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Raízen pretende captar cerca de US$ 750 mi em bônus

A Raízen tem na mesa uma operação de bônus para captar cerca de US$ 750 milhões, que pode chegar ao mercado externo até o final de junho. Os recursos seriam canalizados para pagar a compra dos ativos de refino e distribuição da Shell na Argentina, fechada em abril. Na transação, o desembolso foi de US$ 950 milhões.

Se o mercado deixar As condições do mercado de dívida externo, no entanto, não estão favoráveis para esse tipo de captação nos últimos meses. A percepção dos agentes de que o Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) pode acelerar o aperto do juro nos Estados Unidos, a guerra comercial no exterior e o recente descompasso na Argentina têm elevado o custo de captação para as empresas. Mas bons nomes, como o da Raízen, sempre podem encontrar espaço, já que, embora mais seletivos, os investidores continuam atrás de opções de melhor retorno. Procurada, a Raízen não comentou. (O Estado de São Paulo 09/05/2018)

 

Área agrícola vai representar 85% da Bayer no Brasil após fusão

A divisão agrícola passará a representar 85% da operação da Bayer no Brasil, 45% no mundo, após a conclusão da compra da Monsanto, afirma Gerhard Bohne, diretor interino de operações no país.

As partes aguardam a aprovação final do órgão regulador nos Estados Unidos e de alguns mercados menores, como México e Canadá.

A aquisição, de US$ 66 bilhões (R$ 235 bilhões no câmbio atual), terá como contrapartida a venda de € 7 bilhões (R$ 30 bilhões) em ativos, entre eles a divisão de sementes e de agricultura de precisão.

Um dos ajustes que precisaram ser realizados internamente foi a redução do nível de estoques da companhia, segundo o executivo.

“Os resultados foram muito negativos no Brasil em 2017. Não só na área agrícola, afetamos a Bayer inteira. O prejuízo aumentou drasticamente porque reduzimos vendas para ter menos estoque.”

“Hoje estamos em um nível saudável, o que equivale a ter produto para dois ou três meses nas distribuidoras. Nós estávamos com capacidade para cerca de um ano [de fornecimento]”, afirma o executivo.

€ 230 milhões

(R$ 972 milhões) foi a receita da área agrícola na América Latina no 1º trimestre

4.500

São os funcionários no Brasil. (Folha de São Paulo 09/05/2018)

 

Usinas do Brasil aceleram colheita de cana, mas temem rendimento menor ao fim da safra

As usinas de cana no centro-sul do Brasil estão relatando uma rápida taxa de processamento na safra 2018/19, ao fecharem o primeiro mês de colheita ajudadas pelo clima mais seco do que o normal, o que contribui para acelerar os trabalhos no campo.

Algumas usinas da região de Ribeirão Preto (SP) colheram até 10 por cento mais cana do que o esperado para o mês de abril, dificilmente perdendo turnos de 24 horas de atividades por causa de chuvas.

Mas a falta de umidade está aumentando as preocupações com o rendimento agrícola no final da safra, uma vez que a cana ainda em desenvolvimento não está obtendo condições necessárias para crescer.

O centro-sul do Brasil é a maior região produtora de açúcar do mundo, respondendo por cerca de um terço do comércio global do adoçante. Espera-se que a região produza uma safra de cana menor neste ano, vista pelo governo em 580 milhões de toneladas, em meio ao envelhecimento dos canaviais e tratos culturais aquém do ideal.

A Reuters visitou canaviais na semana passada na região de Ribeirão Preto e conversou com supervisores de colheita e diretores de usinas para ter uma noção do desenvolvimento dos trabalhos de campo.

"Eu não me lembro de termos parado a colheita em nenhum momento até agora", disse Paulo de Andrade Barbosa, supervisor de colheita na Tietê Agroindustrial, empresa controlada pela norte-americana Proterra Investment Partners LP.

Ele liderava duas frentes de colheita no município de Bebedouro, com três equipes de homens e máquinas trabalhando em turnos de oito horas cada. Uma vez iniciada a safra, as usinas costumam colher ininterruptamente, dia e noite, parando apenas quando chove.

Ele disse que o trabalho estava à frente de uma meta estabelecida pela empresa de atingir uma média de 12 mil toneladas de cana por períodos de 24 horas de operação em abril, observando que "estamos atualmente em 12,3 mil toneladas".

De acordo com o serviço de informações climáticas do terminal Eikon da Thomson Reuters, a região de Ribeirão Preto não registrou chuvas generalizadas desde 4 de abril. A precipitação acumulada para a região do início de março até o final de abril foi de 164 milímetros, abaixo da média de 219 milímetros para o período.

Odair Marambello, que lidera frentes de colheita da usina Viralcool, em Pitangueiras, disse que a empresa decidiu até suspender o plantio de cana que seria destinado para a safra do ano que vem até que condições climáticas mais favoráveis apareçam.

"Se não chover logo, a parte final da safra ficará menor", disse ele, referindo-se à cana a ser colhida por volta de setembro.

A Viralcool está associada à Copersucar, a cooperativa brasileira que faz parceria com a Cargill na joint-venture de comercialização de açúcar Alvean.

Gerson Ferreira, diretor da Usina Itajobi, em Marapoama, confirmou essa visão para o último terço da safra, dizendo que a usina já projeta uma queda de 10 por cento no volume total.

O trabalho de campo no centro-sul do Brasil normalmente vai de abril até o final de novembro, mas sob o ritmo atual, Ferreira diz que pode terminar mais cedo.

O executivo ressaltou que as chuvas são necessárias para impulsionar a brotação de cana após a colheita. Plantas de cana geralmente duram cinco ou seis anos. Elas brotam após o corte e crescem para estarem prontas para outra colheita no ano seguinte.

 

No Centro-Sul, clima e envelhecimento dos canaviais levam a moagem mais tímida no ciclo 2018/19

Projeção do grupo INTL FCStone indica processamento1,4% mais baixo do que o atingido na safra anterior; remuneração mais atrativa do etanol puxa mix produtivo.

As condições climáticas no primeiro mês da safra 2018/19 de cana-de-açúcar no Centro-Sul e as previsões para o médio prazo motivaram a consultoria INTL FCStone a reduzir ainda mais sua expectativa para a moagem, em 3 milhões de toneladas, para 587,7 milhões de toneladas, ficando, portanto, 1,4% abaixo do processamento de 2017/18.

“Previsões para os próximos meses apontam que o La Niña, fenômeno causado pelo resfriamento do Oceano Pacífico Equatorial, observado no primeiro trimestre deste ano deve tornar o tempo mais seco e frio em relação à média histórica”, explica o analista de mercado do grupo, João Paulo Botelho. Dados de abril apontam que apenas 47,1 mm precipitaram sobre as lavouras do Centro-Sul, uma queda de 55,8% em relação à mesma época do ano passado.

Destaca-se que a menor incidência de chuvas sobre os canaviais tende a favorecer a concentração de açúcares no colmo da cana, fator que levou a consultoria a elevar a estimativa para a quantidade de Açúcares Totais Recuperáveis (ATR médio) em 0,4%, para 135,5 kg por tonelada de cana-de-açúcar.

Com relação ao mix produtivo, confirma-se viés mais alcooleiro devido à remuneração mais atrativa no comparativo com o açúcar. A desvalorização do adoçante no mercado internacional desde o mês de janeiro de 2018, o contrato contínuo do demerara em NY caiu quase 24%, mantêm a remuneração do biocombustível mais vantajosa ante a do açúcar. “O etanol chegou a pagar 33,4% a mais que o açúcar no pico da última entressafra, considerando a média ponderada para cada um dos dois produtos. Mesmo que este diferencial tenha recuado para uma média de 11,9% em abril, a vantagem oferecida pela produção do álcool carburante perante o açúcar ainda é a maior de toda a nossa série histórica para o primeiro mês da safra”, reforça o analista Botelho.

Na avaliação da INTL FCStone, o mix alcooleiro de 2018/19 foi elevado em 0,7 ponto percentual em relação à 2ª revisão, para 59,2% - o maior desde a safra 2015/16.

A projeção de produção do açúcar foi reduzida em 500 mil toneladas, para cerca de 31 milhões de toneladas, enquanto a de etanol de cana foi ajustada para 27,7 milhões de m³, o que representa um crescimento de 8,1% em relação à 2017/18.

“Este aumento é fomentado por um maior output de hidratado no comparativo anual, de 16,7 milhões de m³ (+9,4%). Mesmo com um menor incentivo ao consumo de gasolina, a produção de anidro de cana deve se elevar para 11 milhões de m³ (+6,2%)”, explicou a consultoria, em relatório.

Vale destacar que o preço do etanol nos postos ainda não absorveu totalmente a redução no preço ao produtor, desta forma, ainda há espaço para novas quedas. Consequentemente, a tendência de queda na paridade deve estimular ainda mais a demanda pelo hidratado nos próximos meses. (INTL FCStone 08/05/2018)

 

Bunge contrata bancos para IPO no Brasil, mas oferta em breve é improvável, dizem fontes

A companhia global de commodities Bunge contratou bancos para preparar uma oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) para suas usinas brasileiras de cana, mas as chances de um lançamento iminente são pequenas, disseram à Reuters duas fontes com conhecimento do assunto.

As unidades de investimento dos bancos JPMorgan, do Itaú Unibanco e do Santander Brasil estão trabalhando com a empresa no negócio.

O diretor-presidente da Bunge, Soren Schroder, disse na semana passada que a empresa pode fazer um pedido sobre a oferta à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) já neste mês.

Os bancos estão começando a preparar a empresa para a oferta, mas o interesse dos investidores parece ser pequeno, já que o excesso de açúcar global derrubou os preços e tornou difícil para as usinas obter lucro, acrescentaram as fontes, pedindo anonimato porque as negociações ainda são privadas.

A divisão de açúcar e bioenergia da Bunge continuou a perder dinheiro no primeiro trimestre, levando a empresa a cortar sua previsão para o faturamento da unidade em 2018 em 10 milhões de dólares.

Uma das pessoas disse que a volatilidade do mercado também reduz as chances de uma transação em breve. A Bunge e os bancos não comentaram imediatamente sobre o assunto.

A Bunge tentou vender suas oito usinas brasileiras de açúcar e etanol por quatro anos, mas um processo separado de venda não conseguiu atrair o interesse firme de investidores estratégicos ou financeiros. (Reuters 08/05/2018)

 

Agricultura prevê corte de ao menos 1 p.p. em juro do Plano Safra 18/19, diz secretário

O Ministério da Agricultura prevê conseguir uma redução de ao menos um ponto percentual nas taxas de juros do Plano Safra 2018/19, disse nesta terça-feira o novo secretário de Política Agrícola da pasta, Wilson Vaz.

"Olhando pelo lado de queda na Selic e na inflação, acho que isso (um ponto percentual) é o mínimo que a gente pode conseguir", afirmou Vaz após reunião com o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, o presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, e a secretária-executiva da Fazenda, Ana Paula Vescovi.

"Se a Fazenda nos der um ponto percentual, vamos negociar (uma redução maior)... mas qual o tamanho que vamos chegar nessa negociação não posso afirmar", destacou Vaz, que assumiu o posto após o secretário anterior, Neri Geller, deixar o cargo em abril para disputar as eleições.

Vaz enfatizou que as negociações sobre o tema ainda estão em curso e que o papel do ministério é chegar a um "denominador" comum entre o setor e a equipe econômica.

"Tem a demanda dos agricultores, mas tem o outro lado, que é o da oferta de recursos e do impacto no orçamento da União... Nós, da Agricultura, temos de buscar um equilíbrio entre isso aí e, é claro, buscar uma redução que seja possível e também significativa", completou.

O Plano Safra, que normalmente conta com uma boa parcela de juros subsidiados pelo governo, é sempre muito aguardado por produtores do país, que o utilizam para custeio da produção, construção de armazéns, compra de maquinários, comercialização das colheitas, entre outras atividades.

Em março, o então secretário Geller disse à Reuters que o Plano Safra 2018/19 teria um aumento de até 2 por cento nos recursos e juros menores. No atual programa, o de 2017/18, as taxas variam entre 6,5 e 8,5 por cento.

Em relação ao montante que deve ser disponibilizado no Plano 2018/19, Vaz disse que deve ser próximo ao de 2017/18: "Um pouquinho a mais, um pouquinho a menos".

Conforme o novo secretário, o Plano Safra 2018/19 deve ser anunciado na primeira semana de junho. (Reuters 08/05/2018)

 

Pressão contra subsídio da Índia ao açúcar

O Brasil e outros grandes exportadores de açúcar uniram forças para ampliar a pressão sobre a Índia na Organização Mundial do Comércio (OMC) diante dos planos de Nova Déli de aumentar os subsídios para as exportações da commodity, conforme apurou o Valor.

Em disputa com o Brasil pela liderança na produção global de açúcar, a Índia deverá registrar aumento da ordem de 50% em sua oferta nesta safra 2017/18, para pelo menos 30 milhões de toneladas. A consultoria FCStone prevê 31,9 milhões de toneladas, com novo salto para 32,8 milhões em 2018/19, volume superior ao estimado para o Brasil (32,6 milhões).

Nesse cenário, que tem deprimido as cotações internacionais, o governo indiano voltou a oferecer subsídios às usinas do país, com a obrigação de que elas exportem ao menos 2 milhões de toneladas a mais. Isso inquieta produtores tradicionais, que temem queda ainda maior dos preços, que já estão no menor patamar em uma década.

Nesta quarta-feira, em Nova York, uma conferência internacional sobre açúcar e etanol reunirá os grandes exportadores do setor privado, e a questão indiana estará no centro da agenda.

Em Genebra, Brasil, Austrália e Tailândia, além de produtores menores, como Guatemala, questionam os indianos sobre detalhes de seus programas de incentivos. E deverão pressionar o país a respeitar os compromissos de não subvencionar as exportações. O tema inevitavelmente estará na agenda da próxima reunião do Comitê de Agricultura da OMC, no dia 11 de junho.

Além da perspectiva de que os indianos inundem o mercado com açúcar barato, outra preocupação dos brasileiros é o acesso de seu produto na União Europeia.

Nas negociações em curso com o Mercosul por um acordo de livre comércio, o bloco europeu oferece uma cota de 100 mil toneladas de açúcar com tarifa de € 98 por tonelada. Mas os produtores brasileiros sustentam que, com essa alíquota intracota, é praticamente impossível concorrer no mercado europeu.

Bruxelas até agora não dá sinal de que vá ser flexível nessas discussões. Os europeus deram uma cota de 30 mil toneladas para o México exportar para a UE, com tarifa intracota de € 49 por tonelada, no que foi considerado um sinal de que a UE não vai atender à demanda do Mercosul, que pede tarifa zero dentro das cotas.

Mas Geraldine Kutas, representante em Bruxelas da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) reage: "O que a União Europeia fez com o México não vai funcionar com o Mercosul. Se houver qualquer tarifa intracota, não ganhamos nenhum acesso ao mercado", afirma.

Ou seja, se os europeus não fizerem uma concessão melhor para o açúcar e o etanol, a negociação do acordo UEMercosul continuará complicada. (Valor Econômico 09/05/2018)

 

Ultrapassando 31 milhões de toneladas, Índia se torna maior produtor global de açúcar, diz FCStone

Safras recordes na Índia e na Tailândia incrementam disponibilidade mundial de açúcar.

Com crescimento puxado pelos gigantes asiáticos do açúcar, Índia e Tailândia, o saldo global na safra 2017/18 deve registrar superávit de 10,8 milhões de toneladas da commodity, de acordo com a revisão de maio projetada pela consultoria INTL FCStone, um aumento anual de 12,9 milhões de toneladas. A última estimativa do grupo, realizada em março deste ano, apontava saldo positivo de 6,9 milhões de toneladas.

“Com números surpreendentes de produção sendo publicados a cada quinzena, a safra indiana de açúcar continua superando todas as anteriores e já passou de 31 milhões de toneladas até o final de abril. O recorde anterior de produção, para a toda a temporada, era de 28,4 milhões de toneladas”, ressalta o analista de mercado da INTL FCStone, João Paulo Botelho.

De acordo com a consultoria, em Uttar Pradesh, que se tornou nos últimos anos o maior estado produtor da Índia, o crescimento foi resultado da introdução de variedades com maior rendimento ao longo das últimas safras. Já em Maharashtra e Karnataka, dois estados que foram fortemente afetados pela seca causada pelo El Niño de 2015, o aumento da produção indiana foi resultado de recuperação na área plantada.

Na Tailândia, ainda conforme a FCStone, a produção se beneficiou de incremento na área ao longo dos últimos anos, graças a política de incentivos por parte do governo nacional. Além disso, o clima contribuiu para produtividade agrícola superior às safras anteriores, potencializando o aumento na produção, que deve atingir 14,9 milhões de toneladas, um crescimento de 40,7% na comparação com 2016/17.

De acordo com cálculos revisados, a consultoria espera que a produção global de açúcar atinja 194,8 milhões de toneladas no final do ciclo 2017/18, um aumento de 8,4% na comparação com o ciclo anterior. Já a demanda global está estimada em 183,9 milhões de toneladas, o que resultaria em estoques globais de 82,5 milhões de toneladas, com a relação estoques-uso atingindo 44,5%.

Na América do Sul, o Centro-Sul do Brasil continua sendo a principal região do planeta reduzindo a produção em grande escala. As usinas destes estados devem diminuir o volume produzido em 6,7 milhões de toneladas na comparação com 2016/17, para 30,6 milhões de toneladas (tel quel).

“Sem grande redução na moagem, o principal motivo para a queda na produção da região é a maior destinação da matéria-prima para o etanol, em detrimento do açúcar. Esta mudança no mix produtivo é resultado do aumento dos preços do petróleo, combinados com as baixas cotações do açúcar no mercado internacional”, afirma Botelho. (INTL FCStone 08/05/2018)

 

Exportações nas alturas

O aumento na área plantada causado pelo fim do regime de cotas e o clima positivo na última safra levaram a produção de açúcar dos países da União Europeia a superar as expectativas, que já eram otimistas. A INTL FCStone aumentou ligeiramente sua estimativa para o grupo, que agora aponta para produção total de 19,7 milhões de toneladas (valor branco), um crescimento de 25,8% na comparação com a safra 2016/17.

“Foi este aumento na produção do bloco que permitiu suas exportações alcançarem 1,85 milhões de toneladas entre outubro e março de 2017/18. Este volume representa aumento de mais de 3 vezes em relação ao mesmo período na temporada anterior”, avalia Botelho.

 

Governo estuda reduzir taxa de juros para financiar a próxima safra

Negociação sobre custo do financiamento e valor a ser destinado ao crédito rural aconteceu no gabinete do ministro Blairo Maggi com a presença do presidente do BC.

A área econômica do governo analisa a possibilidade de redução da taxa de juros do crédito agrícola para o próximo Plano Agrícola e Pecuário (PAP) 2018/2019 que terá início no dia 1º de julho deste ano.

“Estamos tentando chegar a um denominador comum, que seja bom para o produtor rural e que não comprometa o orçamento fiscal”, ressaltou o secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Wilson Vaz de Araújo, na tarde desta terça-feira (8), após participar de audiência do ministro Blairo Maggi com o presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, e representantes do Ministério da Fazenda e do Tesouro Nacional.

Quanto aos recursos a serem destinados para financiar a agricultura da próxima safra, o secretário disse que “tem que haver um equilíbrio entre o volume de recursos disponíveis e a taxa de juros”. Ele explica que, de um lado, houve queda da taxa Selic (taxa de referência básica de juros da economia) e da inflação. Mas disse que há outras variáveis como a fonte de recursos e o impacto no orçamento federal.

Vaz de Araújo explicou que, para chegar a um valor do plano rural, “o governo pondera a execução do ano anterior, a disponibilidade das fontes e a disponibilidade orçamentário para fazer a subvenção à taxa de juros”

De acordo com o secretário, a expectativa é que o desembolso do crédito rural na safra ainda em vigor (2017/2018) fique entre R$ 145 bilhões e R$ 150 bilhões, do montante total destinado que foi de R$ 188,3 bilhões.

O Ministério da Agricultura fará outras reuniões com a equipe econômica. O anúncio do PAP está previsto para ocorrer na primeira semana de junho, em Brasília. (Assessoria de Comunicação 08/05/2018)