Setor sucroenergético

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Vem aí o 8ª Tecnocana – Encontro Tecnológico da Cultura da Cana-de-Açúcar

Idealizado e organizado pela equipe da AgroAnalítica - Consultoria Agronômica, o evento é voltado ao sistema produtivo do setor bioenergético tendo como objetivo transferir inovações, adequadas as práticas sustentáveis.

A cada edição, o TecnoCana renova-se diante do dinamismo do mercado, sempre trazendo temas relevantes que provoquem reflexões, focando na valorização, crescimento e resultados positivos ao setor.

O evento ocorrerá nos dias 14 e 15 de março de 2018 em Piracicaba/SP no Teatro do Engenho Central.

Para maiores informações acesse o site: www.tecnocana.agr.br

Ou pelo telefone: (19) 3423-9521

Agenda

DIA 14/03 - QUARTA-FEIRA

07:30    Café da manhã de boas-vindas e cadastramento

08:00    ABERTURA

08:30    MPB e Meiosi – Qualidade e Baixo custo

Ismael Perina – Produtor rural

09:40    Ciclo 100 | Inovação e Seletividade em cana-planta MPB e cana crua

Roberto Toledo – OUROFINO AGROCIÊNCIA"

10:10    Os problemas causados na cana-de-açúcar pelo fungo Colletotrichum falcatum e outras doenças

Álvaro Sanguino – Consultor

10:50    COFFEE-BREAK

11:20    Soluções do Manejo Integrado de Plantas Daninhas

Edison Baldan Júnior – Baldan Soluções Integradas - CORTEVA

11:50    Nitrogênio, Enxofre e Boro: como manejá-los?

Marcelo Boschiero - Union Agro

12:30    ALMOÇO

14:00    Soluções IHARA para aumentar produtividade e longevidade do canavial

Rodrigo Naime Salvador – IHARA

14:30    Lucratividade na produção de cana-de-açúcar

Haroldo Torres – PECEGE USP/ESALQ

15:00    MESA REDONDA: Visão do Produtor 

Walter Rodrigues Martinho (Agrícola Santa Amélia), Paulo Rodrigues (Condominio Agrícola Santa Izabel) e Fernando Girardi (Agrícola CG)

16:00    COFFEE-BREAK

16:30    Soluções Combinadas FMC: A evolução do manejo para cana-de-açúcar

Carlo Gamper - FMC

17:00    Conjuntura agropecuária: Renovabio e cenário econômico

Alexandre Mendonça de Barros – MBAgro

18:00    HAPPY HOUR TECNOCANA

DIA 15/03 - QUINTA-FEIRA

08:30    Ambientes de produção, blocos de colheita e sistematização

Jairo Mazza – ESALQ/USP

09:10    Programa Arysta Pronutiva - Incremento de Produtividade e Qualidade da Matéria Prima em Cana-de-Açúcar

Edivaldo Luiz Panini – ARYSTA

09:40    TRACTOR® - um novo conceito técnico-econômico no manejo de plantas daninhas dicotiledôneas de difícil controle

Celso Luis da Silva – NUFARM

10:10    COFFEE-BREAK

10:40    Nimitz – Uma nova ferramenta para o manejo de nematoides

Henry Gabriel Violin – ADAMA

11:10    Contribuições de novas tecnologias para a aplicação e dinâmica de herbicidas no solo e palha

Caio Carbonari – UNESP/FCA

12:00    ALMOÇO

14:00    Ganho agrícola e industrial: benefícios do fungicida Opera da BASF, além do controle de doenças.

Daniel Medeiros e Rafael Factor – BASF

14:30    Principais pilares para verticalização da produtividade

Thiago Quintino – Bunge

15:10    Manejo de plantas daninhas: controle químico ou manejo integrado?

Weber Valério – Agro Analítica

16:00    ENCERRAMENTO

 

Açúcar: Excedente na Índia

A revisão da estimativa da Associação de Usinas de Açúcar da Índia (ISMA) para a produção do país derrubou as cotações da commodity ontem na bolsa de Nova York.

Os contratos de açúcar demerara para julho caíram 64 pontos, para 12,99 centavos de dólar a libra-peso.

A entidade elevou em 3,4 milhões de toneladas sua projeção para a produção no país nesta safra (2017/18), agora calculada em 29,5 milhões de toneladas. Se esse volume se confirmar, o excedente de produção na Índia deverá ser de 4,5 milhões de toneladas.

Segundo a associação, parte desse volume terá de ser exportado "nos próximos 6 a 7 meses" para reduzir a pressão de oferta no país.

No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal em São Paulo ficou em R$ 51,43 a saca de 50 quilos, alta de 0,82%. (Valor Econômico 08/03/2018)

 

Unica espera que decisão sobre tributos não prejudique competitividade do etanol

A União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) informou desconhecer detalhes de uma nova política de redução de tributos sobre a gasolina e sobre novas fórmulas de definição dos preços dos combustíveis. Com isso, a Unica informou que não irá se manifestar sobre a possível revisão nos tributos da gasolina, avaliada pelo governo, como confirmou nesta quarta-feira, 7, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, em Nova York. Ele ratificou que está afastada a mudança na política de ajustes diários de preços adotada pela Petrobras.

Apesar de não comentar, a Unica, em nota, salientou que “a expectativa é de que essa decisão não prejudique a competitividade do etanol, nem crie inseguranças associadas ao controle de preços e à implementação do RenovaBio”, informou, citando a lei de incentivo aos combustíveis renováveis, sancionada em dezembro pelo presidente Michel Temer (MDB). A lei deve ser regulamentada até junho. (Agência Estado 07/03/2017)

 

Governo é contraditório em questões fiscais, diz presidente do Sindaçúcar

O vice-presidente do Fórum Nacional do Setor Sucroenergético e presidente do Sindicato da Indústria do Açúcar no Estado de Pernambuco (Sindaçúcar), Renato Cunha, criticou a possibilidade de o governo reavaliar a tributação da gasolina como forma de frear as seguidas altas do combustível de petróleo ao consumidor. O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou hoje, em Nova York, que o governo analisa essa possibilidade de alterar a tributação e reafirmou que não pretende interferir na política da Petrobras de ajustes diários nos preços do combustível fóssil.

Segundo Cunha, "o governo é contraditório nessa questão fiscal", ao admitir a possibilidade de redução de tributos enquanto, ao mesmo tempo, avalia uma taxação de exportações do agronegócio. "O governo sempre propõe ao Congresso mais e mais fórmulas para querer arrecadar mais, como, por exemplo, no bojo da reforma previdenciária, imputar ao agronegócio taxas sobre exportações", disse.

O setor produtivo do etanol teme que a redução de impostos sobre a gasolina tire novamente a competitividade do biocombustível retomada com os reajustes do derivado. Nos governos dos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff a desoneração da gasolina foi a forma encontrada pelo governo de evitar aumentos da gasolina e os impactos na inflação. A medida, no entanto, prejudicou o setor de etanol e trouxe o fechamento de usinas.

Cunha afirmou que a possibilidade de o governo voltar a controlar os preços da gasolina seria um retrocesso que condenaria a Petrobras. "Não há espaço no mundo republicano para um retrocesso dessa natureza", concluiu. (Agência Estado 07/03/2018)

 

Brasil foi maior destino de exportação de etanol dos EUA em janeiro

O Brasil foi o maior importador de etanol dos Estados Unidos em janeiro, pelo terceiro mês consecutivo. Foram importados 154,1 milhões de litros do biocombustível americano, de acordo com a Associação de Combustíveis Renováveis (RFA, na sigla em inglês) dos Estados Unidos a partir de dados do Departamento do Comércio americano.

Em relação a dezembro, o volume importado pelo Brasil foi 16%. Ainda assim, o país importou dos Estados Unidos o dobro do importado pelo Canadá, que foi o segundo maior destino dos embarques americanos de etanol.

As vendas de etanol dos Estados Unidos ao Brasil seguiram fortes nos últimos meses, apesar da vigência da tarifa de 20% para os volumes superiores à cota de 600 milhões de litros por ano, já que o Centro-Sul brasileiro está em entressafra. (Valor Econômico 07/03/2018)

 

Com liberação de R$ 14 milhões, Dedini vai pagar 95% das dívidas trabalhistas

A Dedini Indústrias de Base informou nesta segunda-feira (5) que a liberação de cerca de R$ 14 milhões, após desbloqueio de recursos, vai permitir quitar 95% do quadro de credores trabalhistas da empresa. O valor, que já foi remetido ao processo, segundo assessoria da empresa, será rateado para mais de 500 ex-funcionários, com o teto de R$ 60 mil por credor.

Após entrar em crise, a empresa demitiu mais de 1,6 mil funcionários das unidades de Piracicaba (SP) e Sertãozinho (SP) entre os anos de 2015 e 2016. A dívida da empresa chegou a R$ 177,1 milhões e o plano de recuperação judicial da metalúrgica foi homologado pela Justiça em fevereiro de 2017. Os pagamentos a ex-funcionários começaram a ser depositados em março de 2017.

Segundo a Dedini, além do teto de rateio, os ex-trabalhadores que tiverem valores inferiores a R$ 60 mil terão os créditos quitados integralmente. A lista de credores trabalhistas que receberão o rateio, tanto concursais (trabalhadores que foram demitidos até agosto de 2015) como extraconcursais (trabalhadores demitidos após o recebimento do pedido de recuperação), já se encontra disponível no processo da Recuperação Judicial, segundo a empresa.

A Dedini informou que chegou a 95% de pagamento ao usar os R$ 14 milhões, de recursos desbloqueados pela Justiça, somados aos R$ 21,5 milhões provenientes da venda do terreno do estacionamento do Shopping Piracicaba, liberados em 2017, e ainda os valores que a empresa está cumprindo com os pagamentos mensais previamente definidos no Plano de Recuperação Judicial.

O advogado Júlio Mandel, que presta assessoria jurídica à Dedini, afirmou que a empresa vem cumprindo o plano de recuperação aprovado pelos credores, tanto em relação aos pagamentos a credores trabalhistas, como venda de ativos, e que “as ágeis decisões do magistrado vêm concedendo segurança jurídica às partes, permitindo que a Lei de Recuperação de Empresas seja aplicada com efetividade”.

Segundo o Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos de Piracicaba e Região, ainda não há previsão para que os funcionários recebam a quantia. Os trabalhadores farão uma assembleia na noite desta segunda-feira (5) com a participação de representantes da empresa.

"O dinheiro está na mão do juiz para fazer liberação, quando vai ser a gente não sabe", disse o diretor do sindicato e funcionário da Dedini, Carlos Roberto Pereira dos Santos.

Plano de recuperação

Em crise, a Dedini demitiu 1,6 mil funcionários nos anos de 2015 e 2016 em Piracicaba e Sertãozinho, segundo o Sindicato dos Metalúrgicos. A dívida da empresa chegou a R$ 177,1 milhões, sendo que R$ 36,56 milhões correspondem a passivos trabalhistas.

O plano de recuperação judicial da metalúrgica foi homologado pela Justiça em fevereiro de 2017. A recuperação judicial foi requerida pelo grupo Dedini em 24 de agosto de 2015, o deferimento foi publicado em 9 de setembro de 2015, no Diário Oficial do Estado de São Paulo, e foi aprovado por 97% dos credores presentes em assembleia realizada no mês de setembro de 2016.

Em março do ano passado, os trabalhadores que foram demitidos até agosto de 2015 começaram a receber parte dos R$ 21,5 milhões depositados na recuperação judicial. A empresa tinha o prazo de um ano para quitar a dívida do acordo trabalhista. (G1 07/03/2018)

 

Excesso de açúcar no mercado internacional projeta safra com alta de etanol e preço menor nas bombas

O excesso de açúcar no mercado internacional e a consequente desvalorização do preço do produto indicam que a próxima safra de cana-de-açúcar no Brasil, com início em um mês, deve ser mais alcooleira do que açucareira.

O aumento da produção e da oferta de etanol, por sua vez, deve fazer o biocombustível ficar mais barato nas bombas. Pelo menos essa é a previsão dos especialistas em agronegócio até o fim do primeiro semestre, quando o preço tente a estabilizar.

Especialista em estrutura de mercado e planejamento estratégico, o consultor José Carlos de Lima Júnior explica que a expectativa é que o preço do etanol chegue a, no máximo, 70% do valor cobrado pelo litro da gasolina nos postos de combustível. (Reuters 07/03/2017)