necessidades operacionais e para equalizar sua estrutura de capital”. (Valor Econômico 08/09/2017)

 

Enfim Joesley preso; faltam Lula, Dilma.

Os delatores da J&F Joesley Batista e Ricardo Saud se entregaram à Polícia Federal em São Paulo neste domingo após a determinação de prisão temporária pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin.

Fachin determinou ainda a suspensão dos benefícios da colaboração firmada por ambos ao afirmar que os elementos apresentados pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, indicam que os delatores entregaram provas de maneira “parcial e seletiva”. Entretanto, ele negou pedido para deter o ex-procurador da República Marcelo Miller.

O prazo inicial da prisão temporária é de cinco dias, podendo ser estendida por decisão do magistrado. O advogado de Joesley e Saud, Pierpaolo Bottini, que informou que eles se entregaram à PF, explicou que ambos devem ir na segunda-feira para Brasília.

Em nota, Joesley e Saud “reafirmam que não mentiram nem omitiram informações no processo que levou ao acordo de colaboração premiada e que estão cumprindo o acordo”.

“O empresário e o executivo enfatizam a robustez de sua colaboração e seguem, com interesse total e absoluto, dispostos a contribuir com a Justiça”, completou a nota.

Fachin concordou com a manifestação de Janot de que se Joesley e Saud permanecessem em liberdade, encontrariam estímulos para voltar a ocultar parte das provas que se comprometeram a entregar às autoridades em troca de não poderem ser presos.

“Cabível, portanto, nos termos pleiteados pelo MPF, a parcial suspensão cautelar da eficácia dos benefícios acordados entre o Procurador-Geral da República e os colaboradores para o fim de se deferir medidas cautelares com a finalidade de se angariar eventuais elementos de prova que possibilitem confirmar os indícios sobre os possíveis crimes ora atribuídos a Marcelo Miller”, disse Fachin.

O pedido sigiloso para prender os dois delatores da J&F e Miller havia sido feito pelo procurador-geral na noite da sexta-feira, no momento em que o ex-procurador estava depondo no procedimento aberto por Janot para revisar o acordo de delação premiada de Joesley, Saud e do advogado Francisco de Assis e Silva, também diretor do grupo e envolvido no episódio.

A decisão do ministro do Supremo também é de sexta, mas só foi divulgada neste domingo após ele avaliar que, em razão de o fato já estar sendo amplamente divulgado pela imprensa, não haveria mais motivo para tramitar sob sigilo.

OMISSÃO

Não decisão de sete páginas, Fachin disse que a análise dos áudios e de documentos apresentados por Janot revela indícios suficientes de que os colaboradores omitiram informações, quando da formalização da colaboração, que o então procurador da República, Marcelo Miller, estava ajudando no “aconselhamento” deles quando das negociações do acordo.

Segundo o ministro, numa análise preliminar, o fato implica “justa causa” para rescindir os acordos com Joesley e Saud. Para ele, são “múltiplos” os indícios confessados pelos dois de que integram uma organização criminosa voltada para a prática sistemática de crimes contra a administração pública e lavagem de dinheiro, motivo que justifica a prisão temporária.

No caso de Marcelo Miller, Fachin disse que, ainda que sejam “consistentes” os indícios de que ele possa ter praticado o crime de exploração de prestígio e até mesmo de obstrução às investigações, não há elementos no momento que indicam a necessidade de “decretação da prisão temporária”, como tendo sido requerido por Janot, por supostamente ter sido cooptado pela organização criminosa. (Reuters 10/09/2017)

 

Lula e Palocci firmaram uma das parcerias de maior sucesso da história

Não sabemos ainda se o depoimento de Antonio Palocci encerrará a carreira política de Lula, mas é mais ou menos certo que encerrou a carreira de Antonio Palocci. Mesmo que não seja publicamente renegado pelo Partido dos Trabalhadores, o discurso oficial é que as delações são uma forma de coerção, está claro que o ex-ministro dificilmente voltará a ter vida partidária.

Essa é uma boa oportunidade, portanto, para refletir sobre o sujeito que talvez tenha sido o quadro político mais talentoso de sua geração.

Palocci teve papel fundamental na conformação do lulismo, um dos maiores sucessos da história política brasileira. Em geral, a conversa de "conquistar a confiança do mercado" é papo furado, mas em 2003 o problema era real. E quem resolveu foi Antonio Palocci.

Em uma série de encontros no Hotel Glória, no Rio de Janeiro, Palocci e o então presidente do Banco Central, Armínio Fraga, no que foi um senhor encontro de intelectos, negociaram a transição entre FHC e Lula. O petista deixou claro que a gestão macroeconômica seria responsável. Fraga apresentou-lhe o documento "A Agenda Perdida", um plano de reformas econômicas que havia sido inicialmente elaborado para a campanha de Ciro Gomes. Palocci trouxe os autores do documento para o governo, formou o que deve ter sido a melhor equipe econômica que o Brasil já teve, e ajudou Lula a entrar para a história.

Palocci não era só economicamente responsável: era um político faixa preta, como Lula, Dirceu, e muito pouca gente. Se as denúncias de 2005-2006 não tivessem derrubado toda a elite petista, Palocci disputaria a sucessão de Lula com Dirceu, e suspeito que vencesse fácil. Teria o apoio da elite econômica, enquanto Dirceu traria a elite política fechada em seu favor. A elite política trairia Dirceu com medo da elite econômica.

Mas não foi assim.

Palocci caiu em função dos graves desdobramentos de um escândalo que, depois das revelações da Lava Jato, parece pequeno. Acusado de frequentar uma casa em que se realizavam reuniões (e orgias) com lobistas, negou. Foi desmentido pelo caseiro Francenildo. Quebrou (ou deixou que alguém quebrasse) o sigilo bancário de Francenildo. Achou um dinheiro suspeito, vazou para a imprensa, o dinheiro era uma herança. Palocci caiu.

Foi sucedido por Guido Mantega.

Teve, entretanto, algo raríssimo na política: uma segunda chance. Foi chefe da Casa Civil no primeiro governo Dilma. É inconcebível que uma equipe com Palocci forte fizesse algo como a Nova Matriz Econômica. No mínimo, Palocci teria reforçado o lado de Nelson Barbosa contra Mantega na briga pela política fiscal.

Mas não foi assim.

Mal assumiu a Casa Civil, descobriu-se que Palocci havia enriquecido de forma inexplicavelmente rápida. Caiu pela segunda vez. Continuou sendo uma figura importante no PT, mas era claro que nunca mais poderia ter um papel público de destaque.

Durante sua passagem pelo governo, conquistou o ódio eterno dos radicais petistas, que sempre festejaram suas quedas. E agora entregou Lula.

Há muito de trágico nisso tudo, mas a vida é assim. Antonio Palocci e Lula devem explicações às autoridades. Mas acho que alguém também precisa lembrar que foram uma das parcerias de maior sucesso da história da governança brasileira, e, por isso, faço-o aqui. (Folha de São Paulo 11/09/2017)

 

Açúcar: À espera de uma ruptura, talvez? – Por Arnaldo Luiz Corrêa

O total de moagem no Centro-Sul, de acordo com o relatório quinzenal da UNICA até 16 de agosto, foi de 342,6 milhões de toneladas de cana. Caso o ritmo de moagem desta safra siga o mesmo padrão da safra 2016/2017 cujos números finais, quando encerrada a safra, mostraram que o acumulado da primeira quinzena de agosto representou 58.84%, então a 2017/2018, em tese, encerraria com uma moagem de 582 milhões de toneladas de cana.

São apenas conjecturas, obviamente, mas já vimos outros analistas diminuírem suas previsões para este ano. A nossa, mantida desde janeiro de 2017, é de 586 milhões de toneladas de cana. Também ouve-se falar de morte súbita nesta safra, ou seja, a moagem pode acabar mais cedo do que se previra.

Sempre fui muito cético com números que pipocam no mercado sem uma análise criteriosa. Vale a pena ir a fundo para saber como são construídos os superávits mundial que são divulgados. Estarão eles sendo baseados em quais consumo e produção? Já tocamos aqui acerca da dificuldade de se prever a safra de cana no Centro-Sul (os números vão de 580 até 612 milhões de toneladas de cana), mas ouvem-se no mercado números de produção da Índia para a próxima safra, que começa em outubro de 2018, com “precisão” de três casas depois da vírgula. A quem estamos enganando?

O mercado fechou a sexta-feira com o vencimento outubro/2017 negociando a 14.09 centavos de dólar por libra-peso, uma alta 34 pontos na semana (7.50 dólares por tonelada). Os demais meses na curva de NY também fecharam positivamente entre 20 e 28 pontos. Há bastante tempo que o mercado futuro de açúcar está restrito a um aborrecido intervalo de preços.

Nas últimas 60 sessões, o mercado oscilou entre 12.53 centavos de dólar por libra-peso (a mínima do ano) até 15.16, com a média em 13.79; nas últimas 40, o intervalo ficou entre 12.92 e 15.16 centavos de dólar por libra-peso, com média de 13.99; e nos últimos 20 pregões, entre 12.92 e 14.44 centavos de dólar por libra-peso, com média de 13.73. Percebem? O mercado está cada vez mais limitado em suas oscilações e as médias muito similares ao longo do tempo. Ou seja, os participantes parecem estar à espera de uma ruptura dos preços. Se por um lado os fundos vão tomando lucro parcimoniosamente, por outro as fixações atrasadas dão o contraponto e coíbem oscilações mais bruscas. O nosso modelo estimava que o preço médio dos fechamentos de NY durante o mês de agosto fosse de 14.18 centavos de dólar por libra-peso, foi de apenas 13.80 (erramos em 2.68%).

Para os fundos, não faria muito sentido aumentar suas posições vendidas tendo em vista que o potencial de queda nos preços está limitado por vários fatores. Valeria à pena então liquidar sem muito alarde as posições vendidas e embolsar os US$ 300 milhões que estimamos de lucro nessas operações (lembrando que os fundos ganharam muito na alta do ano passado, uns US$ 2 bilhões). Outro aspecto é que o açúcar é a commodity que mais se desvalorizou ao longo deste ano (28%). Por que manter uma posição vendida com tão pouca possibilidade de ganhos maiores?

Os fundamentos estão todos aí escancarados. Uma nova entrega volumosa de açúcar na expiração do contrato futuro de outubro em NY, no final deste mês, pode eventualmente colocar mais pressão no mercado. Assim como o dólar fraco em relação ao real e o petróleo no mercado internacional abaixo dos 45 dólares por barril (hoje está em US$ 49). Uma queda no petróleo ajustaria o preço da gasolina para baixo colocando mais pressão no etanol e consequentemente no açúcar. No entanto, achamos difícil que o preço possa quebrar a mínima do ano de 12.53 centavos de dólar por libra-peso.

Por outro lado, petróleo acima de 50 dólares por barril, a piora do mercado de energia devido aos problemas na Flórida e um enfraquecimento do dólar em relação às demais moedas, coloca o investidor como comprador mais ávido por commodities. A luz amarela para essa recuperação é exatamente o atraso nas fixações de preço, por parte das usinas, para a safra 2018/2019.

O mercado continua tentando rastrear as variações no preço da gasolina por parte da Petrobras tentando compreender e identificar o critério que a estatal do petróleo está usando para as correções diárias no preço. Quais componentes fazem parte dessa intrincada fórmula? De qualquer maneira, não há como não admitir que a introdução dessa política será extremamente benéfica no médio longo prazo. Está começando a dar transparência e animando eventuais investidores a olhar o setor com outros olhos.

Estarrecedoras as declarações do ex-ministro Palocci acerca da promiscuidade que imperava entre a presidência da República (Lula e Dilma) e a construtora Odebrecht (não apenas ela, diga-se de passagem) que, segundo Palocci, nos últimos dias de mandato de Lula, disponibilizou R$ 300 milhões para o “defensor dos pobres”, “o homem mais honesto do Mundo” e o “guerreiro do povo brasileiro”. Lula, Dilma e os demais canalhas que faziam parte dessa organização criminosa transformaram o país e as instituições num prostíbulo de beira de estrada. Essa alcateia jamais pensou um segundo nos reais e urgentes problemas do País, mas apenas em como obter vantagens para si e roubar tudo que podiam de maneira voraz. Achar que um ex-ministro guardava R$ 51 milhões num apartamento, apreendidos pela Policia Federal e que a dupla infame de presidentes não tem nada a ver com isso é muita inocência. Enquanto isso, em seu périplo eleitoral pelo país, apoiado por uma subespécie de mamíferos perissodáctilos que babam às parvoíces que saem da sua boca, o desprezível eneadáctilo acredita que vai disputar as eleições de 2018. Vai, sim, estar na cadeia e vamos celebrar muito essa ocasião. Se aqui fosse a Cuba de Fidel que eles hipócritas tanto admiram o destino deles certamente seria o paredón.

Marque na sua agenda: o XXIX Curso de Futuros, Opções e Derivativos em Commodities Agrícolas vai ocorrer dias 06, 07 e 08 de março de 2018, em São Paulo, Capital, no Hotel Wall Street. As inscrições vão abrir logo mais. Não deixe para a última hora pois a edição atual esgotou com 40 dias de antecedência (Arnaldo Luiz Corrêa é diretor da Archer Consulting - Assessoria em Mercados de Futuros, Opções e Derivativos Ltda.)