Setor sucroenergético

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Cade aprova aquisição de canaviais da Usina Furlan por Raízen e São Martinho

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou, sem restrições, a compra de canaviais da Usina Açucareira Furlan, em Santa Bárbara do Oeste (SP), pelos grupos Raízen Energia, joint venture entre Cosan e Shell, e São Martinho, segundo despacho publicado no Diário Oficial da União desta quinta-feira.

O acordo, que inclui ainda o arrendamento de terras de propriedade da Usina Furlan e da Agro Pecuária Furlan, havia sido anunciado no início de julho.

Concluída a operação, a Raízen assumirá dois terços dos contratos agrícolas e de fornecimento, que totalizam cerca de 1 milhão de toneladas de cana-de-açúcar na região, e o Grupo São Martinho se encarregará do restante. A transação, no valor de 118 milhões de reais, será paga pelas companhias na mesma proporção.

Em seu parecer, o Cade disse que, a operação é "incapaz de alterar de modo relevante a estrutura" dos mercados de produção e comercialização de etanol e açúcar.

A Raízen é o maior grupo sucroenergético do mundo e conta com 26 usinas no país. Já o Grupo São Martinho tem unidades produtoras em São Paulo e Goiás. (Reuters 27/07/2018)

 

Etanol de 2ª geração dribla problemas técnicos; competitivo com petróleo a US$70

A produção de etanol de segunda geração está superando as dificuldades técnicas que retardaram o seu desenvolvimento e agora é vista como competitiva comercialmente, com os preços do petróleo perto dos 70 dólares o barril, disseram representantes da indústria nesta terça-feira.

Na medida em que diversos países pelo mundo se preparam para cumprir com os seus respectivos compromissos assumidos no acordo climático de Paris, o aumento global de regulações que favorecem bicombustíveis avançados e programas que taxam combustíveis a base de carbono estão criando um ambiente mais positivo, disseram executivos do setor de biocombustíveis no seminário “Fórum Brasil Bioeconomia 2018”, em São Paulo.

Depois de anos de investimento e falhas técnicas, os biocombustíveis de segunda geração, ou biocombustíveis celulósicos, são vistos como o futuro dos combustíveis verdes, já que eles podem ser feitos a partir de vários tipos de biomassa, superando críticas sobre o uso de alimentos para produzir combustível e reduzindo acentuadamente a emissão de carbono pelos veículos.

“A gente teve um momento de excitação grande uns 5, 6 anos atrás, depois veio um ‘downsize’, com players saindo da área, anunciando dificuldades enormes para operar planta de forma estável”, disse Victor Uchoa, chefe de biorrefino na América Latina da empresa de biotecnologia Novozymes

“Mas esse tempo ficou para trás, estamos de novo num movimento de subida, a Raízen é excelente exemplo disso, mostrando em cenário nacional e internacional que pode ser feito e pode ser rentável”, afirmou.

A Raízen, uma joint venture entre a Shell e a Cosan, está produzindo cerca de 40 milhões de litros de etanol celulósico por ano em sua usina em Piracicaba, no Estado de São Paulo.

“Nós resolvemos os problemas operacionais, a produção está estável atualmente e nós estamos atingindo os números planejados”, disse Raphaella Gomes, chefe da divisão de inovação da Raízen, à Reuters nos bastidores do seminário.

A joint venture disse anteriormente que vende todo a sua produção de etanol de segunda geração a um prêmio de preços sobre o etanol regular, feito de cana-de-açúcar, em decorrência das suas credenciais ambientais.

O etanol celulósico no Brasil é feito principalmente a partir do bagaço e da palha da cana. A Novozymes forneceu enzimas usadas no processo de fermentação à Raízen, o que foi outro desafio tecnológico, já que a biomassa precisa de um novo tipo de fermentação para a produção de etanol.

Mauricio Adade, chefe da América Latina na DSM, uma empresa que fornece produtos para a fermentação de celulose, disse que em outros países, incluindo os Estados Unidos, onde o etanol de segunda geração é feito a partir de restos de milho, a produção está muito perto de ser financeiramente viável.

“Com o petróleo a cerca de 70 dólares, nós podemos competir”, ele disse.

Adade espera uma forte demanda de países asiáticos, como a China e a Índia, que estão procurando cortar drasticamente as emissões de carbono do setor de transporte. (Reuters 27/07/2018)

Açúcar: Leve queda: Diante da falta de novos fundamentos, o mercado futuro de açúcar tem oscilado pouco na bolsa de Nova York esta semana, com 15 pontos de diferença entre a cotação máxima e a mínima. Na quinta-feira, os contratos com vencimento em março fecharam a 11,9 centavos de dólar a libra-peso, recuo de 9 pontos. "Os preços se mantêm dentro desse canal lateral por conta das poucas novidades no mercado", explica Maurício Muruci, analista da Safras & Mercado. De acordo com ele, enquanto as previsões de queda na produção brasileira dão suporte às cotações mínimas, a elevada produção na Ásia pressiona as máximas. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal em São Paulo ficou em R$ 54,23 a saca de 50 quilo, alta de 0,63%.

 

Açúcar: Leve queda

Diante da falta de novos fundamentos, o mercado futuro de açúcar tem oscilado pouco na bolsa de Nova York esta semana, com 15 pontos de diferença entre a cotação máxima e a mínima.

Na quinta-feira, os contratos com vencimento em março fecharam a 11,9 centavos de dólar a libra-peso, recuo de 9 pontos.

"Os preços se mantêm dentro desse canal lateral por conta das poucas novidades no mercado", explica Maurício Muruci, analista da Safras & Mercado.

De acordo com ele, enquanto as previsões de queda na produção brasileira dão suporte às cotações mínimas, a elevada produção na Ásia pressiona as máximas.

No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal em São Paulo ficou em R$ 54,23 a saca de 50 quilo, alta de 0,63%. (Valor Econômico 27/07/2018)

 

Futuros de açúcar bruto despencam para mínima de três meses na ICE

Os contratos futuros do açúcar bruto na ICE caíram 3 por cento nesta quinta-feira, ficando abaixo do suporte técnico.

O contrato outubro do açúcar bruto cedeu 0,16 centavo de dólar, ou 1,4 por cento, a 11,03 centavos de dólar por libra-peso, depois de ser negociado a 10,83 centavos de dólar, mínima em três meses.

Os preços foram pressionados pela fraqueza do real, o que encoraja os produtores brasileiros a vender, enquanto o foco do mercado permanecia na ampla oferta global, principalmente na Índia e na Tailândia.

Uma falta de sinais altistas nos dados da produção do Brasil na quarta-feira também afetou os preços, disse um operador norte-americano, apontando um aumento de concentração de açúcar.

O açúcar branco para outubro teve perda de 3,30 dólares, ou 1 por cento, a 324,10 dólares por tonelada. (Reuters 27/07/2018)

 

TRF nega pedido da União para impedir venda direta de etanol no NE

O desembargador Manoel de Oliveira Erhardt, do Tribunal Regional Federal (TRF) da 5ª Região, negou ontem um pedido da União e da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para anular uma decisão de primeira instância que autorizou as usinas de Pernambuco, Alagoas e Sergipe a comercializarem etanol hidratado diretamente aos postos de combustível. Dessa forma, a autorização para que as unidades produtoras da região realizem a venda direta do biocombustível segue válida.

Em sua decisão, o desembargador afirmou que não pretendia entrar no mérito da controvérsia, mas avaliou que a liminar obtida em primeira instância pelas usinas do Nordeste não contrariam a “ordem pública” e “econômica” porque havia um projeto de lei sobre o assunto no Congresso “com alto índice de aprovação”, o que “é indicativo de que o pleito encontra eco em importantes segmentos da sociedade”, ponderou.

No recurso apreciado pelo desembargador, a União e a ANP argumentavam que a decisão em primeira instância tinha o potencial de reduzir a arrecadação em R$ 58,789 milhões ao ano nos três Estados, com base nas vendas esperadas para este ano, por falta de recolhimento de PIS e Cofins das distribuidoras. O potencial de perda de arrecadação caso a medida seja adotada em todo o país é de R$ 2,185 bilhões, acrescentaram.

A União e a ANP também argumentaram que o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e a própria ANP haviam constituído um grupo de trabalho para avaliar a possibilidade para permitir a venda direta de etanol.

A Plural (ex-Sindicom) ingressou como amicus curiae da União e da ANP no processo. (Valor Econômico 26/07/2018 às 19h: 28m)

 

Ex-funcionários de João Lyra cobram pagamentos

Para credores, processo falimentar está sendo malconduzido.

Diversos ex-funcionários do usineiro João Lyra realizaram na manhã desta quinta-feira, 26, um protesto em frente ao antigo escritório Laginha, em Jacarecica, cobrando o pagamento de seus direitos trabalhistas.

A reunião dos manifestantes tinha como objetivo bloquear a rodovia em frente à sede da Laginha, ato que foi descartado após o administrador judicial, José Luiz Lindoso, receber os trabalhadores para uma conversa.

Segundo um dos integrantes do comitê dos credores, Luiz Ribeiro, o processo estaria sendo malconduzido. "Tivemos muitas vezes reunidos e oferecemos ajuda, mas a lista de pagamento nunca é consolidada", disse.

Por outro lado, Lindoso rebateu as acusações. "Estão sendo coletadas contas correntes dos credores sem processo trabalhista para pagamento direto em conta", destacou.

"Estamos seguindo os procedimentos estabelecidos na cooperação com a Justiça do Trabalho. A Massa Falida está recebendo as informações geradas pelas Varas do Trabalho após efetuar os pagamentos até cinco salários mínimos e dando sequência à correção da lista de credores de forma a possibilitar o próximo pagamento", disse.

No entanto, os credores ainda continuam insatisfeitos. "Nós, ex-trabalhadores e credores da Massa Falida da Laginha, estamos firmes e atentos acompanhando passo a passo a movimentação ao tempo que se constata a lentidão da condução do processo pelo Tribunal de Justiça de Alagoas", finalizaram. (Jornal Extra Alagoas 26/07/2018)

 

UPL e CESB alinhados para o crescimento da agricultura

Nomes dos campeões da produtividade são divulgados durante o mês de comemorações de 10 anos do CESB.

Tecnologia e Inovação para o desenvolvimento da agricultura com qualidade são palavras importantes que traduzem tudo o que a UPL acredita e tem buscado realizar, assim como o CESB, que também alinhado a essa máxima, promove o incremento da produtividade através do inovador, do prático e da mão na massa.

Comemorando todo o trabalho realizado, o CESB divulgou no início de julho de 2018 os vencedores do Desafio Nacional da Máxima Produtividade de Soja, que com cinco mil inscritos, propõe aos produtores que se desafiem e para alcançarem a média de 50 sacas por hectare, elevando a média da produção nacional. 

Também nesse período outro importante acontecimento foi à comemoração do aniversário, e com o lançamento livro comemorativo sobre estes 10 anos.

Essa importante parceria é vislumbrada no dia a dia, na qual junto aos produtores, que cada vez mais estão se desenvolvendo e aprendendo a importância do manejo integrado e consciente na sojicultora, são incentivados pelo CESB através dos eventos e atividade, como o Desafio, que são realizados em conjunto com a UPL Brasil.

“Estamos muito felizes por fazermos parte dessa história de 10 anos e por também estarmos sempre juntos incentivando o Desafio Nacional junto aos produtores brasileiros. São momentos muito importantes para nós, para o CESB, e também para a agricultura brasileira, que cada vez mais se desenvolve e fortalece a economia do país”, explica Edson Pitta, Gerente de Marketing de Cultivos Sul da UPL. (UPL 26/07/2018)