Setor sucroenergético

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Cosan fecha acordo com Exxon para produção de lubrificantes Móbil

A Cosan S.A. informou em comunicado que sua controlada Cosan Lubrificantes e Especialidades (Moove) firmou acordo com a americana Exxon Mobil Lubrificants para “produção, importação, distribuição e comercialização exclusiva” de lubrificantes e especialidades da marca Mobil.

O acordo abrange Brasil, Bolívia, Paraguai e Uruguai e terá prazo de 20 anos. (Valor Econômico 20/03/2018 às 20h: 12m)

 

Shell e Statoil avaliam ampliar negócios no Brasil

As únicas duas petroleiras estrangeiras a entrarem como operadoras do pré-sal, nos leilões de partilha do ano passado, Shell e Statoil já preparam suas primeiras perfurações nos blocos recém adquiridos e mantêm o interesse em voltar a investir em novos ativos no Brasil. No radar estão oportunidades de negócios não só na área de exploração e produção, como também no mercado de gás natural.

Em dezembro, a Shell fechou um acordo para fornecer gás natural do pré-sal para a termelétrica Vale Azul II (466 megawatts), que teve a produção negociada no leilão de energia nova A-6 e será construída em Macaé (RJ).

"Sobre novos projetos na área de gás, nós temos interesse. O gás natural é estratégico para o grupo, até como uma fonte de energia no próprio processo de transição [para uma economia de baixo carbono]", disse o presidente da Shell no Brasil, André Araujo, a jornalistas, após participar do evento UK Energy, do Consulado Britânico no Rio.

Além da geração a gás, a Shell avalia outras alternativas de monetização, como a venda do insumo para as distribuidoras. "A gente conversa com a distribuidoras de gás", afirmou.

Araujo disse que uma equipe da companhia também "trabalha forte" olhando as oportunidades dos próximos leilões de blocos exploratórios. Segundo ele, a empresa ainda tem "bastante apetite" pelo Brasil, mesmo depois de ter desembolsado US$ 100 milhões nas rodadas do pré-sal de 2017.

"Mas tem muitos projetos no mundo todo. [o leilão do México deste ano] Mostra que vários países estão buscando investimentos. Uma coisa que temos muito forte no grupo é disciplina de capital. Tendo projetos competitivos, vamos continuar investindo [no Brasil]", ressalvou o executivo, em referência à aquisição, pela companhia, de nove dos 19 lotes oferecidos em águas profundas no Golfo do México, em janeiro.

A Shell foi uma das participantes mais agressivas das rodadas do pré-sal de outubro no Brasil. A companhia, que já operava a área de Gato do Mato, fez oferta por todas as seis áreas negociadas nas licitações e levou três, duas delas como operadora: 80% de Sul de Gato do Mato e 55% de Alto de Cabo Frio Oeste. Também entrou como sócia da Petrobras, com 30%, em Entorno de Sapinhoá. A expectativa da empresa é começar a perfurar na área de Sul de Gato do Mato no início do ano que vem.

A Statoil, que investiu US$ 3,66 bilhões em aquisições no país, desde o ano passado, também mantém o interesse pelo mercado brasileiro. O vice-presidente de supply chain da norueguesa, Mauro Andrade, disse que, com as recentes aquisições de Carcará e Roncador, a empresa possui projetos para "três a quatro décadas no Brasil", mas que a petroleira continua olhando novas oportunidades de crescimento no país, incluído também o mercado de gás. A Statoil opera a área de Pão de Açúcar, na Bacia de Campos, uma das descobertas de gás mais promissoras do pré-sal.

"Temos um belo portfólio no país, mas continuamos olhando oportunidades no Brasil", disse o executivo, após participar de evento do Instituto Brasileiro de Petróleo (IBP), na segunda-feira.

A Statoil foi a petroleira estrangeira que mais investiu em aquisições no país nos últimos anos. Desde o ano passado, anunciou um acordo de US$ 2,9 bilhões com a Petrobras para compra de 25% no campo de Roncador, na Bacia de Campos, numa operação que deve praticamente triplicar a produção da norueguesa no Brasil, para 110 mil barris diários de óleo equivalente (BOE/dia); investiu US$ 25 milhões na aquisição de 40% do projeto de geração solar de Apodi (162 megawatts), no Ceará, que marca a entrada da empresa no segmento, no Brasil; e outros US$ 743 milhões para reforçar presença no projeto de Carcará, no pré-sal da Bacia de Santos.

"Vemos o Brasil como uma área muito importante para a Statoil. Fora da Noruega, é a mais importante, ao lado dos Estados Unidos", afirmou.

Para 2018, o foco da norueguesa está na conclusão das aquisições dos equipamentos e serviços do projeto Peregrino II, no pós-sal da Bacia de Campos. A Statoil tem planos de começar a operar a segunda fase de desenvolvimento da produção do campo em 2020.

A companhia também pretende avançar este ano com a exploração da área de Carcará, no pré-sal da Bacia de Santos. A Statoil está neste momento conduzindo um teste num dos poços já perfurados na concessão BM-S-8. A petroleira também pretende perfurar este ano o prospecto de Guanxuma (também no BM-S-8) e mais um poço em Carcará Norte - área adjacente a Carcará, arrematada na 2ª Rodada de partilha, em outubro.

A Statoil prevê começar a produzir em Carcará entre 2023 e 2024. Andrade disse que a expectativa é avançar com as definições sobre as contratações dos equipamentos do projeto a partir do próximo ano. (Valor Econômico 21/03/2018)

 

Açúcar: Produção na Índia

Informações sobre o aumento da produção de açúcar na Índia pressionaram a commodity ontem em Nova York.

Os contratos com vencimento em julho fecharam em baixa de 30 pontos, a 12,75 centavos de dólar a libra-peso.

Segundo a Associação de Usinas de Açúcar da Índia (ISMA), a produção até 15 de março somou 25,8 milhões de toneladas, 8,3 milhões de toneladas a mais que a produção do mesmo período da última safra.

Os números reforçam a idéia de oferta abundante no curto prazo, dificultando reações de preço.

Além disso, os fundos especulativos seguem firmes em suas apostas baixistas para o açúcar.

No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal em São Paulo ficou em R$ 50,45 a saca de 50 quilos, queda de 0,51%. (Valor Econômico 21/03/2018)

 

Etanol: Com entressafra, preço segue firme em SP

Apenas poucas usinas estão ofertando etanol neste período de entressafra, o que tem mantido os preços dos bicombustíveis firmes no estado de São Paulo.

De 12 a 16 de março, o Indicador CEPEA/ESALQ do etanol hidratado foi de R$ 1,9022/litro, alta de 1,2% em relação ao período anterior.

No caso do etanol anidro, o Indicador CEPEA/ESALQ foi de R$ 1,9337/litro, ligeiro recuo de 0,48% no mesmo comparativo.

Segundo pesquisadores do Cepea, nas últimas semanas, negócios caracterizados como “pré-venda” têm ocorrido no mercado e contido uma alta maior de preços (embora essas informações não entrem no cálculo do Indicador CEPEA/ESALQ, estas acabam influenciando o preço no spot).

Com a proximidade da safra 2018/19, distribuidoras postergam parte de suas compras no spot, visando adquirir o produto em um momento. (Reuters 20/03/2018)

 

ICMS sobre preços de combustíveis pode ser alterado, diz Meirelles

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse nesta segunda-feira que o ICMS sobre preços de combustíveis poderia ser alterado, mas destacou que o governo precisa conversar com os Estados para tanto.

Em entrevista à rádio CBN, Meirelles indicou que isso faz parte das avaliações que estão sendo feitas acerca da estrutura tributária dos preços de combustíveis, reiterando que a política de preços da Petrobras é autônoma.

“Não haverá nenhuma mudança na política de preços da Petrobras”, disse.

No início deste mês, Meirelles chegou a dizer que o governo estava discutindo com a Petrobras nova política de preços de maneira que o aumento das cotações no mercado internacional não prejudicasse o consumidor e, por outro lado, uma queda muito grande não fizesse o mesmo com a estatal.

Depois da forte reação da Petrobras, que disse que em nenhum momento cogitou qualquer alteração nas regras atualmente aplicadas, que são de sua exclusiva alçada, Meirelles recuou e afirmou que o governo na verdade estava de olho na estrutura de tributação.

A atual sistemática de preços da Petrobras nas refinarias prevê reajustes até diários da gasolina e do diesel em refinarias para seguir o mercado internacional, provocando volatilidade nos valores cobrados, o que vem afetando a percepção dos consumidores quanto à alta de preços na economia apesar de a inflação estar em níveis historicamente baixos.

Segundo a Petrobras, a parcela da refinaria representa menos de 50 por cento do preço do diesel na bomba e uma fatia inferior a 33 por cento para a gasolina. A companhia defende que qualquer medida para diminuir a volatilidade dos combustíveis deverá alcançar principalmente a carga tributária federal e estadual. (Reuters 20/03/2018)