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Commodities Agrícolas

Açúcar: De olho no clima: As chuvas no Brasil e as elevadas temperaturas na Índia deram sustentação às cotações internacionais do açúcar ontem, quando o feriado do dia do trabalho nos EUA reduziu o volume de negociações em Londres. Os contratos de açúcar refinado com vencimento em dezembro fecharam a US$ 326 a tonelada, avanço de US$ 2,60. Segundo a Climatempo, a chegada de mais uma frente fria ao Centro-Sul do Brasil esta semana deve causar interrupções pontuais na colheita da safra 2018/19 na região. Já na Índia, a Capital Economics menciona os danos causados pelo tempo quente e seco nas lavouras brasileiras como fundamento de alta. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal em São Paulo fechou a R$ 56,10 a saca de 50 quilos ontem, alta de 1,14%.

Café: Superávit: As perspectivas de superávit na oferta mundial de café na safra internacional 2018/19 seguem pressionando as cotações nas bolsas. Ontem, os contratos de robusta com vencimento em dezembro fecharam a US$ 1.489 a tonelada na bolsa de Londres, recuo de US$ 12. Segundo a Capital Economics, o café tem sido pressionado, em grande parte, pela alta do dólar ante o real. Maior produtor mundial de café, o Brasil deve colher uma safra recorde de 58 milhões de sacas, segundo a Conab, contribuindo para um superávit de cerca de 8 milhões de sacas na oferta mundial. Para o Vietnã, maior produtor de robusta, as previsões também são de safra recorde. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o café conilon em São Paulo fechou a R$ 319,49 a saca, queda de 0,74%.

Cacau: Poucos negócios: Em um pregão com baixo volume de negócios devido ao feriado do dia do trabalho nos EUA, os contratos futuros do cacau registraram queda na bolsa de Londres ontem. Os papéis da amêndoa com vencimento em dezembro fecharam a 1.668 libras a tonelada, queda de 20 libras. No total, foram negociados 5.261 contratos ante 14.968 na última sexta-feira. Do lado dos fundamentos, a Zaner Group aponta que a recente desvalorização das moedas de países emergentes que vinham puxando o aumento do consumo mundial, como a Indonésia, coloca em xeque as perspectivas de avanço da demanda. No mercado interno, o preço médio praticado em Ilhéus e Itabuna, na Bahia, caiu 3,66%, para R$ 139,40 a arroba, segundo a Central Nacional de Produtores.

Algodão: Safra recorde: As cotações do algodão no mercado doméstico registraram leve queda ontem, pressionadas pela colheita de uma safra recorde no país, avaliada em 2 milhões de toneladas pela Conab. O indicador Cepea/Esalq para a pluma com pagamento em oito dias caiu 0,06%, para R$ 3,1877 a libra-peso, após ter encerrado agosto com recuo de 4,23%. Segundo a Safras & Mercado, as cotações têm sido pressionadas também pela queda das exportações brasileiras no momento da colheita. Segundo dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, os embarques do país somaram 21,4 mil toneladas, queda de 68,6% ante igual período do ano passado. A receita com as vendas foi de US$ 38,9 milhões, recuo de 64,6%. O Brasil é o terceiro maior produtor mundial de algodão. (Valor Econômico 04/09/20148)