Setor sucroenergético

Notícias

Tentativa de extensão de royalties para cana já em uso expõe mais o CTC e a crise dos acionistas

Elevar para 25 anos os royalties por variedades de cana já em uso, adquiridas sob amparo da Lei de Proteção de Cultivares para pagamentos em 15 anos, é um pleito que interessa a todas as desenvolvedoras, mas praticamente o Centro de Tecnologia Canavieira (CTC) está sozinho no impasse com os fornecedores. E é possível entender, pois está para perder o controle das primeiras linhagens, entre as quais a campeã CTC4, depois de mais um ano de crise do setor, com reduzida implantação de cana nova, até entre seus acionistas.

Com a maior presença CTC no censo varietal e, portanto, segundo vários agentes do setor, principal fonte de receita da empresa, comandada por CNPJs de 60% do setor industrial brasileiro - a variedade está protegida até julho de 2020.

Em entrevista ao Notícias Agrícolas, em 22 de agosto de 2018, Viller Janeiro, diretor do CTC, admitiu que havia necessidade de retroagir na mudanças da lei para dar equilíbrio financeiro e, mais ainda, levando em conta que, segundo ele, o tempo de vigência dos royalties mal correspondem ao tempo de maturidade comercial de uma variedade de cana.

Quinta-feira passada, em reunião no Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) houve uma rodada de discussão com representantes do setor e novamente a empresa de Piracicaba insistiu no argumento. Isso em pouco mais de um mês de o BandesPar, braço de participações do BNDES, garantir quase R$ 100 milhões de um total de R$ 300 que deverão ser liberados à empresa de pesquisa.

Mais prazos para novas

Discutir o futuro de novas variedades é uma coisa e deve contar com apoio de todo o mercado, inclusive como forma de garantir o fundamental papel que o CTC, a Ridesa (Rede Interuniversitária) e IAC terão, no futuro da canavicultura, como sempre tiveram.

Inclusive os principais opositores das mudanças propostas no Congresso estão dando pleno apoio à extensão de 25 anos de direitos aos novos cultivares. A Federação dos Plantadores de Cana do Brasi (Feplana) e a União Nordestina dos Produtores de Cana (Unida), únicas entidades de fornecedores presentes à reunião na Secretaria de Política Agrícola, reiteraram a mesma disposição. De resto também já exposta ao Notícias Agrícolas pelo secretário-geral da Feplana, Luis Henrique Scabello de Oliveira, em 13 de agosto do ano passado.

E de fato os custos com pesquisas, especialmente na manutenção do material humano, precisa de maior garantia de retorno comercial, sob pena de desincentivo às pesquisas. No caso da cana, é importante pelo momento de maturação tecnológica da transgenia e da cana para etanol de segunda geração, onde inclusive o CTC desponta, em meio a um mar de cana velha, com variedades mal alocadas e com irrisória renovação.

Mas é visto como oportunismo trazer para a discussão a possibilidade de se rasgar contratos, criando insegurança jurídica, e imputar mais despesas para quem as contratou por 15 anos, portanto fora de qualquer planejamento dos adquirentes das mudas.

É importante destacar que o CTC ao menos tem a coragem desse posicionamento comercial, ainda que possa ser discutido sua validade, até mesmo por ser o único ente privado entre os desenvolvedores. E a bem da verdade não estaria no topo da liderança em receita se a mudança na lei de cultivares fosse retroativa.

A Ridesa, com mais de 60% da área plantada de cana, em com mais materiais para sair do ciclo de proteção, estaria entre as mais beneficiadas.

Em contrapartida, mais canavieiros seriam penalizados e cada vez menor seriam as terras para renovação.

Andanças do Congresso

Desde que o relatório do ex-deputado Nilson Leitão chegou à Comissão da Câmara que analisava o Projeto de Lei 827/15 com alteração à Lei de Cultivares, no primeiro semestre de 2018, a matéria vem sofrendo pressão maior das empresas desenvolvedoras de cana de açúcar.

A discussão sobre a extensão da propriedade intelectual dos 15 para 25 anos teve apoio em outro PL, o 8926/17, do então deputado e agora eleito senador Luis Carlos Heinze (PP-RS). Depois, outro PL do senador Givago Tenório (PP-AL) entrou em debate.

Por pressão das desenvolvedoras de variedades, de acordo com fontes bem informadas do setor, há tentativa de estender o pagamento de royailties sobre todas as variedades já no campo e que ainda não tiveram a propriedade intelectual desprotegida.

O secretário de Políticas Agrícolas do Ministério, Eduardo Sampaio, sugeriu ao grupo das entidades presentes no encontro da semana passada para que fossem realizadas outras reuniões, até que se chegue a algum acordo a ser levado ao Congresso. (Notícias Agrícolas 05/02/2019)

 

Aumento dos combustíveis atinge BR, Ipiranga e Raízen

A insatisfação dos consumidores com a escalada dos preços dos combustíveis, que desencadeou na greve os caminhoneiros em maio de 2018, atingiu as principais marcas do setor de distribuição. Uma pesquisa de mercado da consultoria CVA Solutions mostra que o índice de rejeição às líderes de mercado (BR, Ipiranga e Raízen) aumentou e que a força da marca das três empresas enfraqueceu.

A consultoria ouviu, em janeiro, cerca de 5 mil consumidores. Para o sócio-diretor da CVA, Sandro Cimatti, o resultado da pesquisa reflete a insatisfação generalizada dos clientes com a elevação dos preços no ano passado.

Embora a política de reajustes diários da Petrobras tenha sido o centro das atenções durante a greve dos caminhoneiros, a BR, Ipiranga e Raízen não passaram incólumes. Em meio à escalada dos preços nos postos, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) chegou a abrir investigações para apurar suspeitas de cartel entre as líderes do mercado.

"O ano passado foi um ano de reajustes frenéticos nos preços. Em geral foi um ano de desgaste para as distribuidoras, todas as grandes sofreram", avalia Cimatti.

A BR foi a mais desgastada. A companhia perdeu o posto de marca mais forte para a Ipiranga - que, embora também tenha sofrido com o aumento da rejeição, teve a marca beneficiada, em parte, pela mídia espontânea gerada pela campanha eleitoral de Jair Bolsonaro, que cunhou o ministro da Economia, Paulo Guedes, seu "Posto Ipiranga".

"A hipótese trabalhada para o desgaste maior a BR é a questão dos preços. A pesquisa mostra, por exemplo, que a percepção entre os consumidores da BR e Raízen é de que os preços praticados por essas empresas estavam mais caros que o da concorrência. A segunda hipótese é a mídia espontânea da marca Ipiranga durante as eleições, que pode ter ajudado a empresa a reduzir os danos do desgaste das líderes de mercado durante um ano difícil", disse Cimatti.

A força da marca é uma medida que leva em consideração a atração da marca menos a rejeição perante os clientes e não clientes consultados. A rejeição à BR, medida pelo percentual dos entrevistados que apontou a marca como o pior posto do mercado, aumentou de 5% para 7,9%. Pelo lado da atração, a percentagem de consumidores que apontaram a BR como o melhor posto caiu de 34,2% para 29%.

Procurada, a BR disse que segue líder e "top of mind" junto aos consumidores e que seu posicionado publicitário visa a mostrar como a "mobilidade das pessoas pode ser impactada positivamente após passarem nos postos BR".

Mesmo a Ipiranga, que ultrapassou a BR em força da marca, registrou ligeira queda na sua atração (o percentual de pessoas que disseram que o posto Ipiranga é o melhor do mercado caiu de 31,5% para 31,1%) e a rejeição à companhia subiu de 2,5% para 3,5%. A empresa também foi líder em recomendação líquida (medida pela diferença entre promotores e detratores de uma marca, quando perguntados sobre a probabilidade de recomendarem o posto).

A Ipiranga esclareceu que, apesar dos desafios de 2018, vem intensificando a sua estratégia de ser uma "plataforma de negócios convenientes que facilitam o dia a dia e a mobilidade das pessoas", por meio da amplitude da oferta de produtos e serviços.

Já a Raízen, joint venture entre a Shell e Cosan, apresentou ligeira melhora na atração da marca, mas o aumento da rejeição puxou a força para baixo: 19,2% dos entrevistados disseram que os postos Shell são os melhores, ante os 18,9% de janeiro de 2018. A rejeição, por sua vez, subiu de 3,9% para 5,9%. (Valor Econômico 06/02/2019)

 

Média de preço do açúcar cristal em São Paulo sobe 0,4% em janeiro

As cotações do açúcar cristal no mercado spot paulista tiveram leve aumento entre janeiro e dezembro, segundo dados do Cepea. A média do Indicador do açúcar cristal Cepea/Esalq (São Paulo) foi de R$ 68,83/saca de 50 kg em janeiro, elevação de 0,38% na comparação com a do último mês de 2018 (R$ 68,57/saca).

De acordo com os pesquisadores, especificamente nos últimos sete dias, os valores praticados no spot se mantiveram-se no patamar dos R$ 69,00 por saca de 50 kg devido à baixa demanda e à disponibilidade restrita. De 28 de janeiro a 4 de fevereiro, o Indicador do açúcar cristal Cepea/Esalq, cor Icumsa de 130 a 180, mercado paulista, subiu 1,23%, a R$ 69,92/saca de 50 kg nessa segunda-feira. (Reuters 05/02/2019)

 

Japoneses entram no capital da Ourofino

A brasileira Ourofino Agrociência, criada há oito anos pelos mesmos fundadores da indústria veterinária Ourofino para atuar no ramo de defensivos agrícolas, anunciou ontem que as japonesas Mitsui & Co. e Ishihara Sangyo Kaisha (ISK) deverão assumir participações de 20% e 5% em seu capital, respectivamente. O valor do negócio não foi divulgado e a operação ainda está sujeita a ajustes e aprovações do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

Em 2018, a Ourofino obteve receita líquida de R$ 798,4 milhões, segundo dados preliminares e ainda em auditoria, aumento de 20,3% ante 2017. "Este ano, devemos passar de R$ 1 bilhão. Mas uma estimativa oficial ainda será calculada, após as aprovações", disse Marcelo Abdo, vicepresidente da Ourofino.

Segundo o executivo, a empresa brasileira sempre foi muito assediada. "Nós sempre olhamos as propostas, mas a ideia não era vender o controle. Na transação anunciada, as possibilidades são grandes", acrescentou Abdo, ressaltando que os executivos da empresa permanecerão à frente. "A gestão continua sendo da Ourofino. Então, a agilidade nas negociações não foi perdida", disse o executivo.

Como lembra a Ourofino, a Mitsui é uma das principais tradings agrícolas japonesas e a ISK é especializada em pesquisa e desenvolvimento de novas moléculas para agroquímicos. "A Mitsui tem participação em mais de 400 empresas e na área de defensivos biológicos, coisa que não temos, mas que faz todo sentido entrar", avaliou. "A ISK pode acrescentar muito em desenvolvimento de moléculas", afirmou o executivo.

Com sede em Ribeirão Preto, no interior paulista, a Ourofino conta com fábrica em Uberaba, no Triângulo Mineiro, e escritório de suprimentos em Xangai, na China. A empresa tem em seu portfólio 35 produtos e planeja 22 lançamentos até 2022. Segundo dados preliminares, a Ourofino teve lucro líquido de R$ 69,3 milhões em 2018, queda de 3,6% ante 2017. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) cresceu 29,3%, a R$ 136,8 milhões. (Valor Econômico 05/02/2019)

 

Fertilizantes Heringer pede recuperação judicial

A Fertilizantes Heringer confirmou as expectativas e entrou com pedido de recuperação judicial na comarca da cidade de Paulínia (SP), “em caráter de urgência”, no fim da noite de segunda-feira. A notícia fez as ações da companhia despencarem na B3. A queda nesta terça-feira foi de 30,4%, o que reduziu o valor de mercado da empresa em R$ 56 milhões.

Segundo o advogado do caso, Julio Mandel, a dívida total da Heringer chega a R$ 1,5 bilhão, cerca de 80% em dívidas quirografárias (ou seja, sem garantia real).

Mandel afirmou que a recuperação judicial foi pedida após a russa EuroChem executar uma dívida de R$ 54,98 milhões, o que provocou o bloqueio de todas as contas da Heringer. “Estávamos negociando com credores e isso poderia evitar a recuperação, mas com as contas bloqueadas não houve saída”. A Heringer pediu o desbloqueio das contas.

“Ao arrepio da lei processual vigente e sem qualquer respeito ao direito da ampla defesa e do contraditório, referido Juízo presumiu a ‘insolvência’ da Heringer, o que não se presume em nenhum cenário em um Estado Regular de Direito, e promoveu, repita-se, sem oitiva desta parte, o bloqueio total de suas contas e movimentações financeiras, simplesmente paralisando a empresa”, aponta o documento de pedido de recuperação judicial ao qual o Valor teve acesso.

Segundo dados do processo, a juíza Marta Brandão Pistelli ficará responsável por julgar o pedido.

Fontes de mercado afirmaram que a própria EuroChem é uma forte candidata a adquirir as operações da Heringer. A russa já detém 50% da Fertilizantes Tocantins. Outra forte concorrente para adquirir a Heringer é a canadense Nutrien, oriunda da fusão entre a Potash e a Agrium, que já detém 9,5% do capital da empresa brasileira.

A expectativa de venda da companhia chegou a motivar, recentemente, uma alta acumulada de 76,5% das ações da Heringer na B3, apesar dos fracos resultados financeiros e operacionais. De acordo com dados do Valor Data, o capital de giro da companhia estava negativo em R$ 1,3 bilhão no fim do terceiro trimestre do ano passado. Na prática, a companhia vinha queimando caixa e só teria condições de quitar as dívidas de curto prazo (que vencem em até um ano) com a venda de ativos.

Em comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a Heringer confirmou que iniciou um processo de reestruturação operacional que culminou na suspensão das atividades nas unidades de Rondonópolis (MT), Dourados (MS), Três Corações (MG), Uberaba (MG), Rio Verde (GO), Porto Alegre (RS), Rio Grande (RS), Paranaguá (PR) e Rosário do Catete (SE).

Na tarde desta terça-feira, a companhia convocou assembleia extraordinária de credores para 20 de fevereiro. A assembleia tem como função principal discutir a recuperação judicial e autorizar a diretoria “a praticar todos os atos necessários à efetivação” da RJ.

Em comunicado, Heringer afirmou que “a administração da companhia empreendeu esforços e estudos, em conjunto com seus assessores legais e financeiros, para otimizar a situação de liquidez e o perfil de endividamento da companhia nos últimos meses, tentando, inclusive, buscar potenciais investidores no sentido de equilibrar as demandas de capital de giro para manter as atividades operacionais”.

Contudo, destacou o comunicado, “a situação da companhia se deterirou”. Em 2018, aponta documentos divulgados pela Heringer, sua receita somou R$ 3,8 bilhões, queda de 20,8% ante 2017. (Valor Econômico 05/02/2019)

 

Feplana e Unida rejeitam cobrança por mais tempo de cultivares de cana já em uso

Nos últimos anos, tem avançado pesquisas e desenvolvimento de novas variedades de cana por iniciativa de empresas privadas e públicas. Estas novas plantas são chamadas de cultivares. E, pela lei vigente, tais empresas podem cobrar dos produtores pelo uso dessas plantas por até 15 anos.

Em nota publicada em seu site, a Federação dos Plantadores de Cana do Brasil (Feplana) afirma que concorda com a cobrança e que aceita, inclusive, a ampliação do prazo de validação e revalidação do uso dos cultivares das novas variedades para até 25 anos, conforme propostas de lei no Congresso Nacional. A entidade dos canavieiros, entretanto, discorda da elevação do período de cobrança para as variedades já em uso. O mesmo fez a União Nordestina dos Produtores de Cana (Unida).

O assunto foi debatido na quinta-feira (31) em reunião no Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), puxada pela Secretaria de Política Agrícola. O secretário-geral da Feplana, Luiz Henrique, lembrou também da insegurança jurídica que a cobrança dos cultivares já em uso podem gerar frente o rompimento de contratos em andamento entre produtores e as empresas de pesquisa do setor canavieiro (Ridesa, CTC e IAC).

O Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool de Alagoas e a Associação dos Produtores de Bioenergia do Mato Grosso do Sul também participaram do encontro.

Diante das explanações e visando encontrar um consenso, o secretário de Políticas Agrícolas do Ministério, Eduardo Sampaio, sugeriu ao grupo das entidades presentes para que fossem realizadas outras reuniões. O assunto também tem sido objeto de debates no Congresso Nacional devido a projetos de lei onde as empresas solicitam a ampliação do prazo e a cobrança de todas as variedades da cana, independente de já estarem em uso há algum tempo pelos agricultores.

“No projeto de lei 827/15 da Câmara Federal, atuamos para a garantia da justiça e segurança jurídica sobre cultivares da cana, mas já há outro projeto com teor diferente. E outro mais, no mesmo sentido, no Senado, a pedido das próprias empresas”, diz Andrade Lima. (Feplana 05/02/2019)

 

Usinas de açúcar da Índia devem US$ 2,8 bi a produtores de cana, diz Isma

Usinas de açúcar da Índia devem 200 bilhões de rúpias (2,8 bilhões de dólares) aos produtores de cana do país, segundo maior produtor mundial do adoçante, conforme os preços da commodity refinada caíram abaixo do custo de produção, de acordo com informações divulgadas por um grupo da indústria nesta segunda-feira.

Produtores dos estados-chave em produção de cana protestam contra o atraso dos pagamentos pelas usinas, o que pode forçar o governo a fornecer mais incentivos à indústria, antes das eleições gerais marcadas para maio.

A Índia, também maior consumidora de açúcar do mundo, vem buscando encorajar suas usinas em crise a exportar seus excessos do produto já refinado, mas os envios atrasaram por conta do declínio nos preços globais, pressionando ainda mais o mercado do país asiático.

“Os preços de açúcar nas usinas de todo o país estão em torno de 29 a 30 rúpias por quilo, cerca de 5 a 6 rúpias abaixo do custo de produção”, afirmou a Associação Indiana de Usinas de Açúcar (Isma, na sigla em inglês) nesta segunda-feira.

As usinas não podem pagar os produtores imediatamente, a não ser que os preços se recuperem, disse a associação.

Em julho, a Índia elevou o preço mandatório de cana a ser pago pelas usinas aos produtores em 8 por cento para o ano comercial de 2018/19, que começou em 1º de outubro, mas nos últimos meses os preços de açúcar refinado caíram devido à ampla oferta.

O preço mínimo de venda do açúcar precisa ser elevado de 29 rúpias por quilo para 35 a 36 rúpias para que as usinas garantam a recuperação de seus custos, segundo a associação.

As usinas indianas produziram, até agora, 18,52 milhões de toneladas de açúcar no atual ano comercial, crescimento de mais de 8 por cento ante o ano anterior, ainda de acordo com a associação.

A Isma aponta que no ano corrente o país deve produzir 30,7 milhões de toneladas de açúcar, queda em relação aos 32,5 milhões de toneladas de 2017/18, em decorrência do menor rendimento da cana e da utilização desta em produção de etanol.

A demanda de açúcar da Índia gira em torno de 26 milhões de toneladas, e o governo estabeleceu a meta de exportação em 5 milhões de toneladas, além de fornecer incentivos para as vendas externas.

Entretanto, “as exportações de açúcar também não estão ocorrendo no ritmo desejado. Várias das usinas ou não estão dispostas a exportar açúcar ante as cotas estipuladas, ou não acreditam ser viável fazê-lo”, disse o grupo. (Reuters 05/02/2019)