Setor sucroenergético

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Sem canaviais, Grupo Furlan concentra esforços em Avaré (SP)

Com venda dos ativos para os grupos Raízen e São Martinho, empresa centenária do setor de açúcar e etanol deve ser desativada em Santa Bárbara d'Oeste.

Os grupos Raízen e São Martinho anunciaram nesta sexta-feira a ssinatura do contrato para a compra dos chamados “ativos biológicos” do Grupo Furlan que abastecem a centenária usina de Santa Bárbara d’Oeste. O objetivo da família Furlan é concentrar investimentos e esforços de gestão em sua planta de Avaré, já que a região possui mais áreas para expansão da atividade agrícola.

O negócio anunciado nesta sexta-feira resultará na desativação da unidade, que produz açúcar há 107 anos e etanol há 39 anos. Segundo o Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Alimentação de Piracicaba e Região (Stiap), a empresa conta hoje com aproximadamente 250 funcionários.

Para o presidente da entidade, Fanio Luís Gomes, a assinatura do contrato praticamente decreta o final da unidade produtora. “Se venderam a cana é porque não vão moer mais. A diretoria nos garantiu que, saindo o negócio, nós seriamos comunicados para estabelecer a data de pagamento para os trabalhadores. Acredito que não haverá problemas nesse sentido”, disse.

As empresas que compraram os canaviais possuem ações negociadas na Bolsa de Valores e, por conta disso, divulgaram comunicados ao mercado de ações sobre a transação. Neles, a informação é de que a operação deve girar em torno de R$ 118 milhões por um milhão de toneladas de cana-de-açúcar produzidos anualmente pelo braço agropecuário da empresa barbarense. Desse total, 70% são produzidos em terras da própria Furlan, que serão arrendadas, e os outros 30% por produtores que mantém contrato de fornecimento com o grupo.

Como a operação de venda dos ativos precisa ser aprovada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), o que pode levar meses, as partes teriam firmado um segundo contrato, para venda da safra deste ano.

Dois terços desse montante serão processados para Raízen e o terço restante pela São Martinho, que já anunciou que a matéria-prima será enviada para sua unidade em Iracemápolis. “Tais investimentos permitirão aumentar a produção por safra em até 30 mil toneladas de açúcar ou 30 mil metros cúbicos de etanol, além de adicionais 18 mil MWh de energia”, diz a nota divulgada pela São Martinho.

“A operação está em linha com a estratégia da companhia de alavancar a disponibilidade de matéria-prima (cana-de-açúcar) e buscar oportunidades de negócio nas áreas geográficas em que atua, sempre pautada pela segurança, inovação e melhores práticas no setor sucroenergético”, afirmou, também em nota, a Raízen. (O Liberal 09/07/2018)

 

Açúcar: Superávit global

As perspectivas de superávit na oferta mundial de açúcar em 2017/18 e em 2018/19 continuam a pressionar as cotações da commodity na bolsa de Nova York.

Ontem, os contratos com vencimento em novembro fecharam a 12,12 centavos de dólar a libra-peso, recuo de 7 pontos.

Segundo a consultoria a australiana Green Poll, esse excedente deve ser de 19,56 milhões de toneladas em 2017/18 e de 6,62 milhões de toneladas na temporada 2018/19.

No Brasil, a alta do dólar e as incertezas em relação ao futuro da política de preços dos combustíveis praticada pela Petrobras tornam o mercado ainda mais volátil, segundo a Archer Consulting.

No mercado interno, o preço do açúcar cristal negociado em São Paulo ficou em R$ 57,08 a saca de 50 quilos na última sexta-feira, queda de 1,42%. (Valor Econômico 10/07/2018)

 

Seca prejudica desenvolvimento da cana de açúcar em São Paulo

Queda na produtividade pode chegar a 10%.

O canavial queimado pelo sol é tudo o que o produtor não queria ver. Boa parte dos 500 hectares de cana que o produtor Roberto Cossetti cultiva em Ribeirão Preto está com as folhas secas e o talo desidratado. A falta de chuva manchou de amarelo uma paisagem que antes era só verde. Ele estima uma perda de 15% na produtividade dessa safra.

Um levantamento da Escola de Agricultura da USP mostra que a temporada de chuva foi menor nessa safra. Começou em outubro de 2017, com um mês de atraso, e terminou no final de março. Com isso, a ESALQ prevê uma queda de 10% da produtividade dos canaviais na maior parte do estado de São Paulo.

No ano passado, o estado moeu 360 milhões de toneladas. A quebra de produtividade é prevista pela Associação dos Plantadores de Cana do Oeste do Estado de São Paulo, que reúne 2.500 produtores em cerca de 80 municípios paulistas.

Segundo a ESALQ, Minas Gerais deve perder 3% da safra de cana. Para Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás, a previsão é mais otimista: aumento de 5%. (Globo Rural 08/07/2018)

 

Flexibilização de regra ambiental do RenovaBio em pauta

Uma parcela do segmento de biocombustíveis defende que os agricultores que desmatarem vegetação nativa para plantar culturas destinadas à produção de biocombustíveis também possam participar do RenovaBio, desde que façam a compensação do desmate. A proposta representa uma flexibilização em relação à norma proposta pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

A sugestão é de entidades que se manifestaram na consulta pública sobre a regulamentação do RenovaBio, realizada pela ANP até 30 de junho. O programa, criado no fim de 2017, prevê que produtores poderão comercializar certificados de biocombustíveis (CBios) conforme uma nota de eficiência que lhes será atribuída por firmas certificadoras conforme a "pegada de carbono" de sua produção.

Um dos dispositivos propostos pela ANP e em discussão na consulta pública prevê que essa nota de eficiência só será atribuída à biomassa "oriunda de área de produção de cultura energética localizada em área onde não tenha ocorrido supressão de vegetação nativa". Assim, a cana, o milho ou a soja, por exemplo, destinados à produção do biocombustível não poderia ser proveniente de área de desmatamento.

Em sua contribuição na consulta, a União das Indústrias de Cana-de-Açúcar (Unica), que representa usinas de cana do Centro-Sul, propôs a inclusão de uma exceção que prevê a contabilização de biomassa de áreas desmatadas, "desde que garantida a compensação equivalente de estoque de carbono". Essa compensação poderia ocorrer "com o plantio de mudas em áreas prioritárias para formação de corredores ecológicos, por exemplo".

A Unica menciona a atual legislação ambiental, que prevê esse tipo de mecanismo. O Código Florestal prevê o desmatamento para "uso alternativo do solo" desde que o imóvel obtenha autorização e faça reposição florestal priorizando espécies nativas do bioma.

O RenovaBio considera que as emissões dos combustíveis (fósseis ou renováveis) devem ser contabilizadas desde sua produção - o que implica calcular emissões relacionadas a desmatamento - até o consumo, nos automóveis.

Diferentemente da proposta da ANP, outros programas no exterior, como nos EUA e na Europa, não impedem o desmatamento, mas contabilizam as emissões decorrentes de mudanças no uso da terra - sejam elas diretas ou indiretas. A mudança direta implica, por exemplo, o desmate para o plantio de culturas agrícolas, enquanto uma mudança indireta implica deslocar pastagens, por parte de lavouras, sobre florestas.

Mas, para Elizabeth Farina, presidente da Unica, "não existe uma metodologia aceita no mundo inteiro [para calcular as emissões por mudança] de uso direito ou indireto". A compensação em caso de desmate, argumenta ela, seria uma forma de garantir que o programa "toque na questão do uso da terra sem ter que calcular as emissões por uso direto ou indireto".

Além disso, associações estaduais defenderam que o cálculo não exclua áreas em que houve corte de uma árvore isolada. Em suas contribuições, a Associação dos Produtores de Bioenergia do Mato Grosso do Sul (Biosul), o Sindicato das Indústrias Sucroalcooleiras de Mato Grosso (Sindalcool-MT) e o Sindicato da Indústria de Fabricação de Etanol de Goiás (Sifaeg) argumentaram que o corte de árvores isoladas fora de Áreas de Preservação Permanente (APPs), Reserva Legal (RL), Reservas e Estações Ecológicas "é prática comum, e por vezes indispensável, para o desenvolvimento de atividades, obras ou empreendimentos".

Miguel Ivan Lacerda, diretor do Departamento de Biocombustíveis do Ministério de Minas e Energia (MME), observa que a adesão ao programa não é obrigatória e defende que as ferramentas do RenovaBio "precisam evoluir para restringir o desmatamento". "Se não, não acessa mercados que pagam prêmio por conservação ambiental", diz. (Valor Econômico 10/07/2018)

 

Criada para produzir até 2.000 vagões por ano, fábrica faz primeira entrega.

Inaugurada em março, mas em operação desde janeiro, a Randon iniciou a entrega do primeiro lote de vagões ferroviários produzidos em sua fábrica em Araraquara (a 273 km de São Paulo), região que tem atraído empresas do setor nos últimos anos.

O primeiro lote de vagões foi destinado à MRS, concessionária que administra 1.643 quilômetros de trilhos em São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais e transporta principalmente cimento, bauxita, produtos agrícolas, siderúrgicos, carvão e minério de ferro.

Foram investidos R$ 100 milhões na unidade, que foi lançada em outubro de 2014.

O total de vagões adquiridos pela empresa não foi informado. São modelos plataforma, projetados para transportar materiais siderúrgicos e contêineres, com destino aos portos. Além dos vagões, a unidade de Araraquara produz semirreboques para o transporte de cana-de-açúcar.

“A fábrica tem vantagem por operar em dois segmentos, então está menos suscetível a paradas por problemas [na economia] em um ou outro mercado. Claro que tem a ver com a competitividade do Brasil”, disse Sandro Trentin, diretor de tecnologia e inovação da Randon e diretor da unidade de Araraquara.

A empresa ingressou no segmento ferroviário em 2004 e, atualmente, vê no setor de 15% a 20% de sua receita. Inicialmente, a produção tem como destino o mercado nacional, que viu crescer a produção ferroviária em 170% desde o início das concessões do setor, há 21 anos, segundo dados da ANTF (Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários). Nos próximos cinco anos, devem ser investidos mais de R$ 25 bilhões no setor.

A Randon se instalou numa região que está se tornando um polo do setor.

Além da rede ferroviária que corta os municípios do entorno de Araraquara, que tem um grande pátio ferroviário, a cidade também abriga uma unidade da Hyundai Rotem Brasil, inaugurada há dois anos e que também teve investimentos de R$ 100 milhões em sua fábrica. (Folha de São Paulo 07/07/2018)

 

Estados compensam ICMS menor do diesel com alta na gasolina

Preço de referência para o tributo aumenta após acordo com caminhoneiros.

Ao mesmo tempo em que reduziram o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) sobre o óleo diesel, 13 governos estaduais decidiram aumentar a taxação da gasolina, por meio de elevação no preço de referência sobre o qual incide o imposto.

Os estados dizem que as tabelas estavam congeladas e que, agora, acompanham os aumentos do preço da gasolina nas últimas semanas.

Para o setor de combustíveis, porém, os aumentos compensam a perda de receita com a queda de arrecadação com o diesel. A redução no preço do combustível foi parte das negociações para pôr fim à paralisação dos caminhoneiros, no mês passado.

O ICMS dos combustíveis é cobrado sobre um preço de referência chamado de PMPF (preço médio ponderado final), que é definido pelas secretarias estaduais de Fazenda a cada 15 dias, de acordo com pesquisa nos postos.

Sobre esse preço incidem alíquotas que variam por produto e por estado.

Desde o fim da paralisação dos caminhoneiros, 17 estados reduziram o PMPF do diesel, acompanhando a queda de preço provocada pelas subvenções concedidas pelo governo federal para encerrar a paralisação.

A maior queda se deu em São Paulo: R$ 0,374 por litro.

No início de julho, 15 estados elevaram o PMPF da gasolina, embora a pesquisa de preços da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis) tenha detectado queda média de 1,62% no preço do combustível na segunda quinzena de junho. No mês, houve redução de 2,51%.

Destes, 13 haviam reduzido o preço de referência para a tributação do óleo diesel: Alagoas, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Paraná, Rio de Janeiro (que reduziu a alíquota), Rio Grande do Norte, Rondônia, Roraima, Rio Grande do Sul, Sergipe e São Paulo, segundo informações do Confaz (Conselho Nacional de Política Fazendária), que reúne as secretarias de Fazenda de estados e DF.

Maranhão, Piauí e Pernambuco aumentaram o preço de referência da gasolina, mas ainda não mexeram no diesel, apesar dos apelos do governo federal para que os tributos estaduais acompanhem a concessão dos subsídios.

"Ninguém ainda perdeu muito no diesel. Mas quem perdeu ganhou mais na gasolina", disse o presidente da Fecombustíveis (federação que representa os postos), Paulo Miranda. As alíquotas cobradas sobre a gasolina são maiores do que as do diesel. No primeiro caso, variam de 25% a 34%. No segundo, de 12% a 18%.

Os maiores aumentos no preço para o cálculo do ICMS sobre a gasolina em julho foram verificados em Goiás (R$ 0,3578 por litro), Rio Grande do Sul (R$ 0,3592) e São Paulo (R$ 0,317). Nos três casos, os ganhos com a alta da gasolina devem ser superiores às perdas com a redução no ICMS do diesel.

Considerando a média mensal de vendas de 2017, por exemplo, Goiás perderia R$ 5,3 milhões por mês com a redução do ICMS sobre o diesel, mas ganharia R$ 13,9 milhões com a alta do preço de referência da gasolina.

A conta considera que a parcela do preço do diesel que fica com o estado é de R$ 0,553 por litro, segundo cálculo feito pela Fecombustíveis, considerando a alíquota de 16% sobre o PMPF para a primeira quinzena de julho, que é de R$ 3,4533.

Já na gasolina, o estado fica com R$ 1,401 por litro.

No Rio Grande do Sul, o ganho com a gasolina seria de R$ 32,3 milhões, e a perda com o diesel, de apenas R$ 294 mil por mês. O governo gaúcho foi um dos que menos reduziram o preço de referência para a arrecadação de ICMS sobre o combustível, em apenas R$ 0,01.

Em São Paulo, considerando ainda a média mensal de vendas em 2017, o ganho de arrecadação com o aumento do PMPF sobre a gasolina seria de R$ 68,9 milhões por mês, ante uma perda de R$ 45,1 milhões por mês com o corte no óleo diesel.

O governo paulista, porém, foi um dos primeiros a cortar o ICMS sobre o diesel, logo após o acordo do governo federal para encerrar a paralisação dos caminhoneiros, e já vem experimentando perda de receita.

Combustíveis são uma importante fonte de receita para os governos estaduais: no primeiro quadrimestre, o setor arrecadou R$ 26,3 bilhões, o equivalente a 17,5% de toda a arrecadação de ICMS no Brasil. Em 2016, no mesmo período, foram R$ 25,9 bilhões, em valores corrigidos.

Governos negam troca de tributo

Os estados negam relação entre a queda do imposto sobre o diesel e o aumento na gasolina. Em sua maioria, dizem que as tabelas do PMPF ficaram congeladas durante a paralisação dos caminhoneiros e que estão repassando a alta recente da gasolina.

O governo de São Paulo, por exemplo, disse que manteve o PMPF inalterado em junho para evitar repassar as flutuações decorrentes da crise do abastecimento.

O preço de julho, afirmou, reflete o valor pesquisado pela ANP na quinzena anterior.

A secretaria de Fazenda do Rio Grande do Sul também afirmou que manteve a tabela em maio "como medida para atenuar os últimos impactos dos reajustes de combustíveis no custo de vida dos gaúchos" e que elevações ou reduções são consequência das variações nos postos.

A secretaria de Fazenda de Goiás disse que a definição do preço de referência é feita com base em pesquisa em praticamente todos os postos do estado, com verificação da nota fiscal eletrônica. "Dessa forma, o PMPF acompanha o preço nas bombas", disse.

O modelo de tributação do ICMS é hoje questionado pelo setor de combustíveis, que negocia com os estados a adoção de uma alíquota unificada no país em reais por litro, em vez de percentuais sobre preços definidos a cada quinzena.

O tema enfrenta resistências no âmbito político, já que reduz a autonomia dos governos estaduais na gestão da arrecadação. Para a ANP, distribuidoras e postos, o modelo pode reduzir sonegação e suavizar para o consumidor variações das cotações internacionais. (Folha de São Paulo 10/07/2018)

 

Comissões da Câmara debatem comercialização direta de etanol hidratado

As comissões de Minas e Energia; e de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural debatem na manhã desta quarta-feira (11) mecanismos de comercialização direta de etanol hidratado no País.

De acordo com o deputado Marcelo Squassoni (PRB-SP), que propôs o debate, os mecanismos de comercialização do etanol hidratado no País têm sido objeto de acaloradas discussões em inúmeras arenas sociais brasileiras, especialmente após as intercorrências resultantes da última greve dos caminhoneiros.

“A intensidade do debate tem levantado importantes indagações acerca da possibilidade da comercialização direta das usinas produtoras junto aos postos revendedores de combustíveis”, afirma.

Foram convidados, entre outros: o diretor da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, Décio Fabrício Oddone; o presidente da Federação do Comércio Varejista de Combustíveis e Lubrificantes, Paulo Miranda Soares; e o presidente da Associação das Distribuidoras de Combustíveis, Maurício Chicre Abou Rejaile. (Agência Câmara 09/07/2018)

 

Posicionamento da Monsanto sobre decisão da justiça

De acordo com a Aprosoja-MT, decisão judicial obriga Monsanto a depositar em juízo, os royalties recolhidos da intacta.

A Monsanto não tem conhecimento de qualquer decisão na ação judicial versando sobre uma das patentes relativas a biotecnologias da soja INTACTA RR2 PRO®. Seguimos confiantes e seguros quanto à validade de nossas patentes e dos direitos relativos a tais tecnologias. É importante reiterar que não existia soja com proteção contra lagartas antes do lançamento da tecnologia INTACTA RR2 PRO® há quatro safras. Esta inovação é reconhecida por dezenas de milhares de produtores rurais que optaram por utilizá-la em razão dos benefícios trazidos pela mesma.

A Monsanto reafirma a validade de suas patentes e tem certeza de que, assim como inúmeras outras empresas de Pesquisa e Desenvolvimento, contribui com inovações importantes para o crescimento da agricultura no Brasil. Acreditamos também que só com a intensificação desses investimentos continuaremos superando os grandes desafios que a agricultura tropical apresenta, e consolidando nosso país como um dos maiores produtores de alimentos do mundo. Qualquer decisão que prejudique os incentivos para investir na agricultura brasileira colocará esse progresso em risco. (Monsanto 09/07/2018)

 

Governo de MT dispensa estudos ambientais para usina de etanol de milho em Sorriso

O Conselho Estadual de Meio Ambiente (Consema) de Mato Grosso autorizou a dispensa de apresentação de Estudo de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto Ambiental (EIA-RIMA) para implantação de uma usina de etanol de milho. Conforme a resolução publicada no Diário Oficial do Estado, a decisão ocorreu por maioria e referenda um parecer técnico da Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema).

A usina de etanol de milho terá capacidade para processar 1,6 milhão de toneladas de matéria-prima por ano. O grupo empresarial responsável pela construção é o mesmo que instalou uma usina com a mesma finalidade em Lucas do Rio Verde, no ano passado. Em Sorriso, a área construída será de 96 mil metros quadrado, às margens da BR-163. Com a decisão do Consema, a expedição das licenças ambientais deverá ocorrer de forma mais célere.

Em fevereiro, o empresário Marino Franz, sócio-fundador da FS Bioenergia, confirmou a instalação da segunda planta da indústria no Estado. A previsão é que o empreendimento comece a ser construído este ano com projeção de 1,5 mil empregos diretos e indiretos.

"Os valores a serem investidos nos próximos três anos entre a duplicação da planta de Lucas do Rio Verde e a implantação da indústria em Sorriso, será na ordem de R$ 1,5 bilhão", disse. A planta de Lucas do Rio Verde está sendo duplicada para processar 1,4 milhões de toneladas de milho ao ano (23 milhões de sacas de milho). "Juntando Lucas do Rio Verde e Sorriso, estamos falando algo em torno de 3,2 milhões de toneladas ao ano (53 milhões de sacas de milho)".

Inaugurada em agosto do ano passado, em Lucas do Rio Verde, a primeira usina brasileira de etanol totalmente a partir do milho, utiliza tecnologia da ICM. Atualmente, a unidade processa 700 mil toneladas de milho ao ano e, além do etanol, produz farelos para a alimentação de suínos, aves e bovinos. (Só Notícias MT 09/07/2018)

 

Após perder mercado, BR modifica o marketing

Companhia, que viu as rivais Shell e Ipiranga ganharem espaço, reduz discurso sobre produtos e adota postura ‘divertida.

O mercado de distribuição de combustíveis no Brasil é disputado palmo a palmo. A atenção para a concentração de mercado até impediu que a compra da Alesat pela Ipiranga fosse concretizada, por decisão do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Hoje, as três líderes do setor concentram 60% das vendas de gasolina e 70% do diesel comercializado no País. E, embora a BR Distribuidora continue a ser a líder, à frente de Ipiranga (do grupo Ultra) e Raízen (dona da marca Shell no País), a controlada da Petrobrás vem perdendo espaço nos últimos anos.

Entre 2016 e 2017, de acordo com dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP), a BR Distribuidora perdeu 2,4 pontos porcentuais de fatia de mercado em diesel e 1,2 ponto nas vendas de gasolina. Apesar disso, a companhia continua em vantagem em relação às suas principais concorrentes: ao fim de 2017, segundo a agência reguladora, a empresa dominava 31,1% das vendas de diesel e 24,3% do volume de gasolina distribuído no País.

O crescimento da concorrência, primeiro da Ipiranga e, mais recentemente, da Raízen, não passou despercebida para a BR. Nos últimos dois anos, destacou o gerente executivo de comunicação e marcas da empresa, Gustavo Ferro, a companhia passou por mudanças no planejamento estratégico. Por um lado, a BR trocou market share por rentabilidade. Saiu de prejuízo de R$ 315 milhões em 2016 para lucro de R$ 1,15 bilhão em 2017. Essa busca pelo resultado final pavimentou o caminho para uma bem sucedida abertura de capital (IPO), que movimentou R$ 5 bilhões em dezembro.

Foi no ano passado, depois que a venda da empresa como um todo foi descartada pela Petrobrás e antes da realização do IPO, que a companhia estendeu as mudanças de seu plano estratégico de comunicação. A agência carioca NBS, que há anos atende a companhia, pôs na mesa uma ideia que viraria de cabeça para baixo o tom que sempre dominou a comunicação da BR Distribuidora: a ideia foi restringir as menções à qualidade do produto e ampliar o foco no consumidor, e no fato de que o posto de combustível é uma “parada obrigatória” do cliente rumo a um destino desejado.

“Nossa proposta foi assumirmos que o posto é, como um aeroporto, um ‘não lugar’. O cliente está ali por uma outra razão e não pelo posto em si”, diz Dedé Eyer, diretor de criação da NBS. De certa forma, argumenta Eyer, foi uma aposta ousada da marca: “O reposicionamento mostra como o produto ou serviço se encaixa na vida do cliente. O papel dele passa a ser de coadjuvante.”

Mais serviços. A nova estratégia faz sentido, na avaliação do consultor em marcas Ricardo Klein, da Top Brands. “Acredito que hoje o consumidor já vê o fato de o combustível de uma determinada bandeira ser livre de adulteração como o mínimo que deve ser oferecido. Isso deixou de ser diferencial.”

Para o especialista, porém, tanto a Raízen quanto a Ipiranga saíram na frente da líder do setor na hora de cuidar de serviços associados ao combustível, algo que, em sua avaliação, é cada vez mais valorizado pelo cliente.

Klein cita não apenas operações de varejo, como a drogaria Extrafarma, que também pertence ao Ultra, e está sendo aberta em postos Ipiranga, mas também a programas de fidelização e serviços convenientes, como o Shell Box (da Raízen, que permite o pagamento via celular) e o Connect Car, solução de pagamento de estacionamentos vendida nos postos Ipiranga.

O executivo da BR Distribuidora diz que a atenção aos serviços também é prioridade para a controlada da Petrobrás, que hoje tem cerca de 7,6 mil postos de combustíveis em todo o País, rede 25% maior do que a da vice-líder Ipiranga. Uma das metas atuais é o investimento na rede de conveniências BR Mania, que atualmente está presente em pouco mais de 1,3 mil dos pontos de venda da distribuidora. A rede Siga Bem, de postos rodoviários, também está sendo “vitaminada”, segundo Ferro.

De acordo com o executivo, há ainda um outro passo na tentativa de melhorar os serviços: já existem “tratativas avançadas” da BR Distribuidora na área de varejo para ampliar a “experiência” do cliente em seus postos. (O Estado de São Paulo 09/07/2018)