Setor sucroenergético

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São Martinho e Cosan anunciam cisão das operações da Usina Santa Luiza

A São Martinho S.A. divulgou fato relevante para comunicar cisão total e incorporação das parcelas cindidas da Usina Santa Luiza S.A. (USL) pela companhia e pela Cosan S.A. Segundo comunicado, a USL tem como atividade principal o armazenamento em geral, sendo atualmente uma sociedade não operacional entre as duas empresas. O custo, estimado em R$ 150 mil, inclui despesas para publicações e pagamentos de profissionais envolvidos na operação.

A cisão, de acordo com o documento, se justifica “na medida em que a USL deixou de ser uma empresa operacional e sua cisão total e subsequente incorporação das parcelas cindidas visa segregar de forma eficiente seu acervo patrimonial líquido em cada uma de suas acionistas, reduzindo custos administrativos”, informa.

Pela divisão, 66,67% da USL será assumida pela São Martinho e 33,33% pela Cosan, “assim como os adiantamentos para futuro aumento de capital. A São Martinho ainda incorporará todos os demais ativos e passivos conhecidos da USL”, que será extinta.

As operações agrícolas e industriais da antiga usina localizada em Motuca (SP) foram adquiridas em 2007 pelas duas gigantes do setor sucroenergético por R$ 179,3 milhões à época. Na prática, as companhias buscavam o aumento de oferta de cana-de-açúcar para a moagem em usinas de suas propriedades próximas à USL, com uma área de 19 mil hectares da cultura. Ao longo dos anos, a parte industrial foi fechada, os canaviais incorporados pelas empresas e as únicas operações mantidas foram de armazenamento.

No mesmo comunicado, a São Martinho informou que incorporou a Pulisic, uma subsidiária integral da São Martinho, que também será extinta. “Sua incorporação permitirá a utilização mais eficiente dos ativos, gerando maior eficiência, sinergia e racionalização dos custos administrativo-financeiros”. O custo da operação é estimado em R$ 100 mil. (Agência Estado 11/12/2018)

 

CEO da Bunge deixará cargo diante de pressão de investidores

O presidente-executivo da empresa global do agronegócio Bunge, Soren Schroder, deixará o cargo, após meses de pressão de acionistas por mudanças na companhia, em meio a uma prolongada queda nos preços das commodities agrícolas.

A Bunge cedeu às demandas dos acionistas D.E. Shawn e Continental Grain em outubro, quando adicionou três conselheiros e disse considerar opções incluindo a sua venda.

No fim de dezembro, a empresa também indicou o presidente-executivo da companhia de agroquímicos, Syngenta, ao seu conselho.

A trading têm sofrido com os baixos preços das commodities e a atual guerra comercial que praticamente zerou as exportações agrícolas dos Estados Unidos à China.

A Bunge também recebeu algumas ofertas fracassadas de aquisição de rivais como a ADM e a trading de commodities Glencore.

A Bunge está aberta a retomar o contato tanto com a Glencore quanto com a ADM após a saída de Schroder, informou a Bloomberg no sábado, citando uma fonte com conhecimento da questão.

Schroder, que atua como CEO desde 2013, continuará em seu cargo atual até que um sucessor seja nomeado, disse a empresa em um comunicado.

A Bunge também indicou Kathleen Hyle, integrante do conselho, como chairman, efetivo imediatamente.

Hyle era chefe do comitê de auditoria da empresa e será parte de comissão criada para procurar e escolher um novo presidente-executivo. (Reuters 11/12/2018)

 

Açúcar: Petróleo e câmbio

As cotações do açúcar recuaram ontem na bolsa de Nova York com a alta do dólar ante o real e da queda do petróleo.

Os papéis do demerara para maio caíram 15 pontos, a 12,82 centavos de dólar a libra-peso.

As incertezas sobre o Brexit após adiamento da votação no Reino Unido turbinaram ao dólar, o que eleva a rentabilidade das exportações do Brasil.

A baixa do petróleo ainda torna o etanol menos competitivo no Brasil.

Há dias o preço do açúcar tem oscilado à deriva do petróleo, embora tenha encontrado alguma sustentação nos receios quanto ao potencial da produção global, como com a provável redução da safra na Índia, disse João Paulo Botelho, analista da consultoria FCStone.

No país, o indicador Cepea/ Esalq para o açúcar cristal caiu 0,09%, a R$ 68,40 a saca de 50 quilos. (Valor Econômico 11/12/2018)

 

Cade dá aval para a aquisição de rede de postos Zema pela Total

Grupo Zema pertence à família do governador eleito de Minas.

O Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) aprovou sem restrições a compra pela petroleira francesa Total do negócio de distribuição de combustíveis do Grupo Zema no Brasil, segundo despacho publicado nesta segunda-feira (10) no Diário Oficial da União.

O Grupo Zema pertence à família do governador eleito de Minas, Romeu Zema (Novo).

A Zema Petróleo opera uma rede de 280 postos de serviços e instalações de armazenamento de derivados de petróleo e etanol, principalmente em Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso.

Com o negócio, cujo valor não foi revelado, a Total planeja dobrar o número de estações de marca dentro de cinco anos, particularmente no Sudeste e no Centro-Oeste do Brasil, país que também é o segundo maior mercado de biocombustíveis do mundo, destacou a empresa.

O movimento da Total, anunciado no mês passado, se seguiu ao de outras empresas multinacionais no setor de combustíveis.

A holandesa Vitol adquiriu 50% da empresa de distribuição de combustíveis Rodoil, em outubro, e a suíça Glencore levou 78% da Ale Combustíveis, também neste ano.

A Total já opera no país no setor de petróleo. É sócia com 20% de participação na área de Libra, a maior reserva petrolífera do país, em parceria com a Petrobras.

A francesa também tem uma aliança estratégica com a estatal brasileira que incluiu a transferência de 35% dos direitos no campo de Lapa, no pré-sal da bacia de Santos. (Folha de São Paulo 11/12/2018)

 

Bunge investe R$ 7 mi em centro para manutenção de colhedoras de cana no Brasil

A Bunge Açúcar & Bioenergia, um dos maiores grupos sucroenergéticos do Brasil, está investindo cerca de 7 milhões de reais na construção de um centro de manutenção de suas colhedoras de cana para atender seis de suas oito usinas, informou a companhia nesta segunda-feira.

Com inauguração prevista para o próximo mês de janeiro, a instalação ficará na Usina Moema, em Orindiúva (SP), e terá capacidade de manutenção de 15 colhedoras por mês.

“O objetivo é concentrar a manutenção dos equipamentos em um centro altamente especializado, para redução de custos operacionais e padronização. Nesse contexto, será possível reduzir em 20 por cento o custo na manutenção linear das colhedoras e ampliar a produtividade da colheita de cana, em razão da maior disponibilidade mecânica dessas máquinas”, afirmou o braço sucroenergético da Bunge, em nota.

A meta da companhia é ter o retorno do investimento em menos de dois anos.

Conforme a Bunge, serão atendidas nesse centro de manutenção as usinas Moema, Guariroba e Ouroeste, em São Paulo, e Frutal, Itapagipe e Santa Juliana, em Minas Gerais, as quais, no total, possuem uma frota de 120 colhedoras de cana.

Este é o segundo investimento anunciado nas últimas semanas pela Bunge Açúcar & Bioenergia, cujo processo de oferta de ações no Brasil está em suspenso, aguardando melhora das condições do mercado.

Em novembro, a empresa anunciou um investimento de 2 milhões de reais na criação de um Núcleo de Produção de Mudas Pré-Brotadas (MPB). A instalação já foi inaugurada na Usina Moema. (Reuters 11/12/2018)

 

Preço do açúcar na ICE recua seguindo mercado de petróleo

Os contratos futuros do açúcar na ICE caíram nesta segunda-feira (10), acompanhando o movimento do mercado de petróleo.

O contrato março do açúcar bruto teve queda de 0,15 centavo de dólar, ou 1,2 por cento, a 12,72 centavos de dólar por libra-peso, enfraquecido pelo declínio nos preços do petróleo.

"O açúcar está seguindo o petróleo como um cachorro de coleira curta atualmente", disse a Marex Spectron em relatório.

Menores preços de energia diminuem a competitividade do etanol no Brasil, gerando receios de que as usinas brasileiras voltarão a produzir açúcar em vez do biocombustível.

Operadores disseram que a desvalorização do real também pressionou o mercado, já que encoraja os produtores brasileiros a vender, por aumentar o retorno na moeda local das commodities atreladas ao dólar.

O açúcar branco para março caiu 2,60 dólares, ou 0,8 por cento, a 343 dólares por tonelada. (Reuters 11/12/2018)

 

Fundecitrus eleva estimativa de safra de laranja a 275,75 mi caixas

A safra de laranja 2018/19 do parque citrícola de São Paulo e Trângulo/Sudoeste Mineiro deve alcançar 275,75 milhões de caixas de 40,8 kg, informou nesta segunda-feira o Fundecitrus, em uma alta de 0,88 por cento sobre a estimativa anterior.

Conforme o Fundo de Defesa da Citricultura, a principal razão para o pequeno incremento da produção deve-se à mudança no regime de chuvas.

“Depois da seca que se instalou em todo o parque citrícola de maio a julho de 2018, com estiagem de 45 a 70 dias variando entre as regiões... as chuvas voltaram a ocorrer em agosto, continuaram dentro da normalidade no decorrer de setembro e se intensificaram em outubro e novembro”, afirmou a instituição, em comunicado. (Reuters 10/12/2018)