Setor sucroenergético

Notícias

Açúcar: Virada em NY

Após operarem a semana toda em alta, acompanhando a recuperação da demanda pelo açúcar refinado em Londres, os contratos futuros do demerara, negociado em Nova York, devolveram, na sexta-feira, a maior parte dos ganhos acumulados na semana.

Os papéis com vencimento em maio fecharam a 14,11 centavos de dólar a libra-peso, recuo de 38 pontos e praticamente estável ante a semana anterior, com avanço acumulado de 1 ponto.

O mercado cedeu às previsões do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) para a produção europeia, avaliada em mais de 20 milhões de toneladas, avanço de 20% ante o ciclo anterior.

No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal em São Paulo ficou em R$ 53,13 a saca de 50 quilos, queda de 0,39%. (Valor Econômico 09/10/2017)

 

Etanol hidratado sobe 2,88% e atinge pico na safra; anidro avança 1,47%

O preço do etanol hidratado nas usinas paulistas subiu 2,88% nesta semana, de R$ 1,4597 para R$ 1,5018 o litro, em média, de acordo com o indicador divulgado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq). Esse é o maior valor nominal desde o R$ 1,5330 por litro da semana encerrada em 24 de março e, portanto, o mais elevado na safra 2017/2018, iniciada em 1º de abril.

Já o valor do anidro avançou 1,47%, de R$ 1,5827 o litro para R$ 1,6059 o litro, em média, segundo o Cepea/Esalq, a maior cotação desde o R$ 1,6156 da semana finalizada em 8 de setembro. (Agência Estado 09/10/2017)

 

Habib's entra no setor de postos de combustível e prevê franquias

Primeira unidade do posto de combustível do Habib's está em operação na zona leste da cidade de São Paulo.

Primeira unidade da rede 'H' foi lançada nesta sexta-feira, 6, na Avenida Radial Leste, na zona leste da capital.

O grupo de fast food Habib's inaugurou nesta sexta-feira, 6, um novo modelo de negócio em que atuará na comercialização de combustíveis. Com abastecimento feito pela Petrobrás Distribuidora, a rede quer chegar a 30 unidades próprias até 2020 e, depois, pode franquear o modelo.

A primeira unidade da rede de postos, que opera com uma bandeira chamada "H", foi aberta na Zona Leste de São Paulo, na avenida Radial Leste, e conta com um restaurante Ragazzo e uma loja de conveniência Habib's.

Segundo o fundador do grupo, Alberto Saraiva, a empresa viu uma oportunidade de aliar o negócio de combustível com o de alimentação. Os restaurantes do grupo com drive thru movimentam 20 milhões de veículos por ano.

"Esse projeto nada mais é do que aliar a ideia de conveniência a essa força que a marca já tem", diz.

O diretor de expansão do grupo, Sérgio Iunis, afirma que a conveniência ainda é pouco explorada no Brasil na comparação com outros países. Aqui, relata, dados de mercado indicam que 26% dos postos de combustível têm loja de conveniência, ante 86% nos Estados Unidos.

"Acreditamos que concorrentes vão vir atrás com esse conceito de conveniência, porque ainda existe uma oportunidade muito grande que não está sendo explorada", afirmou.

Outra parte da estratégia envolve maior agressividade de preço. A companhia espera manter preços abaixo da média na região e vai fazer ações promocionais regularmente.

Expansão

A rede de postos passa a fazer parte de uma agressiva estratégia de expansão do grupo de alimentação. A companhia espera chegar ao final deste ano com 579 lojas, em grande parte franquias dos restaurantes Habib's e Ragazzo, 115 pontos a mais do que em 2016. O plano da empresa contempla atingir 1.213 lojas de todas as bandeiras até 2022.

Segundo Saraiva, a expansão da companhia tem sido financiada com caixa próprio. Ele avalia que o grupo não desconsidera a hipótese de buscar alternativas de financiamento para sustentar o plano de investimentos no caso de a expansão se acelerar ainda mais.

O ritmo atual, no entanto, já é intenso: a rede abriu nos últimos 14 meses uma média de uma loja a cada três dias. (O Estado de São Paulo 07/10/2017)

 

UE acredita que fechará acordo comercial com Mercosul este ano

A União Europeia (UE) segue acreditando em alcançar neste ano um acordo sobre as principais linhas de negociação do tratado comercial que negocia com o Mercosul, porém ainda há discrepâncias sobre aspectos como o etanol e a carne bovina.

“Haverá um acordo no qual as partes irão dizer: chegamos a um ponto de não retorno”, disseram as fontes.

O otimismo de Bruxelas se apoia no fato de que, tanto na UE como no Mercosul, existe vontade política, envolvimento nas conversas técnicas e suficiente espaço de negociação, indicaram.

O balanço comunitário do estado das conversas foi dado depois que ambas delegações fecharam uma rodada de negociação em Brasília na semana com “bons progressos”, segundo Bruxelas.

A oferta europeia sobre etanol e carne bovina “não entusiasmou” os negociadores latino-americanos, segundo as fontes comunitárias, que não ofereceram detalhes sobre a proposta.

O embaixador Ronaldo Costa, membro da equipe negociadora do Mercosul, tinha indicado no Brasil ao término da última rodada de conversas que a UE ofereceu à Argentina, Brasil, Uruguai e Paraguai algumas quotas anuais de 70 mil toneladas de carne bovina e de 600 mil toneladas para o etanol, uma oferta que o bloco sul-americano considerou “insuficiente”.

Apesar de que só restarem dois meses para a data limite fixada pelas partes, desde o bloco comunitário esperam alcançar “uma conclusão” no final de ano e um “acordo político” sobre os pontos mais divergentes da negociação.

Os negociadores de ambos blocos voltarão a se reunir em Brasília no começo de novembro e, caso seja necessário, haverá uma nova reunião no começo de dezembro em Bruxelas. (Agência EFE 09/10/2017)

 

Resíduo da cana vira adubo que promete melhorar produção cafeeira da Alta Mogiana

Fundação Prócafé vai estudar benefícios de fertilizante organomineral, menos agressivo ao meio ambiente. Pesquisa deve durar quatro anos em fazenda experimental de Franca.

Pesquisadores de Franca (SP) iniciaram testes com um adubo feito com resíduos da cana-de-açúcar que promete ampliar em até 20% a produtividade e reduzir os impactos ambientais do cultivo de café.

Desenvolvido por uma empresa de inovação em biotecnologia de Uberlândia (MG), o fertilizante ficará por quatro anos em estudo em uma fazenda experimental da Fundação Prócafé, instituição privada que desenvolve pesquisas e difusão de conhecimento para a melhoria das técnicas cafeeiras há 40 anos.

O material a ser testado foi desenvolvido pela Geociclo, que está há cinco anos no mercado e já desenvolveu 250 formulações para diferentes culturas. O produto consiste de um adubo organomineral, ou seja, composto por um determinado tipo material orgânico combinado com nutrientes como potássio e nitrogênio.

A matéria-prima usada é a “torta de filtro”, resíduo proveniente da extração do caldo da cana nas usinas, submetido a um processo químico de bioestabilização.

“É uma compostagem bioacelerada. A gente coloca uma blend de bactérias e fungos. É um processo proprietário nosso que faz grandes volumes em pouco tempo”, afirma Ernani Judice, CEO da Geociclo.

O simples aproveitamento desse material, de acordo com Judice, contribui para a redução dos resíduos das usinas. Para cada tonelada de cana sobram, em média, 40 kg. Em torno de 1,8 tonelada desse material, em contrapartida, é capaz de produzir uma tonelada do fertilizante organomineral.

Quando pronto, o adubo, em formato de pequenos grãos, denominados “pellets”, promete uma adubação menos agressiva e mais adequada ao solo brasileiro, segundo ele. Associado às plantas, o produto libera sais de maneira mais controlada do que o adubo convencional, já que o material orgânico funciona como uma proteção, explica.

 “Essa matéria orgânica protege o mineral, cria uma barreira física, na hora que o fertilizante é colocado no solo faz uma liberação gradual desses nutrientes. Essa matéria orgânica vai sendo dissolvida pela umidade. A matéria orgânica fica no solo, melhorando as características e os nutrientes. Há muito menos perdas e a planta absorve mais nutrientes”, diz.

Com isso, menos minerais são perdidos, o que evita danos ambientais como a salinização do solo e a liberação de gases para a atmosfera. Ao mesmo tempo, o produtor rural precisa ir menos vezes à lavoura para renovar as doses de fertilizante, o que r-

esulta também em redução de custos com matéria-prima, maquinário e mão-de-obra.

A utilização de fertilizantes com base orgânica, segundo ele, a longo prazo também pode resultar em uma menor da dependência em relação a produtos importados.

De acordo com a Associação Nacional para Difusão de Adubos (Anda), de janeiro a agosto deste ano a produção nacional de adubos caiu 4,9% em relação ao mesmo período do ano passado, totalizando 5,5 milhões de toneladas. A importação, por outro lado, aumentou 10,4% no mesmo período, com 16,6 milhões de toneladas.

A pesquisa

Os testes em Franca durarão quatro anos e serão voltados para o catuaí amarelo, variedade do café arábica predominante na Alta Mogiana Paulista, uma das regiões produtoras mais tradicionais do país.

Serão analisadas 350 plantas em quatro ciclos, que vão estabelecer um comparativo com fertilizantes minerais em relação a aspectos como análise nutricional e parâmetros de desenvolvimento vegetativo e produtividade.

Na estimava mais recente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), de setembro, o Estado de São Paulo tem uma capacidade média de produção de 21,56 sacas por hectare, 28,06% menos no comparativo com o mesmo período do ano passado, de 29,97 sacas/hectare.

Embora seja 20% mais caro do que os convencionais, o adubo com base no resíduo da cana promete render até quatro sacas de café a mais por hectare, segundo a desenvolvedora.

Diante de resultados positivos, a expectativa é de que a técnica possa ser expandida para os produtores da Alta Mogiana, afirma Marcelo Jordão Filho, pesquisador da Fundação Pró-Café.

"Nesses testes nós aplicamos diferentes doses do adubo Geociclo, comparando com diferentes doses do adubo convencional. A partir daí nós avaliamos o diferencial da produtividade de cada tratamento testado", diz. (G1 09/10/2017)

 

Obama defende uso de energias limpas em cúpula na Argentina

Obama disse a audiência que eles faziam parte de uma geração com os meios científicos e a imaginação necessários para começar a reparar o planeta

O ex-presidente americano Barack Obama fez, nesta sexta-feira, um apelo em favor da adoção das energias limpas e de superar as mudanças climáticas, em uma conferência sobre meio ambiente na Argentina.

Obama disse a uma audiência de ministros do governo, líderes empresariais e ativistas ambientais que eles faziam parte de uma geração com os meios científicos e a imaginação necessários para começar a reparar o planeta.

“Isto já não é especulação, já não é uma questão que podemos adiar, isto está firmemente no presente”, afirmou.

“Se aproveitarmos este momento crítico, teremos a oportunidade de desacelerar e inclusive frear uma tendência que poderia ser desastrosa”, disse Obama, que assinou o acordo climático de Paris que o presidente Donald Trump decidiu abandonar.

Obama disse que apesar da retirada dos Estados Unidos do acordo de Paris, “a boa notícia” é que o país alcançará seus objetivos.

“Porque muito do que fizemos está agora incrustado em nossa economia e em nossa cultura. Porque nossos estados e cidades, nossas universidades e nossas maiores empresas deixaram claro que continuarão avançando pelo bem das gerações futuras”, argumentou.

O ex-presidente opinou, porém, que o acordo de Paris não resolverá por si só a crise climática, e que à medida que a tecnologia evolui, será necessário estabelecer objetivos mais audazes.

Na Cúpula Economia Verde, que acontece durante dois dias na cidade argentina de Córdoba, vários especialistas, incluindo o prêmio Nobel de Economia Edmund Phelps, insistiram em que a luta global pelas energias limpas reside nas empresas e nas pessoas comuns, já que os governos estão atrasados.

Obama disse que os líderes empresariais tinham que lembrar que não havia nenhuma contradição entre um ambiente limpo e um forte crescimento econômico.

Mas Phelps também advertiu que as mudanças climáticas geram uma “histeria maciça” e levam a uma hiper-regulamentação que poderia se transformar em um “destruidor da inovação”.

Biocombustíveis

No dia anterior à conferência na Argentina, Barack Obama participou do Fórum Cidadão Global, organizado pelo jornal Valor Econômico e pelo Banco Santander/AAdvantage, em São Paulo (SP). Na ocasião, ele elogiou o protagonismo do Brasil na fabricação e utilização de biocombustíveis.

“O que me dá esperança é que os Estados Unidos conseguiram aumentar muito o uso de suas energias renováveis. E o Brasil, também de várias formas, vem trabalhando em biocombustíveis e tem sido um exemplo para o mundo. Isso é algo que devemos nos orgulhar e também continuar”, disse.

Para a presidente da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), Elizabeth Farina, o Brasil é um “importante agente” na agenda ambiental global. “O Brasil tem sido um dos mais importantes protagonistas nas discussões em torno da Plataforma Biofuturo, lançado na COP22 com o apoio de mais de 20 países, incluindo os Estados Unidos, para acelerar o desenvolvimento e ampliar a implantação de medidas sustentáveis de baixa emissão”, afirma e completa: “Temos uma vantagem competitiva importante, considerando que nossa matriz energética é uma das mais renováveis do mundo”. (Agence France-Presse 09/10/2017)

 

Açúcar: Riscos escondidos – Por Arnaldo Luiz Corrêa

Dissemos no comentário de 02 de junho passado, ou seja, há pouco mais de quatro meses, que alguns riscos escondidos podem emergir a qualquer momento trazendo ainda mais devastação aos preços... a recompra de hedge por parte das usinas para gerar caixa vai pressionar o mercado mais cedo ou mais tarde.

Bem, a fatura chegou. Não há dúvidas que um dos pontos mais inibidores de uma recuperação no preço do açúcar na bolsa de NY foi a recompra (que obriga a usina a ter de fixar mais tarde) e também a rolagem (que transfere o hedge de um mês para o seguinte na esperança de preços melhores).

Estima-se que 20% do percentual de fixação do outubro (entre 37-42% do volume anual de açúcar exportado pelo Brasil) tenha sido rolado para março. E que a fixação de março, por ser o último mês de negociação da safra do Centro-Sul, tenha alcançado no máximo 50% do volume previsto para ser fixado contra aquele mês, mesmo porque as usinas esperam o ritmo de produção antes de fazerem o hedge na totalidade de seu volume previsto.

Com isso, podemos ter ainda nada menos que 4.8 milhões de toneladas de açúcar a serem fixadas, ou cerca de 95.000 lotes, volume bem próximo dos 106.000 lotes que os fundos estão vendidos. As turbulências continuam. Como disse um implacável executivo recentemente numa roda de amigos, “o mercado está cheio de Super-Homem que pulou do prédio e descobriu que não sabe voar”. Usinas que recompraram hedge ou ficaram olhando a tela na esperança de que os preços voltariam a subir descobriram que não sabem voar.

O mercado de açúcar fechou a sexta-feira com o vencimento março/2018 negociado a 13.98 centavos de dólar por libra-peso, queda de 12 pontos em relação à sexta-feira anterior. A pressão nos demais meses foi menor, reforçando a tese de que o mercado tem um teto enquanto a necessidade de zerar os livros (usinas fixando) perdurar.

Na semana passada divulgamos a primeira estimativa de produção de cana do Centro-Sul para 2018/2019. São 591 milhões de toneladas de cana, divididas entre uma produção de 35.5 milhões de toneladas de açúcar e 24.6 bilhões de litros de etanol, dos quais 11 bilhões de litros de hidratado e 13.6 bilhões de litros de anidro. A previsão baseia-se em amostragem e levou em consideração limitada expansão do canavial. Conservamos o mesmo mix de produção e reduzimos a produção de ATR por tonelada de cana. Consideramos ainda prematuro fazer mudanças no mix e nos concentramos apenas na produção de cana.

A próxima safra de cana do Centro-Sul será a primeira a contar com um novo e importante componente na formação de preço do açúcar que deverá introduzir um pouco mais de volatilidade no mercado: o preço do petróleo no mercado internacional. A política de formação de preço dos combustíveis introduzida pela Petrobras tomando por base as variações do preço do petróleo no mercado internacional e com alterações diárias no preço da gasolina na refinaria, adicionam um componente com o qual o mercado de açúcar terá que aprender a conviver.

No passado recente, sob os governos petistas de Lula e Dilma, alterações substanciais no preço do petróleo no mercado internacional não alteravam o preço da gasolina na refinaria. Na época de altos preços do petróleo no mercado internacional, o setor sucroalcooleiro ficou chupando o dedo e não obteve um centavo sequer de ganho com a trajetória altista do ouro negro. Os preços administrados pelo governo populista do PT, surrupiaram centenas de milhões de reais do bolso das usinas via congelamento do preço da gasolina. Ou seja, pouco importavam as oscilações dos preços do petróleo pois seu efeito internamente era próximo de zero. Isso está mudando.

Pairam dúvidas se a política de risco da Petrobras estabeleceria um teto máximo de oscilação a ser repassada para a refinaria. Mas, se assim for, temos razões para acreditar que oscilações no preço do petróleo ou da gasolina lá fora terão impacto imediato no preço dos combustíveis na bomba fazendo com que o etanol incorpore essa alteração com reflexo no preço do açúcar.

Dessa forma, o que certamente veremos, é o preço do açúcar no mercado internacional passando a refletir não apenas a oferta e demanda do produto, mas também a do mercado de energia. As usinas atravessaram décadas produzindo uma commodity cujo preço pode ser hedgeado em bolsa, e um subproduto cujo preço de venda era desconhecido por depender da política fiscal do governo de plantão. Um negócio injusto que explica parcialmente o tamanho da dívida do setor.

Agora os participantes do mercado futuro de açúcar vão ter que aprender a tratar açúcar e energia como componentes de uma única matriz. A intercomunicabilidade dos preços do petróleo com o etanol e deste com o açúcar, no médio e longo prazos, deverão melhorar a rentabilidade das usinas por meio da utilização de instrumentos financeiros que propiciem a proteção de preços e/ou mínimo retorno.

Outros componentes deverão atuar fortemente na trajetória de preços no próximo ano. E eles são o que poderíamos chamar de riscos escondidos. Por exemplo, o mercado e os baixistas desconhecem que o consumo de combustíveis está em ligeira trajetória de alta. A sensível melhora da economia vai impulsionar o consumo de combustíveis. Se com PIB negativo de 3.7% crescemos zero, com PIB positivo de 2%, quanto podemos crescer? Lembrando que nos últimos dez anos, o crescimento do consumo de combustíveis (gasolina equivalente) foi de 6% ao ano, e nos últimos cinco anos foi de 3.4%. Estamos preparados para crescer esse percentual?

Alguns traders argumentam que o mínimo de produção de hidratado necessária para 2018/2019 numa eventual recuperação da economia seria de 15 bilhões de litros. Para podermos atingir esse número, a produção máxima de açúcar no Centro-Sul teria uma redução de 4 milhões de toneladas. Mas é claro que esses riscos continuam bem escondidos.

Mal abrimos as inscrições para XXIX Curso de Futuros, Opções e Derivativos em Commodities Agrícolas que vai ocorrer nos dias 06, 07 e 08 de março de 2018, em São Paulo, Capital, no Hotel Wall Street e 20% das vagas já foram preenchidas faltando ainda 6 meses para o curso. Não deixe para a última hora. Para mais informações: priscilla@archerconsulting.com.br (Arnaldo Luiz Corrêa é diretor da Archer Consulting - Assessoria em Mercados de Futuros, Opções e Derivativos Ltda.)