Setor sucroenergético

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Cofco avança sobre usina da Cargill

A chinesa Cofco, potentado do agronegócio que já investiu mais de US$ 1,5 bilhão no país, semeia um novo negócio em terras brasileiras.

Segundo o RR apurou, os asiáticos estariam em conversações com a Cargill para a compra da Cevasa, usina de açúcar e álcool localizada no interior de São Paulo.

Seria apenas uma pitada de glicose, um aperitivo para a nova temporada de aquisições da Cofco no Brasil, segundo o RR apurou, os chineses analisam a compra de três outras usinas no país.

O grupo é apontado também como o mais forte candidato a ficar com as usinas Revati e Madhu, da indiana Renuka, ambas também em São Paulo.

Neste caso, a colheita depende de uma nova data da Justiça para o leilão das duas plantas.

A Cargill perdeu o apetite pelo negócio. Estima-se que a Cevasa precisa de um aporte de aproximadamente R$ 300 milhões para voltar a operar a pleno vapor e equacionar as arestas mais pontiagudas do seu passivo.

O endividamento da empresa estaria na casa dos R$ 500 milhões. (Jornal Relatório Reservado 10/01/2018)

 

A íngreme escalada da Dedini

A Dedini, tradicional fabricante de equipamentos para a indústria sucroalcooleira, começa a colocar a cabeça fora d’água.

Em recuperação judicial, acertou-se com os bancos para pagar um passivo de mais de R$ 200 milhões e já quitou cerca de 60% das dívidas trabalhistas.

O restante deverá ser saldado com a venda de imóveis. (Jornal Relatório Reservado 10/01/2018)

 

Açúcar: Sexta queda em NY

Os contratos futuros do açúcar registraram ontem a sexta queda consecutiva na bolsa de Nova York.

Os papéis com vencimento em maio fecharam a 14,72 centavos de dólar por libra-peso, recuo de 5 pontos.

Embora a perspectiva seja de queda na produção brasileira em 2017/18 diante da alta nos preços dos combustíveis e da consequente destinação de mais cana para o etanol, o cenário mundial ainda é de oferta abundante de açúcar.

Na Índia, segundo maior produtor global da commodity, a produção entre outubro e dezembro do ano passado ficou 26% superior ao registrado em igual período de 2016, de acordo com a indústria local.

No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal em São Paulo ficou em R$ 64,35 a saca de 50 quilos, retração de 1,03%. (Valor Econômico 11/01/2018)

 

Grupo Amaggi negocia compra da Fazenda Itamarati

Empresa da família do ministro Blairo Maggi estaria na reta final para adquirir propriedade de herdeiros de Olacyr de Moraes por US$ 300 milhões.

A Amaggi, empresa da família do ministro da Agricultura, Blairo Maggi (PP), negocia a compra da Fazenda Itamarati, em Mato Grosso, que pertence aos herdeiros de Olacyr de Moraes, antigo ‘Rei da Soja’, morto em 2015. O negócio, estimado em cerca de US$ 300 milhões, está na reta final de conclusão, apurou o ‘Estado’.

Segundo fontes próximas à empresa, a fazenda está arrendada ao Grupo Amaggi desde 2002, e as negociações para a aquisição da propriedade estariam acontecendo há alguns meses.

Grupo do ministro Blairo Maggi é o 3º maior produtor de soja do País.

Localizada em Campo Novo do Parecis, a 400 quilômetros de Cuiabá, a fazenda tem uma área total de 105 mil hectares, sendo 51,59 mil de área produtiva, com culturas como soja, milho e algodão. Na propriedade, que faz parte dos ativos da Companhia Agrícola do Parecis (Ciapar), trabalham cerca de 700 funcionários.

Procurada, a Amaggi informou em nota que está “participando das negociações visando a aquisição da totalidade das ações do capital social da Ciapar”, mas que a conclusão das negociações depende da “satisfação de condições precedentes a sua formalização”.

Procurado pela reportagem, o ministro Blairo Maggi negou a conclusão do negócio.

Além da Fazenda Itamarati, a família de Olacyr de Moraes detém a Usinas Itamarati, localizada em Nova Olímpia, a 200 km da fazenda. A empresa, maior processadora de cana-de-açúcar de Mato Grosso, chegou a ser a maior produtora de álcool do mundo.

Com 40 anos de operação, o Grupo Amaggi é o terceiro maior produtor de soja do País. O nome da companhia homenageia o pai de Blairo, André Maggi. A empresa está presente também na Argentina, Paraguai, Holanda, Noruega e Suíça. Hoje, o grupo atua na originação e comercialização de grãos e insumos; produção agrícola e de sementes de soja; operações portuárias, transporte fluvial e geração e comercialização de energia elétrica.

Somente em Mato Grosso, o grupo administra 252,3 mil hectares de terras para agricultura, pecuária e reflorestamento. Do total, 200,4 mil hectares em 19 fazendas próprias. O grupo emprega 3,9 mil funcionários.

Ministro

Absorvido pela política, o engenheiro agrônomo Blairo Maggi acabou se distanciando da linha de frente da companhia.

Durante mais de uma década, ele foi o maior produtor de soja do País. Hoje é o terceiro maior. Eleito governador do Estado de Mato Grosso em 2002, foi reeleito em 2006 e deixou o cargo para concorrer ao Senado. Para se dedicar à carreira pública, repassou a gestão de sua empresa, a um conselho administrativo presidido por Pedro Jacyr Bongiolo. Em maio de 2016, assumiu o Ministério da Agricultura. (O Estado de São Paulo 10/01/2018)

 

Terras sobem mais na 'velha fronteira' agrícola do Brasil

Uma combinação rara entre instabilidade política e redução da taxa básica de juros abriu espaço em 2017 para que os investidores começassem a olhar com mais interesse o mercado de terras, um ativo considerado seguro em épocas de turbulência. Mas o interesse, ainda modesto comparado a tempos áureos do setor, concentrou-se em regiões que já oferecem mais facilidades ao produtor, como acesso à infraestrutura e bons solos.

Foi o que ocorreu nas regiões Sul e Sudeste, onde terras chegaram a ter altas de até 25% em 2017, muito acima do visto no Centro-Oeste, Norte e Nordeste do país - que embora tenham terras mais abundantes e baratas, perdem competitividade devido às distâncias e solos de menor qualidade.

Segundo Marcio Perin, analista da consultoria FNP Informa Economics, os preços das terras do Sul e Sudeste já vinham subindo desde 2015 como reflexo da busca por ativos "seguros" em meio à instabilidade política dos últimos anos, além das boas safras nas regiões. Em 2017, as altas foram mais acentuadas no mercado paulista, após dois anos de elevações mais relevantes no Sul.

Ele observou que, como os terrenos nessas regiões são bons e escassos, um leve aumento na demanda já provoca alterações expressivas nos preços. Em Franca, por exemplo, tradicional região de café no Estado de São Paulo, o preço da terra nua subiu 25,8% em relação a 2016, para R$ 39 mil o hectare, enquanto em Sorriso, um dos principais polos do cultivo de soja e milho do país, o valor do terreno ficou estável, permanecendo em média em R$ 23 mil o hectare, conforme o levantamento da FNP.

Na última fronteira agrícola do país, o Matopiba (confluência entre Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia), houve queda no números de negócios efetivados. A região foi marcada por quebras de safras de 2014/15 e 2015/16 em decorrência de problemas climáticos. "Nessas regiões, os preços não caíram tanto, mas diminuiu a liquidez", disse André Guillaumon, presidente da BrasilAgro, especializada em desenvolvimento de terras.

Levantamento da empresa com dados compilados da FNP indicou que o preço médio real dos terrenos na região Sul subiu 6,2% nos 12 meses encerrados em agosto do ano passado, enquanto no Sudeste o aumento foi de 4,1%. Já no Centro-Oeste, o hectare se valorizou apenas 1% no mesmo período, enquanto no Norte a alta média foi de 1,6%.

No geral, o movimento de queda da Selic, hoje, em 7% ao ano, patamar mais baixo da história, colaborou para que o apetite por terras começasse a reaparecer, já que juros baixos significam financiamento mais barato, e os investimentos tendem a migrar do mercado financeiro para o físico. Afora isso, o início da recuperação da economia brasileira também ajudou, segundo Guillaumon. "De modo geral, mesmo com alguns sobressaltos econômicos, o preço da terra não cai como em outros setores", disse.

A valorização das terras tem ocorrido em áreas destinadas a culturas variadas no Sudeste e no Sul. Houve alta tanto nas áreas em que falta cana perto de usinas em boa situação financeira, como nas voltadas a café, laranja e até mesmo soja. Na região de Ribeirão Preto, o preço avançou 12,7%, para R$ 42,8 mil o hectare, enquanto nas áreas de grãos de Cascavel, subiu 4,5% para R$ 57,5 mil o hectare.

A busca por terras em São Paulo para plantar soja - às vezes em consórcio com a cana, substituindo o amendoim - também tem inflacionado terrenos em algumas regiões, como em Cândido Motta. "A soja chegou a São Paulo e está na nossa porta, como em Itapetininga. O que ocorreu ano passado foi a agricultura chegando próximo a grandes cidades", afirmou Aloisio Barinotti, CEO da corretora NAI Commercial Properties.

A oleaginosa ainda ocupa uma área modesta no Estado, mas há um avanço do cultivo para a safra 2017/18, sobre algumas áreas antes destinadas ao milho. Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a área de soja cresceu 64,4% desde a safra 2011/12, para 957,1 mil hectares projetados para o ciclo 2017/18.

"Espaço para crescer [em São Paulo] existe e pode aumentar nos próximos anos em função de preço [das commodities]", avaliou Aroldo de Oliveira Neto, superintendente de informações do agronegócio da Conab. A soja tem ganhado espaço inclusive em substituição à cana. "As usinas estão reduzindo o número de fornecedores e o espaço está sendo aproveitado para soja", disse.

Entretanto, o volume de negociações foi inferior ao de 2014 e 2015, quando o mercado estava mais aquecido. Após o marasmo de 2016, investidores se voltaram a ativos ofertados a preços abaixo da média. "Ocorreram muitas negociações em leilões", lembrou Perin. (Valor Econômico 11/01/2018)

 

Incerteza política ameaça acordo entre Mercosul e UE

Setor de açúcar europeu rejeita qualquer oferta e proposta para etanol foi considerada insuficiente pelos sul-americanos.

Incertezas políticas na Europa se transformam em ameaças para o acordo entre Mercosul e UE e, na Alemanha, negociadores já admitem que existe um risco de que o entendimento seja adiado para 2019.

Em dezembro, os dois blocos estiveram próximos de um acordo, depois de 18 anos de negociações. Mas, segundo o Mercosul, Bruxelas não ofereceu uma abertura suficiente no setor de carnes e etanol e o impasse não conseguiu ser superado. O bloco sul-americano chegou a elevar sua proposta para atender aos negociadores europeus. Mas não houve uma reciprocidade.

O entendimento era de que o processo seria retomado em janeiro e que, ao longo do mês, novos encontros técnicos poderiam ocorrer. Mas, em Bruxelas, negociadores admitem que o processo está emperrado.

O que ninguém previa era que o governo da Alemanha fosse paralisado por uma incapacidade de Angela Merkel em formar um governo depois das eleições. O espaço vazio deixado por Berlim em Bruxelas tem sido ocupado pela França, um dos países mais hesitantes em fechar um acordo comercial com o Mercosul. Se existe setores como o de vinhos que querem maior abertura ao mercado sul-americano, outros – como o de açúcar, rejeitam qualquer oferta.

Se não bastasse, a presidência temporária do bloco foi para a Bulgária, governo pouco interessado em um acordo comercial com o Mercosul que represente a entrada de novos produtos agrícolas para concorrer com os seus nos grandes mercados europeus.

Nos bastidores, um dos negociadores mais experientes da Europa, Jean-Luc Demarty, irá se aposentar, o que também deixa um vácuo no processo nos próximos meses. Mas, do lado do Mercosul, negociadores insistem que não terão nada de novo a apresentar enquanto a proposta dos europeus no setor agrícola não for revista. Por enquanto, porém, a oferta europeia é de uma cota de 70 mil toneladas de carnes para o Mercosul, algo considerado como insuficiente.

O bloco sul-americano, porém, também tem seus prazos políticos. Brasil e Paraguai passam por eleições e negociadores europeus temem que, depois de abril, ambos os governos estejam concentrados em sua política doméstica, com pouco espaço para fazer manobras que possam deixar insatisfeitos certos interesses econômicos.

Nesta semana, o secretário de Economia da Alemanha, Matthias Machnig, alertou que se um entendimento não for obtido até o final de janeiro, todo o processo pode ser congelado e restabelecido apenas em 2019.

Mas, nos bastidores, a diplomacia sul-americana também tenta alertar que não aceitaria que os europeus coloquem a culpa no Mercosul por um evento fracasso na negociação. Para o Brasil, por exemplo, existem todas as condições para que o acordo possa ser concluído em 2018.

Para os europeus, o prazo de 2019 também é relevante. O ano marcará a renovação do Parlamento Europeu e do comando da Comissão Europeia, o que significa que pouco poderá ser feito. (O Estado de São Paulo 11/01/2018)

 

Superávit mundial de açúcar deve favorecer etanol no Brasil

As projeções apontam para um pequeno aumento no volume de cana processada na região Centro-Sul brasileira no ano safra 2018/2019 frente ao ciclo anterior, com mediana da série de projeções de 586 milhões de toneladas, segundo estimativas dos pesquisadores do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP.

Em relação ao mix de produção da região Centro-Sul, eles observam que a perspectiva é de que haja maior participação do etanol na destinação da cana-de-açúcar colhida em relação ao observado no ano safra 2017/2018.

Na avaliação dos analistas, além dos preços internacionais de açúcar pouco remuneradores, a maior produção de etanol nesta temporada deve ocorrer devido à retomada do crescimento da economia brasileira, e o consequente aumento de consumo de etanol (lembrando que 85% da frota de carros e comerciais leves é flex), e à maior liquidez proporcionada pelo etanol às unidades produtoras. (Reuters 10/01/2018)

 

Usina de etanol de milho em Sinop (MT) começará a ser construída em abril

A construção da maior usina de etanol de milho do Brasil, em Sinop (a 503 km de Cuiabá), começará apenas em abril. Após comprar um terreno de 150 hectares, localizado às margens da BR-163, em novembro do ano passado, a Industria Paraguaya Alcoholes S.A. (Inpasa) chegou a anunciar que as obras começariam em janeiro. O prazo, no entanto, foi esticado. “Estamos ainda em processo de licenciamento ambiental e fase final de estudos de projetos. A expectativa é abril”, resumiu, ao Só Notícias, o gerente comercial da Inpasa, Flávio Peruzzo.

O representante da empresa explicou que também não há uma estimativa de quantos trabalhadores serão demandados para a primeira fase da obra. Por enquanto, segundo ele, os currículos de interessados em trabalhar no empreendimento estão sendo recebidos apenas pelo site do grupo empresarial. “Como estamos ainda neste processo de licenciamento, não estamos veiculando (quantidade de vagas). Estamos recebendo estes currículos somente pelo site”.

Conforme Só Notícias já informou, serão investidos, no total, um valor entre R$ 450 milhões e R$ 500 milhões. A prefeita Rosana Martinelli (PR) confirmou, em novembro, que a prefeitura oferecerá incentivos para a empresa, conforme combinado em negociações que ocorriam há vários meses.

“Eles solicitaram isenção do ISSQN (Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza) e ITBI (Imposto de Transmissão de Bens Imóveis). Estaremos encaminhando para a câmara de vereadores. Mas a gente percebe o retorno que isso vai ter. São aproximadamente 3 mil empregos diretos e indiretos na região do Alto da Glória”, afirmou.

A prefeita ainda garantiu que, conforme previsão de aumento populacional, haverá instalação de infraestrutura adequada para os moradores da região. “Estaremos adequando conforme a realidade (se referindo à instalação de creches, escolas e unidades de saúde). Estaremos contemplando também o Alto da Glória com outros benefícios. Já sentamos com a Odebrecht (que detém a concessão da BR-163) para instalar uma passarela em frente à escola do bairro, pois haverá aumento no fluxo de caminhões”, completa.

Além da logística e disponibilidade de matéria-prima, o diretor-executivo da multinacional, José Odvar Lopes, revelou que a escolha do local, que durou dois anos, também se deu por critério populacional. Odvar ainda detalhou a projeção de produção feita pelo grupo empresarial para a implantação da usina, que deve absorver 1 milhão de toneladas de milho na região por ano. Serão fabricados etanol, proteína (DDGS para ração animal) e óleo de milho.

“Nosso foco é mais o mercado interno (se referindo ao etanol). Nos próximos dez anos talvez a gente pense em exportação. O óleo certamente será exportado. (A matéria-prima) Virá, com certeza, de Sinop e cidades vizinhas”, disse.

O secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Daniel Brolese, e a prefeita estavam articulando os investimentos, com o grupo em Sinop, desde fevereiro passado.

O governo do Estado também ofereceu o programa de incentivos à instalação de indústrias para a Inpasa. O secretário estadual de Desenvolvimento, Carlos Avalone, expôs que houve redução de 25% do ICMS para 7%, tornando a indústria competitiva em relação às indústrias dos outros Estados.

O Mato Grosso produziu, na última safra, mais de 30 milhões de toneladas de milho. (Só Notícias 10/01/2018)

 

Governo indiano deve dobrar taxa de importação de açúcar, diz Isma

A Índia deve elevar sua taxa de importação de açúcar dos atuais 50% para até 100% nos próximos dias, disse a Associação das Usinas de Açúcar da Índia (Isma, na sigla em inglês), em nota. A medida seria uma forma de barrar a entrada da oferta do Paquistão e evitar prejuízos aos produtores locais. Diante de uma crescente produção, mas com preços pouco competitivos no mercado internacional, o Paquistão busca subsidiar suas exportações de açúcar. A medida, entretanto, não agrada o país vizinho.

Segundo a Isma, atualmente a importação do Paquistão não é viável. Entretanto, se começar a aumentar a possibilidade da entrada da oferta do país vizinho, “especialmente se o Estado de Sindh (importante região produtora) notificar algum subsídio, o governo da Índia está disposto a aumentar adequadamente a taxa de importação”, disse a instituição, em nota, após reunião com Departamento de Alimentação do país na sexta-feira (5). Segundo a Isma, a lei aduaneira indiana permite elevar para até 100% a taxa dentro de alguns dias. “O governo consideraria aumentar as taxas para retirar toda importação desnecessária e dar conforto ao mercado”, explicou.

A associação se reuniu com o departamento de alimento do país para debater a situação do setor açucareiro. Segundo a Isma, os preços do alimento caíram mais de 10% desde outubro de 2017. “Mas isso não foi embasado por fundamentos, mesmo diante dos ganhos de produção entre outubro e dezembro de 2017 na comparação com o ano passado”, disse. Os estoques no dia 31 de dezembro de 2017 ficaram em 8,5 milhões de toneladas, abaixo dos 9,9 milhões de toneladas no dia 31 de 2016.

Já sobre a produção de 2018/19, a Isma disse ser “irreal” debatê-la agora, já que nem 15% da cana-de-açúcar foi plantada e muita coisa ainda pode acontecer. “Portanto, julho de 2018 será um momento melhor para ter qualquer ideia preliminar sobre a produção 2018/19.” A afirmação veio para acalmar os produtores, já preocupados com os baixos preços do alimento. Segundo a agência, se um superávit começar a se desenhar para a temporada futura, medidas serão adotadas. (Agência Estado 10/01/2018)