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Açúcar: Correção em NY

Em alta já há oito pregões consecutivos, os contratos futuros do açúcar deram continuidade ontem à correção observada desde o fim de setembro na bolsa de Nova York, quando desceram ao menor valor em dez anos.

Os papéis do demerara com vencimento em maio fecharam a 13,13 centavos de dólar a libra-peso, avanço de 6 pontos e maior valor desde março deste ano.

Segundo a Archer Consulting, diversos fatores contribuíram para a recuperação do mercado nos últimos dias.

Entre eles, a consultoria destacou a queda na produção brasileira, a alta do petróleo e a queda do dólar ante o real após o resultado do primeiro turno das eleições no Brasil.

No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal em São Paulo ficou em R$ 63,27 a saca de 50 quilos, alta de 0,24%. (Valor Econômico 10/10/2018)

 

Açúcar bruto tem máxima de sete meses na ICE; março é negociado a 12,97 cents/libra

Os contratos futuros do açúcar bruto na ICE tiveram variação positiva nesta terça-feira, depois de atingirem seu maior valor desde março, recebendo suporte da alta da moeda do Brasil. Ganhos mais expressivos foram limitados por fundamentos fracos, acrescentaram operadores.

O contrato março do açúcar bruto avançou 0,03 centavo de dólar, ou 0,2 por cento, para 12,97 centavos de dólar por libra-peso, depois de tocar uma máxima em sete meses de 12,99 centavos de dólar.

O primeiro contrato fechou com ganhos por nove sessões consecutivas.

"Se nós conseguirmos fechar acima dos 13 centavos de dólar, o próximo nível de resistência será em cerca de 13,30 centavos de dólar", disse Boyd Cruel, estrategista sênior de mercado na High Ridge Futures. "Se nós falharmos, provavelmente poderíamos voltar para aquelas mínimas de setembro. Os fundamentos continuam meio que neutros para baixistas, apesar do mercado ter considerado a maior parte deles", disse.

O governo francês reduziu a sua estimativa para a produção de beterraba sacarina em 2018/19 para 40,4 milhões de toneladas, ante 41,1 milhões previstos no mês passado. Isso é 12,7 por cento abaixo do registrado no ano passado, mas 8,8 por cento acima da média de cinco anos.

O açúcar branco para dezembro teve alta de 3,20 dólares, ou 0,9 por cento, a 353,40 dólares por tonelada. (Reuters 10/10/2018)

 

Corte de cana

O Tribunal Superior do Trabalho (TST) condenou a Usina Alto Alegre, do Paraná, a pagar os intervalos não usufruídos por uma trabalhadora rural durante a jornada de trabalho no corte da cana de açúcar acrescidos do adicional de horas extras.

Os ministros da 4ª Turma entenderam que a atividade é pesada e contínua e permite a aplicação, por analogia, do artigo 72 da CLT, que estabelece pausas de 10 minutos a cada 90 minutos de trabalho para digitadores (ARR-1699-56.2016.5.09.0562).

O juízo da Vara do Trabalho de Porecatu (PR) havia julgado procedente o pedido da cortadora de cana, mas o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) do Paraná reformou a sentença.

Para o TRT, o intervalo do artigo 72 da CLT é devido somente ao empregado que trabalha exclusivamente com digitação. Porém, para o relator do recurso da empregada, ministro Guilherme Caputo Bastos, as duas atividades envolvem esforço repetitivo com excessivo desgaste físico e mental, o que justificaria a concessão da medida, "como forma de proteção à saúde do empregado". (Valor Econômico 10/10/2018)

 

Cresce interesse de investidores para usinas de etanol de milho

 Dias depois de divulgar uma análise sobre usinas de etanol de milho, o Rabobank observou forte interesse de produtores no assunto: 40 quiseram participar de teleconferência sobre o tema, no fim de setembro. Pelos cálculos do Rabobank, a receita obtida com 1 hectare de milho poderia ser 90% maior com a venda do grão combinada com a de etanol e coprodutos do combustível. “Quando a cotação do grão estiver baixa, o produtor pode usar a capacidade máxima da usina para produzir etanol; quando o milho estiver com preço bom, opta pela venda do grão”, explica Victor Ikeda (Foto), analista de grãos do Rabobank.

Menos cana

A Usimat, principal usina de Mato Grosso a produzir etanol com cana-de-açúcar ou milho, pretende priorizar, aos poucos, o cereal no processamento, por questões econômicas e operacionais. Ao mesmo tempo, a companhia trocará lavouras de cana pelas de eucalipto, cuja madeira será utilizada para a geração de energia elétrica na unidade térmica, em substituição ao bagaço. (Broadcast 08/10/2018)

 

Dreyfus aproveita oferta ampla e bate recordes no Brasil

Embalada por colheitas recorde de soja, algodão e café e pela recuperação da oferta de laranja no Brasil, a multinacional francesa Louis Dreyfus Company (LDC) caminha para registrar em 2018 a maior movimentação de produtos agrícolas de sua história no país, que teve início em 1942. Com receita líquida total da ordem de US$ 40 bilhões por ano, a LDC é uma das maiores empresas de agronegócios do mundo, é o "D" do tradicional grupo das "ABCD", também formado pelas americanas ADM, Bunge e Cargill.

Segundo Murilo Parada, CEO da LDC no Brasil, graças aos investimentos e às parcerias que fez em logística nos últimos anos - sobretudo para ampliar o escoamento de grãos pelo Arco Norte -, a companhia vem conseguindo aproveitar o aumento dos volumes de grãos à disposição. Segundo fontes de mercado, entre soja e milho, com maior peso da oleaginosa, a empresa deverá originar 14 milhões de toneladas este ano no país. Parada não confirma o número, mas reforça que a LDC nunca antes originou tanta soja, milho e algodão no Brasil, e que cerca de 70% dos volumes são exportados.

Pelo Arco Norte, diz, o movimento deverá chegar a 1 milhão de toneladas em 2018 e a ideia é alcançar 4,5 milhões. Parcerias na área logística como a mantida com a brasileira Amaggi (empresa da família do ministro da Agricultura, Blairo Maggi) e com o grupo japonês Zen-Noh têm sido fundamentais para o avanço da múlti na região, mas também é nessa frente que a LDC concentra seus investimentos. No total, a múlti tem investido cerca de R$ 500 milhões por ano no Brasil, e esse mesmo ritmo deverá ser mantido pelo menos até 2020, segundo Parada.

"Dos planos de investimentos do grupo para os próximos três anos, cerca de 30% deverão ser aportados no Brasil, onde está nossa maior base de ativos físicos e de funcionários", afirma. Levando-se em conta todas as cadeiras produtivas nas quais atua (grãos, algodão, café, açúcar e sucos cítricos), a LDC tem no país 60 unidades industriais e de logística e, nos picos de safra, chega a empregar 12 mil pessoas.

Cerca de 70% dos aportes são em infraestrutura. Não apenas em barcaças e terminais portuários no Norte e em armazéns de grãos em Mato Grosso para alimentar a nova rota, mas também em outros segmentos, como sucos. De acordo com Parada, a LDC hoje tem três navios à disposição ("dedicados") para o transporte de suco de laranja para exportação, mas passará a usar dois, mais modernos. E também vai investir para ampliar a operação com suco de laranja não concentrado (NFC), cuja demanda externa tem crescido mais que a do suco de laranja concentrado e congelado (FCOJ). A LDC responde por entre 20% e 25% do total das exportações brasileiras de suco de laranja, que normalmente supera o patamar de 1 milhão de toneladas.

"Há potencial para crescermos em todas as nossas frentes de atuação no Brasil", anima-se Parada, que também é o principal executivo global da LDC no segmento de sucos. Mesmo que as safras nacionais de grãos, algodão, café e citros sejam menores, confia, os investimentos realizados, e os que estão em curso, poderão maximizar as movimentações também no ano que vem. O aprofundamento da estratégia de parcerias também tendem a colaborar para o avanço.

Parada garante que, em boa medida graças ao Brasil, a LDC tem colhido bons resultados e que o cenário é positivo. E que a múlti tem conseguido driblar os sacolejos decorrentes das disputas comerciais dos Estados Unidos, principalmente com a China. "A valorização da soja no Brasil, por exemplo, reduziu as margens de processamento no país. Mas nos EUA aconteceu o contrário, e na China as margens também estão boas. Temos que saber evitar as distorções do mercado".

No primeiro semestre deste ano, a multinacional informou que registrou receita líquida de US$ 18,8 bilhões, mesmo patamar de igual intervalo de 2017, e lucro líquido da ordem de US$ 100 milhões, US$ 60 milhões menor. Em comunicado, o novo CEO global da companhia, Ian McIntosh, considerou a performance "resiliente", palavra que está na moda no mundo corporativo.

Para continuar assim, prega Murilo Parada, é importante que a LDC, fundada em 1851 e que nos últimos anos passou por uma série de mudanças em seu alto escalão de comando, continue se reinventando e não perca o bonde da modernização, já que novos processos digitais estão mudando radicalmente a maneira de fazer negócios. (Valor Econômico 10/10/2018)

 

Índia vai exportar açúcar pela 1ª vez em três anos após alta nos preços

As usinas indianas assinaram acordos para exportar açúcar bruto pela primeira vez em três anos, graças a um aumento de preços em Nova York para máximas em sete meses, juntamente com subsídios do governo para tornar os embarques lucrativos, disseram cinco revendedores e duas fontes da indústria à Reuters.

As usinas do país, que rivaliza com o Brasil o posto de maior produtor mundial, estavam relutantes em assinar novos contratos de exportação até recentemente, já que os preços globais estavam sendo negociados muito abaixo das cotações locais.

Mas um aumento nos preços internacionais do açúcar bruto, juntamente com uma rupia que atingiu mínimas recordes, tornou as exportações viáveis.

As usinas contrataram para exportar 150 mil toneladas de açúcar bruto a cerca de 280 dólares por tonelada, em uma base de free-on-board (FOB), para embarque entre novembro e dezembro, disseram os comerciantes.

Mais exportações indianas poderiam pesar sobre os preços globais da commodity e reduzir a participação de mercado dos rivais Brasil e Tailândia, os dois maiores fornecedores mundiais de açúcar.

As usinas indianas tradicionalmente produzem açúcar branco para consumo local, mas neste ano planejam exportar açúcar bruto à medida que o país enfrenta uma safra superavitária pelo segundo ano consecutivo.

"Nos últimos dias, de repente, as coisas estão indo em favor das usinas indianas", disse BB Thombare, presidente da Western India Sugar Mills Association. "Os preços de Nova York estão subindo, a rupia está se depreciando e o governo também aprovou incentivos para as exportações".

No mês passado, a Índia aprovou incentivos, como um subsídio de transporte para exportação e um pagamento direto para os produtores de cana, a fim de incentivar as usinas com falta de dinheiro a exportar açúcar excedente na safra 2018/19.

Muitas usinas estavam aguardando a notificação do governo após a decisão do gabinete no mês passado, disse um comerciante de Mumbai que trabalha em uma empresa de comércio global.

"Como a notificação foi publicada na sexta-feira, as usinas começaram a assinar acordos de exportação", disse ele. (Reuters 09/10/2018)

 

Agronegócio quer de novo presidente modernização do sistema tributário

Olhar sobre o mercado externo também deverá estar na agenda.

O agronegócio, apesar da importância na economia do país, acaba sendo um dos setores que têm pouca atenção dos presidenciáveis nas propostas de governo. Neste ano, não é diferente.

O segmento, porém, já elegeu seus pontos prioritários para o próximo presidente e promete cobrar. Eles vão da macroeconomia a questões relacionadas a segurança e a sustentabilidade.

As propostas se concentraram em dez pontos. Muitos focam eternos problemas brasileiros que vêm sendo adiados devido ao caixa baixo do governo para investimentos. Outros, devido à força da bancada ruralista, uma das mais fortes de Brasília, poderão ter avanço.

As propostas vieram do Conselho do Agro, que reúne 18 entidades e agregam sugestões não apenas da cadeia agrícola mas também de entidades industriais e de serviços voltadas para o agronegócio brasileiro.

Um dos pontos de relevância é o macroeconômico, que dá ambiente aos negócios do agronegócio. Além da execução das reformas econômicas, o setor quer uma modernização do sistema tributário e evitar a cobrança de impostos sobre as exportações.

Na avaliação do agronegócio, outra prioridade do novo governo deveria ser uma política agrícola com diretrizes de médio e de longo prazos.

O olhar sobre o mercado externo também deverá estar na agenda.

São necessárias visões estratégicas para os grandes mercados como China, EUA e Aliança do Pacífico.

O Brasil precisa também buscar uma evidência para a qualidade e a imagem do produto brasileiro no exterior.

Entre as propostas estão ainda a adequação da regra do licenciamento à atividade agropecuária. O país deveria ter uma política de pagamento pelos serviços ambientais e uma regulamentação do uso dos biomas.

Outro item fundamental, segundo o setor, é o da segurança jurídica. Questões fundiárias, trabalhistas e criminalidade no campo são pontos de destaque.

A economia depende cada vez mais das tecnologias, e o agronegócio não é diferente. É preciso superar as barreiras da conectividade no país, item que pode elevar o aumento da produção, do consumo e da exportação.

A logística não poderia faltar nas propostas. A lista de reivindicações passa pelos setores rodoviário, ferroviário, portuário e hidroviário. Entre elas, estão a implementação de rotas de escoamento e a viabilização dos investimentos nos setores de transporte e de armazenagem.

Na avaliação das entidades, o país precisa avançar também na defesa sanitária da agropecuária. O ambiente regulatório está em descompasso com a evolução do agronegócio.

É necessária uma reavaliação dos procedimentos nos serviços oficiais, além de modernizar e harmonizar os sistemas de informação.

Um dos pontos prioritários no campo é o de elevar o patamar de educação do trabalhador rural. As máquinas vêm, cada vez mais, com muita tecnologia, e a baixa escolaridade dificulta a utilização desses equipamentos.

A edução e a assistência técnica são ferramentas indispensáveis para a transferência de tecnologia. O governo deverá ampliar e aprimorar o sistema educacional, principalmente nos municípios.

Os estudos devem conter disciplinas focadas em gestão econômica e financeira do agronegócio, além de ampliar os programas de qualificação profissional, segundo as propostas para o futuro presidente do país.

Tradicional produtor e exportador de grãos e de carnes, o país precisa aprimorar também a agroenergia. Uma das recomendações das entidades do agronegócio é a regulamentação do Renovabio (Política Nacional de Biocombustíveis) no setor de biocombustível.

A consolidação da agroenergia passa, ainda, pela realização da reforma tributária no setor de etanol e pela promoção do crescimento gradual da mistura de biodiesel ao diesel.

Além disso, é necessário, segundo o setor, viabilizar uma maior participação da biomassa nos leilões de energia. As diversas fontes de biomassa representam 9% da potência outorgada pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) na matriz energética. (Folha de São Paulo 09/10/2018)

 

Grupos agrícolas dos EUA comemoram decisão de Trump sobre mistura de etanol

Grupos do setor agrícola e legisladores de Estados produtores comemoraram a decisão do presidente Donald Trump de autorizar as vendas de gasolina com uma mistura de 15% de etanol, conhecida como E15, durante todo o ano.

Atualmente, a Agência de Proteção Ambiental dos EUA (EPA) proíbe a mistura de 15% de etanol durante o verão, por temores de que ela contribua para aumentar a fumaça em dias quentes. Normalmente, a gasolina nos EUA contém 10% de etanol, que é feito principalmente com milho no país. "Isso vai aumentar a demanda por produtos agrícolas e impulsionar nossas comunidades", disse a senadora democrata Tina Smith, de Minnesota.

"Garantir acesso justo à E15 e a outras misturas de etanol tem sido nossa maior prioridade regulatória há muitos anos, e estamos contentes que o primeiro passo oficial nesse processo tenha sido dado", disse Geoff Cooper, presidente e CEO da Associação de Combustíveis Renováveis (RFA), que representa o setor de etanol nos EUA.

Alguns grupos observaram, porém, que isenções concedidas a pequenas refinarias de petróleopodem anular o aumento da demanda por etanol resultante da liberação da E15 nos meses de verão. A RFA vem insistindo para que a EPA faça cumprir as regras de mistura previstas no chamado Padrão de Combustíveis Renováveis (RFS). O RFS determina os volumes mínimos de combustíveis renováveis que refinarias do país devem misturar a combustíveis fósseis em cada ano.

A Agência de Proteção Ambiental, principalmente durante o mandato do ex-administrador Scott Pruitt, permitiu que muitas pequenas refinarias de petróleo não cumprissem a exigência de mistura de combustíveis renováveis.

Já grupos ambientalistas criticaram a decisão de Trump, alegando que o aumento da produção de etanol iniciado há uma década é responsável por uma série de problemas ambientais associados à crescente produção de milho. (Down Jones 10/10/2018)

 

Fiat Chrysler se prepara para produzir Jeep Renegade híbrido plug-in

A Fiat Chrysler (FCA) anunciou nesta segunda-feira (8) que iniciou os preparativos para a produção de uma versão híbrida plugin do Jeep Renegade, enquanto a montadora avança com sua estratégia de motorização elétrica para atender regras de emissões de poluentes mais rígidas.

A sétima maior montadora de veículos do mundo disse em junho que investirá € 9 bilhões (R$ 38,8 bilhões) em carros elétricos e híbridos nos próximos cinco anos para se adequar completamente às regulamentações de emissões de poluentes em todas as regiões. A empresa também prometeu eliminar gradualmente motores a diesel em carros de passeio europeus até 2021.

O Jeep Renegade híbrido, que deve chegar ao mercado no início de 2020, será produzido na fábrica da FCA em Melfi, no sul da Itália, que já produz a versão com motor a combustão do modelo e o crossover Fiat 500X, disse a FCA. Além de Melfi, a Fiat produz o Renegade, com motor a combustão, em Goiana, em Pernambuco.

Mais de € 200 milhões serão investidos no novo motor, disse a empresa, acrescentando que os funcionários serão retreinados para a nova tecnologia e que a fábrica será modernizada.

Até 2022, a FCA planeja oferecer um total de 12 sistemas de propulsão elétrica, incluindo veículos elétricos a bateria, hibridos plugins e totalmente híbridos, disse a companhia, acrescentando que trinta modelos diferentes serão equipados com um ou mais desses sistemas.

O ex-presidente-executivo da FCA Sergio Marchionne era contra a adoção da eletrificação dizendo que a tecnologia só poderia ser adotada se os veículos produzidos com ela gerassem lucro.

O executivo até pediu que os clientes não comprassem o Fiat 500e da FCA, o único modelo movido a bateria da marca, porque a companhia estava perdendo dinheiro com cada unidade vendida. Mas o sucesso da norte-americana Tesla e a necessidade de cumprir regras europeias de emissões de poluentes mais rígidas obrigaram Marchionne a se comprometer com o que ele costumava chamar de "o mais doloroso" dos gastos.

Marchionne morreu em julho, mas seu sucessor, Mike Manley, prometeu continuar a estratégia estabelecida em junho. (Reuters 09/10/2018)