Setor sucroenergético

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Adecoagro mira usinas em recuperação judicial

A Adecoagro, de George Soros, jogou sua rede sobre usinas sucroalcooleiras em recuperação judicial.

Em breve, deverá arrastar ao menos grandes usinas. (Jornal Relatório Reservado 20/11/2017)

 

“Se o Consecana não for revisto, o setor pode perder a cana do fornecedor”, diz Paulo Rodrigues

“Eu quero plantar cana, mas com essa baixa remuneração, estou partindo para a soja”, diz Paulo.

Segundo o produtor, a baixa remuneração pela cana leva produtores a trocarem pela soja e milho e não só nas áreas de renovação.

“O setor sucroenergético precisa muito de cana, mas corre o risco de perder a cana do produtor, em decorrência do preço defasado. Nesta safra, a remuneração pelo Consecana está 15% abaixo do custo de produção. Não há quem aguente, por isso, o produtor busca outras alternativas à cana e está partindo para a soja e milho, que entre a safra e a safrinha, remuneram mais que a cana. Neste ano, minha área com soja foi maior que a com cana. Eu não quero isso, quero plantar cana, mas com esse valor baixo, está sendo inviável”, diz Paulo Araújo Rodrigues, produtor de cana na região de Guariba, SP.

Paulo, que é filho do ex-ministro da Agricultura Roberto Rodrigues, salienta que o Consecana, método de remuneração de cana, é a melhor fórmula, porém precisa ser revisto. “Isso deveria ter acontecido há cinco anos, mas até o momento nada. Não caminha, ficam na conversa, é necessário definição, as usinas precisam reconhecer a importância da cana do produtor. Sabemos que a situação não tem sido fácil para ninguém, mas pode ficar pior, sem a cana do fornecedor”, alerta. Os produtores respondem por cerca de 30% da produção total de cana.

O Consecana - Conselho dos Produtores de Cana-de-Açúcar, Açúcar e Álcool do Estado de São Paulo- é uma associação civil, sem fins lucrativos, formada por produtores de cana e industriais produtores de açúcar e etanol. A Diretoria é composta de 5 membros indicado pela UNICA – União das Indústrias Canavieiras do Estado de São Paulo e 5 membros indicados pela ORPLANA – Organização dos Plantadores de Cana da Região Centro-Sul do Brasil. As decisões são sempre tomadas por consenso, e por trás do Consecana há um órgão técnico, composto por mais oito representantes de cada lado, que é responsável pelo acompanhamento e por análises do setor.

O Método basicamente busca auferir o faturamento obtido pela unidade industrial por tonelada de cana e através da participação do custo de produção de cana no custo total (industrial +cana), determina uma parcela do faturamento total destinado a pagamento ao fornecedor. O método de um lado quantifica o total de açucares recuperáveis (ATR) na cana e de outro o preço de faturamento por Kg de ATR aplicando a seguir o fator de participação do fornecedor, do que resulta o preço bruto por tonelada de cana.

Nos últimos dias, as negociações para revisão do Consecana se intensificaram e a expectativa é de que a qualquer momento, novidades sejam anunciadas. (Cana Online 20/11/2017)

 

Açúcar: Correção em NY

Um movimento de realização de lucros influenciou a queda das cotações do açúcar ontem na bolsa de Nova York.

Os contratos com vencimento em maio encerraram a sessão a 14,99 centavos de dólar por libra-peso, em queda de 34 pontos em relação a sexta-feira.

Com isso, boa parte dos ganhos que vinham sendo sustentados pelas perspectivas de que a próxima safra de cana (2018/19) no Centro-Sul do Brasil será mais "alcooleira" foi devolvida.

O Brasil lidera a produção e as exportações mundiais de açúcar.

Apesar dessa tendência brasileira, a próxima temporada internacional de açúcar tende a ser abundante.

No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 50 quilos do açúcar cristal negociada em São Paulo subiu 1,43% na sexta-feira e alcançou R$ 65,40. (Valor Econômico 21/11/2017)

 

Cosan Limited faz oferta de recompra de US$ 200 milhões em ações

A Cosan Limited faz oferta para recompra de US$ 200 milhões em ações classe A nos Estados Unidos, com preço entre US$ 9,23 e US$ 9,65 por ação.

No fechamento da última sexta-feira (17), as ações eram negociadas na Nyse a US$ 8,39, com valorização de 3,33%. Hoje, as ações da Cosan Limited estão em alta de 10,25%, a US$ 9,25, no pré-mercado.

A oferta acaba no dia 19 de dezembro e, se totalmente subscrita, representará entre 12,3% a 12,8% das ações em circulação da Cosan Limited.

Segundo comunicado da empresa, enviado hoje, a recompra será financiada por uma parcela do caixa e investimentos. (Valor Econômico 20/11/2017)

 

Setor sucroenergético nacional tem futuro brilhante, afirma Maílson da Nóbrega

Brasil precisa recuperar investimentos e produtividade, caso contrário será um país medíocre, diz ex-ministro

“A produtividade é o calcanhar de Aquiles do processo de crescimento do Brasil”, afirmou o ex-ministro da Fazenda Maílson da Nóbrega, ao traçar um panorama sobre a economia brasileira durante as comemorações dos 15 anos da Comerc Energia, maior gestora de energia elétrica do país, da qual é um dos conselheiros, realizada na última semana, na capital paulista. Segundo o ex-ministro, sem recuperar investimentos e, sobretudo, a produtividade, dificilmente o Brasil voltará a ter um ciclo de crescimento robusto e duradouro.

Ao fazer uma análise do cenário nacional, ressaltou as principais conquistas do Brasil nas últimas décadas, dentre elas a construção de sólidas instituições de controle do governo e o agronegócio. “O Brasil inventou a agricultura tropical; estamos fazendo a terceira revolução agrícola, resultado de uma combinação de vários fatores como o trabalho de pesquisa da Embrapa adaptado à cada clima e a migração do Sul e Sudeste para o Centro-Oeste, que responde, hoje, por 70% da produção de grãos do Brasil”, afirmou, pontuando que esses fatos tornaram o país o número um na exportação de seis produtos agrícolas: soja, açúcar, café, carne, frango e suco de laranja.

“Provavelmente, vamos ser número um também no etanol. O setor sucroenergético tem muito futuro, apesar de ter sofrido bastante com o controle da gasolina e do diesel, quebrando muitas empresas e deixando um passivo enorme”, ressaltou, afirmando que o segmento tem uma capacidade enorme de inovação e de reunir talentos e recursos para uma nova jornada, o que colocará o biocombustível na posição que merece.

Analisando ainda a conjuntura, afirmou que a economia saiu da recessão e que vários indicadores já sinalizam uma lenta recuperação. Segundo ele, o PIB deve crescer 0,7% em 2017 e 2,8% em 2018; a inflação (IPCA) ficará em 3,2% em 2017 e 4,1% em 2018 e a taxa Selic, de 7% em 2017, em fevereiro de 2018 deve chegar a 6,75%. “Nos dois casos, é a mais baixa taxa Selic desde sua criação, nos anos 1970”, comentou, dizendo que, embora seja difícil prever devido à influência de um conjunto de fatos, a taxa de câmbio deve ficar em R$ 3,1 USD este ano e ir a R$ 3,25 USD, em 2018.

“O desemprego está caindo e deve continuar neste ritmo. A situação melhora nos próximos meses, e é provável que 2017 termine com a taxa de desemprego por volta de 12% e chegue a 11,5% no próximo ano. Isso significa que, este ano, 12 milhões de pessoas estão fora do mercado de trabalho e 11 e pouco ainda estarão no próximo ano”, elucidou, explanando também sobre as tendências, desafios e riscos do Brasil nos próximos anos, muitos deles associados às eleições presidenciais de 2018.

“Apesar dos problemas, os mercados continuam otimista com o Brasil e têm razões para isso, com uma boa equipe econômica e um governo que avança em reformas”, disse, reforçando: “O Brasil, antes conhecido por causa de Pelé e Neymar, agora é conhecido pela Lava-Jato e isso fez aparecer uma coisa nova no país: o sentimento antipolítico e uma preocupação grande da população com a corrupção”, concluiu. (Cana Online 20/11/2017)

 

Etanol hidratado sobe 3,21% e anidro avança 2,69% nas usinas

O preço do etanol hidratado nas usinas paulistas subiu 3,21% nesta semana, de R$ 1,6247 o litro para R$ 1,6769 o litro, em média, de acordo com o indicador divulgado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq). Já o valor anidro avançou 2,69%, de R$ 1,7807 o litro para R$ 1,8286 o litro, em média, segundo o Cepea/Esalq.

Os valores são os maiores nominais desde a semana encerrada em 10 de fevereiro, quando o hidratado foi negociado a R$ 1,7172 por litro e o anidro em R$ 1,8686 o litro. Os indicadores são também recordes na safra 2017/2018, iniciada em 1º de abril. (Agência Estado 20/11/2017)

 

Próximos passos: a passagem do RenovaBio pelo Congresso

O RenovaBio foi para o Congresso. Não através da tão aguardada Medida Provisória que, por mais de meio ano ficou sendo a esperança do setor de biocombustíveis. Mas, pelo menos, não há mais essa indefinição e o desafio de tornar o RenovaBio uma realidade entra agora em uma nova etapa.

O problema é que essa nova fase não é muito diferente da anterior. O RenovaBio continua sendo um projeto que depende de uma série de aprovações para se tornar realidade. Tomando emprestado o estilo das palestras do Miguel Ivan, diretor do MME, ilustro o problema com a última charge do portal novaCana (imagem abaixo), publicada no dia anterior à apresentação do projeto de lei pelo Deputado Evandro Gussi. O time dos biocombustíveis do Brasil marcou um gol, mas para ganhar a partida será preciso emplacar outros três.

Os próximos gols serão a aprovação do texto na Câmara dos Deputados, depois no Senado Federal e finalmente sancionado pelo Presidente da República. Só depois de todo este processo é que o RenovaBio poderá ser implementado.

Neste momento o projeto precisa ter o pedido de regime de urgência aprovado para que possa ter um tramite muito mais célere. Para que isso aconteça, 257 deputados precisam apoiar a iniciativa, apresentando e votando o requerimento de tramitação urgente. Esses 257 deputados podem ser substituídos por lideres partidários que representem esse número de deputados. Se aprovada a urgência, a proposição é colocada na ordem do dia da mesma sessão que votou pela aprovação do regime de urgência.

Assim, em um caso extremo, o RenovaBio pode ser aprovado ainda este mês na Câmara dos Deputados. Mas, para que isso se torne realidade, os deputados precisam perceber a urgência do tema. E é aí que entram os empresários, lideranças e representantes do setor de biocombustíveis brasileiro. Eles são a torcida que empurra e motiva o time a seguir lutando para marcar os três gols que faltam.

O congresso entra em recesso no dia 23 de dezembro. Um tema como o RenovaBio tem chance de tramitar em tempo recorde no congresso, tendo em vista a quantidade de setores que ele beneficia. Mas isso só vai acontecer se todos aqueles que querem o programa implantado no Brasil redobrarem os esforços. Porque os que não querem a implantação do programa continuam trabalhando. (Nova Cana 20/11/2017)

 

Inquérito do MPT investiga 250 demissões em usina da Raízen em Araraquara (SP)

Dispensas aconteceram na segunda-feira (13) e surpreenderam funcionários e sindicato. Empresa terá que prestar esclarecimentos.

O Ministério Público do Trabalho (MPT) instaurou um inquérito civil para investigar a demissão de cerca de 250 trabalhadores da usina Tamoio, pertencente à Raízen. Na segunda-feira (13), os trabalhadores foram informados que a usina encerrou as atividades na unidade de Araraquara (SP) por dois anos. As demissões surpreenderam os funcionários e o sindicato.

O procurador do MPT Rafael de Araújo Gomes notificou a empresa, bem como o sindicato da categoria, a fim de que prestem esclarecimentos sobre a dispensa para, se necessário, tomar as medidas cabíveis.

Sindicato

Procurado, o presidente do sindicato da categoria, Antônio Gonçalves Filho, explicou que o MPT solicitou uma explicação sobre as demissões e questionou se a entidade tinha conhecimento da dispensa dos funcionários.

“Vamos responder as solicitações de informações do MPT. Não fomos notificados sobre as demissões, ficamos sabendo durante a reunião que a empresa agendou”, declarou.

Empresa

Em nota, a Raízen informou que ainda não foi notificada e aguarda para esclarecer todos os pontos da suspensão das atividades industrias da unidade Tamoio com o Ministério Público do Trabalho.

Na segunda-feira, a Raízen informou que a paralisação na unidade de Araraquara se dá devido a um cenário de menor disponibilidade de cana-de-açúcar nesta região e otimização logística e de produção.

“A cana-de-açúcar destinada à unidade Tamoio será redirecionada a outras unidades da empresa, não havendo redução da moagem total do Grupo Raízen. A operação agrícola própria e dos fornecedores de cana da Raízen não será impactada", disse a empresa em nota. (G1 17/11/2017)

 

Próxima safra de cana deve ser 4,2% inferior

A próxima safra de cana-de-açúcar do Centro-Sul do País deve somar 560 milhões de toneladas, volume 4,2% menor que os 585 milhões de toneladas previstas para o ciclo atual, estima o CEO da RPA consultoria, Ricardo Pinto.

"Esse volume poderá ser ainda menor que isso", avalia o consultor. Ele ainda estima que a produção atual deve ser de 580 milhões de toneladas, cinco milhões a menos do que o volume estimadas pela União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) para as usinas do Centro-Oeste.

Ele cita entre as razões para a estimativa a queda dos preços do açúcar em 2017. Os valores pagos pela tonelada no mercado internacional recuaram de 19,20 centavos de dólar por libra peso em novembro do ano passado para 14,96 centavos de dólar por libra peso na última sexta-feira, queda de 22% ao longo dos últimos 12 meses. Isso fez com que a safra atual tivesse um mix mais alcooleiro, amparado pela melhora nos preços do etanol desde setembro. "Essa queda estimada para a produção pode ser um estímulo para a valorização dos preços."

Outro motivo é a perspectiva de uma menor produtividade na próxima temporada. Essa retração deve ser motivada pelas dificuldades financeiras das empresas, que devem fazer com que as indústrias reduzam os tratos culturais na próxima safra, e também deixem de renovar os canaviais, medidas que têm um impacto significativo no campo.

O consultor destaca também que o setor tem se mostrado mais propenso a uma consolidação do que a uma expansão das atividades. Ele cita como exemplo a Biosev, que anunciou na última sexta-feira (9) o fechamento da unidade de Maracaju, em Mato Grosso do Sul para conter custos.

Já a Raízen, joint venture entre a Cosan e Shell, comprou duas unidades da Tonon Bioenergia, para que pudesse ampliar a moagem de 58 milhões de toneladas para 60 milhões de toneladas, segundo o consultor. "O setor não está crescendo em capacidade, mas está focado na incorporação."

Ciclo atual

De acordo com relatório divulgado ontem pela Unica, o volume processado de cana-de-açúcar desde o começo da safra até 31 de outubro, atingiu 529,6 milhões de toneladas, 1,9% inferior aos 540,2 milhões processados no mesmo período do ciclo passado.

Na segunda quinzena do mês de outubro esse volume foi de 30 milhões de toneladas, menos do que as 32,2 milhões de toneladas processadas no mesmo período do ano passado. Conforme a Unica, essa retração se deve às chuvas intensas que ocorreram nas áreas canavieiras do Centro-Sul.

O relatório confirmou a continuidade de uma maior destinação do produto para a produção de etanol em detrimento do açúcar. Na última quinzena de outubro, 42,85% da matéria-prima processada foi utilizada para a fabricação de açúcar, enquanto no mesmo período do ano passado, o volume era de 49,2%. No acumulado da safra até 31 de outubro, esse percentual era de 47,6%.

Desde o início da safra 2017/2018 até o momento, a fabricação de açúcar somou 33,1 milhões de toneladas. Na segunda metade de outubro, foram produzidas 1,8 milhão de toneladas, 8,6% inferior às 2 milhões de toneladas do final de outubro do ano passado.

A produção de etanol avançou 19,6% ante o mesmo período de 2016, para 1,5 bilhão de litros. Desde o início da temporada, esse volume é de 22,6 bilhões de litros.

Até 31 de outubro, 43 unidades produtoras encerraram a safra. No mesmo período de 2016, eram 67 unidades. "Até o final deste mês a maior parte das empresas vai encerrar a safra", projeta o consultor.

Na segunda metade de outubro, as vendas de etanol somaram 839,6 milhões de litros, alta de 32,4% em relação ao mesmo período do ano passado. Esse é o segundo maior volume atrás dos 877,3 milhões de litros vendidos no mesmo período de outubro de 2015. (DCI 14/11/2017).

 

Bunge anuncia avanço em sua reorganização

A americana Bunge, uma das maiores empresas de agronegócios do mundo, anunciou mais um capítulo da reorganização de sua equipe gerencial na quarta-feira, na esteira de um programa de corte de custos em tempos de ampla oferta global de grãos e lucros sob pressão, conjuntura que vem afetando os negócios das grandes tradings agrícolas em geral.

A partir de 1º de janeiro, Raul Padilla, vai se tornar presidente da Bunge para a América do Sul e para o negócio de açúcar e etanol; informou a companhia em comunicado. Atualmente, Padilla preside a Bunge Brasil e é diretor-geral global da unidade de açúcar e bioenergia. Enrique Humanes, CEO da Bunge Argentina, vai se aposentar.

As mudanças fazem parte de um plano de reestruturação anunciado em julho passado que tem por objetivo cortar US$ 250 milhões em custos até o fim de 2019. A empresa confirmou na quarta-feira que haverá demissões nesse processo.

Em sua divisão, a Bunge reduzirá o número de unidades operacionais de cinco para três: América do Norte, Europa e Ásia e América do Sul e Açúcar e Bioenergia.

A companhia encerrou o terceiro trimestre do ano com lucro líquido global de US$ 92 milhões, 22% menos que em igual intervalo de 2016. Nos nove primeiros meses do exercício o lucro caiu 53,6%, para US$ 474 milhões. (Valor Econômico 17/11/2017)

 

Safra de cana está no fim e deve ser menor este ano

O clima não ajudou e os canaviais não se desenvolveram tão bem. São Paulo é o maior produtor de cana-de-açúcar do Brasil.

A produção de cana-de-açúcar nesta safra não será como o setor queria. A falta de chuvas afetou a produtividade e a qualidade das plantações. A União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica) fechou o balanço da safra em 585 milhões de toneladas na região Centro-Sul do País. Isso significa 22 milhões a menos do que no ano passado.

José Fernandes Rio é diretor-presidente de uma usina em Itajobi (SP) e diz que o setor enfrenta uma crise profunda e os preços são muito baixos. A indústria esperava moer 1 milhão e 870 toneladas de cana, mas faltaram 50 toneladas para atingir a meta.

Mas mesmo com o momento ruim, tem empresa que conseguiu resultado diferente. É o caso de uma usina em Olimpia (SP), que moeu pouco mais de 20 milhões de toneladas, cerca de 2,5% a mais que em 2016 e 1% a mais do que o esperado para a safra.

O diretor de operações agroindustriais da empresa, Raul Guaragna, diz que o resultado reflete o investimento nos canaviais. Para ele, a escolha das variedades corretas, o uso de tecnologia e o manejo adequado garantiram o crescimento da produção.

Como o preço do açúcar está pouco atrativo por interferência do mercado internacional, a safra foi direcionada mais pra a produção de etanol, com 53% da moagem. A expectativa da Unica é que sejam processadas 35 milhões de toneladas de açúcar e 24 bilhões de litros de etanol.

Depois de oito meses de funcionamento, com o fim da safra, as usinas param de moer e aí começa a fase de manutenção das máquinas, que geralmente vai até o final de março. É neste momento também que as empresas planejam gastos e investimentos para a safra do ano seguinte.

Para Raul Guaragna, a expectativa em relação ao ano que vem é boa. O crescimento esperado é 3% a 5% na moagem da cana. (G1 19/11/2017)

 

OIA mantém estimativa sobre produção mundial de açúcar em 2017/18

A Organização Internacional do Açúcar (OIA) manteve sua estimativa sobre a produção mundial em 2017/18, em 179,45 milhões de toneladas. O volume é 6,58% superior à temporada passada, que acabou em setembro, e é principalmente responsabilidade do crescimento na expectativa de colheita da Índia, União Europeia, Tailândia e China.

Esta produção será recorde, mesmo com a previsão de queda no Brasil, onde as “usinas estão preferindo usar a cana para produzir etanol”, diz a OIA, em relatório.

A estimativa de consumo mundial de açúcar foi mantida também pela entidade hoje em 174,41 milhões de toneladas, 1,71% mais que na safra anterior. “Nesta fase da safra não é possível saber se a queda nos preços do açúcar vai incentivar o consumo. Também não é possível saber o impacto negativo do debate açúcar x saúde”. A estimativa de comércio internacional da commodity ficou em 61,09 milhões de toneladas, o segundo maior nível da história e um crescimento de 1 milhão de toneladas frente à 2016/17.

A previsão de estoques finais da OIA ficou em 89,62 milhões de toneladas, 1,6% mais que no fim do ciclo anterior.

A relação entre estoque e consumo é calculado em 51,38% e o superávit global continua estimado em 5,03 milhões de toneladas, frente ao déficit de 3,1 milhões de toneladas no ciclo anterior.

Diante desses números, a entidade faz uma aposta preliminar de superávit para 2018/19 próximo a 3 milhões de toneladas. (Valor Econômico 17/11/2017 às 14h: 33m)

 

Justiça determina leilão de usinas do Grupo João Lyra em Minas Gerais

Juntas, as usinas Vale do Paranaíba e Triálcool estão avaliadas em mais de R$ 439 milhões. Lances poderão ser feitos a partir do dia 24 de novembro.

A Justiça de Alagoas determinou o leilão das usinas Vale do Paranaíba e Triálcool, localizadas em Minas Gerais e pertencentes à Massa Falida da Laginha Agroindustrial S/A, do Grupo João Lyra. Os interessados poderão apresentar lances no pregão eletrônico no próximo dia 24 de novembro, a partir das 14h.

A informação foi divulgada pelo Tribunal de Justiça do estado (TJ-AL) nesta quinta-feira (16). Os lances poderão ser feitos online.

O grupo é do empresário alagoano e ex-deputado federal João Lyra. A decisão de levar os bens a leilão é da 1ª Vara de Coruripe, por meio dos juízes Leandro de Castro Folly, José Eduardo Nobre Carlos e Marcella Walesca Pontes de Mendonça.

De acordo com o TJ, a Vale do Paranaíba fica na cidade de Capinópolis e foi avaliada em R$ 206,358 milhões. Ela tem uma área total de 3.210,44 hectares e abrange 17 imóveis. Sua capacidade de moagem é de 1,7 milhão de toneladas de cana por safra.

Já a Triálcool, localizada em Canápolis, foi avaliada em R$ 233,044 milhões. A área total dela é de 6.048,86 hectares e possui 24 imóveis, com capacidade de moagem de 1,8 milhão de toneladas de cana por safra.

O pregão iniciado no dia 24 será encerrado em 30 de novembro. Caso os valores de avaliação dos imóveis não sejam atingidos nessa primeira tentativa, o prazo será estendido até o dia 7 de dezembro. Nessa segunda praça, serão aceitas propostas menores, mas não inferiores a 60% do valor dos ativos.

A realização do leilão ficará sob responsabilidade da Superbid Judicial, entidade especializada na avaliação e venda de ativos através de leilões oficiais presenciais ou via internet.

Em um outro leilão de bens da massa falida da Laginha em Alagoas, realizado em agosto deste ano, foram arrecadados mais de R$ 800 mil. Quatro bens foram vendidos, mas somente três foram arrematados, sendo um imóvel residencial, um outro comercial e uma aeronave.

O único que não foi vendido foi a sede da Laginha, em Maceió, que estava sendo ofertada por R$ 9,5 milhões. Essa foi a segunda vez em que ela foi colocada à venda. Na primeira, o valor pedido era de R$ 15 milhões.

Uma terceira tentativa de venda foi feita em outubro, quando o mesmo imóvel foi ofertado por R$ 7,8 milhões, mas não houve lances nem compradores. (G1 17/11/2017)

 

Após decisão judicial, preço do etanol começa a cair em postos de Goiânia

Em alguns estabelecimentos, valor do produto é encontrado a R$ 2,69, bem mais baixo que nas últimas semanas. Expectativa é que preço da gasolina, que está estagnado, também tenha queda.

O preço do etanol começou a cair em postos de combustíveis de Goiânia neste sábado (18), um dia depois da Justiça determinar que 60 estabelecimentos reduzissem a margem de lucro. O valor do litro chegou a ser encontrado a R$ 2,69, bem menor que na última semana, quando chegou a R$ 3,69. A expectativa é que a medida também reduza o preço da gasolina.

Até mesmo postos que não foram listados na ordem judicial resolveram diminuir o preço por conta da concorrência. Com isso, pequenas filas se formaram por motoristas que queriam aproveitar o desconto.

A determinação do juiz Reinaldo Alves Ferreira se deu após uma ação proposta pela que apontou um aumento abusivo de 120% no litro do etanol. Na liminar, ele ordenava que os réus retomassem à margem de lucro bruto médio praticada em julho deste ano, de 10,2%.

Casos de descumprimentos são passíveis de multa diária no valor de R$ 20 mil. À TV Anhanguera, o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo no Estado de Goiás (Sindiposto) informou que a liminar fere a livre concorrência, mas orienta os donos de postos que forem notificados a cumprir a determinação. O órgão também pontuou que vai recorrer da decisão.

Gasolina

Apesar da queda no preço do álcool, a gasolina não oscilou e segue sendo vendida, em média, a R$ 4,49. No entanto, os motoristas esperam que a situação mude nos próximos dias. "Por essa diferença acho que compensa o etanol. Como isso, eles vão ter que baixar o preço da gasolina", disse o vendedor Raimundo Silva.

A superintendente do Procon-GO, Darlene Teixeira tem a mesma opinião. "Com o valor do etanol a R$ 3,29, ninguém estava abastecendo com etanol. Isso obrigava o consumidor a buscar a gasolina. Então, com a competitividade dos dois combustíveis o mercado força a baixar o lucro da gasolina", espera.

Protestos

As ações foram motivadas por um protesto realizado por motoristas contra os reajustes. Na segunda-feira (13), eles bloquearam distribuidoras de combustíveis da Grande Goiânia. Como os caminhões não deixaram a unidade, 60 cidades chegaram a ter falta de algum combustível, sendo que 15 não tinham nem etanol nem gasolina. Os manifestantes deixaram a maioria das unidades na quarta-feira (15).

No dia seguinte, o Sindiposto realizou uma espécie de força-tarefa para abastecer os postos de combustíveis de Goiás.

Lista

A partir desta sexta-feira (17), a Secretaria da Fazenda (Sefaz) começou a publicar diariamente no site da pasta os preços mínimos, médios e máximos praticados pelos estabelecimentos do ramo no estado. A medida visa dar transparência à definição dos valores.

De acordo com a Sefaz, a medida obedece aos critérios de sigilo fiscal e facilitará a consulta de preços por parte do consumidor goiano e dos órgãos, como o Ministério Público de Goiás.

''Antes de sair de casa ele já pode ver o posto que tem o menor preço, que seja de sua confiança então ele pode optar por abastecer pelo menor preço'', disse o superintendete da Sefaz, Adonínio Neto Vieira Júnior. (G1 20/11/2017)

 

Carros movidos a gasolina e diesel estão com os dias contados em países europeus e vários emergentes

Os carros a gasolina e diesel estão com os dias contados em vários países europeus e alguns grandes emergentes. Governos anunciaram planos de proibir a venda de automóveis movidos a combustíveis fósseis nos próximos anos como parte de esforços para conter a poluição.

A Índia fixou o objetivo de pôr fim à comercialização de veículos com motores a combustão em 2030 e prevê comercializar carros elétricos em grande escala.

A China, maior mercado automotivo mundial, causou surpresa recentemente ao anunciar que se prepara para proibir a venda de carros movidos a combustíveis fósseis. O calendário ainda será definido.

O país vem ampliando sua frota de carros elétricos e já se tornou, no ano passado, o maior mercado mundial desse setor, ultrapassando os Estados Unidos.

A China representou 40% das vendas globais de carros elétricos em 2016, que totalizaram mais de 750 mil unidades, de acordo com um estudo da Agência Internacional de Energia (AIE), com sede em Paris.

O governo brasileiro, por sua vez, está elaborando o Rota 2030, nova política industrial para o setor automotivo. Mas não deve haver, pelo menos na primeira fase, regras para estimular o desenvolvimento de carros elétricos e híbridos (com motor elétrico e outro a combustão) no país.

Entre as propostas discutidas para o novo programa está a de alíquotas menores do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para carros elétricos. No Brasil, não há carros de passeio a diesel, apenas veículos leves comerciais, caminhões e ônibus.

'Direção certa'

A França e o Reino Unido anunciaram o fim da venda de carros novos a diesel e gasolina até 2040. Na Áustria, isso poderá vigorar já em 2020. Na Noruega o prazo previsto é 2025 e, na Holanda, 2030.

A Alemanha deverá seguir o exemplo, afirmou a chanceler Angela Merkel, sem fixar, no entanto, uma data. O assunto teve destaque na última campanha eleitoral, em setembro.

A iniciativa, segundo Merkel, "vai na direção certa", embora o governo alemão tenha decidido manter, diferentemente de outros países europeus, as vantagens fiscais para os carros a diesel porque eles emitem menos CO2, diz a chanceler.

O setor automotivo alemão emprega 800 mil pessoas e é um dos maiores exportadores do país.

Foi justamente uma montadora alemã, a Volkswagen, que causou o escândalo do "dieselgate", em 2015. A empresa reconheceu ter fraudado em grande escala o nível de emissões de poluentes de seus motores. O caso continua afetando as vendas mundiais de automóveis desse tipo.

Segundo um estudo do banco suíço UBS, os carros novos a diesel poderão praticamente desaparecer do mercado já em 2025. Sua participação no mercado mundial deverá ser de apenas 4% em 2025, contra 13,5% atualmente, diz o relatório.

Na Europa, a queda deverá ser bem mais brutal: a fatia de mercado dos carros a diesel, de 50% hoje, será de apenas 10% em 2025, segundo o UBS.

O documento aponta vários fatores para a derrocada dos automóveis a diesel. Além do "dieselgate", que abalou a confiança dos consumidores, regulamentações cada vez mais rigorosas em termos de emissões de poluentes tendem a encarecer os modelos e torná-los menos atraentes.

Alguns carros populares já nem são mais fabricados na versão com motor a diesel.

A montadora sueca Volvo anunciou que fabricará, a partir de 2019, apenas carros elétricos ou híbridos (o motor a combustão que complementa e eventualmente alimenta o elétrico é geralmente a gasolina).

Para o banco suíço, as vendas de automóveis elétricos e híbridos crescerão, o que contribuirá para baixar os preços.

Países europeus dão incentivos fiscais para a compra de carros elétricos.

Foi-se o tempo em que governos europeus exaltavam as vantagens dos carros a diesel, como o menor consumo de combustível e emissões de CO2 mais baixas do que os movidos a gasolina.

A política de favorecer o diesel, com uma série de incentivos fiscais, começou a ser adotada no início dos anos 80, após um novo choque nos preços do petróleo.

"Privilegiar os motores a diesel por tanto tempo foi um erro", disse o ex-primeiro-ministro francês, Manuel Valls. Na França, chamada por alguns de "pátria do diesel", dois terços da frota de carros particulares é movida a esse combustível. Há uma década, era de quase 80%.

Restrições de circulação

Hoje, os veículos a diesel passaram a ser apontados como um dos grandes vilões da poluição do ar nas cidades, em razão das emissões de dióxido de azoto e de partículas finas.

Paris, Madri, Atenas e Cidade do México decidiram banir totalmente a circulação dos carros a diesel até 2025.

A prefeita de Paris, Anne Hidalgo, quer proibir também a circulação de veículos a gasolina na cidade em 2030.

Carros a diesel e modelos a gasolina mais antigos vêm sofrendo cada vez mais restrições de circulação em países europeus.

Cerca de 200 cidades do continente, de uma dezena de países, criaram áreas onde apenas veículos considerados pouco poluentes podem ter acesso. São as chamadas "zonas de baixa emissão".

São vários os sistemas utilizados para limitar a circulação de carros poluentes em áreas centrais: selos em função do ano de fabricação, pedágios, como em Londres e Estocolmo, e rodízios.

Na zona central de Londres, os motoristas de carros a diesel terão de pagar uma taxa extra para estacionar.

A prefeitura de Paris, que criou um sistema público de aluguel de carros elétricos, praticamente declarou guerra aos motoristas nos últimos anos. Mas apesar de inúmeras medidas, como transformação de vias em áreas pedestres e expansão de ciclovias, a capital continua ultrapassando os limites de poluição exigidos por normas europeias.

Viabilidade

Os planos de acabar com a produção de automóveis a diesel e gasolina em alguns países da Europa lançaram questionamentos sobre a viabilidade da substituição dessas frotas pela de carros elétricos.

As baterias ainda não têm autonomia suficiente para distâncias mais longas, o tempo para carregá-las é longo e em boa parte dos países faltam pontos de recarga.

O desenvolvimento dos carros elétricos é totalmente dependente do apoio público, tanto para sua comercialização quanto para a criação de infraestruturas, pelo setor privado, para carregar os veículos.

Além disso, a energia necessária para "abastecer" os carros também pode representar um problema. Especialistas afirmam que na França seria necessário construir uma central nuclear para alimentar uma frota nacional de carros elétricos.

Na China, causa grande preocupação entre ambientalistas o fato de grande parte da energia elétrica local ser produzida por usinas térmicas a carvão.

Outros apontam também para o elevado nível de emissões de CO2 na fabricação das baterias.

A frota mundial de carros elétricos totalizou no ano passado 2 milhões de automóveis, o que representa apenas 0,2% do total de veículos leves para passageiros em circulação no mundo, segundo a Agência Internacional de Energia. Em 2015, o número era de cerca de 1,3 milhão.

No Brasil, esse mercado é ainda mais incipiente. De 2012 a outubro deste ano, foram emplacados no paíssomente 6,1 mil carros elétricos e híbridos, segundo dados da Anfavea, que reúne as montadoras. Os compradores são empresas e táxis.

Mas se forem considerados apenas os veículos 100% elétricos (que não têm motor a combustão), o número cai para somente cerca de 600 no Brasil.

Várias empresas aguardam as decisões do governo em relação ao Rota 2030 para definir estratégias na área de carros elétricos.

Etanol

O novo regime automotivo deveria entrar em vigor em janeiro de 2018, mas as discussões estão bloqueadas por divergências entre setores do governo e pelo temor de que as futuras regras possam ser contestadas na Organização Mundial do Comércio, como ocorreu com o programa anterior, o Inovar-Auto, que expira no fim de dezembro.

Para o presidente da Confederação Nacional da Indústria, Robson Braga de Andrade, o etanol, feito de cana de açúcar e apresentado, em um primeiro momento, como ecologicamente correto e sustentável - e as tecnologias em torno dele não devem ser abandonadas.

"Temos uma tecnologia de ponta consolidada e a oportunidade de influenciar todo o futuro da indústria automotiva a partir dela", afirma Andrade.

A japonesa Nissan está fazendo testes no Brasil usando etanol como energia para alimentar baterias dos carros elétricos híbridos. A previsão da montadora é que a tecnologia esteja disponível em 2020.

Ecologistas apontam para a vantagem do etanol ser menos poluente do que a gasolina, mas ressaltam preocupações em relação à degradação ambiental causada pelo uso de fertilizantes e queima de plantios (prática sazonal) têm alertado sobre o desmatamento provocado pela expansão do plantio. (BBC Brasil 20/11/2017)

 

Mundo deve produzir 184,9 milhões de toneladas de açúcar

Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) revisou para cima sua estimativa para a produção global de açúcar na safra 2017/2018, reforçando também sua expectativa superávit de oferta do produto. O mundo deve produzir 184,949 milhões de toneladas, de acordo com relatório divulgado neste mês. (veja tabela abaixo)

As projeções do USDA para o mercado de açúcar são atualizadas duas vezes por ano, em maio e novembro. No relatório anterior, os técnicos tinham estimado volume de 179,636 milhões de toneladas. Se confirmada a nova projeção, serão quase 13,5 milhões de toneladas a mais que na temporada 2016/2017: 171,472 milhões de toneladas.

"Se alcançada, a produção será 20 milhões de toneladas superior ao volume mais baixo dos últimos cinco anos, registrado duas safras atrás", destaca o documento, em referência à produção estimada na safra 2015/2016, de 164,703 milhões de toneladas

Os técnicos mencionaram entre os fatores para a revisão de safra global a expectativa de aumento da produção brasileira no ciclo 2017/2018. O número passou de 39,650 milhões para 40,2 milhões de toneladas, por conta, segundo eles, de clima favorável, melhora de tratos culturais e pelo menor uso da cana para etanol. O Brasil deve consumir 10,6 milhões e exportar 29,6 milhões de toneladas de açúcar.

Além disso, Índia e Tailândia devem recuperar volumes no atual ano-safra por conta do clima favorável. Os dois países devem colocar no mercado 27,7 milhões e 11,2 milhões de toneladas, respectivamente. Outros motivos para aumentar a estimativa de produção global são o fim das cotas na União Europeia e aumento da oferta local na China.

O USDA também revisou para cima a estimativa de consumo global de açúcar no ciclo 2017/2018, de 171,559 milhões em maio para 174,223 milhões de toneladas. No entanto, diante da expectativa de aumento de produção, o superávit de oferta no mercado mundial passou de 8,07 milhões no relatório anterior para 10,7 milhões de toneladas no atual.

China

Depois de liderar as importações mundiais de açúcar nos últimos anos, a China deve ficar em segundo lugar pela segunda safra seguida, acredita o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O principal motivo apontado no relatório é a política interna de salvaguardas ao produto de fora do país em meio a um aumento da produção doméstica da commodity.

"A maior produção e o aperto nos controles governamentais sobre as importações levaram a China da liderança para a segunda colocação entre os importadores de açúcar. A estimativa foi reduzida para 4,6 milhões de toneladas no ciclo 2016/2017 e a previsão é de cair mais no ciclo 2017/2018", diz o relatório.

Os chineses devem comprar de outros países 4,2 milhões de toneladas na temporada atual, com um consumo doméstico total estimado em 15,8 milhões de toneladas. Enquanto isso, a produção deve aumentar dos 9,3 milhões da safra 2016/2017 para 10,5 milhões de toneladas.

A liderança das importações globais é ocupada pela Indonésia, segundo o relatório. A estimativa para o país na atual temporada atual foi revisada de 4,150 milhões em maio para 4,550 milhões de toneladas. Menos do que na safra 2016/2017, quando os indonésios compraram 4,918 milhões de toneladas de açúcar de outros países, nos cálculos dos técnicos do governo dos Estados Unidos. (Globo Rural 20/11/2017)