Setor sucroenergético

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Os votos de Rubens Ometto Silveira Mello

Controlador da Cosan foi o maior financiador individual até o 1º turno eleitoral, com doações de R$ 7 milhões.

Eleitor declarado de Jair Bolsonaro (PSL) no segundo turno destas eleições, Rubens Ometto Silveira Mello financiou, ao menos, 54 candidatos, de 14 partidos diferentes. Até o momento, ajudou a eleger 25 políticos, entre parlamentares federais e estaduais e governadores, como Ronaldo Caiado (DEM), que já venceu a disputa pelo governo de Goiás.

Na Câmara Federal, Ometto ajudou a pagar pela campanhas de 28 candidatos, 15 deles eleitos. Se fossem todos de um partido, essa bancada que contou com recursos do empresário seria a 12ª maior da Câmara, na frente de boa parte das siglas do Centrão, como Solidariedade, PTB, Pros e PSC.

Rubens Ometto Silveira Mello é o maior financiador individual destas eleições, doou R$ 7,030 milhões, de acordo com dados disponíveis até a manhã desta segunda-feira (15).

Em entrevista ao Brazil Journal, afirmou que votará em Bolsonaro na disputa com Fernando Haddad (PT) e que votou, no primeiro turno, em Geraldo Alckmin (PSDB), que não decolou. (EPBR 18/10/2018)

 

Desembolso para programa de renovação de canaviais despenca, mas BNDES vê melhora

Os desembolsos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para o Prorenova despencaram e caminham para fechar o ano abaixo do registrado em 2017, refletindo a crise do setor sucroenergético, embora a instituição já vislumbre uma melhora após modificações na linha de financiamento para renovação de canaviais.

Um menor investimento nas plantações pode impactar a produtividade da próxima safra, cujo início oficial é em abril, eventualmente colaborando para diminuir a disponibilidade de matéria-prima para fabricação de açúcar e etanol no Brasil, o maior produtor global de cana-de-açúcar.

À Reuters, o banco informou que os desembolsos no primeiro semestre somaram apenas 25 milhões de reais, queda de 82 por cento na comparação anual. A primeira metade do ano geralmente concentra as operações, o que leva o BNDES a apostar em um resultado total para 2018 aquém dos 234 milhões de reais computados em 2017.

"O número deve crescer ainda, mas não deve superar o do ano passado", disse o gerente setorial do Departamento do Complexo Agroalimentar e Biocombustíveis do BNDES, Artur Yabe Milanez.

Apesar de o banco considerar os desembolsos por ano civil, o Prorenova segue o calendário de ano-safra (julho a junho), em linha com o Plano Safra montado anualmente pelo Ministério da Agricultura. Tanto no ciclo anterior quanto no atual, a disponibilidade de recursos é de 1,5 bilhão de reais.

O volume efetivamente repassado pelo BNDES vem caindo há alguns anos. Em 2015, somou 554 milhões de reais, enquanto em 2016, 296 milhões. Desde que foi lançado, em 2012, o Prorenova já desembolsou quase 5 bilhões de reais e viabilizou o plantio de mais de 1,5 milhão de hectares de canaviais, segundo o banco.

A retração nos desembolsos se segue a anos de dificuldades financeiras no setor sucroenergético brasileiro.

Recentemente atingida pela queda das cotações internacionais do açúcar, a indústria encarou controle de preços da gasolina em governos anteriores, com impacto negativo na produção de etanol, o que resultou em dezenas de usinas fechadas e no envelhecimento das plantações.

RECUPERAÇÃO

O BNDES já prevê uma melhora nesse cenário, com indústrias se recuperando e tendo no radar o RenovaBio, a nova política nacional de biocombustíveis. Fora isso, mudanças no Prorenova também respondem por essa avaliação.

"Fizemos alterações para catapultar não só as operações diretas, mas também as indiretas, com agentes financeiros. Imaginamos que a partir de outubro, novembro, esses agentes passarão a encaminhar operações do Prorenova para o BNDES", disse o chefe do Departamento de Canais de Distribuição e Parcerias do banco, Caio Araújo.

Conforme ele, há 277 milhões de reais em operações do Prorenova protocoladas no BNDES, com os recursos saindo futuramente.

Neste ano, o prazo de pagamento do Prorenova subiu para sete anos, de seis anteriormente, com o limite de financiamento passando para 80 por cento do valor do plantio por hectare, versus 60 por cento no programa anterior.

Outra alteração importante foi a condição de operações diretas com o BNDES. "Antes as condições eram menos favoráveis para o intermédio. O que a gente fez foi aumentar a remuneração do agente financeiro", disse Araújo.

O setor sucroenergético brasileiro vê como positivas as mudanças, mas diz que as dificuldades financeiras impedem, de fato, uma tomada maior de recursos.

"Evidentemente, as empresas com dificuldades de operar com os bancos também terão dificuldades de operar diretamente com o BNDES. No entanto, as empresas têm se manifestado positivamente com as alterações efetuadas", afirmou o diretor técnico da União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica), Antonio de Padua Rodrigues.

A entidade é a principal associação do segmento no centro-sul, região que responde por mais de 90 por cento do processamento anual de cana no país. (Reuters 19/10/2018)

 

Açúcar: Movimento técnico

As cotações do açúcar demerara fecharam com elevação modesta na sexta-feira na bolsa de Nova York, em meio a ajustes técnicos dos fundos depois de uma sequência de altas fortes.

Os contratos com vencimento em maio subiram 7 pontos, a 14,01 centavos de dólar a libra-peso.

Neste mês, as cotações do açúcar tem sido impulsionadas pela queda do dólar, por notícias negativas sobre a produção do Brasil e por indicações de que a Índia poderá não exportar as 4 milhões de toneladas que foram liberadas pelo governo.

Além disso, as previsões para a produção da Europa também vinham alimentando o movimento de alta.

No Brasil, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal em São Paulo ficou em R$ 65,90 na sexta-feira a saca de 50 quilos, o que representa alta de 0,6%. (Valor Econômico 22/10/2018)

 

Açúcar bruto registra fortes ganhos na semana com valorização do real

Os contratos futuros do açúcar bruto na ICE fecharam em alta nesta sexta-feira, recebendo suporte do fortalecimento da moeda do Brasil.

O contrato março do açúcar bruto subiu 0,02 centavo de dólar, ou 0,14 por cento, a 13,89 centavos de dólar por libra-peso, próximo da máxima em oito meses da sessão anterior de 13,95 centavos de dólar. O contrato avançou mais de 6 por cento na semana.

O rali do mercado observado nas últimas semanas tem recebido suporte de coberturas de vendidos ligadas ao avanço do real ante o dólar norte-americano.

Entretanto, operadores citaram uma retomada de hedge de produtores, junto com um desaceleramento de compras especulativas inspirado pelas condições de sobrecompra técnica do mercado.

O açúcar branco para dezembro ganhou 40 centavos de dólar, ou 0,1 por cento, a 379 dólares por tonelada, terminando a semana com mais de 4 por cento de alta. (Reuters 22/10/2018)

 

Etanol hidratado cai 0,45%; anidro sobe 3,17%, recorde em 1 ano e 9 meses

O preço do etanol hidratado recuou após nove semanas de alta nas usinas paulistas. O combustível saiu de R$ 1,8211 o litro para R$ 1,8129 o litro, em média, queda de 0,45% entre segunda-feira e esta sexta-feira, 19, e acordo com o indicador divulgado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq).

Já o valor do anidro avançou 3,17% na semana, de R$ 1,9619 o litro para R$ 2,0240 o litro, em média. Com a nona alta consecutiva, o preço do litro do anidro é maior em um ano e nove meses, ou desde os R$ 2,0393 recebidos em média por litro na semana de 13 de janeiro de 2017. (Reuters 22/10/2018)

 

Praga em cana da Índia e chuvas no Brasil sustentam ritmo de alta do açúcar em NY

A recente tendência de alta do açúcar em Nova York, que chegou a 28,49% no contrato março, neutralizou o efeito cambial e a pressão dos juros em alta nos Estados Unidos (que desviava compras da commodity para títulos), e acentuou a atenção do mercado com a possibilidade de uma safra indiana (recém iniciada) menor do que se projetava e o atraso da moagem no centro-sul brasileiro com as chuvas.

Os 13.89 c/lp desta sexta (19), do próximo vencimento da ICE Futures (março) que caminhava para uma pequena correção de baixa e acabou ficando estável, mas ainda assim acima da linha d´água, demonstra  o que Maurício Muruci, da Safras & Mercados, enxerga como um ritmo para alcançar os 14 c/lp.

"O mercado está vendo as notícias das infestações de larvas em dois dos maiores estados produtores da Índia, com possibilidade de quebra de 10% da safra", explicou o analista. Da projeção de 35 milhões de toneladas, a praga poderá tirar 3,5 mi/t de matéria-prima, reduzindo o excedente de açúcar já esperado  no mercado internacional.

Do Brasil, o fundamento são as chuvas, que estão paralisando zonas importantes processadoras, como o Paraná e atrapalhando o ritmo em outras. E semana que vem viriam mais, segundo interpretação que Muruci faz dos mapas climáticos, em torno de 105 mm.

Em que pese o mix alcooleiro não mudou, portanto o mercado já precificava há tempos maior destinação de cana para etanol, ainda assim o ritmo de produção de açúcar cai um pouco mais.

Para um mercado que vinha sobre comprado, com a baixa histórica do alimento este ano, poderá haver "alguma correção pontual e limitada de curto prazo ainda não irá significa uma reversão de tendência de modo mais amplo. Parte deste movimento também ocorre por questões fundamentais ligadas a próxima safra na Índia", na interpretação da Safras. (Notícias Agrícolas 19/10/2018)

 

Rumo assina empréstimo de R$2,89 bi com BNDES

A empresa de logística Rumo afirmou que oficializou nesta sexta-feira a tomada de financiamento de 2,89 bilhões de reais com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

A Rumo havia informado sobre a liberação do empréstimo do BNDES em agosto.

Segundo a companhia, o financiamento tem carência até dezembro de 2019, com prazo de pagamento até dezembro de 2029, a um custo máximo de TJLP + 3,88 por cento ao ano.

“Os valores do financiamento serão destinados a apoiar os investimentos no âmbito da concessão de transporte ferroviário de cargas, inclusive na concessão da Rumo Malha Paulista”, afirmou a Rumo no comunicado. (Reuters 19/10/2018)