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Estrangeiros acham saída para investir em terras

As fortes restrições para compra e arrendamento de terras por estrangeiros no Brasil não têm impedido que investidores de várias nacionalidades adquiram ou explorem economicamente imóveis no campo.

Também não têm inibido operações de fusões e aquisições de empresas que contam com propriedades rurais entre seus ativos.

Enquanto aguardam o fim da proibição, grupos internacionais encontraram saídas para contornar a dificuldade, que variam na forma e também em riscos jurídicos assumidos.

Neste ano, grupos interessados na Eldorado Brasil Celulose, colocada à venda pelos irmãos Batista, da JBS, tiveram que analisar o que fazer com a fábrica em Três Lagoas (MS), que fica em área rural.

A indonésia Paper Excellence deve assumir o controle em 2018 e não comentou sobre a estrutura que adotará.

A chinesa State Grid teve que alterar dezenas de contratos de arrendamento de terras da CPFL Energia. No caso de florestas de eucalipto, o direito de superfície tem sido cedido a grupos estrangeiros, mas em ao menos um caso houve problema com o Incra.

Bastante usadas para investimento estrangeiro em hospitais no passado, as debêntures conversíveis são menos usadas no caso de terras rurais.

Em janeiro, a Embaúba, que detém participações em companhias proprietárias de imóveis rurais, emitiu R$ 1,852 bilhão em debêntures que são progressivamente compradas por um fundo gerido pela canadense Brookfield.

Os papéis têm como remuneração um percentual de 98,79% do lucro líquido da Embaúba, sem nenhum pagamento de juros, e deverão ser transformados em ações tão logo haja permissão para aquisição de imóvel rural no Brasil por estrangeiros.

Em outubro de 2016, o fundo de pensão americano TIAA passou a deter 100% das ações preferenciais da Radar, empresa de propriedades agrícolas criada pela Cosan, numa transação de R$ 1,1 bilhão.

Com isso, o TIAA tem uma participação econômica de 97% na Radar, apesar de o controle permanecer com a Cosan. (Valor Econômico 19/12/2017)

 

BP Biocombustíveis à espreita

A BP Biocombustíveis torce para a situação da Abengoa Bioenergia piorar, a empresa está em recuperação judicial, com um passivo superior a R$ 1 bilhão.

Puro pragmatismo.

Os britânicos vislumbram a oportunidade de ampliar sua operação no Brasil pagando baratinho.

A aposta é que os espanhóis terão de se desfazer de suas duas usinas no interior de São Paulo na bacia das almas.

A BP já tem três unidades no país e vem ampliando seus investimentos no setor sucroalcooleiro.

No mês passado, fechou uma joint venture com a Copersucar para a operação de um terminal de etanol em Paulínia. (Jornal Relatório Reservado 19/12/2017)

 

Açúcar: Efeito cambial

A queda do dólar ante o real em meio à cobertura de posições vendidas dos fundos deu força às cotações do açúcar na bolsa de Nova York ontem.

Os contratos com vencimento em maio fecharam a 13,64 centavos de dólar a libra-peso, alta de 12 pontos.

A valorização ocorre após o açúcar bater a mínima em nove meses na semana passada.

Segundo Arnaldo Corrêa, da Archer Consulting, o movimento foi resultado da venda de posições em commodities agrícolas por parte dos fundos em meio ao cenário macroeconômico e às previsões de superávit na oferta mundial de açúcar em 2017/18.

No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal negociado em São Paulo ficou em R$ 69,35 a saca de 50 quilos ontem, com alta de 0,26%. (Valor Econômico 19/12/2017)

 

Total quer abastecer a operação brasileira nos postos da Ale

No momento em que a BR Distribuidora retorna à bolsa, outra chama reacende no mercado de distribuição de combustíveis.

Segundo o RR apurou, a francesa Total retomou, com interesse redobrado, o projeto de entrar no comércio retalhista no Brasil, por meio de aquisições.

Neste caso, todos os caminhos parecem apontar numa só direção: a Ale.

A empresa tornou-se um balão solto nos céus depois que o Cade vetou sua venda para o Ultra/Ipiranga.

Um cobiçado balão, ressalte-se. Graças ao órgão antitruste, a Ale segue como a última distribuidora de combustíveis de porte nacional ainda não fisgada pelas big three do setor, BR, Ipiranga e Raízen.

A companhia detém cerca de dois mil postos e aproximadamente 5% das vendas de combustíveis no país, o suficiente para lhe dar uma receita de R$ 12 bilhões no ano passado.

Nos idos de 2013, a Total chegou a manter tratativas com a Ale, mas as conversas fi caram pelo acostamento.

A entrada no setor retalhista daria aos franceses uma operação integrada no Brasil, da exploração e produção à distribuição de combustíveis, passando pela área de refino e pelo desenvolvimento de derivados, notadamente lubrificantes.

Consultada sobre uma eventual negociação, a Ale não disse nem que sim nem que não.

Declarou que "segue focada em seu novo plano de crescimento".

A Total não se pronunciou. (Jornal Relatório Reservado 19/12/2017)

 

Olam formaliza joint venture com Mitr Phol Sugar para moagem integrada na Indonésia

A Olam International assinou uma parceria estratégica com o maior produtor de açúcar da Ásia, Mitr Phol Sugar, da Tailândia, para capitalizar as oportunidades de crescimento para a moagem e refino do produto na Indonésia.

A Mitr Phol comprará 50% no Olam’s Far East Agri (Extremo Oriente), que opera uma refinaria do setor no país asiático por US$ 100 milhões. A Olam manterá a participação restante de 50% no Extremo Oriente após o acordo, informou a companhia nesta segunda-feira.

Por meio da joint venture, as duas empresas também vão explorar em conjunto o desenvolvimento de uma unidade para moagem de açúcar na Indonésia, com conclusão prevista para 2020. A expectativa é que a unidade venha a processar 1,2 milhão de toneladas de cana.

Para o diretor Administrativo da Divisão de Açúcar e Produtos Lácteos da Olam, Joe Kenny, a experiência em moagem da commodity da Mitr Phol, junto com a capacidade industrial e de abastecimento da Olam, permitirá que a joint venture atenda a crescente demanda de açúcar na Indonésia. (Açúcar Mercado 18/12/2017)

 

Usina Vale do Paranaíba iniciará plantio de cana em janeiro de 2018

A empresa CRV Industrial, do Grupo Japungu, que arrematou a Unidade Vale do Paranaíba, já está iniciando as atividades em Capinópolis (MG), programando o início do plantio de cana para janeiro. A empresa da Paraíba, de propriedade de Paulo Fernando, arrematou a Usina Vale do Paranaíba, que fazia parte da massa falida da Laginha Agroindustrial, de João Lyra.

Na manhã de quarta-feira (13), o prefeito Cleidimar Zanotto, o vice-prefeito Jaisson e o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais, Alan Santana, participaram de uma reunião com Paulo Fernando, seu filho, Paulo Antonio, o advogado do grupo, Ronaldo Andrade, o gerente administrativo da Vale do Paranaíba, entre outros, onde discutiram vários assuntos relativos ao funcionamento da empresa.

Segundo Ronaldo Andrade, o plantio de cana será iniciado em janeiro e a Japungu deve privilegiar as empresas e trabalhadores locais dentro do possível.

Já em relação às terras que foram invadidas, a companhia pretende ter reuniões com os produtores, que plantaram soja, para oficializar o negócio. A princípio, a empresa pretende aguardar a colheita da soja para só então utilizar a terra para o plantio de cana.

Questionados em relação ao plantio da cana e se a empresa planejava comprar cana de fornecedores, os representantes da Japungu teriam dito que essa não é a prática do grupo, mas que tudo dependeria de conversas.

Apesar disso, a comitiva afirma ter saído satisfeita da reunião, acreditando que a entrada em funcionamento da usina irá gerar empregos e aquecer o comércio local. “Nós estamos muito otimistas porque vemos o resultado de um sonho, que seria a reativação dessa empresa, tornando-se realidade. Isso vai aquecer a economia de Capinópolis, de Ipiaçu, de Cachoeira Dourada, de Canápolis (MG) e toda a região”, disse o prefeito Cleidimar Zanotto. (Siamig Tudo em Dia 18/12/2017)