Setor sucroenergético

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Raízen faz proposta

A Raízen Combustíveis, do grupo Raízen, joint venture entre Cosan e Shell, apresentou uma proposta vinculante para adquirir o negócio de refino, distribuição de combustíveis e lubrificantes da Shell na Argentina.

Por ser um processo de concorrência, a empresa informou que não é possível dar mais detalhes nem uma previsão sobre o desfecho do processo.

Se a proposta da Raízen for a vencedora, a transação ainda estará "sujeita ao atendimento de certas condições precedentes usuais para este tipo de operação", informou. (Valor Econômico 02/10/2017)

 

Raízen e Cattalini Terminais têm interesse em ativos de Santos

Raízen e Cattalini Terminais estão interessadas em um dos terrenos que a prefeitura de Santos levará a leilão no fim de outubro.

Ambas participaram da audiência que ocorreu para apresentação dos ativos, na B3. O certame está agendado para 31 de outubro.

O lance mínimo é de R$ 140 milhões.

Procuradas, Raízen e Cattalini não comentaram. (Coluna do Broadcast Estado de São Paulo 01/10/2017)

 

Açúcar: Brasil surpreende

Os dados da produção brasileira de açúcar na primeira metade de setembro surpreenderam o mercado e levaram a commodity a encerrar a semana passada com queda acumulada de 3,7%.

Na sexta-feira, os papéis com vencimento em março fecharam a 14,10 centavos de dólar a libra-peso, alta marginal de 15 pontos.

Segundo a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), o Centro-Sul do Brasil processou 45,44 milhões de toneladas de cana no início do mês passado, com uma produção total de 3,13 milhões de toneladas de açúcar, volume quase 30% acima do registrado em igual período do ciclo anterior.

No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar do tipo cristal negociado em São Paulo ficou em R$ 52,78 a saca de 50 quilos, alta de 0,73%. (Valor Econômico 02/10/2017)

 

Etanol hidratado sobe 1,09% e anidro avança 0,16% nas usinas

O preço do etanol hidratado nas usinas paulistas subiu 1,09% nesta semana, de R$ 1,4440 o litro para R$ 1,4597 o litro, em média, de acordo com o indicador divulgado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq).

Já o valor anidro avançou 0,16%, de R$ 1,5802 o litro para R$ 1,5827 o litro, em média, segundo o Cepea/Esalq. (Reuters 02/10/2017)

 

Uso de mudas pré-brotadas pode aumentar produtividade de canaviais

Sistema vem recebendo a adesão de produtores do interior de São Paulo. Plantar mudas sem doenças é uma das vantagens.

O sistema de plantio da cana-de-açúcar permaneceu inalterado durante vários séculos, mas agora uma nova técnica vem sendo usada pelos produtores. O Instituto Agronômico de Campinas desenvolveu um método chamado de MPB, que significa plantio com mudas pré-brotadas.

Mauro Xavier, agrônomo e pesquisador do IAC, diz que, no modelo tradicional, são necessários de 17 a 18 toneladas de colmos (pedaços do caule da planta) para produzir um número suficiente de plantas para fazer um hectare. Já o novo sistema requer 1,5 a 2 toneladas de mudas para o mesmo tamanho de área.

A família de Renato Trevizoli produz cana há 50 anos. Ele usa mudas pré-brotadas na reforma e expansão da lavoura e também montou um viveiro de revenda de mudas para outros produtores. Ele diz que a muda permite o aumento da produtividade e que dá a certeza de que a planta está isenta de doença.

Na região de Jaú (SP), 110 produtores se comprometeram a fazer o plantio com mudas pré-brotadas. Hoje, são colhidas em média 78 toneladas de cana por hectare. Com a mudança, a expectativa é colher até 100 toneladas.

O projeto de plantio com mudas pré-brotadas vai contar com o suporte técnico do IAC. Para o presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Região de Jaú (Associcana/Jaú), Eduardo Romão, o novo sistema de plantio representa uma independência dos produtores, que não vão precisar mais contar com vizinhos para o cultivo da plantação. Ele lembra também que será possível o próprio produtor fazer a multiplicação na quantidade necessária e com baixo custo. (G1 01/10/2017)

 

Proposta da UE para etanol deve ficar aquém da aceitável, diz Unica sobre acordo com Mercosul

O setor sucroenergético brasileiro "tem grandes expectativas" de que o etanol entre na pauta de discussões entre Mercosul e União Europeia (UE) já na próxima semana, embora com uma proposta aquém da "aceitável", disse nesta sexta-feira a União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica), em nota.

Uma oferta agrícola deverá ser entregue pela UE ao Brasil na semana que vem, durante reunião em Brasília para se discutir uma maior abertura comercial entre as partes.

Entretanto, países liderados por França e Irlanda propuseram adiar a oferta, o que coloca em xeque a possibilidade de um acordo político entre os blocos até o fim do ano, como quer o Mercosul. 

"Há informações de que a proposta que a UE vai trazer na bagagem para as negociações da próxima semana no Brasil será de uma cota de 600 mil toneladas (de etanol), das quais 400 mil para fins industriais, o que consideramos muito aquém do aceitável", disse, no comunicado, o diretor-executivo da entidade, Eduardo Leão.

Ele lembrou que o produto estava na oferta feita originalmente em 2004, com um volume da ordem de 1 milhão de toneladas, e disse que o setor defende a liberação total do produto para fins industriais.

No caso do açúcar, que deve ser discutido em rodadas posteriores, "é fundamental que a tarifa intra-quota seja zerada", afirmou Leão.

Atualmente, as cotas destinadas ao Brasil sofrem uma tarifa de 98 euros por tonelada do produto e, com a liberação das cotas de produção de açúcar para indústria europeia prevista para o próximo mês de outubro, a tendência é de que as necessidades de importações europeias se reduzam substancialmente, segundo a Unica.

"Nesse novo cenário, se essa tarifa intra-quota brasileira descabida permanecer, isto significará a completa saída do açúcar brasileiro naquele mercado. Seria um resultado desastroso para as negociações", concluiu Leão. (Reuters 29/09/2017)

 

Setor Sucroenergético espera que etanol e açúcar estejam nas negociações entre MERCOSUL - UE

Com a retomada da rodada de negociações entre Mercosul e União Europeia (UE) na semana que vem, objetivando a maior abertura comercial entre os países, o setor sucroenergético brasileiro tem grandes expectativas que o etanol entre já na pauta e que o açúcar entre nas rodadas seguintes.

Desde o ano passado, quando o Brasil foi surpreendido com a exclusão do etanol da oferta europeia, o setor ficou em alerta porque essa situação tende a dificultar as negociações. Eduardo Leão, diretor-Executivo da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA), afirma que o biocombustível já deveria estar contemplado, pois o produto estava na oferta feita originalmente em 2004, com um volume da ordem de 1 milhão de toneladas. "Há informações de que a proposta que a UE vai trazer na bagagem para as negociações da próxima semana no Brasil será de uma cota de 600 mil toneladas, das quais 400 mil para fins industriais, o que consideramos muito aquém do aceitável", acrescenta o executivo.

Além de uma cota expressiva para o etanol carburante, tendo como base a proposta que já estava sobre a mesa, o setor também pleiteia a liberação total do produto para fins industriais. “Hoje, o etanol carburante tem uma tarifa de importação proibitiva, de 0,19 euros por litro, o que praticamente impede ao consumidor europeu ter acesso ao etanol de cana-de-açúcar brasileiro, considerado o mais sustentável do ponto de vista ambiental, permitindo maior contribuição para o cumprimento das metas de redução de gases de efeito estufa. Além disso, os europeus ainda poderiam se beneficiar com a redução dos preços do biocombustível com a entrada do produto brasileiro", completa Leão.

No caso do açúcar, também há uma forte expectativa sobre a proposta europeia. “Além de uma cota que reflita adequadamente a importância do açúcar, é fundamental que a tarifa intra-quota seja zerada”, diz o executivo. Atualmente, as cotas destinadas ao Brasil sofrem uma tarifa de 98 euros por tonelada do produto e, com a liberação das cotas de produção de açúcar para indústria europeia prevista para o próximo mês de outubro, a tendência é que as necessidades de importações europeias se reduzam substancialmente. “Nesse novo cenário, se essa tarifa intra-quota brasileira descabida permanecer, isto significará a completa saída do açúcar brasileiro naquele mercado. Seria um resultado desastroso para as negociações”, afirma o executivo. (UNICA 29/09/2017)

 

Primeira bolsa verde do mundo lista US$ 74 bi no primeiro ano

A Bolsa Verde de Luxemburgo, a primeira bolsa do mundo de títulos relacionados à mudança climática, listou 63 bilhões de euros (US$ 74 bilhões) em títulos em um ano de operação.

“Isso superou em muito a nossa expectativa”, disse Jane Wilkinson, chefe de finanças sustentáveis da Bolsa de Valores de Luxemburgo, em entrevista por telefone. “Ultrapassa de forma clara o crescimento visto no mercado regular de Luxemburgo, que foi estável”.

A Bolsa Verde de Luxemburgo, também conhecida como LGX (sigla de Luxembourg Green Exchange), foi criada como um lugar no qual os investidores podiam ter certeza de que o que estavam comprando era realmente um título verde. O setor continua desregulamentado e os emissores podem seguir voluntariamente diretrizes como os Princípios dos Títulos Verdes ou a Iniciativa dos Títulos Climáticos. A LGX obriga seus emissores a fornecerem documentação completa, tanto antes quanto depois da emissão.

Os 63 bilhões de euros representam cerca de 1 por cento da Bolsa de Valores de Luxemburgo em termos de valor dos ativos listados, segundo Wilkinson. O mercado global de títulos verdes atingiu US$ 95 bilhões no ano passado. Após um primeiro semestre de 2017 com recorde, a Bloomberg New Energy Finance elevou sua projeção para a emissão em 2017 de US$ 123 bilhões para US$ 130 bilhões. Wilkinson disse que o valor poderia chegar a US$ 140 bilhões.

A LGX recebe diariamente duas a três consultas e pedidos de instituições como departamentos de Tesouro e escritórios de advocacia interessados em emitir títulos verdes, segundo Wilkinson.

“Definitivamente existe um crescente interesse de possíveis emissores”, disse Wilkinson. “Novos atores estão acordando e pensando que este pode ser um mercado interessante e começando a fazer a lição de casa”.

Existe um interesse crescente na China, nos governos municipais dos EUA e em instituições financeiras latino-americanas, disse ela. Os emissores corporativos também estão se envolvendo mais.

“Este ainda é um mercado incipiente, e se você é uma grande empresa, penso que deveria mostrar o caminho”, disse Wilkinson. “Entendo que não precisem listar ações porque têm uma participação suficiente, mas esse tipo de emissor pode usar sua influência”.

Algumas grandes empresas do setor de energia limpa não classificaram seus títulos como verdes, mesmo podendo fazê-lo, como é o caso da oferta recente de US$ 1,8 bilhão da Tesla. Talvez o motivo sejam os relatórios adicionais que geralmente se espera dos investidores, para provar que os recursos arrecadados estão sendo usados apenas para projetos com foco no meio ambiente, disse Wilkinson. (Bloomberg 29/09/2017)

 

Açúcar: Último trimestre é esperança de preços melhores

O peso da rolagem das usinas, comentado aqui na semana passada, foi maior do que esperávamos. Dissemos que havia anda espaço para o outubro cair mais (que fechara a 13.98 centavos de dólar por libra-peso), para uns 13.50 talvez. O mercado foi mais pressionado do que isso e derrubou os preços para 13.01 centavos de dólar por libra-peso. Bem, a média dos fechamentos diários da bolsa de açúcar em NY no mês de setembro nesta sexta-feira foi de 13.93 centavos de dólar por libra-peso vis-à-vis a previsão do modelo Archer de 14.01 centavos de dólar por libra-peso, ou seja, nosso modelo errou em 0.56%.

No dia da queda máxima, ou seja, na quarta-feira, corriam fortes rumores no mercado acerca de operações de balcão cujos níveis de desativação foram alcançados (as conhecidas e afamadas knock-out). Nessas operações, o nível de proteção contratado na época estabelecia que caso o mercado caísse e atingisse determinado preço pré-estabelecido, toda a estrutura de hedge desapareceria. Desta forma, algumas empresas podem ter sido pegas nessa ratoeira e tiveram que substituir seus hedges de vendas sumidos repentinamente por vendas a mercado. Para não dizerem, injustamente, como me cobrou um colega, em recente evento, que sou um inimigo das operações de balcão, veja se esse tipo de operação funciona como hedge. Obviamente que não.

O alargamento do spread outubro/março é reflexo dessa rolagem, que teve o peso das malsucedidas recompras de hedge, da procrastinação por parte das usinas e do desinteresse do mercado físico. A expiração do contrato futuro de açúcar em NY apresentou no final uma entrega de mais de um milhão de toneladas de açúcar brasileiro pelos portos de Santos, Paranaguá e Maceió. Nenhuma surpresa que vá refletir em maior queda para a próxima semana, embora entregas volumosas como essa apenas ocorrem quando o mercado físico é desinteressante o suficiente para fazer com que o entregador utilize a bolsa como último recurso.

Os fundos aumentaram suas posições vendidas. Quando os fundamentos estão fracos o risco de aumentar a exposição compensa. Agora eles estão quase 90,000 contratos vendidos. Por outro lado, as usinas têm o limite de quase cinco meses para repensarem suas estratégias de fixação. Contam com o fator tempo que deve jogar a favor delas. E é sempre bom lembrar que nos últimos dezessete anos, por quatorze vezes, ou seja, em 82.35% dos casos, o preço mais alto da safra ocorreu entre outubro e fevereiro.

Segunda-feira é um novo dia e o início do último trimestre do ano. Acredito que o mercado vai começar a perceber os números de moagem para a safra 2018/2019 que já estão pipocando aqui e ali. Uma redução obvia em vista da estagnação na produção de ATR que o setor assiste nos últimos 7-8 anos. Um banco muito próximo do setor sucroalcooleiro estima uma moagem no Centro-Sul de 560 milhões de toneladas de cana para o próximo ano. Outros analistas colocam um teto de 590 milhões de toneladas de cana. Mas tem gente apostando em até 625 milhões de toneladas de cana, número que, segundo um executivo do setor é tão alto que “nem se plantássemos cana no sistema de beliche alcançaríamos”. A conferir.

O último trimestre do ano normalmente nos reserva melhores preços. Nas últimas cinco safras, o preço médio do mês de outubro negociado no mercado futuro de açúcar em NY foi superior àquele negociado no mês de setembro anterior. Nas últimas quinze safras, em 87% das vezes o preço médio observado em outubro foi melhor do que o de setembro. Mas quanto melhor? Na média dos últimos cinco anos, em 12%. Nos últimos quinze anos, apenas 7%. O modelo de previsão da Archer aponta um preço médio em outubro de 15.37 centavos de dólar por libra-peso, com um pico de 16.72 centavos de dólar por libra-peso e um chão de 14.02 centavos de dólar por libra-peso. O modelo espera um erro de 2.71% para mais ou para menos.

Já estão abertas as inscrições para XXIX Curso de Futuros, Opções e Derivativos em Commodities Agrícolas que vai ocorrer nos dias 06, 07 e 08 de março de 2018, em São Paulo, Capital, no Hotel Wall Street. As vagas são limitadas, portanto, não deixe para a última hora pois a última edição esgotou com 40 dias de antecedência. Não perca essa oportunidade. Para mais informações: priscilla@archerconsulting.com.br (Arnaldo Luiz Corrêa é diretor da Archer Consulting - Assessoria em Mercados de Futuros, Opções e Derivativos Ltda.)