Setor sucroenergético

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Cosan nega negociações com Previ para compra de participação na Vale

A Cosan divulgou comunicado neste domingo (17) negando informações de que esteja em qualquer tipo de tratativas ou negociações com a Caixa de Previdência dos Empregados do Banco do Brasil (Previ) para comprar a participação do fundo de previdência na Vale.

Também ontem, o colunista Lauro Jardim, do jornal “O Globo”, publicou nota informando que Rubens Ometto, dono e presidente do conselho de administração da Cosan, negocia com a Previ para comprar sua fatia na Litel. O fundo de pensão é dono de 80% da Litel, que, por sua vez, possui 21% da Vale.

“A companhia esclarece que, apesar de constantemente analisar oportunidades de novos investimentos, e manter contato com diversos participantes do mercado, não há qualquer tipo de tratativa ou negociação em curso com a Previ ou seus fundos a respeito da Vale”, diz trecho do comunicado da Cosan.

Em comunicado separado, a Litel divulgou uma carta da Previ também negando a negociação com Ometto. “A Previ nega que exista negociação em andamento com o Sr. Rubens Ometo ou qualquer outro terceiro e reitera que preza pela relação de transparência entre os acionistas e a companhia e continuará a se pautar pela boa fé, cumprindo diligentemente, e orientando o BB Carteira Ativa Fundo de Investimento em Ações que assim proceda, as disposições do estatuto social da Litel e observando, no que lhe for aplicável, as regras do acordo de acionistas da Vale”, diz trecho da carta da Previ. (Valor Econômico 18/02/2019)

 

Exportação de colhedoras de cana compensa parte da baixa das vendas internas

A demanda aquecida por colhedoras de cana no mercado externo foi um alento, em 2018, para as fabricantes instaladas no Brasil, onde as vendas recuaram. E para 2019, quando o cenário no mercado interno ainda reserva incertezas, a expectativa é que as exportações continuem aceleradas.

Conforme dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), em 2018 as vendas domésticas desses equipamentos recuaram 10,8%, para 643 unidades, bem abaixo de projeções iniciais que sinalizavam 750 unidades. Foi o menor volume da série estatística, que começou em 2013. A Anfavea contabiliza as vendas das montadoras AGCO, Agrale, CNH Industrial e John Deere.

"O ano passado foi particular. Além da incerteza política que antecedeu as eleições, tivemos problemas climáticos que afetaram os canaviais na primeira metade do ano, o que levou grandes grupos a adiarem investimentos", disse Paolo Rivolo, diretor comercial da Case IH, marca da CNH Industrial, múlti italiana sediada no Reino Unido.

Já as exportações do país cresceram 25,9% no ano passado em relação a 2017, para 233 unidades. A demanda elevada da Índia e da Tailândia impulsionou os negócios, que alcançaram o melhor resultado em cinco anos. Somente em 2013 o resultado foi superior (242 unidades).

Rivolo afirmou que em 2019 a demanda dos dois países deverá continuar aquecida, tanto que prevê exportações firmes da Case IH. De acordo com ele, metade da quantidade prevista para o ano já está negociada. A partir de sua fábrica em Piracicaba (SP), a Case exporta colhedoras também para Argentina e Cuba, entre outros países.

A americana John Deere também se beneficiou da demanda externa aquecida. A empresa exportou 160 unidades em 2018, 68,4% mais que em 2017. A maior demanda estimulou o aumento de 8,3% na produção em 2018, para 586 unidades. No mercado interno, porém, as vendas caíram 14,7%, para 365 máquinas.

Depois do encolhimento do ano passado, as companhias estão um pouco mais otimistas em relação ao mercado doméstico. Rivolo, da Case projeta que, no total, as vendas somarão entre 650 e 700 unidades. "Os grandes grupos voltaram a comprar. Este ano começou diferente de 2018, com muito mais movimento".

Segundo ele, o telefone voltou a tocar após as eleições. "Começaram a aparecer encomendas de grandes volumes novamente. Ampliamos nosso market share de setembro para dezembro". Rivolo disse que um grande grupo sucroalcooleiro recentemente adquiriu um bom número de colhedoras da marca.

Rivolo estima que a Case deverá vender mais colhedoras de cana na soma dos mercados interno e externo em 2019 ante ao total das duas frentes no ano passado. Mas o avanço tende a ser modesto. "Não temos informações de que o setor [sucroalcooeiro] terá uma crise e vemos espaço para novos investimentos em maquinário", disse.

O cenário, contudo, ainda é incerto. Segundo a União das Indústrias de Cana-de-Açúcar (Unica), desde o início da safra 2018/19, em abril, a moagem de cana somou 563,29 milhões de toneladas na região Centro-Sul do país, 3,5% menos que no mesmo período da temporada 2017/18.

"O etanol ainda está melhor, mas nem todas as usinas têm a possibilidade de flexibilizar a produção para ampliar de forma expressiva a aposta no etanol", ponderou Alexandre Assis, gerente de contas-chave América do Sul da americana AGCO. "Quem pode está ampliando ao máximo a produção do biocombustível em detrimento do açúcar, mas essa não e a realidade de todas as usinas".

Como a empresa direciona quase toda a produção de colhedoras de cana ao mercado interno, está mais cautelosa. "Esperamos que o mercado fique estável em 2019, o que ainda está longe do potencial, uma vez que as vendas já somaram 1,4 mil unidades em 2013", disse Assis. Para ele, a demanda interna deverá começar a melhorar apenas em 2020.

A AGCO produz colhedoras de cana com a marca Valtra em Ribeirão Preto (SP). No ano passado, fabricou apenas três unidades, ante 28 em 2017, e vendeu 20, quatro a mais que em 2017. Assis destacou, entretanto, que o tempo de renovação da frota para a cultura é mais curto do que em lavouras como as de grãos. "Na cana, devido ao alto período de uso, a renovação ocorre em três anos. Na soja, são cerca de dez anos", disse.

Nesse cenário, mostram os dados da Anfavea, a produção de colhedoras de cana no Brasil, liderada pela John Deere, diminuiu 5,4% em 2018, para 982 unidades.

Na avaliação de Alfredo Miguel Neto, vice-presidente da Anfavea, o segmento sucroalcooleiro teve um 2018 difícil devido a questões climáticas e de preços, especialmente do açúcar, o que deverá levar as usinas a repensar suas estratégias.

Miguel Neto está entre os que acreditam que a demanda por colhedoras deve melhorar em 2019. "Isso vai depender de uma série de fatores, como a confiança do produtor, o equilíbrio entre os estoques e preços de açúcar e de políticas públicas. Mas estamos otimistas". (Valor Econômico 19/02/2019)

 

Grupo de açúcar Tereos obtém ‘alívio financeiro’ até 2022

O grupo francês de açúcar Tereos, que foi atingido por uma queda no mercado do adoçante, informou nesta segunda-feira que conseguiu um empréstimo que deve lhe dar algum alívio financeiro enquanto espera por uma recuperação nos preços da commodity.

Em dezembro, a Tereos, que na temporada passada se tornou a segunda maior fabricante de açúcar do mundo, reportou um prejuízo semestral de 100 milhões de euros (113 milhões de dólares) e disse que espera estar no vermelho em todo o ano financeiro pelo segundo ano consecutivo.

Os contratos futuros do açúcar bruto encerraram o ano de 2018 em seu menor patamar em 10 anos, pressionados pelo forte excesso de oferta global.

A União Europeia liberalizou seu mercado de açúcar em setembro de 2017, pondo fim a um sistema de preços mínimos garantidos e cotas de produção protegidas. Isso deu aos produtores mais liberdade para se expandir e exportar, mas o pior cenário emergiu, com os produtores da UE expostos aos baixos preços mundiais.

A Tereos disse que garantiu um empréstimo de 250 milhões de euros que expira em 2022 e quitará metade de seu bônus de 500 milhões de euros com vencimento em março de 2020 com um ano de antecedência.

O empréstimo está sendo fornecido por BNP Paribas, Natixis e Rabobank, informou a Tereos em comunicado. “Isso nos permite ganhar tempo para ver como as coisas evoluem no mercado de açúcar”, disse um porta-voz da Tereos. (Reuters 18/02/2019)

 

Açúcar: Apoio do petróleo

O açúcar refinado subiu ontem na bolsa de Londres, dia de feriado nos EUA que paralisou as negociações das "soft" commodities.

Os papéis do adoçante para agosto subiram US$ 3,60 e fecharam a US$ 362,70 por tonelada.

O movimento dá sequência à alta de sexta-feira, quando os preços do açúcar refinado subiram para o patamar de US$ 354,70 por tonelada.

O movimento acompanhou a alta do petróleo. Ontem, o Brent atingiu o maior patamar em três meses.

Em Nova York, os preços do açúcar demerara apresentaram recuperação na última semana, acompanhando o mercado do fóssil e ainda refletindo a rolagem de posições dos fundos.

No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal em São Paulo subiu 0,64%, para R$ 68,85 a saca de 50 quilos. (Valor Econômico 19/02/2019)

 

Etanol hidratado sobe 7% na semana e remunera mais que anidro pela 1ª vez na safra

O preço do etanol hidratado nas usinas avançou 7,09 por cento entre 11 a 15 de fevereiro, remunerando pela primeira vez mais que o etanol anidro na atual safra, informou em análise nesta segunda-feira a Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP).

De acordo com os indicadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da instituição, o valor sem impostos do etanol hidratado fechou a semana em 1,6921 reais por litro, enquanto o anidro registrou 1,7586 reais o litro, alta de 3,59 por cento ante a semana anterior.

O centro de pesquisa afirma que esta foi a primeira vez desde o final de março de 2018, ainda durante a safra 2017/18, que o etanol hidratado superou o anidro em termos de remuneração, na semana analisada, a vantagem foi de 2 por cento.

"O impulso aos preços vem da demanda aquecida, na semana passada, as aquisições envolveram grandes volumes, tanto em São Paulo quanto em outros estados da região Centro-Sul", diz a análise.

"Além disso, usinas estão bastante firmes nos valores de venda, quase sem diferencial logístico entre as regiões produtoras", completa.

Para o consumidor, dados da Agência Nacional de Petróleo (ANP) de 10 a 16 de fevereiro mostram que nas bombas de São Paulo o preço médio da gasolina C foi de 3,966 reais por litro, e o do etanol, 2,559 reais o litro, com relação média de preços de 64,5 por cento, favorável ao consumo do biocombustível.

Se os preços do etanol têm subido na usina, o valor da gasolina da Petrobras nas refinarias também está avançando.

A Petrobras elevará em 2,5 por cento o preço médio da sua gasolina a partir de terça-feira, para 1,5970 real por litro, o maior nível em quase dois meses.

AÇÚCAR

Em relação ao açúcar cristal, a análise da Esalq aponta que tanto oferta quanto demanda "não têm sido volumosas", o que faz com que os negócios se mantenham calmos no spot.

Os cálculos do Cepea indicam que entre 21 e 25 de janeiro a média do açúcar cristal foi de 69,02 reais por saca de 50 kg, alta de 0,34 por cento ante a semana anterior.

"De maneira geral, não têm sido observadas mudanças significativas que possam causar oscilações mais expressivas nos preços médios", diz. "A maior movimentação no mercado são as entregas do açúcar contratado em períodos anteriores". (Reuters 18/02/2019)

 

Preço do açúcar cristal tem alta de 0,34% nas usinas paulistas, diz Cepea

Enquanto o etanol hidratado tem remunerado as usinas cada vez mais, em relação ao açúcar cristal, análise da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP) aponta que tanto oferta quanto demanda “não têm sido volumosas”, o que faz com que os negócios se mantenham calmos no spot.

Os cálculos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) indicam que entre 21 e 25 de janeiro a média do açúcar cristal foi de 69,02 reais por saca de 50 kg, alta de 0,34 por cento ante a semana anterior.

“De maneira geral, não têm sido observadas mudanças significativas que possam causar oscilações mais expressivas nos preços médios”, diz. “A maior movimentação no mercado são as entregas do açúcar contratado em períodos anteriores”. (Reuters 19/02/2019)

 

Etanol hidratado sobe 7% nas usinas e remunera mais que anidro pela 1ª vez na safra

O preço do etanol hidratado nas usinas avançou 7,09 por cento entre 11 a 15 de fevereiro, remunerando pela primeira vez mais que o etanol anidro na atual safra, informou em análise nesta segunda-feira a Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP).

De acordo com os indicadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da instituição, o valor sem impostos do etanol hidratado fechou a semana em 1,6921 reais por litro, enquanto o anidro registrou 1,7586 reais o litro, alta de 3,59 por cento ante a semana anterior.

O centro de pesquisa afirma que esta foi a primeira vez desde o final de março de 2018, ainda durante a safra 2017/18, que o etanol hidratado superou o anidro em termos de remuneração. na semana analisada, a vantagem foi de 2 por cento.

“O impulso aos preços vem da demanda aquecida, na semana passada, as aquisições envolveram grandes volumes, tanto em São Paulo quanto em outros estados da região Centro-Sul”, diz a análise.

“Além disso, usinas estão bastante firmes nos valores de venda, quase sem diferencial logístico entre as regiões produtoras”, completa.

Para o consumidor, dados da Agência Nacional de Petróleo (ANP) de 10 a 16 de fevereiro mostram que nas bombas de São Paulo o preço médio da gasolina C foi de 3,966 reais por litro, e o do etanol, 2,559 reais o litro, com relação média de preços de 64,5 por cento, favorável ao consumo do biocombustível.

Se os preços do etanol têm subido na usina, o valor da gasolina da Petrobras nas refinarias também está avançando.

A Petrobras elevará em 2,5 por cento o preço médio da sua gasolina a partir de terça-feira, para 1,5970 real por litro, o maior nível em quase dois meses. (Agência Estado 19/02/2019)

 

ATR SP: Valor acumulado sobe 0,13% em janeiro

O Conselho dos Produtores de Cana-de-açúcar, Açúcar e Álcool do Estado de São Paulo (Consecana-SP) divulgou os dados de Açúcares Totais Recuperáveis (ATR) referentes ao mês de janeiro de 2019. Os preços do valor acumulado foram firmados em R$ 0,5756 o quilo, contra R$ 0,5748, valorização de 0,13%.

O valor do ATR mensal fechou em R$ 0,5841 contra R$ 0,5955 do mês dezembro, desvalorização de 1,95%. Os contratos de parceria baseados no índice de cana campo foram cotados, em janeiro, em R$ 62,85 a tonelada. Já a cana esteira fechou o mês em R$ 70,21 a tonelada. (UDOP 18/02/2019)

 

Seca deve prolongar queda de produção de açúcar da Índia

A produção de açúcar na Índia, que disputa com o Brasil o título de maior produtor mundial, provavelmente cairá para o patamar mais baixo em três anos na próxima temporada, porque o clima seco em algumas das principais áreas de cultivo na região ocidental do país está reduzindo o plantio.

A produção poderia cair para menos de 30 milhões de toneladas no período de 12 meses que começa em 1 de outubro, em comparação com o total estimado em 31,5 milhões de toneladas nesta temporada, disse Prakash Naiknavare, diretor administrativo da Federação Nacional de Açúcar. A Índia produziu o recorde de 32,5 milhões de toneladas em 2017-2018, segundo a Associação Indiana de Usinas de Açúcar.

Uma redução da safra por dois anos seguidos pode diminuir as exportações e estimular os preços globais, que caíram 21 por cento em 2018, segundo ano consecutivo de quedas, porque a grande produção global despertou o receio de excesso de oferta. A Índia se torna importadora ou exportadora de açúcar dependendo da produção local.

"Uma seca em algumas partes de Maharashtra desencorajou o plantio", disse Naiknavare em entrevista por telefone nesta segunda-feira. "Analisando o ritmo de plantio, parece que a superfície plantada com cana-de-açúcar diminuirá." Algumas áreas em Karnataka, o terceiro maior estado produtor da Índia, que fica no sul do país, também sofrem secas, disse ele.

As exportações de açúcar da Índia podem totalizar de 2,5 milhões a 3 milhões de toneladas no ano encerrado em 30 de setembro, em comparação com a meta do governo de 5 milhões de toneladas, disse Naiknavare. "A janela de exportação se fechará antes que a nova safra do Brasil chegue ao mercado", em março e abril, disse ele. Uma alta do preço mínimo de venda do açúcar também vai desacelerar as exportações, disse Naiknavare. (Bloomberg 18/02/2019)

 

Imóveis e equipamentos da Usina Guaxuma vão a leilão nesta quarta (20)

Bens pertencentes à massa falida da Laginha Agro Industrial devem receber, na primeira praça, lance mínimo de 49% do valor avaliado

Imóveis rurais e o parque industrial da Usina Guaxuma, pertencentes à massa falida da Laginha Agro Industrial, vão novamente a leilão após autorização dos magistrados José Eduardo Nobre, Leandro de Castro Folly, Marcella Pontes de Mendonça e Phillippe Melo Alcântara, que atuam no processo de falência. Os compradores poderão dar lances a partir desta quarta-feira (20), no site do leiloeiro oficial.

Os imóveis e os equipamentos, avaliados em R$ 667,2 milhões e R$ 151,9 milhões, respectivamente, não poderão ser vendidos separadamente. Na primeira praça, que vai de 20 a 28 de fevereiro, os interessados precisam dar lance mínimo de 49% do valor avaliado dos bens. Caso não haja comprador, será aberta a segunda praça com lance mínimo de 45% até o dia 12 de março.

Os bens já tinham ido a leilão no ano passado, mas não houve compradores. A maior parte dos imóveis está localizada em Coruripe, mas há terras também em Campo Alegre, Teotônio Vilela e Junqueiro, todos municípios alagoanos. Os terrenos somam 17 mil hectares.

Serão vendidos equipamentos como balança rodoviária, ponte rolante, caldeira de alta pressão, distribuidor de bagaço, secador de açúcar, silo metálico, destilaria, gerador de energia e compressor de ar. Mais informações sobre o leilão podem ser acessadas no site da administradora judicial. (Jornal Alagoas 18/02/2019)