Setor sucroenergético

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Cosan recompra ações por preço atrativo e baixo risco, diz CEO

A Cosan decidiu apostar recentemente em recompras de ações devido à atratividade de preço e ao baixo risco, com o negócio considerado no momento mais seguro e oportuno que investimentos em novas aquisições de ativos, disse nesta segunda-feira o presidente-executivo da companhia, Marcos Lutz.

No fim do ano passado, a Cosan Limited, holding da empresa brasileira de energia e infraestrutura Cosan, concluiu uma oferta de recompra de ações que movimentou 212,5 milhões de dólares, acima dos 200 milhões esperados inicialmente.

"Estamos recomprando porque o preço está muito bom, com risco baixo", destacou Lutz após participação no Cosan Day, evento anual da empresa com analistas e investidores, em São Paulo.

Ele não comentou, no entanto, se a companhia poderá realizar novas operações do tipo.

O executivo disse também que "ainda neste ano" a Shell deve emitir alguma decisão sobre seus ativos de distribuição de combustíveis na Argentina, pelos quais a Raízen Combustíveis fez uma oferta de 1 bilhão de dólares.

ETANOL

Lutz acrescentou ainda que a planta de etanol de segunda geração (2G) da Raízen Energia, a Costa Pinto, em Piracicaba (SP), deve atingir a capacidade máxima de produção, de 40 milhões de litros, na temporada 2019/20.

O chamado etanol 2G é fabricado a partir da biomassa da cana-de-açúcar, em vez do caldo usado na produção tradicional. No ano passado, a planta produziu 7 milhões de litros.

Uma vez atingida a capacidade total e comprovada a viabilidade do negócio, a Cosan poderá pensar em mais usinas de etanol de segunda geração, acrescentou o executivo. (Reuters 19/03/2018)

 

Raízen vê chance para importar etanol

Ainda que todas as estimativas apontem para um crescimento da produção de etanol na nova safra do CentroSul (2018/19), que começa oficialmente em abril, a Raízen Energia continua posicionada para aproveitar eventuais "oportunidades" para importar o biocombustível, sinalizou ontem Luis Henrique Guimarães, CEO da joint venture entre Shell e Cosan, em encontro com investidores e analistas. "Temos conhecimento de mercado, vamos capitalizar oportunidade para suprir a rede e nosso mercado e ganhar dinheiro com oportunidades que forem surgindo", disse o executivo.

Guimarães avalia que haverá aumento da produção doméstica de etanol por causa da vantagem do produto em relação ao açúcar para as usinas, o que deve atender parte demanda da próxima safra. Mas ele não descartou a possibilidade de novas janelas para importar etanol. Ele preferiu não prever se as importações serão maiores ou menores que na safra atual devido às incertezas macroeconômicas. "A tendência é de estabilidade. Mas vai depender, porque é [uma questão] de mercado", disse, argumentando que as oscilações do dólar e do petróleo podem afetar projeções.

Na safra atual, que termina no fim do mês, o Brasil importou 1,43 bilhão de litros de etanol até fevereiro, um pouco mais do que em toda a temporada passada (1,42 bilhão de litros). A maior parte ficou concentrada no início da safra e em agosto, quando os importadores anteciparam as compras em função do início da vigência da tarifa de 20% fora da cota de 600 milhões de litros ao ano.

A Raízen tem sido uma das principais importadoras de etanol nas últimas duas safras, já que tem estrutura para realizar esse tipo de operação, além de atuar na distribuição de combustíveis. O CEO da empresa disse que "o Brasil vive uma necessidade de importação, mas não é um negócio cavalar".

Em sua avaliação, a demanda interna por etanol está "enorme", e o produto está oferecendo uma "excelente precificação", o que deve continuar na próxima safra. Esse consumo, disse, é impulsionado mais pela atratividade do etanol do que pelo comportamento geral da demanda por combustíveis leves (ciclo Otto).

Para o executivo, a recuperação da demanda do ciclo Otto está "um pouco mais lenta do que esperávamos". Em geral, as vendas de combustíveis têm melhor desempenho que a atividade econômica. Mas, Guimarães ressaltou que a renda do consumidor ainda não melhorou e que os preços dos combustíveis ainda estão altos, o que ele atribuiu à elevação dos impostos ano passado e à alta do petróleo.

A retomada da demanda por etanol, afirmou, tem se dado por causa dos elevados preços da gasolina, ignorando inclusive a correlação de 70%, e pela "melhor performance dos carros flex". (Valor Econômico 20/03/2018)

 

Raízen vê safra de cana menor no Brasil, com etanol competitivo

O Brasil deve produzir menos cana neste ano, resultado de investimentos aquém dos necessários nos canaviais, que, consequentemente, estão mais envelhecidos e com produtividade reduzida, avaliou nesta segunda-feira o CEO da Raízen, joint venture entre Cosan e Shell, Luis Henrique Guimarães.

A empresa conta com dois braços: a Raízen Energia, que opera usinas de cana, e a Raízen Combustíveis, que realiza a distribuição de combustíveis Brasil afora.

“Acreditamos que a safra do Brasil como um todo será menor, dado o baixo investimento em plantio e tratos culturais, por falta de recursos (das usinas)”, comentou o executivo, durante o evento anual Cosan Day, com analistas e investidores, em São Paulo.

A declaração do executivo contrasta com uma recente pesquisa da Reuters junto a consultorias e outros agentes do mercado, que apontou certa estabilidade no volume de cana processada no centro-sul do Brasil durante a temporada 2018/19, cujo início oficial é em 1° de abril.

No atual ciclo, a expectativa é de que a região, a maior produtora de cana do mundo, registre moagem de 585 milhões de toneladas.

Maior companhia sucroenergética a nível global, a Raízen Energia deve moer cerca de 61 milhões de toneladas de cana em 2017/18 e algo entre 63 milhões e 67 milhões de toneladas em 2018/19, conforme guidance divulgado pela Cosan.

Guimarães destacou, porém, que o setor em geral deve se voltar ao etanol neste ano, dada a demanda “excelente”, com precificação ainda atrativa pelo biocombustível.

Segundo ele, as altas tributárias mais fortes sobre a gasolina, aplicadas no segundo semestre do ano passado pelo governo, melhoraram a competitividade do álcool ante o derivado do petróleo, o que responde pelo consumo aquecido desde então.

Pelos dados apresentados por Guimarães durante o Cosan Day, o preço médio da gasolina no Brasil atualmente está em 4,094 reais por litro, enquanto o do etanol em 2,874 reais.

“O etanol tem hoje competição justa com a gasolina”, afirmou Guimarães, citando também a nova sistemática de formação de preços de combustíveis da Petrobras, em vigor desde julho do ano passado, que segue o mercado internacional, com ajustes quase que diários nos valores dos produtos.

Para ele, essa política, com os preços domésticos e internacionais dos combustíveis praticamente emparelhados, reduz a arbitragem de importação, tornando a operação um “jogo” possível apenas para empresas mais bem posicionadas, com “qualidade e eficiência”.

“O Brasil tem necessidade de importação (de combustíveis), mas nada cavalar. Vão ter picos de oportunidade... Quando tivermos essa oportunidade, essa abertura, estaremos presentes, não só para suprir melhor nossa rede, nossos clientes, mas também para fazer dinheiro”, comentou Guimarães.

O executivo destacou ainda que a empresa está “feliz” com o processo de integração das usinas da Tonon, adquiridas no ano passado, e que não há no radar outras aquisições neste ano.

Quanto aos ativos da Shell na Argentina, pelos quais a empresa ofertou 1 bilhão de dólares, Guimarães afirmou que a Raízen aguarda uma decisão por parte da petroleira anglo-holandesa.

Na teleconferência com analistas e investidores pela ocasião do balanço do quarto trimestre de 2017, a Cosan já havia destacado que esperava uma resposta da Shell. (Reuters 19/03/2018)

 

Uma saída para a dívida da Biosev

A francesa Louis Dreyfus Company deverá capitalizar a Biosev em US$ 1 bilhão para destravar as negociações da controlada brasileira com os bancos credores para rolar sua dívida, segundo informações da agência Bloomberg confirmadas pelo Valor.

A companhia sucroalcooleira tenta repactuar dívidas de R$ 3,66 bilhões com bancos antes do fechamento da atual período fiscal, em 31 de março, referente à safra sucroalcooleira 2017/18.

A injeção foi uma exigência dos bancos, que queriam que a Biosev apresentasse garantias para negociar novas condições, de acordo com uma fonte.

A LDC deverá se comprometer a converter uma parte dos créditos que tem a receber da Biosev em ações, na forma de adiantamento para futuro aumento de capital, segundo a fonte. O valor seria em torno de US$ 750 milhões. A outra parcela da capitalização, de US$ 250 milhões, deverá vir por meio de aporte direto de capital, segundo a Bloomberg.

No fim do último trimestre (encerrado em 31 de dezembro), a Biosev registrava em seu balanço que devia R$ 617,4 milhões em mútuo a sua controladora. Considerando todos os valores devidos à LDC, que incluem contratos de fornecimento e adiantamentos, a Biosev tinha um passivo com a LDC de R$ 1,1 bilhão. O montante representa cerca de 10% de todo o passivo da Biosev no fim do último trimestre, de R$ 10,08 bilhões.

As transações da companhia com a LDC têm crescido nos últimos trimestres e passaram a ganhar ênfase dos auditores de seus balanços a partir do quarto trimestre da safra 2016/17. Com a garantia da LDC, a Biosev deverá destravar a renegociação junto a dois sindicatos de bancos.

A necessidade de renegociar as dívidas já era admitida pela própria companhia em seu último balanço, quando escreveu, nas notas explicativas, que "a capacidade de a companhia continuar com a normalidade das suas operações depende da obtenção de capital adicional, da renovação de linhas de crédito e da geração de operações lucrativas". A Biosev também indicava que, se sua atividade operacional não gerasse caixa suficiente, seria preciso "buscar financiamento adicional da dívida".

As saídas avaliadas nos últimos tempos iam da captação de novos recursos via pré-pagamento de exportações até a oferta pública de ações no Brasil e no exterior, como chegou a informar a Biosev em fatos relevantes no ano passado.

Nesta safra, a Biosev acumulou prejuízo de R$ 823,1 milhões e, no fim de dezembro, a dívida líquida era 3,4 vezes maior que seu lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda). (Assessoria de Comunicação 19/03/2018)

 

São Martinho pretende captar até US$ 150 mi e contratar crédito rural até R$ 400 mi

A São Martinho pretende captar em moeda estrangeira no valor total até US$ 150 milhões, em duas operações de até US$ 75 milhões cada, com prazo de vencimento em até sete anos. O conselho de administração autorizou ontem (19) em reunião a operação, inclusive com garantias por meio de emissão de nota promissória.

Também foi aprovada contratação de financiamentos de créditos rurais de até R$ 400 milhões, com vencimento em até dois anos, tendo como possível garantidora a Usina Boa Vista, conforme proposta apresentada pela diretoria. (Agência Estado 20/03/2018)

 

Etanol sobe em 19 Estados e no DF e perde competitividade

O etanol hidratado (usado diretamente nos tanques dos veículos) continuou a subir na maior parte do país na semana passada e a perder competitividade em relação à gasolina, que seguiu em queda.

Na semana móvel encerrada no dia 17, o biocombustível ficou mais caro em 19 Estados e no Distrito Federal, e só caiu em sete Estados. Já os preços da gasolina aumentaram em 13 Estados e recuaram em outros 13 e no DF.

Com isso, o etanol continuou mais competitivo do que a gasolina em apenas dois Estados: Goiás e Mato Grosso. Em ambos, o preço do etanol está abaixo de 70% do valor da gasolina. Esse é o limite mais aceito pelo mercado para que abastecer com etanol seja mais vantajoso do ponto de vista econômico.

O litro do biocombustível continua registrando diferença considerável ante a gasolina em vários Estados. Em Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, São Paulo, Paraná e Acre o preço do etanol está mais de R$ 1 o litro mais barato que a gasolina.

Em São Paulo, maior polo consumidor de combustíveis do país, o preço do etanol subiu 0,63% na semana até o dia 17, para uma média de R$ 2,862 o litros, mas a correlação com o preço da gasolina manteve-se em 71,9%, como na semana anterior.

Em Minas Gerais, o preço médio do etanol teve leve queda de 0,06%, para R$ 3,177 o litro, e a correlação com a gasolina foi mantida em 71,7%. (Valor Econômico 19/03/2018)

 

Usina de E2G da Raízen deve atingir capacidade máxima em 2019/20

O presidente-executivo da companhia, Marcos Lutz, afirmou que a planta de etanol de segunda geração (2G) da Raízen Energia, a Costa Pinto, em Piracicaba (SP), deve atingir a capacidade máxima de produção, de 40 milhões de litros, na temporada 2019/20. A declaração foi dada nesta segunda-feira (19) após participação no Cosan Day, evento anual da empresa com analistas e investidores, em São Paulo.

O chamado etanol 2G é fabricado a partir da biomassa da cana-de-açúcar, em vez do caldo usado na produção tradicional. No ano passado, a planta produziu 7 milhões de litros.

Uma vez atingida a capacidade total e comprovada a viabilidade do negócio, a Cosan poderá pensar em mais usinas de etanol de segunda geração, acrescentou o executivo.

Recompra de ações

Ainda de acordo com Lutz, a Cosan decidiu apostar recentemente em recompras de ações devido à atratividade de preço e ao baixo risco, com o negócio considerado no momento mais seguro e oportuno que investimentos em novas aquisições de ativos.

No fim do ano passado, a Cosan Limited, holding da empresa brasileira de energia e infraestrutura Cosan, concluiu uma oferta de recompra de ações que movimentou 212,5 milhões de dólares, acima dos 200 milhões esperados inicialmente.

"Estamos recomprando porque o preço está muito bom, com risco baixo", destacou Lutz.

Ele não comentou, no entanto, se a companhia poderá realizar novas operações do tipo.

Argentina

O executivo disse também que "ainda neste ano" a Shell deve emitir alguma decisão sobre seus ativos de distribuição de combustíveis na Argentina, pelos quais a Raízen Combustíveis fez uma oferta de 1 bilhão de dólares. (Reuters 19/03/2018)

 

Créditos do RenovaBio tendem a ficar restritos a produtores e distribuidoras, diz Unica

A futura negociação de créditos de descarbonização estabelecida pelo programa de incentivos RenovaBio tende a ficar restrita a produtores de biocombustíveis e distribuidoras, embora uma eventual participação de outros agentes pudesse levar liquidez a esse mercado, avaliou nesta segunda-feira uma liderança do setor sucroenergético.

Sancionado em dezembro do ano passado, o RenovaBio, a nova política nacional de combustíveis renováveis, busca impulsionar o uso desses produtos e ajudar na redução de emissões de gases do efeito estufa.

Um primeiro decreto com orientações gerais do programa foi publicado na sexta-feira, mas ainda serão definidas as metas de descarbonização e a forma como serão negociados os chamados CBIOs, créditos que as distribuidoras terão de adquirir junto a produtores de biocombustíveis para o cumprimento de objetivos anuais de redução de emissões.

Especialistas ouvidos pela Reuters alertaram que, sem uma regulamentação calibrada, tais CBIOs poderiam ficar expostos a especuladores.

Mas, para a presidente da União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica), Elizabeth Farina, isso não deve ocorrer.

"A lei, do jeito que está hoje, não veda o (investidor) particular de investir. (Isso) poderia ajudar a trazer liquidez para o CBIOs, mas a regulamentação tende mesmo a ficar restrita ao setor de transportes", destacou ela no intervalo de um evento promovido pela Unica em parceria com a Toyota em São Paulo.

Pelos termos do decreto publicado na semana passada, a distribuidora que não atingir seu objetivo anual, comprovado via compra de CBIOs, poderá ser multada em até 50 milhões de reais.

Os CBIOs corresponderão a "uma tonelada de gás carbônico equivalente, resultante da diferença entre as emissões de gases de efeito estufa no ciclo de vida de um biocombustível e as emissões no ciclo de vida de seu combustível fóssil substituto".

Pelas estimativas do próprio governo, o programa RenovaBio, que tem um horizonte de 10 anos e está em linha com os compromissos assumidos pelo país no Acordo do Clima de Paris, pode gerar investimentos de 1,4 trilhão de reais e economia de 300 bilhões de litros em gasolina e diesel importados até 2030. (Reuters 19/03/2018)

 

Cientistas desenvolvem cana transgênica resistente a herbicida e a inseto-praga

Cientistas da Embrapa Agroenergia se uniram a uma startup para desenvolver variedades de cana-de-açúcar transgênica para controle biológico da broca-da-cana e facilitar o manejo da cultura com o herbicida glifosato. O projeto “Produção de variedades comerciais de cana-de-açúcar transgênica para aumento da biomassa e da produção de etanol 1G e 2G a partir da transferência de genes que conferem resistência ao herbicida glifosato e a insetos-praga” é uma parceria entre a Embrapa Agroenergia, a startup PangeiaBiotech, Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii ) e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).

Esta parceria, que tem a duração de 4 anos, entre a empresa PangeiaBiotech e Embrapa Agroenergia visa incorporar características de valor agronômico em variedades de importância comercial top de mercado. Depois desse período, os cientistas pretender disponibilizar no mercado um material com essa dupla transgenia.

Para chegar com esse produto totalmente inédito no mercado, selecionamos genes com liberdade de uso, conta Hugo Molinari – pesquisador da Embrapa Agroenergia e líder do projeto. Além disso, os pesquisadores já iniciaram a transformação genética em laboratório com as variedades previamente selecionadas. Também, estão previstos os testes em campo para validar a tecnologia. Após está etapa de validação, parcerias estratégicas com empresas interessadas poderão ser feitas, o que envolve negociações de desregulamentação do evento transgênico para posterior venda destas variedades no mercado.

De acordo com Paulo Cezar De Lucca, sócio fundador da PangeiaBiotech, as características de valor agronômico mencionadas são na verdade genes já comumente usados nas culturas da soja, milho e algodão no Brasil e que agora estamos adaptando para a cana. De Lucca lembra que 100% da cana é convencional, enquanto nas outras culturas cerca de 94% são variedades transgênicas. Diante desse panorama, foi observado um nicho de mercado muito interessante para se trabalhar com cana transgênica do começo ao fim. Ele reforça “Somos uma startup e jamais conseguiríamos fazer isso sozinho”.

Para realizar este projeto a empresa entra com 1/3 em parceria com o SEBRAE, a Embrapii com 1/3 e a Embrapa Agroenergia com o restante. Esse é o fundamento do projeto, que além de disponibilizar recursos para investir nesta iniciativa, está fazendo um elo entre uma startup e a Embrapa, que é a maior empresa de pesquisa em agricultura tropical do mundo”, salienta De Lucca.

Mais informações sobre como fechar parceria com a Embrapa Agroenergia via Embrapii acesse www.embrapa.br/agroenergia/embrapii. Guy de Capdeville, chefe-geral da Embrapa Agroenergia destaca que esse foi o nosso primeiro projeto como unidade Embrapii. Temos a expectativa de que com esse modelo de financiamento de pesquisa tenhamos novas parcerias em prol do setor sucroalcooleiro.

O acordo foi firmado oficialmente, entre as empresas envolvidas, durante Simpósio “Integração da pesquisa pública com cana-de-açúcar no Brasil”. O evento ocorreu nesta quinta-feira (15), no Centro de Convenções de Cana-de-Açúcar do Instituto Agronômico de Campinas (IAC), em Ribeirão Preto (SP) e contou com cerca de 400 participantes.

Na abertura do simpósio, o diretor-executivo de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa, Celso Luiz Moretti, destacou a importância da integração entre a pesquisa pública, a privada e os diferentes stakeholders com a cadeia produtiva de cana. O diretor ainda enfatizou a relevância da criação do fundo de pesquisa, desenvolvimento e inovação para o setor sucroalcooleiro energético. “No atual contexto, a criação deste fundo representa uma iniciativa inovadora para mobilizar e aplicar recursos públicos e privados de forma a dinamizar pesquisas que gerem novos produtos para esse importante setor produtivo”.  Hugo Molinari, pesquisador da Embrapa Agroenergia e um dos coordenadores do Simpósio destacou: “o Simpósio foi muito estimulante! Tivemos 549 participantes que estavam representando os diversos segmentos do setor sucroenergético. Foi um grande dia de reflexão e também para acreditar que podemos fazer diferente com o apoio do setor e de todos. Isso ficou evidente na fala de cada palestrante e que nos motiva a seguir em frente com a ideia de criar um fundo para dar vazão às pesquisas que o setor necessita para avançar hoje e enfrentar os desafios futuros”.

De acordo com o diretor-presidente da Embrapii, Jorge Guimarães, o setor de sucroenergético possui um papel fundamental na economia brasileira, mas para o país se consolidar como um grande produtor e fornecedor internacional de etanol precisará investir  em melhorias tecnológicas que se adequem as exigências internacionais de produção sustentável, tanto em termos ambientais como sociais.

“Isso envolve a descoberta de novas variedades de cana-de-açúcar, inovações na linha de produções das usinas até a simples expansão da área agrícola. A Embrapii através de suas unidades poderá colaborar no desenvolvimento de novas tecnologias que venham a contribuir com o setor. O projeto que está sendo assinado hoje vai servir de exemplo para que novos desenvolvimentos tecnológicos sejam realizados no modelo Embrapii”, diz.

Danos

O glifosato é o herbicida mais barato do mundo para controle de ervas-daninhas e para cana-de-açúcar o controle destas é muito importante uma vez que compete por nutrientes e absorção de água pela planta nas fases iniciais de desenvolvimento. “Uma maneira fácil de controle é você ter um material com resistência ao herbicida”, salienta Molinari.

Para o agricultor irá facilita o manejo no campo, além de gerar um impacto econômico pela redução dos custos de produção e uma diminuição do uso deste herbicida. Além disso, esse projeto visa utilizar dois genes de resistência combinados que podem ampliar a proteção da cana contra a broca, porque, para quebrar essa proteção será mais difícil tendo dois genes com modos de ação diferentes para o controle desta lagarta. Atualmente, o controle da broca-da-cana é realizado por meio de inseticidas químicos e estima-se que as perdas causadas pela lagarta cheguem a R$ 4,88 bilhões por ano, se considerar a área total cultivada com cana no país. Hoje, temos no mercado a variedade transgênica CTC20Bt desenvolvida pelo Centro de Tecnologia Canavieira - CTC que apresenta resistência a broca-da-cana. No entanto, ainda não está disponível no mercado variedades de cana-de-açúcar combinando dois modos de ação para proteção ampliada contra a broca-da-cana e resistência ao herbicida glifosato. (Embrapa 19/03/2018)

 

Produção de etanol de milho deve chegar a 830 milhões de litros em 2018, diz Datagro

A produção de etanol de milho deverá atingir 830 milhões de litros neste ano no Brasil, 58% mais do que em 2017, conforme estimativa da consultoria Datagro.

Em 2021, a produção deverá atingir 3 bilhões de litros, com a utilização de 7,1 milhões de toneladas do cereal. Os dados levam em consideram os projetos já em andamento e os que estão para ser instalados. (Folha de São Paulo 20/03/2018)