Setor sucroenergético

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Preço do açúcar bruto recua na ICE e março é negociado a 13,97 cents/libra

Os contratos futuros do açúcar bruto recuaram na ICE nesta quinta-feira após tocarem uma máxima em nove meses e meio na sessão anterior.

O contrato março do açúcar bruto cedeu 0,04 centavo de dólar, ou 0,3 por cento, a 13,97 centavos de dólar por libra-peso, depois de atingir uma máxima em nove meses e meio, chegando a 14,14 centavos de dólar na quarta-feira.

“O mercado talvez terá uma correção, mas é uma questão de quem pressionará”, disse um operador norte-americano.

Mesmo assim, os preços receberam algum suporte do declínio na produção brasileira, devido em parte a maior produção de etanol.

O açúcar branco para dezembro caiu 6,30 dólares, ou 1,6 por cento, para 381,40 dólares por tonelada. (Reuters 26/10/2018)

 

Usinas produzem 49% mais etanol na safra deste ano

Combustível tem sido mais rentável para as empresas do que o açúcar.

Com preços mais atraentes para as usinas, a produção de etanol hidratado, utilizado diretamente nos veículos flex, cresceu 49,03% neste ano no centro-sul do país, enquanto a fabricação de açúcar despencou.

Os dados estão em relatório da safra de cana-de-açúcar no centro-sul do país divulgado nesta quarta-feira (24) pela Unica (União da Indústria de Cana-de-Açúcar).

De acordo com o levantamento, desde o início da safra, em abril, até o último dia 16, a produção de etanol, incluindo o anidro, que é misturado à gasolina antes da comercialização, atingiu 25,86 bilhões de litros.

Desse total, 17,87 bilhões foram de hidratado, que apresentou o forte crescimento em relação à safra 2017/18.

A maioria das usinas do centro-sul tem plantas industriais com capacidade de fabricar etanol e açúcar, e a definição do total de cana que vai para cada um depende muito do cenário econômico.

Como o etanol nesta safra tem sido mais rentável para as empresas do que o açúcar, preferiram produzir o combustível. Reflexo disso, a fabricação de açúcar alcançou 23,39 milhões de toneladas, enquanto no mesmo período de 2017 foram produzidas 31,33 milhões, queda de 25%.

Além disso, de acordo com Antonio de Padua Rodrigues, diretor-técnico da Unica, outro fator que contribui para a menor produção açucareira foi o fato de 17 usinas terem optado por não fabricá-lo.

Enquanto na safra passada as usinas que produziram só etanol representaram 14,43% do total de cana moída, nesta safra elas passaram a responder por 19%.

PRODUÇÃO EM QUEDA

Na safra deste ano, foram processadas 483,56 milhões de toneladas de cana, ou 3,54% menos em comparação às 501,3 milhões do mesmo período na safra passada.

A queda no acumulado da safra ocorreu devido à estiagem e deve se acentuar até dezembro, quando a maioria das usinas já terá encerrado a moagem.

A projeção da Unica é de que a safra atinja cerca de 560 milhões de toneladas de cana, queda de 6,04% em relação às 596 milhões de toneladas previstas inicialmente.

Essas 36 milhões de toneladas equivalem praticamente à produção do Paraná todo na safra 2017/18, quinto maior produtor do país e que colheu 37 milhões de toneladas. O maior produtor é São Paulo, com 357,1 milhões de toneladas na última safra.

Até agora, 15 usinas concluíram a safra e tiveram queda média de 15,5% no total de cana moída. (Folha de São Paulo 24/10/2018)

 

Moagem de cana tem queda com oferta baixa

A queda na oferta de cana-de-açúcar e o aumento das chuvas no Centro-Sul derrubaram os números da moagem na primeira quinzena de outubro. O total de cana processada no período foi de 25,6 milhões de toneladas, queda de 21,3% na base anual.

De acordo com dados do relatório da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), do início da safra 2018/2019 até 16 de outubro, a moagem chegou a 483,56 milhões de toneladas, um recuo de 3,5% contra 2017.

“A retração observada decorre da maior precipitação pluviométrica nas regiões produtoras do Centro-Sul durante o mês, além da redução do ritmo de processamento diário em várias unidades com oferta reduzida de cana nesse ciclo”, afirmou em nota o diretor técnico da Unica, Antonio de Padua Rodrigues. A queda na moagem está concentrada nos estados de São Paulo e Paraná. (DCI 25/10/2018)

 

Cosan estuda viabilidade de incorporação da Cosan Log

As diretorias de Cosan e Cosan Logística irão avaliar a viabilidade de incorporação da Cosan Log pela Cosan, informaram as companhias nesta quarta-feira em fato relevante.

Com a operação, a Cosan passaria a ser sucessora universal da Cosan Log e, portanto, acionista controladora direta da Rumo, com a manutenção do controle indireto pela Cosan Limited.

“O referido estudo de viabilidade incluirá o levantamento das autorizações, condições e processos necessários à implementação da operação pretendida em até 12 meses, incluindo a possibilidade de constituição de comitês independentes para negociação da relação de troca, conforme normas em vigor”, destacaram as empresas no comunicado.

Ambas ressaltaram que buscam simplificar e otimizar a estrutura societária do grupo e reduzir custos operacionais. (Reuters 24/10/2018)

 

Biosev diz que analisa

A Biosev, braço sucroenergético da trading global Louis Dreyfus Company (LDC), “analisa potencial alternativa estratégica” envolvendo a usina Giasa, na Paraíba, disse a companhia nesta quarta-feira.

Em comunicado ao mercado, a companhia ressaltou, no entanto, que não há no momento “qualquer aprovação societária ou documento vinculante de alienação” a respeito do ativo, após pedido de esclarecimento da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) sobre a forte alta das ações da empresa nesta semana.

A Reuters publicou na segunda-feira, com base em fontes, que o grupo sucroenergético está negociando a venda de mais unidades processadoras de cana-de-açúcar no Brasil, a fim de reduzir dívidas. Os papéis da Biosev chegaram a disparar 37 por cento no pregão da segunda-feira.

Em seu comunicado, o grupo sucroenergético disse que “não tem conhecimento de qualquer ato ou fato relevante não divulgado que possa justificar as oscilações atípicas” e lembrou que as referências internacionais do açúcar tem apresentado valorização, o que pode ter efeito sobre suas ações.

“A companhia continua focada em aumentar sua geração de caixa e fortalecer sua estrutura de capital por meio do seu programa de competitividade operacional, o que inclui revisar potenciais alternativas estratégicas relacionadas ao seu portfólio de ativos, bem como diversificar suas fontes de financiamento”, acrescentou a Biosev.

No mês passado, a empresa já havia anunciado a venda de uma usina no Rio Grande do Norte, em um movimento que ocorre sete meses depois que a Louis Dreyfus socorreu a Biosev com uma injeção de capital de 1,05 bilhão de dólares.

A Biosev possui uma grande usina desativada em Mato Grosso do Sul, a de Maracaju, cujas operações foram interrompidas no final do ano passado.

No total, considerando-se a usina de Maracaju, a Biosev possui nove usinas no Brasil, o maior produtor mundial de açúcar. Ela também opera um terminal de exportação de açúcar no Guarujá (SP). (Reuters 24/10/2018)

 

Usinas ampliam vendas de etanol hidratado

O volume total de etanol comercializado pelas unidades do Centro-Sul do Brasil somou 1,35 bilhão de litros na primeira quinzena de outubro, 27,2% mais que na mesma quinzena do ano passado, informou a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica). Do total, 66,03 milhões de litros foram destinados à exportação e 1,28 bilhão ao mercado doméstico.

Esse crescimento continuou a ser influenciado pela forte competividade do etanol hidratado (usado diretamente nos tanques dos veículos) frente à gasolina no mercado doméstico.

As vendas internas do etanol hidratado alcançaram 946,30 milhões de litros nos primeiros 15 dias de outubro, um aumento de 42,75% em relação aos 662,91 milhões de litros registrados em igual período de 2017.

Para Antonio de Pádua Rodrigues, diretor técnico da Unica, “o volume comercializado na primeira quinzena de outubro só não foi maior devido ao aumento na oferta de etanol hidratado no Norte e no Nordeste”.

Além disso, estima-se que as distribuidoras tenham iniciado o mês de outubro com dois dias a mais de estoque de etanol hidratado, reduzindo a retirada de produto das unidades produtoras do Centro-Sul.

No caso do etanol anidro (misturado à gasolina), o volume comercializado na primeira metade de outubro atingiu 337,79 milhões de litros, montante inferior aos 351 milhões observados na mesma quinzena do último ano. (Valor Econômico 24/10/2018)

 

ADM, Bunge, Cargill e Dreyfus anunciam ação conjunta para modernizar operações

As chamadas "ABCDs", quatro tradicionais companhias de trading do agronegócio global (ADM, Bunge, Cargill e Louis Dreyfus) anunciaram nesta quinta-feira um movimento para modernizar o comércio global das commodities, de acordo com comunicado conjunto.

"Impulsionados por oportunidades para aumentar a transparência e a eficiência para os clientes, as companhias globais do agronegócio estão se voltando para as tecnologias digitais emergentes, incluindo blockchain e opções de inteligência artificial...", disseram as empresas.

Segundo a nota, as quatro empresas estão investigando formas de padronizar e digitalizar transações de transporte agrícola global para o benefício de toda a indústria.

"As empresas também buscam ampla participação da indústria para promover o acesso e a adoção global", afirmaram.

Inicialmente, a ADM, a Bunge, a Cargill e a Dreyfus estão focadas em tecnologias para automatizar os processos de grãos e oleaginosas, "pois representam uma parte altamente manual e custosa da cadeia de suprimentos, com a indústria gastando quantias significativas de dinheiro todos os anos ao redor do globo".

Segundo as empresas, a eliminação de ineficiências levaria a uma agilidade no processamento de documentos, melhorando o ambiente de negócios. (Reuters 25/10/2018)

 

"Efeito Bolsonaro" destrava IPOs de empresas brasileiras

A última semana antes das eleições surpreendeu projeções de que 2018 estava quase perdido para as ofertas inicias de ações, com diversas empresas retomando planos depois de meses de paralisia.

Faltando dias para o segundo turno, o mercado já dá como certa a vitória de Jair Bolsonaro, que caiu no gosto dos investidores. A expectativa de um novo governo comprometido com a agenda de austeridade fiscal levou o Ibovespa a entrar em bull market e destravou as ofertas. Desde segunda-feira, a Tivitretomou os planos de negociar ações em bolsa, o BMG registrou um pedido IPO e a StoneCo, que quer abrir capital em Nova York, teria antecipado a precificação para quarta diante da forte demanda pelos papéis.

“A grande probabilidade do candidato com viés reformista ganhar a eleição já começou a aguçar o interesse de empresas”, disse Pedro Galdi, analista de investimentos da Mirae Asset. “Com a confirmação de um cenário de retomada da economia, da confiança do empresário e dos consumidores, abre-se uma janela de oportunidades para captações no mercado de capitais, seja em ações ou renda fixa”, disse.

A expectativa de uma eleição complicada, com mais de 10 candidatos no primeiro turno e incertezas sobre a força da candidatura do PT, deixou os mercados em compasso de espera. No final de agosto, havia pelo menos US$ 33 bilhões em fusões, aquisições, emissão de ações e títulos de dívida parados, de acordo com dados compilados pela Bloomberg.

Bolsonaro lidera as pesquisas com ampla margem de 14 pontos à frente do candidato do PT, Fernando Haddad, segundo a última pesquisa Ibope. O segundo turno das eleições brasileiras está marcado para dia 28 de outubro.

“O nome do presidente já está precificado e próximos drivers para movimentação do mercado serão o anúncio de medidas concretas como reformas e corte de gastos, além da definição da equipe econômica, do presidente do BC, do BNDES”, disse Sergio Goldman, estrategista da Magliano Corretora. Nesse cenário “faz todo sentido termos uma destravada no mercado de capitais ainda esse ano”. (Bloomberg 24/10/2018)

 

Usina São Martinho encerra safra 2018/19; demais unidades do grupo param em até 15 dias

A Usina São Martinho, em Pradópolis (SP), considerada a maior processadora de cana-de-açúcar do mundo, confirmou ao Broadcast Agro, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, que já encerrou a moagem da safra 2018/2019.

O fim da moagem da safra, ocorrido hoje, pode ser o mais precoce da história da usina, a empresa ainda não confirmou. O Grupo São Martinho disse que as outras três unidades, Iracema, em Iracemápolis (SP); Santa Cruz, em Araraquara (SP); e Quirinópolis (GO) , devem encerrar a moagem em até 15 dias.

O Grupo São Martinho não informou o volume processado na atual safra, apenas que "está em linha com o guidance de produção oficial divulgado anteriormente pela companhia". Em agosto, o diretor financeiro e de relações com investidores do conglomerado de usinas, Felipe Vicchiato, relatou que a seca prolongada entre março e julho reduziu de 23 milhões para 20,5 milhões de toneladasa perspectiva de moagem total de cana na atual safra.

A companhia divulga o balanço do segundo trimestre de 2018/2019 (2T19) no próximo dia 6 de novembro após o fechamento do mercado. (Agência Estado 25/10/2018)

 

Canaplan vê estabilidade em produção de cana na próxima safra do CS

A safra de cana-de-açúcar 2019/20 no Centro-Sul do Brasil, cujo início é em abril, deverá ser semelhante à atual em termos de produção, com as recentes chuvas contribuindo para atenuar o envelhecimento dos canaviais na principal região canavieira do mundo, disse nesta quarta-feira a Canaplan.

De acordo com a consultoria, que realizou evento em Ribeirão Preto (SP), a tendência é as usinas novamente alocarem maior parcela de cana para a produção de etanol, uma vez que a oferta da Ásia deve pressionar os preços internacionais do açúcar. Além disso, as referências do petróleo tendem a manter a competitividade do álcool frente à gasolina.

Usinas já impulsionaram a fabricação do biocombustível neste ano, com o consumo nacional batendo recorde.

Em nova estimativa, a Canaplan disse que as usinas e destilarias do Centro-Sul devem fabricar 29 bilhões de litros de etanol no atual ciclo 2018/19, acima dos 26,6 bilhões considerados na previsão anterior, de abril.

Já a produção de açúcar deve ficar em 26,4 milhões de toneladas, de 29,9 milhões projetados previamente.

As estimativas da Canaplan levam em consideração uma moagem de 557 milhões de toneladas de cana em 2018/19, com mix de produção de 36 por cento da oferta de matéria-prima indo para açúcar e o restante para etanol. (Reuters 24/10/2018)