Setor sucroenergético

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Câmbio reduziu o lucro da Lincoln Junqueira

A redução do peso da dívida sobre os resultados operacionais foi um objetivo comum à maioria das empresas do setor sucroalcooleiro nas últimas três safras no país. O grupo Lincoln Junqueira, dono de cinco usinas no Centro-Sul, considera ter alcançado essa meta satisfatoriamente no último exercício - correspondente à safra 2017/18, que para a companhia termina em abril. Contudo, o pagamento de dívidas, aliado a um efeito contábil negativo do câmbio, pesou sobre o lucro do grupo no período, que caiu 46%, para R$ 357,7 milhões.

Na safra passada, a companhia - que tem sede em Presidente Prudente (SP), obteve uma receita praticamente igual à da anterior, de R$ 2,725 bilhões, e aumentou seu lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) em 6%, para R$ 1,071 bilhão, resultados que foram em parte utilizados para reduzir seu endividamento e alcançar uma alavancagem "confortável", segundo informações da empresa.

Apesar da manutenção dos resultados operacionais, a safra não passou sem desafios. Nas três usinas do grupo no Paraná, os canaviais foram afetados por um tempo mais frio que a média que dificultou o crescimento das plantas. Isso reduziu a moagem de cana em 5%, para 15,4 milhões de toneladas.

Outra dificuldade foi a virada no mercado de açúcar, que caiu pressionado pelo excedente de oferta no mundo. A receita com exportação de açúcar recuou 12%, para R$ 1,055 bilhão - queda que só não foi maior porque parte do produto já estava com o preço fixado antes da desvalorização, segundo a empresa.

O que sustentou os resultados operacionais, afirma a companhia, foram os preços elevados de energia cogerada a partir do bagaço e do etanol na entressafra. Aproveitando um preço médio do megawatt-hora (MWh) em torno de R$ 500 o faturamento com a venda de energia cresceu 51%, para R$ 194,5 milhões. Por sua vez, as vendas de etanol renderam 9% mais do que na safra anterior, ou R$ 727,8 milhões.

Esse desempenho permitiu à companhia reduzir a dívida com os bancos e alongar parcelas. Dessa forma, mesmo com um caixa menor no fim da safra, de R$ 1,376 bilhão, a dívida líquida do grupo caiu 17%, para R$ 676 milhões. Em duas safras, a dívida recuou 54%. Com isso, o índice de alavancagem (relação entre dívida líquida e Ebitda) passou de 0,81 no fim da temporada 2016/17 para 0,63 no encerramento da safra 2017/18.

A empresa admite que manter essa tranquilidade financeira será um desafio na safra atual - a 2018/19 -, período em que os preços do açúcar seguem baixos e o clima é desfavorável. A diretoria do grupo prevê uma moagem menor de cana nesta safra, em torno de 15,1 milhões de toneladas, já que a seca que deve afetar os canaviais da usina de Presidente Prudente e os do Paraná.

Para minimizar o cenário adverso, o grupo informa que elevará seu mix alcooleiro (de 28% na safra passada para 40% na atual) e investirá cerca de R$ 50 milhões para ampliar a capacidade de produzir o biocombustível. (Valor Econômico 31/07/2018)

 

Açúcar: Por Fundos vendidos

A atuação dos fundos na bolsa de Nova York segue pressionando as cotações do açúcar demerara.

Ontem, os contratos da commodity com vencimento em março de 2019 fecharam a 11,74 centavos de dólar a libra-peso, recuo de 4 pontos.

"Os fundos não indexados continuam dando as cartas no mercado de açúcar", observa a Archer Consulting em nota na qual classifica a recente queda das cotações como "exagerada".

"Os fundamentos pesam e estão refletidos no preço já há muito tempo. As notícias mais recentes, inclusive, são mais construtivas", aponta a consultoria ao lembrar da queda na produção do Brasil em decorrência do tempo quente e seco no Centro-Sul.

No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal em São Paulo ficou em R$ 52,79 a saca de 50 quilos, alta de 0,17%. (Valor Econômico 31/07/2018)

 

Zilor anuncia nova estrutura do Conselho de Administração

A Zilor Energia e Alimentos aprovou durante a Assembleia Geral de Acionistas, realizada na última sexta-feira, dia 27, a nova estrutura do Conselho de Administração. A empresa contará com três novos conselheiros independentes.

Para a presidência do Conselho de Administração da Zilor foi indicado Amaury Olsen, profissional com mais de 40 anos de experiência executiva e de consultoria. Olsen possui formação acadêmica em Administração de Empresas pela Universidade de Joinville (FURJ), com curso de extensão em Administração de Empresas, na University of Southern California. Ocupou a presidência da Tigre Tubos e Conexões por 15 anos e, desde 2007, integra conselhos administrativos de companhias nacionais e internacionais, com vivência em mais de 20 diferentes setores. Atualmente é conselheiro independente do Grupo Rotoplas (México), S&B (EUA), Duratex, Atacadista Martins, Grupo Baumgart, Heads - Agência de Publicidade e Klabin no Brasil.

Na reunião foi anunciada também a contratação de Britaldo Soares, que é formado em Engenheira Metalúrgica com pós-graduação em Engenharia Econômica, e extensão em Gestão e Liderança na Darden School of Business, University of Virginia. Soares atuou na alta gestão das empresas Citibank/Citigroup, Jari Celulose, Enron América do Sul e Prisma Energy, holding da distribuidora de energia Elektro, do Grupo AES no Brasil. Atualmente é presidente do Conselho de Administração da ABDIB - Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústria de Base, e membro do Comitê de Auditoria da Eletropaulo, do Comitê de Energia da Klabin S.A, do Conselho Estratégico da Nexans do Brasil, e Senior Advisor da Cypress Associates.

A contratação do terceiro membro que fará parte do Conselheiro de Administração da Zilor está em andamento. O período de gestão do Conselho de Administração da companhia é de dois anos e, atualmente, é formado por acionistas membros das famílias controladoras e membros independentes.

Constituído desde 1993, o Conselho de Administração da Zilor tem o objetivo de discutir e aprovar os Planos Estratégicos visando promover o crescimento sustentável da empresa, proteger e maximizar o retorno do investimento dos acionistas, aprovar políticas e diretrizes e acompanhar o cumprimento dos objetivos estabelecidos nos Planos de Negócios.

Para o diretor-presidente da Zilor, Fabiano José Zillo, "a atual formação do Conselho, com a entrada de um presidente e novos membros independentes, passou a ter uma formação mais equilibrada e diversificada, o que nos dá maiores subsídios na tomada de decisão, somada a experiência dos profissionais que vêm do mercado", destaca.

A nova estrutura do Conselho de Administração dá continuidade ao compromisso da Zilor com as melhores práticas de Governança Corporativa, a independência na tomada de decisão executiva e o alinhamento com os interesses de longo prazo dos acionistas, com a missão de dar continuidade a capacidade de inovar e planejar o futuro em busca do crescimento sustentável.

Sobre a Zilor Energia e Alimentos

Com 72 anos de atuação no setor sucroenergético, a Zilor é uma multinacional brasileira de capital fechado que transforma a cana-de-açúcar em alimentos e energia limpa com respeito ao meio ambiente e às comunidades onde atua.

A produção de açúcar e de etanol produzida pela empresa é 100% comercializada e distribuída pela Copersucar S.A., maior empresa brasileira de açúcar e etanol e uma das maiores exportadoras mundiais desses produtos, companhia da qual a Zilor é uma das sócias, com 12,23% de participação no capital.

A Biorigin, criada em 2003, é a unidade de negócios da Zilor especializada na fabricação de ingredientes 100% naturais a partir de processos biotecnológicos para os setores alimentício, de nutrição animal, enológico e de fermentação industrial. A empresa possui unidades no Brasil, nos Estados Unidos e na Bélgica, além de distribuidores em todos os continentes. Cerca de 90% de sua produção é exportada para mais de 60 países, atendendo principalmente os mercados norte-americano e europeu. (Assessoria de Comunicação 30/07/2018)

 

Preços do etanol caem nos postos de 18 Estados e no DF em uma semana

Os preços do etanol hidratado (que abastece diretamente os tanques dos veículos) caíram nos postos de 18 Estados e no Distrito Federal na semana passada e só subiram em sete Estados, de acordo com levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) na semana entre 22 e 28 de julho. No Amapá, onde a pesquisa está sendo realizada nas últimas semanas em apenas um posto, o preço ficou estável.

A queda mais acentuada foi observada no Paraná, onde o preço médio nos postos ficou em R$ 2,778 o litro, recuo semanal de 1,98%. O etanol também desvalorizou-se de forma expressiva nos postos paulistas, onde a queda foi de 1,49% na semana, para R$ 2,517 o litro.

O biocombustível continuou economicamente mais vantajoso do que a gasolina para a maior parte da frota flex em seis Estados, como na semana anterior. O etanol é considerado mais vantajoso quando seu preço está abaixo de 70% do preço da gasolina, conforme parâmetro mais aceito no mercado.

Desde a semana anterior, o etanol tornou-se mais competitivo no Rio de Janeiro. Na semana passada, o etanol nos postos fluminenses foi vendido em média por R$ 3,417 o litro, o equivalente a 69,2% da gasolina. Antes, o biocombustível já estava mais vantajoso em Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, Paraná e São Paulo. Na semana passada, a correlação melhorou ainda mais nos postos paranaenses, onde o etanol foi vendido por 64,5% da gasolina, e nos postos mato-grossenses por 56,8% da gasolina. (Valor Econômico 30/07/2018 às 15h: 55m)

 

Pequenos agricultores adotam drones contra pragas

Objetivo é monitorar mais rápidos sinais de problemas nas lavouras.

Nas pequenas e médias propriedades rurais brasileiras, a tecnologia que tem se tornado mais comum são os drones e softwares que permitem monitorar de maneira mais rápida e eficiente a evolução do plantio e procurar sinais de pragas e doenças nas lavouras.

O serviço é oferecido por consultorias, que levam até a fazenda os equipamentos e ensinam os agricultores a analisar os dados de maneira correta.

“O rastreamento das linhas de plantio e mapeamento permitem economia na mão de obra, no uso de produtos e no cuidado da saúde da plantação de forma ágil. O mapeamento que levaria dois a três dias pode ser feito em horas”, explica Johann Coelho, diretor da Bembras Agro.

A empresa fornece soluções tecnológicas para todos os portes de produtores. O pacote de drones e softwares custa a partir de R$ 12 mil e não inclui relatórios e análise de dados.

Na usina Ipiranga, umas das maiores produtoras de açúcar e etanol do país, os drones distribuídos pela Bembras são usados diariamente para controlar a broca, acompanhar a saúde das plantas e medir a celulose da cana.

“Além do controle biológico, fazemos o mapeamento da altimetria do terreno para fazer a conservação do solo, identificação por imagens de falhas e mato no canavial. Essas atividades eram feitas manualmente e hoje são 100% com drones”, diz Bernardo Titoto, diretor agrícola do grupo Ipiranga.

A empresa processa mais de 7 milhões de toneladas de cana em cerca de 100 mil hectares de três unidades, com produção para a Copersucar, maior exportadora de açúcar e etanol do país.

Eles usam ainda outras tecnologias, como GPS para colheita e plantio, o que evita o pisoteio da área e mantém o paralelismo entre linhas, e computadores de bordo nas máquinas, o que economiza diesel e aumenta o rendimento. A usina Ipiranga melhorou a eficiência da produção em até 75%. (Folha de São Paulo 30/07/2018)

 

Cade reabre caso contra a Rumo/Cosan por suposto abuso de domínio no transporte de açúcar

A disputa comercial entre a trading Agrovia e a Rumo logística ganhou mais um capítulo com o Conselho Administrativo de Defesa reabrindo o inquérito para apurar suposto abuso de posição dominante na intermodalidade do transporte de açúcar da subsidiária da Cosan. Em 2013, por suposta quebra de contrato no carregamento de açúcar ao Porto de Santos, a Agrovia já havia aberto o processo milionário que teve decisão favorável do júri de arbitragem da Câmara de Comércio Brasil-Canadá, em 2016, quando também o Cade foi acionado.

Se for julgado a procedência dos argumentos da Agrovia, o colegiado abre um processo no órgão, que, se julgado pela condenação da Rumo, o pagamento da multa poderá alcançar 20% do faturamento da companhia.

As medidas condenatórias do Cade também costumam ser acompanhadas de proibições como a de contratos com a União e estados – e em caso extremos até a venda ativos.

Naturalmente que o leque ações condenatórias está sujeito ao não cumprimento das orientações do Cade quanto às propostas que devem ser oferecidas pelas empresas condenadas.

À imprensa, a Rumo informou que "refuta os pontos levantados pela Agrovia, sendo que a Rumo já foi vitoriosa no CADE em 18/01/2017 em procedimento similar, o qual foi arquivado, e que confia que este procedimento, que está apenas no início, e é somente um inquérito, também será arquivado”. (Notícias Agrícolas 30/07/2018 às 14h: 33m)

 

Cade aprova aquisição do controle da Alesat pela Glencore Oil

Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou sem restrições a aquisição, pela Glencore Oil, de 78% de participação societária indireta na Alesat, de acordo com despacho no Diário Oficial da União desta segunda-feira. A compra havia sido concluída no início do mês de julho.

A Alesat é controladora do Grupo Ale e atua na compra, armazenagem, venda e distribuição de combustíveis e lubrificantes, além de exploração de lojas de conveniência. Já a Glencore Oil pertence à gigante internacional Glencore, que tem operações em diversos mercados, como commodities agrícolas, mineração e petróleo.

Segundo o Cade, trata-se de uma aquisição de controle que abrange todas atividades econômicas do Grupo Ale no Brasil.

Em documentos enviados ao órgão concorrencial, a Glencore avaliou que a operação está inserida no contexto de entrada e expansão das suas atividades no mercado de combustíveis no Brasil e na América Latina.

Já a Alesat disse que o negócio operação garantirá a utilização eficiente de recursos para promover o crescimento futuro da empresa e “permitirá que parte de seus acionistas deixem o negócio e invistam em outras oportunidades”.

Em seu parecer, o Cade destacou que a operação “não gera sobreposições horizontais”, já que ambos os grupos não atuam nos mesmos mercados, e não “enseja preocupações concorrenciais”. (Reuters 30/07/2018)

 

Petrobras mantém preço médio da gasolina nas refinarias em R$ 1,9682

A Petrobras anuncia que o preço médio do litro da gasolina A sem tributo nas refinarias será mantido em R$ 1,9682 nesta terça-feira, 31.

O preço do diesel, por sua vez, segue inalterado desde o dia 1º de junho em R$ 2,0316. A redução do preço do combustível foi uma das reivindicações dos caminhoneiros na greve feita no fim de maio. (Agência Estado 30/07/2018)