Setor sucroenergético

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Usinas sucroenergéticas fechadas são problema para Bolsonaro

Uma terra árida que será herdada pelo governo Bolsonaro: neste final da safra 181/19, pois chegou a 100 (cem) o número de usinas sucroalcooleiras paradas em todo o Brasil sem recursos para voltar a operar.

Ainda vale-se dizer que usinas que eram referencia em produção aqui no Estado de São Paulo, muitas produzem igual ou pior que as usinas do Estado no Nordeste.

Administrar usinas não é tarefa fácil, pois grandes grupos que deveriam produzir cana, hoje em dia estão lotados de “gente” deixando de lado o jeito simples de produzir cana como se fazia nos tempos da velha guarda.

O apocalipse do mato está tomando conta do setor e a produtividade em tc/ha (tonelada de cana por hectare) cai ano a ano. (Agência Senado 20/12/2018)

 

Conab projeta alta de quase 20% na produção de etanol

Problemas climáticos e redução dos investimentos sobretudo em alguns polos do Sudeste levaram a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) a reduzir sua estimativa para a produção de cana-de-açúcar no Brasil nesta safra 2018/19, que começou em abril.

Segundo a estatal, o volume alcançará 615,8 milhões de toneladas, com quedas de 3,1% em relação ao previsto em agosto e de 2,8% na comparação com o resultado final do ciclo 2017/18. Do total, o Centro-Sul deverá representar 566,9 milhões de toneladas, uma baixa de 3,7%, e a região Norte/Nordeste responderá por 48,9 milhões de toneladas, 9,7% mais que no ciclo passado.

As intempéries no Sudeste "aparecem" nas estimativas da Conab para a produtividade média das lavouras. No Centro-Sul, onde a área de produção caiu 1% em 2018/19, para 7,8 milhões de hectares, o rendimento recuará 2,7%, para 73.084 quilos por hectare. No Norte/Nordeste, que teve área 1,6% menor (877,3 mil hectares), haverá aumento de 11,5%, para 55.781 quilos por hectare.

A devolução de terras arrendadas é apontada pela Conab como uma das causas para a redução das áreas de produção nas duas macrorregiões. "E o envelhecimento das lavouras, a baixa taxa de renovação, a falta de investimento em algumas regiões e a redução do pacote tecnológico têm mantido as médias brasileiras inferiores a 80 mil quilos por hectare", diz relatório divulgado ontem pela estatal. Na média, a produtividade nacional deverá registrar baixa de 1,7%, para 71.326 quilos por hectare.

A Conab também confirmou que a maior parte da colheita de cana deverá ser destinada à produção de etanol, que durante a maior parte do ano remunerou melhor as usinas do que o açúcar, cujas cotações internacionais permaneceram em baixos patamares. No Centro-Sul, a fabricação do bicombustível deverá somar 30,2 bilhões de litros na safra 2018/19, 18,5% acima do volume da temporada passada, ao passo que no Norte-Nordeste o incremento deverá chegar a 20%, para 2,1 bilhões de litros.

"Diferentemente do açúcar, que tem sua comercialização pautada em contratos futuros, o etanol permite que a unidade de produção [usina] aumente o fluxo de caixa com maior rapidez, uma vez que a comercialização é praticamente instantânea. O pagamento é realizado tão logo o combustível é entregue na distribuidora", aponta o relatório.

Com o movimento, mais nítido entre as usinas do Centro-Sul, a produção brasileira de açúcar deverá recuar 16,2%, para 31,7 milhões de toneladas. No próprio Centro-Sul a queda será de 17,6%, para 29,1 milhões de toneladas, que nem de longe poderá ser compensada pela alta de 3,6% projetada pela Conab para o Norte/Nordeste, onde o volume poderá alcançar 2,6 milhões de toneladas.

Levantamento divulgado também ontem pela União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) mostrou que, no Centro-Sul, a moagem nesta safra 2018/19, de 1º de abril à primeira quinzena de dezembro, atingiu 556,9 milhões de toneladas, 4,1% menos que em igual intervalo da temporada 2017/18. Na mesma comparação, a produção de açúcar 26,7%, para 26,2 milhões de toneladas, e a de etanol registrou alta de 18,9%, para 29,8 bilhões de litros.

Ainda de acordo com a Unica, 72 usinas encerraram os trabalhos da safra na primeira quinzena deste mês, ampliando o número total de unidades já com as portas fechadas para 205. Isso não significa, é claro, que as vendas de açúcar e etanol serão paralisadas. Para a entressafra do Centro-Sul, que vai até o primeiro trimestre do ano que vem, muitas usinas fizeram estoques de etanol para aproveitar o bom momento do mercado, no qual a demanda permanece aquecida. (Valor Econômico 20/12/2018)

 

Próxima safra de cana no CS será semelhante à atual, com foco no etanol

A próxima safra de cana-de-açúcar no centro-sul do Brasil, a 2019/20, que se inicia em abril, deverá ter um volume semelhante ao da atual, na casa de 570 milhões de toneladas, afirmou nesta quinta-feira o diretor da Unica, Antonio de Pádua Rodrigues, em uma avaliação preliminar.

Segundo ele, a exemplo do que ocorreu em 2018/19, a próxima temporada também será "muito alcooleira", com usinas tirando proveito de melhores preços do etanol em relação ao açúcar.

Padua evitou apontar um volume de moagem para a nova safra. O número indicado para 2018/19, de aproximadamente 570 milhões de toneladas, representaria uma queda de cerca de 4 por cento frente a anterior.

Mais cedo, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) previu a safra 2018/19 do centro-sul em 566,9 milhões de toneladas. 

A jornalistas, ele disse achar "difícil" que a próxima safra seja menor em relação à vigente. "Deve ser semelhante à atual, não volta ao nível de 2017/18", destacou.

A projeção quanto a uma certa estabilidade para a safra futura foi indicada apesar de o Centro de Tecnologia Canavieira (CTC) ter avaliado, na mesma conferência de imprensa, que o clima até o momento tem sido muito favorável para a cana do centro-sul, que responde por cerca de 90 por cento da colheita do Brasil.

O gerente de Marketing e Negócios do CTC, Luiz Antonio Dias Paes, disse acreditar que a produtividade dos canaviais deverá crescer em 0,5 tonelada por hectare em média, com uma lavoura menos envelhecida.

Espera-se um canavial com 3,66 anos, em média, ante 3,72 anos na temporada atual.

A produtividade possivelmente maior seria compensada por eventual queda de área de colheita, de cerca de 1 por cento, uma vez que a cana deverá perder algum espaço para grãos e outras áreas recém-plantadas só começarão a produzir em 2020, segundo o executivo do CTC.

Conforme Paes, há perspectiva de aumento na renovação de canaviais.

"Até agora a coisa está indo muito bem, se tivermos um verão normal, a expectativa é de que tenhamos uma safra mais produtiva que a deste ano", comentou.

BALANÇO

Os 570 milhões de toneladas de moagem em 2018/19 consideram um processamento de cerca de 10 milhões de toneladas entre janeiro e março, o período de entressafra.

Segundo dados da Unica, até 16 de dezembro 205 usinas haviam encerrado as atividades da atual temporada, ante 215 há um ano. A expectativa, segundo Rodrigues, é de que até o fim deste mês o esmagamento de cana chegue a 560 milhões de toneladas.

Até a primeira metade de dezembro, a moagem de cana no centro-sul totalizava 556,8 milhões de toneladas, queda de 4,1 por cento, com a fabricação de açúcar 26,7 por cento menor, com 26,2 milhões de toneladas.

Em paralelo, a de etanol apresenta incremento de 19 por cento, com quase 30 bilhões de litros, refletindo um mix de 64,4 por cento da oferta de matéria-prima alocada para o biocombustível no ciclo.

RENOVABIO

A presidente da Unica, Elizabeth Farina, aproveitou o evento para fazer um balanço de sua gestão à frente da entidade. Ela deixará o cargo em 31 de março, conforme já anunciado. 

Segundo ela, o RenovaBio (Política Nacional de Biocombustíveis) pode ser considerado uma das principais conquistas do setor sucroenergético e está alinhado com a visão de governo liberal do presidente eleito Jair Bolsonaro.

"A estrutura do RenovaBio converge para esse recorte mais liberal, não tem subsídio, não tem renúncia fiscal... Acredito que terá convergência com o tipo de política que será aplicada (pelo nove governo)", afirmou ela. (Reuters 20/12/2018)

 

MS deve bater recorde da produção de etanol na safra 18/19 e chegar aos 3,235 bilhões de litros

Os dados são do terceiro levantamento de safra, divulgado nesta quinta-feira (20), pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Mato Grosso do Sul deve bater na safra 2018/2019 o recorde da produção de etanol e atingir a marca dos 3,235 bilhões de litros, o que pode representar um incremento de 22,9% frente aos 2,632 bilhões de litros da temporada 2017/2018. Os dados são do terceiro levantamento de safra, divulgado nesta quinta-feira (20), pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Se confirmada a projeção da Conab, o estado vai superar a marca histórica atingida no ciclo 2015/2016, quando seu parque sucroenergético processou 2,820 bilhões de litros do biocombustível.

Do etanol processado em Mato Grosso do Sul nesta safra, 68%, o equivalente a 2,200 bilhões de litros são do tipo hidratado, que é vendido diretamente nos postos de combustíveis. Os outros 32%, 1,035 bilhão de litros, são do anidro – que é misturado na proporção de 27% a gasolina. (G1 20/12/2018)