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Açúcar: Déficit global

As cotações do açúcar se descolaram do mercado do petróleo e fecharam em alta ontem na bolsa de Nova York, em meio às perspectivas de deficit global.

A barreira dos 13 centavos de dólar a libra-peso, contudo, não foi rompida. Os contratos do açúcar demerara para maio fecharam a 13,08 centavos de dólar a libra-peso, alta de 2 pontos.

A consultoria F.O. Licht atualizou suas estimativas de oferta e demanda global e elevou sua previsão de déficit para 1,9 milhão de toneladas nesta safra internacional 2018/19, iniciada em outubro.

Outras consultorias começam a prever demanda maior que a produção por causa da redução da produção na Índia e na União Europeia.

No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 50 quilos do açúcar cristal subiu 0,09%, para R$ 69,05. (Valor Econômico 24/01/2019)

 

Safra da cana abre 700 vagas de trabalho em usina no noroeste paulista

Interessados devem ir ao ginásio de esportes de Olímpia, entre às 9h e 13h, levando currículo, carteira de trabalho, CNH ou CPF originais e cópia dos documentos.

A safra deste ano da cana-de-açúcar movimenta a contratações neste começo do ano nas usinas na região noroeste paulista. A Tereos iniciou o processo de seleção e contratação dos safristas que vão atuar nas unidades do grupo.

O Feirão de Empregos será nesta quinta-feira (24), em Olímpia (SP), e vai oferecer 700 vagas nas unidades Cruz Alta, Vertente, Severínia e São José.

Os interessados devem comparecer entre às 9h e 13h, com currículo, carteira de trabalho, CNH ou CPF originais e cópia dos documentos, no ginásio de esportes de Olímpia, localizado na Avenida Harry Gianecchini, 750, Jardim Ferreira.

De acordo com a usina, para se candidatar é necessário morar em Olímpia, Severínia, Baguaçu, Cajobi, Monte Verde, Guaraci, Altair, Icém, Colina, Barretos, Bebedouro, Jaborandi ou Guapiaçu.

As vagas abertas são para as áreas industrial (auxiliares e operadores), agrícola (motoristas, tratoristas e auxiliares), laboratórios, automotiva e manutenção. (G1 23/01/2019 às 14h: 38m)

 

Futuros de açúcar fecham em alta na ICE; março é negociado a 12,97 cents/libra

Os contratos futuros do açúcar fecharam em alta nesta quarta-feira na bolsa ICE, após quedas na sessão anterior.

O açúcar branco avançou 2,10 dólares, ou 0,60 por cento, fechando a 350,70 dólares por tonelada.

O açúcar bruto subiu 0,04 centavo, ou 0,31 por cento, a 12,97 centavos de dólar por libra-peso, depois de cair acentuadamente na sessão anterior. (Reuters 24/01/2019)

 

Cargill e Royal DSM estabelecem joint venture para levar ao mercado adoçantes com valor calórico reduzido

Atender à crescente demanda por produtos não-artificiais, com poucas calorias e sabor agradável é um dos grandes desafios atuais para produtores de alimentos e bebidas. Hoje, a Cargill e a Royal DSM, uma empresa global baseada na ciência em Nutrição, Saúde e Vida Sustentável, anunciaram uma nova joint venture, a Avansya, para ajudar a indústria a atender ao desejo de seus consumidores.

Juntas, as empresas produzirão, por meio do processo de fermentação, moléculas de sabor doce como os glicosídeos de esteviol Reb M e Reb D, dando aos fabricantes de alimentos e bebidas uma solução de maior escala e menor custo do que se as mesmas moléculas fossem extraídas da folha de stevia.

O novo empreendimento une as tecnologias de ambas as empresas para a produção de produtos glicosídicos de esteviol feitos por fermentação e comercializará seus produtos sob uma única marca, a EverSweet.

A joint venture será uma parceria de 50% entre as duas empresas. O estabelecimento da joint venture está sujeito a aprovações regulatórias e outras condições habituais, mas as companhias esperam que ele seja finalizado no primeiro trimestre de 2019.

De acordo com comunicado à imprensa, a parceria “alavanca os pontos fortes e altamente complementares” das duas empresas para trazer ao mercado glicosídeos de esteviol Reb M e Reb D derivados de fermentação. A DSM traz seu conhecimento em biotecnologia, fornecendo expertise em pesquisa e desenvolvimento, incluindo técnicas de fermentação e produção de enzimas, além de possuir relacionamento com clientes em segmentos específicos de mercado.

Já a Cargill traz sua experiência em aplicação e sua presença comercial global no mercado de adoçantes e sua capacidade de fermentação em larga escala, com acesso a fornecedores de matéria-prima localizados próximos a sua fábrica em Blair, Nebraska (EUA).

A joint venture fará uso de uma nova instalação de fermentação que está sendo construída em Blair, que deverá estar concluída e operando em meados de 2019.

“Estamos muito satisfeitos em anunciar esta joint-venture com a Cargill”, diz o presidente da DSM Food Specialties, Patrick Niels. “Uma das transformações mais significativas nos mercados globais de alimentos e bebidas é a iniciativa de reduzir o açúcar na dieta das pessoas. Esta parceria nos permitirá trazer soluções de redução de açúcar produzidas de forma sustentável, com base em glicosídeos de esteviol, de forma mais rápida, eficaz e em larga escala para gerar impacto global”.

Por sua vez, o vice-presidente de segmento de alimentos da Cargill na América do Norte, Chris Simons, ressaltou que a demanda por soluções de redução de açúcar é “urgente, global e cresce rapidamente”. “Enquanto os consumidores buscam alimentos e bebidas que ajudam a atender suas necessidades ou objetivos alimentares, seja para uma dieta diabética ou simplesmente para reduzir a ingestão de calorias e açúcar, os donos de marcas sabem que o sabor não pode ser comprometido”, completa. (Dinheiro Rural 23/01/2019)

 

Agronegócio lança manifesto conjunto contra sobretaxação do setor produtivo em MT

A União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) e a Associação Brasileira dos Produtores de Milho (Abramilho) estão entre os signatários do documento

Quarenta entidades ligadas ao setor agropecuário divulgaram nesta quarta-feira, 23, manifesto conjunto contra a sobretaxação do setor produtivo. A iniciativa foi reação principalmente ao Projeto de Lei 04/2019, em tramitação na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, que propõe mudanças na Lei 7.263, criadora do Fundo de Transporte e Habitação (Fethab).

“A taxação será danosa para o etanol feito à base de milho, que recentemente recebeu investimentos privados para construção de usinas para o aproveitamento do excedente de grãos gerando combustível mais limpo para toda a sociedade”, afirma o comunicado, assinado também pela Associação Brasileira dos Produtores de Milho (Abramilho).

Segundo a Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), outra signatária, alíquotas do fundo passariam a incidir sobre a produção de miúdos, carne com osso e sem osso, além dos atuais 23,5% que já incidem sobre o abate do boi. Outra reclamação do setor pecuário é de que a destinação dos recursos recolhidos deixaria de ser 100% aplicada em melhorias na logística de escoamento, para também atenderem a áreas como saúde e educação.

No documento assinado pelas 40 entidades, é mencionado que a “sobretaxação do agronegócio afeta todas as cadeias, ou seja, produtores rurais, as empresas compradoras, as agroindústrias e os exportadores, o que trará um resultado negativo a todo o País”. Além disso, cita que, “como já ocorreu em alguns Estados, medidas como esta são danosas ao setor, tendo em vista a situação atual de endividamento dos produtores causada por problemas de comercialização e também com a redução da produção devido ao clima e a situações adversas”.

No caso da cadeia da soja, o principal produto exportado pelo Brasil, as entidades signatárias, entre elas a Associação Brasileira da Indústria de Óleos Vegetais (Abiove), se mostram receosas quanto à indefinição em torno da guerra comercial entre Estados Unidos e China, “que pode reduzir os valores dos prêmios pagos nos portos aos exportadores”.

“Não é punindo a produção que serão resolvidos os problemas financeiros dos entes federados (os Estados)”, diz o texto. “Infelizmente os Estados fizeram dívidas, incharam a máquina pública, não investiram em ganhos de gestão e eficiência e agora estão com dificuldades financeiras”, dizem as entidades, que protestam contra a elevação da carga tributária sobre bens primários, que “solaparia o setor mais importante da economia brasileira, o agronegócio”.

Assinam o documento, entre outras instituições, a Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec), a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), a Associação Nacional de Defesa Vegetal (Andef), a Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil), o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), a Associação Nacional dos Exportadores de Sucos Cítricos (Citros BR), o Conselho Nacional do Café (CNC), várias Federações de Agricultura, a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), a Sociedade Rural Brasileira (SRB), a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), a Associação Brasileira de Laticínios (Viva Lácteos) e o Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal (Sindan). (Agência Estado 24/01/2019)

 

GranBio retomará operações comerciais em sua usina de etanol

A produtora brasileira de biocombustíveis GranBio retomará suas operações comerciais em sua usina de etanol celulósico, a Bioflex 1, até o final de janeiro, informou a empresa nesta terça-feira.

A usina, localizada no estado de Alagoas, no nordeste do país, extrai bagaço e palha da cana-de-açúcar para produzir etanol celulósico, ou etanol de segunda geração (2G). A planta é a primeira desse tipo construída no hemisfério sul e tem capacidade para produzir 82 milhões de litros por ano.

A Bioflex 1 entrou em operação em setembro de 2014, mas foi interrompido em 2016 depois que complicações no pré-tratamento de sua carga de cana-de-açúcar forçaram o desligamento.

A planta deve produzir cerca de 30 milhões de litros de etanol este ano e 50 milhões de litros em 2020. (O Petróleo 24/01/2019)