Setor sucroenergético

Notícias

Elizabeth Farina e Pedro Mizutani são reeleitos até 2020

A presidente executiva da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), Elizabeth Farina, e o presidente do Conselho Deliberativo da entidade, Pedro Mizutani, foram reeleitos hoje pelos conselheiros da entidade. Eles foram escolhidos por unanimidade em reunião do conselho da Unica.

Ambos permanecem até 2020 nos cargos ocupados desde 2012 por Elizabeth Farina e desde 2016 por Mizutani. "Temos o compromisso de dar prosseguimento à gestão que deixou este legado", informou Mizutani, vice-presidente de Relações Externas e Estratégia da Raízen. (Broadcast 15/05/2018)

 

Bunge Açúcar & Bionergia abre capital

Após anos de busca infrutífera por um comprador para seus negócios sucroalcooleiros no Brasil, o grupo americano Bunge decidiu concentrá-los em uma nova empresa que deverá ter seu capital aberto na B3 nos próximos meses.

A multinacional protocolou ontem, na Comissão de Valores Mobiliários, o pedido de oferta inicial de ações da Bunge Açúcar & Bionergia, cujo valor de mercado é estimado por analistas em pelo menos R$ 6 bilhões.

A nova empresa, a quinta maior do setor no país, reúne oito usinas, instaladas em São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Tocantins. (Valor Econômico 16/05/2018)

 

Bunge fará IPO de subsidiária sucroalcooleira

Depois de anos em uma busca infrutífera por um comprador para seus negócios sucroalcooleiros no Brasil, a americana Bunge decidiu concentrá-los em uma nova empresa que deverá ter ações negociadas na B3. A múlti protocolou na manhã de ontem, na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), um pedido de registro de companhia aberta para a Bunge Açúcar & Bionergia, cujo valor de mercado total é estimado por analistas em cerca de R$ 6 bilhões.

Segundo informações divulgadas pela multinacional, a empresa recém-criada reúne suas oito usinas instaladas no país, que têm, juntas, capacidade de moagem de 22 milhões de toneladas de cana por safra. Espalhadas pelos Estados de São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Tocantins (ver infográfico), as plantas produzem açúcar, etanol e contam com unidades de cogeração de energia elétrica a partir do bagaço de cana.

A capacidade total de moagem coloca a Bunge Açúcar & Bioenergia entre os cinco maiores player do segmento no Brasil, atrás de Raízen, controlada pela Cosan, Biosev braço da Louis Dreyfus Company, Atvos subsidiária da Odebrecht e São Martinho. Mas, como é normal também em outros grupos, sua moagem efetiva está abaixo da capacidade - na safra 2017/18, que terminou em março, estima-se que tenha sido de 19,5 milhões de toneladas.

Segundo fontes de mercado ouvidas pelo Valor, o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) dos negócios reunidos na nova empresa giram em torno de R$ 1,3 bilhão e R$ 1,5 bilhão por ano e seu Capex anual é da ordem de R$ 1 bilhão.

"A Bunge preparou a divisão para operar como uma empresa autônoma e recentemente obteve financiamento para o negócio. O pedido de hoje [ontem na CVM] avança ainda mais nas intenções anteriormente declaradas pela Bunge de centrar o foco nas áreas de agribusiness [inclui grãos] e alimentos e ingredientes e permite que a empresa avance com uma oferta pública inicial de ações, sujeita às condições de mercado e avaliação", informou a múlti em comunicado.

Apesar de representar uma novidade em relação ao discurso de alguns anos atrás, que sinalizava a intenção da múlti em se desfazer de seus negócios sucroalcooleiros no Brasil, após um longo período de maus resultados, o plano para o IPO não pegou o mercado de surpresa porque foi confirmado recentemente pelo CEO global da Bunge, Soren Schroder.

"Esperamos estar em posição de apresentar um pedido inicial no Brasil para explorar a possibilidade um IPO já neste mês", afirmou o executivo no início de maio em teleconferência sobre os resultados da multinacional no primeiro trimestre. No período, os negócios globais de açúcar e bioenergia da Bunge, nos quais a operação brasileira que deverá ser alvo do IPO era o carro-chefe, registraram prejuízo de US$ 20 milhões. No ano passado, geraram receita líquida de cerca de US$ 4 bilhões.

A estratégia da Bunge é permanecer como acionista majoritária da Açúcar & Bioenergia e aproveitar a tendência de melhora dos resultados sobretudo no mercado de etanol, cujas perspectivas melhoraram no Brasil após a aprovação do RenovaBio, nova política que entrou em vigor recentemente e tende a estimular o consumo de biocombustíveis no mercado doméstico. Na área de açúcar, em contrapartida, as cotações internacionais estão no momento no menor patamar em dez anos.

A Bunge começou a construir a posição de destaque que tem hoje no mercado sucroalcooleiro brasileiro em 2007, quando os investimentos estrangeiros no segmento estavam no auge. Comprou unidades que pertenciam ao Grupo Tenório, à trading Tate & Lyle e ao tradicional Grupo Moema, do interior paulista - a maior tacada, avaliada em US$ 1,5 bilhão, valor que incluiu dívidas, e virou protagonista em uma área na qual não tinha tradição. Uma das maiores processadoras e exportadoras de grãos do Brasil na época, posição que ocupa até hoje, começou a colher dores de cabeça em série com a empreitada, o que motivou a procura por sócios ou compradores.

Willian Hernandes, sócio da consultoria FG/A, de Ribeirão Preto - epicentro do principal polo de produção de açúcar e etanol do país -, está entre os que acreditam que o valor de mercado total da Bunge Açúcar & Bionergia é de cerca de R$ 6 bilhões. Ele baseia sua estimativa em cálculos referentes a outros grandes players do segmento. Ainda que outros fatores influenciem a equação, a São Martinho, que tem muita terra, tem valor equivalente a R$ 410 por tonelada de cana efetivamente moída; no caso da Biosev, a conta aponta para R$ 340 por tonelada. (Valor Econômico 16/05/2018)

 

Açúcar: Ajuste técnico

Um ajuste técnico deu impulso às cotações do açúcar na bolsa de Nova York ontem, após a commodity acumular onze semanas consecutivas de perdas.

Os papéis com vencimento em outubro fecharam a 11,85 centavos de dólar a libra-peso, avanço de 21 pontos.

No ano, a commodity ainda acumula desvalorização de 21,11%, pressionada pelas previsões de superávit na oferta mundial em 2017/18 e 2018/19.

As projeções são baseadas numa produção recorde na Ásia.

No Brasil, as perspectivas são de queda na produção, com risco de o país perder o posto de maior produtor mundial pela primeira vez desde 2001.

No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal em São Paulo ficou em R$ 53,15 a saca e 50 quilos, alta de 0,89%. (Valor Econômico 16/05/2018)

 

TSE impõe multa e proíbe Atvos (Odebrecht Agroindustrial) de firmar contratos públicos

Processo julgado pela Corte nesta terça é relacionado às eleições de 2014. No entendimento do TSE, empresa doou para campanhas acima do limite permitido pela lei; companhia pode recorrer.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu nesta terça-feira (15), por 4 votos a 3, impor multa à Odebrecht Agroindustrial (que atualmente se chama Atvos) e proibir a empresa de firmar contratos públicos.

A decisão foi tomada no âmbito do processo que apurou doações da empresa para campanhas eleitorais em 2014 acima do limite permitido pela lei.

A Odebrecht Agroindustrial pode recorrer contra a decisão ao próprio TSE e, ainda, ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Entenda o caso

Conforme o processo, a empresa doou R$ 1,6 milhão para campanhas na eleição de 2014, o que superou os 2% do faturamento bruto de 2013, limite estipulado pela lei eleitoral.

A primeira instância da Justiça Eleitoral em São Paulo multou a empresa em R$ 6,3 milhões, além de proibir a Odebrecht Agroindustrial de firmar contratos com o poder público.

O caso, então, foi para o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), que manteve somente o pagamento da multa.

Diante da decisão, o Ministério Público Eleitoral recorreu ao TSE, que concluiu a análise do caso nesta terça.

Durante o julgamento, a defesa da Odebrecht Agroindustrial argumentou que as doações da empresa só superaram o limite porque todas as subsidiárias contabilizaram doações em nome da matriz.

Os advogados acrescentaram ainda que, como doações de empresas estão proibidas, isso afasta a previsão de punição.

Julgamento no TSE

O julgamento do caso começou no mês passado no TSE. A relatora, Rosa Weber, votou a favor do recurso do Ministério Público, ou seja, para punir a empresa. A ministra entendeu ser possível impor as duas punições: multa e proibição de contratar.

Rosa Weber foi acompanhada pelos ministros Admar Gonzaga e Luís Roberto Barroso.

Os ministros Napoleão Nunes, Jorge Mussi e Tarcísio Vieira, contudo, votaram contra a punição de proibir contratações.

Diante do empate, o julgamento foi suspenso porque o ministro Luiz Fux, atual presidente do tribunal, não estava presente à sessão.

Na retomada do julgamento, nesta terça, Fux acompanhou a relatora, confirmando a decisão do TSE de impor multa à Odebrecht Agroindustrial, além da proibição de a empresa firmar contratos com o poder público. (G1 16/05/2018)

 

Usinas sucroenergéticas estão as maiores devedoras de FGTS do país

Garantido pela Constituição como forma de o trabalhador constituir um patrimônio, o FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) ainda é alvo de calote por parte de empresas. Cerca de 7 milhões de trabalhadores no país estão com seus depósitos irregulares.

Ao todo, segundo dados obtidos pelo UOL com a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), existem cerca de 213 mil devedores do FGTS e o montante devido chegou a R$ 27,8 bilhões em abril em dívidas ativas cobradas pelo órgão.

Entre as maiores empresas devedoras, destacam-se alguns nomes do setor sucroenergético. Entre elas: Laginha Agro Industrial (R$ 103 milhões), Zihuatanejo do Brasil Açúcar e Álcool (R$ 75 milhões) e Usina Pumaty (R$ 62 milhões). A primeira já faz parte de uma massa falida, enquanto as outras duas companhias estão em recuperação judicial.

As 15 maiores devedoras de FGTS

S.A. Viação Aérea Rio-Grandense (massa falida): R$ 820 milhões

Viação Aérea São Paulo S.A. - Vasp (massa falida): R$ 160 milhões

Associação Sociedade Brasileira de Instrução (Universidade Cândido Mendes): R$ 132 milhões

Sociedade Universitária Gama Filho: R$ 130 milhões

TV Manchete LTDA (massa falida): R$ 107 milhões

Vale S.A.: R$ 105 milhões

Laginha Agro Industrial S.A. (massa falida): R$ 103 milhões

Eletropaulo S.A.: R$ 91 milhões

Associação Educacional São Paulo Apóstolo (Assespa): R$ 89 milhões

Smar Equipamentos Industriais Ltda. (massa falida): R$ 80 milhões

Associação de Ensino Superior de Nova Iguaçu: R$ 79 milhões

Zihuatanejo do Brasil Açúcar e Álcool S.A. (em recuperação judicial): R$ 75 milhões

Teka Tecelagem (em recuperação judicial): R$ 74 milhões

Associação Salgado de Oliveira de Educação e Cultura: R$ 65 milhões

Usina Pumaty S.A. (em recuperação judicial): R$ 62 milhões

FGTS é a primeira despesa cortada por empresas em crise

De acordo com especialistas, o FGTS é uma das primeiras dívidas a não serem pagas pelas empresas assim que elas começam a ter dificuldades financeiras.

"Há uma maior lentidão na cobrança, pois o Fisco não é um cobrador tão eficiente quanto pode parecer", diz a advogada Adriana Pugliesi, especialista em Direito Comercial e professora do CEU Law School.

Dessa forma, a dívida com o fundo gestor do FGTS vem aumentando. Em abril, o montante devido cresceu 13,5% em relação a março. Só os 15 maiores devedores atingiram cerca de R$ 2,17 bilhões em dívidas.

Maioria das empresas tenta se recuperar ou já faliu

Além de a bola de neve aumentar, há a possibilidade de o fundo não conseguir receber o valor devido, pois a maioria das maiores empresas devedoras está em processo de recuperação judicial (antiga concordata) ou já faliu.

"Muitas massas falidas nem chegam a ter ativos que justifiquem isso [a tentativa de reaver o dinheiro]. A possibilidade é mínima. A União recebe a preferência em terceiro lugar, precedida pelos créditos trabalhistas de até 150 salários mínimos por trabalhador e os créditos titulares de garantia real [hipoteca etc.]. Aí, sim, vem a União", diz Adriana Pugliesi.

A massa falida de algumas empresas famosas está na lista. É o caso da Varig, com uma dívida de R$ 820 milhões, e da Vasp, com R$ 160 milhões em débito. As duas aéreas lideram a lista de devedores.

O setor de educação também se destaca. Dentre as 15 maiores companhias que devem ao fundo, cinco são dessa área. As maiores dívidas são da Associação Sociedade Brasileira de Instrução, dona da Universidade Cândido Mendes (R$ 132 milhões) e da Gama Filho (R$ 130 milhões).

Na lista, também aparecem grandes empresas multinacionais, como a Vale (sexto lugar, com R$ 105 milhões) ou prestadoras de serviço como a Eletropaulo (oitavo lugar, R$ 91 milhões).

O que dizem as empresas

O UOL entrou em contato com as empresas listadas acima. Mas nenhuma companhia envolvida com o setor sucroenergético respondeu à reportagem.

A Vale disse que faz o depósito do FGTS dos trabalhadores regularmente e que o débito com o fundo ocorre em função de discussões da incidência da contribuição em outros pagamentos. Confira o comunicado na íntegra:

"A Vale sempre depositou os 8% obrigatórios em lei de todos os seus empregados e nunca sofreu nenhum processo judicial relacionado a esse tema. As discussões da Vale nas ações judiciais se referem exclusivamente à obrigatoriedade ou não de depósitos de FGTS em parcelas trabalhistas em que há controvérsia sobre a incidência, como, por exemplo, a participação de resultados e um terço constitucional de férias. Essas ações tiveram a sua origem em processos administrativos de órgãos fiscalizadores e, posteriormente, ações judiciais (execuções fiscais) ajuizadas pela União Federal. Todas foram devidamente garantidas e tiveram a sua exigibilidade suspensa. Todas as discussões têm garantia judicial, o que nos permite a obtenção e manutenção da Certidão de Regularidade Fiscal até o final dos processos (trânsito em julgado). Somente nesse momento é que saberemos se há algum débito a pagar (não há como prever o prazo de julgamento, pois depende da atividade jurisdicional)."

A Eletropaulo afirmou que a dívida citada pela PGFN se refere a uma ação judicial da época em que a empresa era estatal, e tal ação ainda está em andamento.

"A Eletropaulo não possui pendências relativas ao FGTS e está em dia com suas certificações de regularidade. O valor citado pela PGFN pode se referir a uma ação judicial, ainda em andamento, de suposto débito de FGTS em período em que a empresa ainda era estatal (1993 a 1998). A exigibilidade dessa dívida está suspensa em razão de garantia judicial fornecida pela empresa."

O grupo Galileo, que representa a Gama Filho e a Assespa, afirmou que passa por problemas judiciais. O advogado Emanuel Peixinho, da MCP Advogados, que representa a companhia, disse que a empresa deverá pagar os débitos no encerramento do processo de falência. "Acredito que temos ativos superiores aos passivos. Com a liquidação da falência, todos os credores receberão", disse ele.

A Associação Salgado de Oliveira de Educação e Cultura não respondeu. Procuradas pelo UOL, as demais empresas ou administradoras das massas falidas não se manifestaram até a publicação desta reportagem.

O que o trabalhador pode fazer

A principal recomendação é agir rapidamente para não perder seus direitos.

O FGTS, que pode ser sacado na aquisição da casa própria, aposentadoria ou ainda em situações de dificuldades, como demissão sem justa causa ou de doença grave, é referente a 8% do salário registrado via CLT.

Apesar de o trabalhador não receber quando bem entender, o dinheiro depositado não fica parado. Ele é destinado pela Caixa a financiar projetos públicos como obras de infraestrutura, habitação e saneamento. (UOL 15/05/2018)

 

Senador dos EUA defensor do etanol ameaça pedir renúncia de chefe de agência ambiental

O senador republicano Charles Grassley, de Iowa, um dos principais defensores do etanol de milho, disse que vai pedir a renúncia do administrador da Agência de Proteção Ambiental dos EUA (EPA), Scott Pruitt, caso ele não se esforce para fazer cumprir os volumes do biocombustível estabelecidos no chamado Padrão de Combustíveis Renováveis (RFS). O RFS determina os volumes de combustíveis renováveis que refinarias são obrigadas a misturar a combustíveis fósseis em cada ano.

Caso o chefe da EPA não seja mais rigoroso com o cumprimento das regras, "vou pedir a renúncia de Pruitt porque estou cansado dessa brincadeira", disse Grassley durante teleconferência com repórteres nesta terça-feira, 15.

A versão final do RFS para 2018, publicada em novembro do ano passado, manteve o volume de combustíveis renováveis convencionais como etanol de milho em 15 bilhões de galões (56,8 bilhões de litros). De acordo com o senador, o presidente Donald Trump se comprometeu em manter esse volume, mas refinarias estão tirando vantagem de uma brecha na lei para serem desobrigadas da exigência.

Pequenas refinarias com capacidade inferior a 75 mil barris por dia, mesmo se controladas por uma grande empresa, podem obter isenções se comprovarem que o RFS está causando "dificuldades econômicas desproporcionais", diz o site da EPA. Desde que Scott Pruitt assumiu a agência, o número de concessões vem aumentando.

Grassley disse que, com essas isenções, o volume de etanol passou para 13,8 bilhões de galões (52,2 bilhões de litros). (Associated Press 15/05/2018)

 

Entregas de fertilizantes sobem 24,9% em abril no país, aponta Anda

As entregas de fertilizantes ao mercado brasileiro somaram 1,72 milhão de toneladas em abril, 24,9% mais que no mesmo mês de 2017, informou a Associação Nacional para Difusão de Adubos (Anda). No quadrimestre, as entregas avançaram 3,4%, para 8,06 milhões.

Conforme a associação, o aumento da demanda reflete o início da retirada para as culturas de verão em Mato Grosso, cana-de-açúcar na região Sudeste e trigo na região Sul.

O total de fertilizantes entregues em nutrientes (NPK) no trimestre cresceu 0,3%, para 3,5 milhões toneladas. Os fertilizantes nitrogenados e fosfatados registraram crescimento de 0,9% e 0,7% respectivamente e redução de 0,6% nos potássicos.

Mato Grosso, líder nas entregas ao mercado, concentrou o maior volume no período analisado (21,9%), atingindo 1,8 milhão de toneladas, seguido do Paraná (13,8%) com 1,1 milhão de toneladas, São Paulo (13,4%) com 1,1 milhão de toneladas, Minas Gerais (11,7%) com 945 mil toneladas e Goiás (11,3%) com 910 mil toneladas.

A produção nacional de fertilizantes intermediários totalizou 618 mil toneladas em abril, retração de 6,8% ante o mesmo mês de 2017 e no acumulado de janeiro a abril, a produção total atingiu 2,5 milhão de toneladas, retração de 4,7% em relação ao mesmo período de 2017.

No quadrimestre, foram registradas quedas nas produções dos fertilizantes nitrogenados de 8%, de 0,8% nos fosfatados e de 14,9% nos potássicos em relação a 2017.

As importações de fertilizantes intermediários (dados preliminares) alcançaram em abril 1,6 milhão de toneladas, redução de 10,8% na comparação anual e no acumulado de janeiro a abril, total de 6,3 milhão de toneladas, baixa de 13,1%, em relação ao mesmo período de 2017.

Foram registradas quedas de 17,6% nos fertilizantes nitrogenados e de 23,6% nos fosfatados e crescimento de 0,2% nos fertilizantes potássicos, no período analisado, em relação ao ano de 2017.

Pelo porto de Paranaguá, a principal porta de entrada dos fertilizantes, foram importadas 2,7 milhões de toneladas, aumento de 0,3% em relação a 2017. (Valor Econômico 15/05/2018)