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Michel Temer se reúne com empresários na casa de Rubens Ometto Silveira Mello

O presidente Michel Temer desembarcou em São Paulo ao lado do ministro Eduardo Guardia (Fazenda) para uma conversa com um grupo de empresários. O encontro aconteceu nesta última sexta-feira (15) na casa de Rubens Ometto Silveira Mello.

Segundo aliados do emedebista, a iniciativa tinha a intenção de apresentar os planos do governo e tentar apaziguar os ânimos do mercado. (Coluna Painel - Folha de São Paulo 16/06/2018)

 

Empresários defendem apoio a Alckmin

Em jantar na casa do dono do grupo Cosan, Temer se comprometeu a buscar a união das forças de centro em torno da candidatura tucana.

Empresários e banqueiros jantaram, sexta-feira, na casa de Rubens Ometto Silveira Mello, dono do grupo Cosan. A reunião foi marcada a pedido do presidente Michel Temer, que levou o ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, para falar sobre economia. No cardápio, além de um bem servido bacalhau, também estava um assunto ainda indigesto: as incertezas políticas. O nome de Geraldo Alckmin (PSBD) foi amplamente defendido na mesa para ser o candidato do governo para as eleições deste ano, apurou o Estado.

No petit comité reunido em um condomínio de luxo na Cidade Jardim, estavam grandes banqueiros, Luiz Carlos Trabuco Cappi (Bradesco), Roberto Setúbal (Itaú), Sérgio Rial (Santander), André Esteves (BTG) e José Olympio Pereira (Credit Suisse) -, além pesos pesados da indústria: Pedro Wongtschowski (grupo Ultra), Walter Schalka (Suzano), José Roberto Ermírio de Moraes (Votorantim), Gustavo Junqueira (Sociedade Rural Brasileira), Paulo Malzoni (Shopping West Plaza) e Waldemir Verdi (Rodobens).

Durante o jantar, que começou às 20 horas, Temer começou falando das importantes reformas conduzidas pelo seu governo, Teto dos Gastos e trabalhista, mas foi cobrado pelos que estavam à sua volta sobre a falta de celeridade de outras também importantes, como a da Previdência e a tributária. Guardia saiu em defesa do “legado Temer” e disse que vai procurar a equipe econômica dos principais pré-candidatos à Presidência da República para falar da turbulência atual, que é a alta volatilidade do câmbio.

Receio

Embora a política não estivesse previsto no prato principal, os convidados cobraram abertamente de Temer o apoio do governo para alavancar a candidatura do ex-governador de São Paulo, que ainda não despontou nas pesquisas para a corrida eleitoral. Temer teria se comprometido ali, segundo pessoas ouvidas pelo Estado, a se empenhar para unir o centrão em torno de um só candidato: Geraldo Alckmin.

A tensão maior entre os presentes é uma disputa direta entre Jair Bolsonaro (PSL) e Ciro Gomes (PDT). A pré-candidata Marina Silva (Rede) foi citada como uma opção, mas não obteve muito apoio. Mas o que causou estranheza mesmo foi o fato de o ex-ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, até o momento candidato com apoio do presidente, nem sequer ter sido citado nas conversas como opção forte entre os presentes, afirmaram fontes que preferiram não se identificar.

Parte dos convidados chegou a defender que pré-candidatos, como o empresário Flávio Rocha (PRB) e João Amôedo (Partido Novo), abram mão de suas candidaturas para que possam se unir em torno de Alckmin.

As recentes turbulências externas, que provocaram volatilidade no câmbio, e a greve dos caminhoneiros, que mostrou a fragilidade do governo na condução desta crise, estão entre as preocupações de banqueiros e empresários nas urnas. O temor é que a falta de união para um candidato de centro-direita impulsione os votos para Bolsonaro e Ciro Gomes, que não têm o apoio aberto do mercado (O Estado de São Paulo 17/06/2018)

 

Raízen e São Martinho compram canaviais da Usina Furlan

A Raízen Energia, joint venture entre Cosan e Shell, e a São Martinho fecharam um acordo para assumir a moagem de 1 milhão de toneladas de cana que hoje são processadas pelo tradicional grupo Furlan em sua usina de Santa Bárbara d'Oeste (SP), na região de Piracicaba, conforme apurou o Valor. A negociação levantará para a Usina Furlan cerca de R$ 180 milhões.

Pelo que foi acertado, esse volume de cana sairá de uma área de cerca de 7 mil hectares que a família Furlan arrendará por 20 anos para as duas companhias e de produtores que atualmente fornecem cana para a usina de Santa Bárbara d'Oeste.

A Raízen Energia, que tem um polo com quatro usinas na região, deve ficar com dois terços dessa cana, enquanto a São Martinho, também dona de uma usina nas proximidades, deve ficar com o outro terço.

Embora o contrato contemple a possibilidade de venda da usina em Santa Bárbara d'Oeste, o plano do grupo Furlan é desativá-la. Com a venda do ativo biológico, a companhia pretende operar apenas sua segunda usina, localizada em Avaré (SP). A perspectiva é inclusive transportar alguns equipamentos para essa unidade.

A negociação realizada com Raízen e São Martinho ainda precisa ser aprovada pelos acionistas do grupo Furlan, que decidirão sobre o assunto em uma assembleia extraordinária convocada para o dia 20 deste mês.

Tanto para o vendedor como para os compradores, a transação resolve um problema que outras companhias do setor também enfrentam neste ano: a baixa oferta de cana. Com a transação, Raízen e São Martinho conseguem elevar a moagem de suas unidades da região já nesta safra e ainda garantem matéria-prima para aumentar o processamento nas próximas temporadas.

Para o grupo Furlan, a transação permitirá focar os investimentos industriais na unidade de Avaré, que tem capacidade de processar 1,4 milhão de toneladas de cana por safra. Com o transporte de equipamentos da usina de Santa Bárbara D'Oeste e eventuais aportes, a unidade poderá chegar a uma capacidade de 2,5 milhões de toneladas de cana por safra.

Procurado, Estevam Furlan, vice-presidente do conselho da companhia, disse que não poderia confirmar as informações e que a proposta ainda precisa passar pelo crivo dos acionistas na assembleia do dia 20. Ele disse que a região de Santa Bárbara D'Oeste sofre atualmente com a restrição de áreas agrícolas por causa da expansão urbana, mas afirmou que a usina localizada no município também está pronta para começar a processar a cana desta safra, que começou oficialmente em abril.

A disputa por cana no Centro-Sul, especialmente no Estado de São Paulo, está mais acirrada nesta safra. A razão é que os canaviais sofreram com problemas climáticos no ano passado - que afetaram o rebrotamento da cana - e também no início desta temporada, a 2018/19, quando houve três meses de seca, o que ainda pode comprometer a produtividade no fim da safra.

Com uma moagem total de 61,2 milhões de toneladas de cana na safra passada, a Raízen tem quatro usinas na região: a Santa Helena, em Rio das Pedras, a Bom Retiro, em Capivari, a Rafard, na cidade de mesmo nome, e a São Francisco, em Elias Fausto. O grupo São Martinho, que processou 22,2 milhões de toneladas até o terceiro trimestre do ciclo passado, também tem usina na região, a Iracema, em Iracemápolis, que processa mais de 3 milhões de toneladas por safra.

A venda da área ainda fortalece grupo Furlan financeiramente. A concentração da moagem em Avaré, se aprovada, diluirá seus custos fixos, enquanto a venda dos canaviais elevará o caixa.

O montante de R$ 180 milhões que a companhia deve levantar com a venda dessas áreas supera a dívida líquida que grupo detinha no fim da safra 2016/17, de R$ 178,9 milhões, e equivale a mais da metade de seu faturamento daquela temporada, de R$ 362,4 milhões, conforme os resultados mais recentes divulgados.

Procuradas, a Raízen Energia e a São Martinho preferiram não comentar a negociação. (Valor Econômico 18/06/2018)

 

Açúcar recua na ICE; outubro é negociado a 12,35 cents por libra-peso

Os contratos futuros do açúcar na ICE recuaram nesta sexta-feira.

O contrato outubro do açúcar bruto encerrou em queda de 0,21 centavo de dólar, ou 1,67 por cento, a 12,35 centavos de dólar por libra-peso, após cair a uma mínima de 12,26 centavos de dólar.

O contrato fechou a semana em baixa pela segunda semana consecutiva.

Fundamentalmente, os agentes do mercado continuaram a monitorar o tempo no Brasil, maior produtor do mundo, com outro pico de seca esperado nas áreas de açúcar no fim de semana, disse a Marex Spectron em atualização.

O açúcar branco para agosto recuou 5,40 dólares, ou 1,6 por cento, para 342,10 dólares por tonelada, estendendo as perdas de sessões anteriores. (Reuters 18/06/2018)

 

Após cinco altas, etanol hidratado recua 2,8% e anidro cai 1,17% nas usinas

Após cinco semanas de alta, os preços do etanol recuaram nas usinas paulistas. O valor do anidro caiu 2,8% nesta semana, de R$ 1,6966 para R$ 1,6491 o litro, em média, de acordo com o indicador divulgado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq).

Já o valor anidro caiu 1,17% na semana, de R$ 1,855 o litro para R$ 1,8333 o litro, em média, segundo o Cepea/Esalq. (Agência Estado 18/06/2018)

 

Bunge adia IPO no Brasil por excedente de açúcar e política de combustíveis

A Bunge informou nesta sexta-feira (15) o adiamento da listagem de sua unidade brasileira de açúcar e etanol em meio a um excesso de oferta global do adoçante e à errática política local para os preços dos combustíveis.

Em um comunicado, a gigante norte-americana de commodities agrícolas disse que está adiando a oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) da Bunge Açúcar & Bioenergia devido a condições adversas de mercado.

A Bunge havia entrado com pedido no mês passado para abrir o capital da deficitária unidade brasileira, que tem lutado para reduzir uma dívida de 2,9 bilhões de reais em meio a um cenário de preços do açúcar perto de mínimas em anos.

O mais recente entrave à operação foi uma dramática reversão na política de preços dos combustíveis no Brasil, após uma greve de caminhoneiros contra a alta no diesel que paralisou a economia do país, segundo uma fonte com conhecimento do assunto.

Um congelamento de preços do diesel e cortes de impostos sobre o diesel levantaram preocupações de investidores de que o Brasil voltará a praticar pesados subsídios para combustíveis fósseis menos de um ano após ter passado a deixar os preços domésticos flutuarem de acordo com o mercado internacional.

Ao longo da década passada, subsídios para a gasolina no Brasil reduziram a lucratividade das usinas na produção de etanol, que compete com esses combustíveis nas bombas.

O IPO da unidade de açúcar da Bunge no Brasil não vinha sendo uma tarefa fácil para a companhia, mesmo antes da discussão sobre os subsídios aos combustíveis.

A unidade teve um prejuízo de 112 milhões de reais no primeiro trimestre, ante perda de 62 milhões de reais no mesmo período um ano antes, segundo o pedido de IPO.

Unidades de bancos de investimento do JPMorgan, do Itaú Unibanco e Banco Santander Brasil estavam trabalhando com a companhia no negócio. (Reuters 18/06/2018)

 

Tereos inaugura uma nova etapa de 'caça' de sinergias

Segundo maior fabricante de açúcar do mundo, com forte presença no mercado brasileiro, o grupo Tereos intensifica esforços para azeitar a gestão de sua rede de 49 unidades produtoras espalhadas por 13 países em quatro continentes e preservar rentabilidade mesmo em tempos de queda das cotações internacionais da commodity.

Nessa nova fase de caça a sinergias, o primeiro passo foi dado em janeiro, quando as 12 cooperativas francesas que constituíam a Tereos se fundiram para formar uma só, em torno de uma estrutura mais simples, moderna e menos suscetível a divergências - o grupo tem 12 mil cooperados no total.

A próxima etapa será a criação do Campus Europa, um polo de inovação que concentrará em um mesmo local, próximo ao aeroporto Charles de Gaulle em Paris, 500 funcionários hoje distribuídos por dez unidades europeias diferentes. O "sítio" terá o apoio do Centro Europeu de Serviços de Negócios da empresa em Lille, também na França, com 80 funcionários da área de gestão.

Até o fim do ano, o grupo também reunirá no Centro de Serviços de Negócios em São José do Rio Preto, no interior de São Paulo, mais de uma centena de funcionários da área de gestão administrativa voltados às operações brasileiras, concentradas no Estado.

"Essas mudanças buscam atender aos três objetivos principais que definimos: temos que ser competitivos, reduzir a volatilidade dos negócios e precisamos nos antecipar às tendências de mercado", afirmou Jacyr Costa Filho, diretor da Região Brasil do grupo, ao Valor.

Conforme o executivo, essa receita já foi fundamental para o crescimento do grupo na última década, período durante o qual o faturamento global da Tereos cresceu 39% - foram € 5 bilhões na safra 2017/18 - e seu Ebitda cresceu 66%, para quase € 600 milhões.

Mas os desafios continuam, e um dos mais difíceis é equilibrar custos de produção em países como Brasil, Índia, Tailândia (os maiores exportadores de açúcar do mundo) e Alemanha, nos quais a mão de obra pesa de maneira completamente diferente e o câmbio também tem reflexos díspares.

Vale destacar que o trabalho de manejo das distintas matérias-primas usadas pelo grupo para a fabricação de açúcar - cana no Brasil, na Ásia e na África, beterraba na Europa - é diferente a depender do país, e que no Brasil, o etanol é outra frente vital que demanda um "balanço" específico.

"Na produção de açúcar de beterraba, por exemplo, precisamos de energia externa, o que já não acontece no Brasil por causa da cogeração a partir do bagaço de cana. E a safra de cana é mais longa que a de beterraba. São entre 210 e 240 dias contra entre 90 e 120. Assim, há ociosidade na Europa", afirmou Costa Filho.

Da produção total de açúcar da Tereos na safra passada, a cana foi matéria-prima para 2,2 milhões de toneladas, e a beterraba para 3,1 milhões de toneladas. A Tereos Commodities, braço criado em 2014 também em busca de maximizar rentabilidade, comercializou 1,4 milhão de toneladas no último ciclo.

Outro ponto importante que desafia o grupo é que a competitividade de cada país em que atua é diferente. Um dos maiores problemas é a Índia, onde a produção é menos eficiente e há uma grande preocupação social do governo, que não raro concede subsídios aos mais de 50 milhões de canavieiros.

Nesse "foco permanente em aumento de performance", disse o executivo, a Tereos também já concentrou as equipes comerciais de açúcar e amidos, o outro grande segmento de atuação do grupo, na Europa e tem feito investimentos agronômicos e industriais no Brasil, que representa quase 50% dos resultados do grupo.

Outro foco de aportes é logística. Na Europa, a multinacional ampliou a aposta no transporte hidroviário para exportar açúcar, ao passo que no Brasil há investimentos em curso no porto de Santos.

No que tange à diversificação de portfólio, a área de amidos da múlti - no Brasil concentrada na unidade de Palmital (SP) - é um rico manancial, uma vez que esses produtos são utilizados por diversos setores, como adoçantes, alimentos, papel e celulose e higiene e limpeza. "Na Europa, somos os segundos maiores produtores de proteínas vegetais a partir do trigo, por exemplo", disse Costa Filho.

Mas o açúcar também oferece suas opções. A principal delas, no momento, é o açúcar orgânico. Segundo ele, a empresa já comercializa o produto fabricado por terceiro com a marca Guarani, mas está convertendo parte de suas áreas no Brasil, em Moçambique e na Europa para garantir produção própria. E há outros açúcares especiais, como o demerara. (Valor Econômico 18/06/2018)

 

Copersucar lucra R$ 147 milhões na safra 2017/18, queda de 43%

Em meio a um longo período de preços baixos do açúcar no mercado internacional, a Copersucar, maior comercializadora de açúcar e etanol do mundo, registrou um lucro líquido 42,7% menor na safra 2017/18 do que na temporada anterior, de R$ 147,2 milhões.

O resultado foi impactado por um resultado negativo com derivativos, “não realizados”, da ordem de R$ 53,0 milhões, de acordo com balanço divulgado no sábado no Diário Oficial de São Paulo. Na safra passada, esses instrumentos haviam dado um resultado positivo de R$ 634,9 milhões.

Já a receita líquida atingiu R$ 28,6 bilhões, um leve aumento de 1% ante o ciclo anterior. Em nota divulgada neste domingo, a companhia informou que os resultados foram sustentados principalmente pelos serviços logísticos prestados e pela comercialização de etanol e açúcar no mercado interno.

A quantidade de açúcar comercializada pela Copersucar de suas usinas associadas nos mercados interno e externo ficou estável porque, mesmo com a quebra de safra nos canaviais e com o mix de produção mais voltado para o etanol, houve maior concentração de sacarose na planta.

O volume total de cana processada pelas usinas sócias recuou 2,3%, para 85 milhões de toneladas de cana, e o “mix” açucareiro delas caiu de 46% para 42,4%. Ainda assim, o volume de açúcar das usinas sócias comercializado pela companhia ficou estável em 4,5 milhões de toneladas.

Desse montante, houve um maior direcionamento para o mercado internacional, uma vez que o mercado interno foi mais fraco. Do total, 2,9 milhões de toneladas foram destinadas à exportação, via Alvean, joint venture que a Copersucar tem com a Cargill, ante 2,3 milhões de toneladas no ano passado. Os demais 1,6 milhão de toneladas de açúcar foram vendidas no Brasil, abaixo das 1,8 milhões de toneladas em 2016/17.

A Copersucar ainda originou no país 5 milhões de toneladas de açúcar produzido por usinas não associadas, volume um pouco menor do que na safra passada.

Em contrapartida, o mix mais alcooleiro das usinas associadas elevou ligeiramente o volume de etanol que a Copersucar comercializou no Brasil na temporada em 100 milhões de litros, para 4,3 bilhões de litros. Desse volume, 700 milhões de litros foram exportados.

Além disso, a cooperativa ainda comercializou, através de sua subsidiária nos Estados Unidos, a Eco-Energy, 9,8 bilhões de litros de etanol, 600 milhões a mais do que na safra passada, acompanhando a expansão do mercado americano. Isso resultou em um ganho de receita de 7,3%, para US$ 4,4 bilhões, o que representou praticamente metade de toda a receita da Copersucar na safra.

Além dessas operações, a Copersucar ainda obteve receitas da prestação de serviços de transporte para a Alvean e outros clientes, transportando 5,5 milhões de toneladas de açúcar. A companhia focou no transporte de açúcar sobre trilhos, que transportou 56% do volume destinado à exportação. (Valor Econômico 17/06/2018 às 16h: 06m)

 

Preço do diesel nos postos volta a cair após programa de subsídios, aponta ANP

Valor médio atingiu R$ 3,434 por litro nesta semana, queda de 1,4% ante a semana anterior.

Os preços do diesel nos postos do Brasil recuaram pela segunda semana consecutiva, apontaram dados da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), como resultado de um programa de subsídios ao combustível fóssil lançado pelo governo federal para atender demandas de caminhoneiros.

O valor do diesel nos postos brasileiros atingiu uma média de R$ 3,434 por litro nesta semana, queda de 1,4% em relação aos R$ 3,482 por litro registrados uma semana antes, segundo pesquisa semanal da ANP.

Na semana passada, o combustível nos postos havia caído 9% frente a um recorde no período anterior.

O programa de subvenção ao diesel surgiu como resultado de negociações para encerrar uma gigantesca paralisação realizada pelos caminhoneiros no fim de maio, que protestavam contra os altos preços do combustível, desabastecendo diversos pontos do país e impactando a economia.

O grande recuo nos preços, nas duas últimas semanas, foi possível devido a um corte administrado pela Petrobras em suas refinarias, depois que a estatal aderiu ao programa de subvenção, reduzindo e congelando os preços, contando que será ressarcida por possíveis prejuízos. Uma redução de tributos federais também foi realizada.

A gasolina, por sua vez, registrou média nos postos de R$ 4,572 nesta semana, queda de 0,7% sobre a semana anterior, quando foi vendida por R$ 4,603 por litro, segundo a ANP.

A gasolina vem sofrendo recuos em meio a uma queda dos preços do barril do petróleo no mercado internacional, dentre outros fatores.

No caso da gasolina, a Petrobras permanece administrando reajustes quase que diários, seguindo indicadores internacionais, como o preço do barril do petróleo e o dólar, em busca de rentabilidade.

O etanol hidratado, concorrente da gasolina nas bombas, por sua vez, teve queda 1,14% na semana, para R$ 2,948 reais por litro, mostrou a pesquisa da ANP. (Reuters 16/06/2018 às 16h: 42m)