Setor sucroenergético

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Níveis de ATR da cana tem elevação parcial

Uma massa de ar polar seca e fria ainda predomina sobre todo centro-sul do país. Assim, o tempo aberto se mantém e não há previsão de chuva nesta quinta-feira (06). Astemperaturas mínimas ainda continuam bastante baixas, mas não há registros de geadas em nenhuma região agrícola do Brasil.

Tais condições meteorológicas continuam beneficiando os trabalhos de colheita do milho safrinha e do algodão, que já entram na reta final, restando menos de 30% para que toda a safra seja finalizada. O mesmo ocorre com a cultura do café, na qual menos de 15% das lavouras ainda estão para serem colhidas.

Na cana-de-açúcar, o tempo seco com temperaturas mais amenas tem favorecido a elevação, mesmo que parcial, dos níveis de ATR na planta. Só não está melhor por conta que o mês de agosto foi marcado por chuva frequente e ficou acima da média, consequentemente ocasionou uma redução na produtividade da ATR.

Tendência para a próxima semana

Os próximos sete dias serão marcados pelo tempo seco, sem previsão de chuva em grande parte do centro-norte. As condições irão ser favoráveis a realização da colheita do milho, algodão, café e da cana. As áreas de instabilidade vão continuar concentradas na Região Sul, o que pode trazer problemas aos produtores de arroz, já que tal chuva atrapalhará o pleno andamento do plantio. Por outro lado, o desenvolvimento das lavouras de trigo e do milho 1ª safra, serão beneficiados.

A boa notícia é que a chuva pode retornar para as regiões produtoras do Sudeste e Centro-Oeste já no meio de setembro, mas ainda de forma muito irregular. Há sinais de que algumas pancadas de chuva isolada e de fraca a moderada intensidade irão ocorrer em boa parte das regiões produtoras do Mato Grosso e do Mato Grosso do Sul. Isso permitirá que os produtores consigam iniciar o plantio da nova safra de soja. No Paraná, o mesmo deve ocorrer, já que há previsão de chuva mais volumosas no final da semana que vem. (CLIMATEMPO 06/09/2018)

 

Etanol hidratado e anidro sobem 5,86% nas usinas

O preço do etanol hidratado subiu 5,86% nas usinas paulistas nesta semana. O combustível saiu de R$ 1,5897, o litro, para R$ 1,6828, o litro, em média, entre segunda-feira e esta quinta-feira, 6, de acordo com o indicador divulgado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq). Em quatro semanas, desde o início do ciclo de aumentos do biocombustível, a variação acumulada é de 20,97%.

O valor anidro teve reajuste também de 5,86% esta semana, de R$ 1,6885 o litro para R$ 1,7874 o litro, em média.

Segundo Ivelise Rasera Bragato, pesquisadora do Cepea/Esalq, a demanda aquecida segue como principal fator de sustentação dos preços do etanol. No caso do hidratado, a alta na gasolina também ajuda, já que o preço do biocombustível acompanha o do combustível de petróleo nas bombas. “Esta semana o volume de negócios foi menor, mas seguiu aquecido. A demanda sustenta os preços”, disse. (Agência Estado 10/09/2018)

 

Produção de etanol nos EUA sobe 1,6% para 1,087 milhão de barris/dia

A produção média de etanol nos Estados Unidos foi de 1,087 milhão de barris por dia na semana encerrada em 31 de agosto, volume 1,6% maior do que o registrado na semana anterior, de 1,070 milhão de barris por dia. Os números foram divulgados nesta quinta-feira, 6, pela Administração de Informação de Energia do país (EIA, na sigla em inglês).

Os estoques do biocombustível caíram 1,73% na semana, para 22,7 milhões de barris.

Os números de produção de etanol nos Estados Unidos são um importante indicador da demanda interna por milho. No país, o biocombustível é fabricado principalmente com o grão e a indústria local consome cerca de um terço da safra doméstica. (Down Jones 10/09/2018)

 

Pesquisadora diz que hedge da gasolina tira competitividade do mercado

Como formadora de preço, a Petrobras não teria motivo para fazer hegde (mecanismo para proteção financeira) no mercado interno, porque não tem do que se defender, analisou a pesquisadora da Fundação Getúlio Vargas Energia, Fernanda Delgado, que viu na decisão anunciada nesta quinta-feira (6) pela estatal, de segurar o preço da gasolina por até 15 dias para reduzir a volatilidade, um sinal perigoso para a competitividade do mercado.

"Não faz sentido uma empresa monopolista fazer hedge. Quando você controla preço, seja do jeito que for, você não traz competitividade para o mercado. Isso desconstrói a confiança dos investidores, porque a qualquer problema o governo vem e interfere", avaliou Delgado.

A Petrobras vem praticando desde julho do ano passado o ajuste de preços de acordo com o mercado internacional, com variações quase diárias, dando fim a uma política que não repassava a volatilidade dos preços para o mercado interno, mas que trouxe prejuízo para a empresa.

Por causa da greve dos caminhoneiros, a estatal reduziu e depois congelou os preços do diesel em troca de subsídio do governo. Até hoje o governo não reembolsou a estatal, alegando demora na análise no grande volume de notas fiscais.

A pesquisadora da FGV Energia destaca que o mercado de combustíveis só conseguirá reduzir os preços quando houver competitividade no refino do petróleo, o que está sendo desconstruído com medidas como a tomada pela Petrobras.

"Ninguém senta para reavaliar os tributos dos combustíveis, ou recriar a Cide (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico) para não desconstruir o mercado que estava sendo construído para atrair novos agentes para o refino", avaliou. (UOL 10/09/2018)

 

Vendas de máquinas agrícolas subiram 30,5% em agosto

A valorização dos preços dos grãos prevaleceu sobre as incertezas em torno dos fretes e sobre o temor, já dissipado, quanto a uma eventual proibição do uso de glifosato no país e foi fundamental para o aquecimento do mercado doméstico de máquinas agrícolas no mês passado.

Segundo divulgou na manhã desta quinta-feira a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), as vendas somaram pouco mais de 5 mil unidades, com altas de 5,9% em relação a julho e de 30,5% na comparação com agosto de 2017.

O levantamento da entidade inclui tratores de rodas, tratores de esteiras, colheitadeiras de grãos, colhedoras de cana e retroescavedeiras, estas últimas são máquinas rodoviárias e costumam representar menos de 5% do total comercializado.

Para Alfredo Miguel Neto, vice-presidente da Anfavea reponsável pelo segmento, o avanço confirma que o agronegócio brasileiro vive um bom momento, sobretudo com o câmbio favorável às exportações. Também e é palpável o reflexo positivo da disputa comercial entre EUA e China sobre as cotações da soja e o algodão experimenta alta de preços expressiva.

Diante do aquecimento do mercado, afirmou Antonio Megale, presidente da Anfavea, a tendência é que a entidade revise para cima sua projeção para as vendas no acumulado do ano. Até agora a entidade trabalha com uma expectativa de incremento da ordem de 7% em relação a 2017, para 45,4 mil toneladas.

De janeiro a agosto, o total se aproximou de 30 mil unidades e registrou avanço de 6,2% na comparação com o mesmo intervalo do ano passado.

As exportações, por sua vez, estão patinando. Em agosto, as vendas a outros países atingiram cerca de 1,2 mil unidades, com quedas de 1,2% sobre julho e de 2,7% em relação a agosto de 2017. Nos primeiros oito meses de 2018, os embarques superaram 8,6 mil unidades, um aumento irrisório sobre o intervalo de janeiro a agosto de 2017.

Embalada pelos melhores perspectivas para as vendas domésticas, a produção nacional de máquinas agrícolas e rodoviária chegou a quase 6,7 mil unidades em agosto, 35,1% mais que no mesmo de 2017, e chegaram a 40,3 mil nos primeiro oito meses do ano, em alta de 5,5%. Nesse contexto, o número de empregos no segmento cresceu e se aproximou de 20 mil em agosto. (Valor Econômico 06/09/2018 às 12h: 45m)