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Governo reforça aposta nos híbridos flex

O Brasil deve se focar em desenvolver carros híbridos que também podem rodar com etanol ou bicombustível, em vez de apostar todas as fichas nos carros elétricos. Essa é a opinião do ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, e vai ao encontro dos planos anunciados pela Toyota para o país. Em dezembro, a montadora confirmou que pretende produzir ainda neste ano o primeiro modelo com essa nova tecnologia, possivelmente a nova geração do Corolla.

"Nós temos aqui [no Brasil] uma capacidade de inovação muito grande; temos uma infraestrutura fabulosa de 42 mil postos [de combustíveis]. Então, temos que conciliar a nossa realidade com a inovação e com esta diversidade de matriz energética que temos no país, que inclui biocombustível, gás, óleo. E por aí vai", afirmou Alburquerque durante o seminário "O futuro da matriz veiculas no Brasil", organizado na semana passada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Além do potencial brasileiro, pesam também as dificuldades em pesquisa e desenvolvimento para que carros elétricos sejam produzidos e vendidos em larga escala. O ministro também ponderou o gasto que seria necessário para criar uma nova infraestrutura de distribuição de energia.

Segundo Albuquerque, o modelo híbrido flex da Toyota será o "meio automotivo mais limpo do mundo", já que, segundo a Associação de Engenharia Automotiva (AEA), ele emitirá um terço da quantidade de CO2 dos veículos elétricos comuns. Entram nesse cálculo todas as emissões do ciclo de vida do carro.

O anúncio da Toyota veio depois de menos de um ano de testes da nova tecnologia. Ela foi aplicada ao Prius vendido atualmente, mas não necessariamente será produzida em larga escala nesse modelo. Segundo a montadora japonesa, a fabricação local começará até o fim deste ano. Atualmente, ela é a única empresa com testes avançados para lançar esse tipo de tecnologia por aqui.

"Este é um trabalho que envolveu diversos agentes, como governo, entidades, fornecedores, concessionários e, claro, nossos colaboradores, que trabalham incessantemente sob a filosofia da melhoria contínua. Além disso, destaca o Brasil no cenário mundial das alternativas para a eletromobilidade, como produtor de um dos automóveis mais limpos do mundo, em consonância com o Programa Rota 2030", disse Rafael Chang, presidente da Toyota do Brasil, durante a oficialização dos planos. (Valor Econômico 01/03/2019)

 

RS: Usina de álcool promete baratear etanol em 50% em Carazinho

Em um prazo de até seis meses, deve ser inaugurada em Carazinho uma usina produtora de álcool. O anúncio foi feito pelo governo municipal na manhã desta quarta-feira (27), ocasião em que o prefeito Milton Schmitz, o secretário de obras Estevão De Loreno e os empresários Henrique Leonhardt e Irmgard Leonhardt visitaram uma área próximo ao Distrito Industrial de Carazinho, local onde será construído o empreendimento. Proprietária da Rede Boa Vista, a família Leonhardt está ampliando os investimentos no município com a Usina de Álcool.

Trata-se de uma usina flex produtora de etanol hidratado, aquele comercializado em postos de combustíveis. É um modelo de usina que tem como matéria-prima a batata doce industrial ou o milho. Uma ideia inovadora desenvolvida na Universidade Federal do Tocantins (UFT) e que agora chega a Carazinho - explica Henrique.

Quando estiver em pleno funcionamento, a expectativa é de que a usina produza 30 mil litros de etanol por dia, gerando aproximadamente 20 empregos diretos e outros indiretos. Ela será instalada em uma área de três hectares pertencente à família Leonhardt. O município comprometeu-se a realizar melhorias nas ruas de acesso ao local.

Através da usina também vamos fomentar a agricultura familiar no município. Para se ter uma ideia, a cada tonelada de batata doce industrial produzimos 190 litros de etanol. Então, desde já, garantimos escoar a produção daqueles que investirem nesse tipo de batata, que é diferente daquela comumente encontrada no supermercado - cita Henrique.

Redução nos preços

Com a usina já em funcionamento, o etanol produzido passará a ser comercializado na rede de postos de combustíveis Boa Vista. Por ser elaborado no próprio município, o combustível terá uma significativa redução em seu custo final, conforme explica Henrique:

Hoje o etanol comercializado em Carazinho vem de São Paulo e Mato Grosso. Isso gera um custo de frete. Já o que vamos produzir aqui não terá esse custo a mais, gerando, inclusive, ICMS ao município. Então, vamos baratear muito esse preço final e desde já arrisco a dizer que podemos vender pela metade da tabela praticada hoje nos postos de combustíveis - frisa o empresário.

O prefeito Milton agradeceu aos empresários pela iniciativa. "A família Boa Vista está fazendo um novo investimento no município e isso nos deixa muito contentes. Nesse projeto, o município não precisará doar nenhuma área pois os próprios investidores o farão. Quando empresários investem em Carazinho, o município se desenvolve, a cidade cresce e as pessoas têm emprego e renda. O resultado é imediato", disse.

A estrutura da usina foi comprada pela família Leonhardt de um empresário de Tapera. Ela está sendo desmontada em seu endereço antigo para ser trazida a Carazinho. Em 90 dias, ela estará montada e, em seis meses, entrará em funcionamento. (Diário da Manhã 28/02/2019)

 

Mercado de soja espera trégua que pode ter ficado mais distante

Sustentadas pela expectativa de um armistício entre Washington e Pequim que pode ter ficado mais distante depois da decisão de ontem da OMC (ver Subsídios chineses são condenados pela OMC), as cotações da soja fecharam fevereiro em patamar levemente superior ao de janeiro na bolsa de Chicago.

Segundo cálculos do Valor Data baseados nos contratos futuros de segunda posição de entrega (normalmente os de maior liquidez), a média de fevereiro foi 0,3% maior que a de janeiro, mas ainda 9,5% inferior que a de fevereiro de 2018.

Em razão da taxa de 25% imposta pela China, as importações do país de soja americana caíram em 2018 e continuam bem abaixo do normal, apesar de novas compras continuarem a ser anunciadas.

Segundo o serviço aduaneiro chinês, em janeiro as importações provenientes da terra de Donald Trump totalizaram 7,4 milhões de toneladas, 13% menos que no mesmo mês do ano passado. Dos EUA, foram pífias 138,8 mil toneladas, ante 5,8 milhões em janeiro de 2018, conforme dados compilados pela Reuters.

É esperado um aquecimento nesse comércio, já que na semana passada os chineses se comprometeram a importar 10 milhões de toneladas do grão dos EUA "em breve". Mas, enquanto isso, os produtores do Brasil querem mais é ver o circo sino-americano pegar fogo.

De acordo com as contas da agência Reuters, as importações chinesas de soja brasileira chegaram a quase 5 milhões de toneladas em janeiro, ante pouco mais de 2 milhões no mesmo mês de 2018.

No caso de um acordo concreto entre as potências em pé de guerra, a tendência é que as cotações subam um pouco em Chicago e que os prêmios atualmente pagos pelos chineses pelo grão brasileiro sofram alguma desidratação.

Brasil e EUA, nessa ordem, lideram as exportações globais de soja em grão, enquanto a China encabeça com folga as importações.

Também suscetível à disputa comercial entre os pitbulls, ainda que menos que a soja, o milho, como a co-irmã, registrou variação igualmente pequena em fevereiro.

De acordo com o Valor Data, em Chicago os contratos de segunda posição de entrega do cereal fecharam o mês com uma média 1,2% mais baixa que a de janeiro, mas 2,3% superior que a de janeiro do ano passado.

No tabuleiro do cereal, atua como fator de sustentação o fato de a China ter vendido 100 milhões de toneladas de seus estoques entre janeiro e outubro, um recorde, segundo cálculos do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA).

Mas há nuvens no horizonte, uma vez que a safrinha brasileira tende a ser robusta nesta temporada 2018/19 e a área plantada nos EUA deverá aumentar em 2019/20, pelo menos 3%, em detrimento da soja, a não ser que China e EUA façam as pazes.

Americanos e brasileiros são as locomotivas das exportações mundiais de milho. A China ainda não é grande importadora, mas já que esvaziou estoques, poderá ampliar as compras.

Entre as commodities agrícolas negociadas na bolsa de Nova York que têm o Brasil como grande exportador, fevereiro foi de variações menos modestas, que vitimaram sobretudo o café.

O valor médio dos contratos da commodity recuou 3,5% na comparação com o resultado de janeiro e ficou 16,2% abaixo do resultado de fevereiro do ano passado. Trata-se da menor média mensal desde julho de 2006, basicamente em virtude de uma confortável relação global entre oferta e demanda.

Em relação a janeiro, também caíram em Nova York em fevereiro algodão (2,1%) e suco de laranja (1,6%). O açúcar subiu 0,5%. (Valor Econômico 01/03/2019)

 

Por que o PIB não decolou e em 2019 pode ser pior que o esperado?

Crescimento morno e retomada lenta são combinações de palavras recorrentes para definir a situação da economia brasileira nos últimos tempos.

Depois da boa notícia de que em 2017 o Produto Interno Bruto (PIB) ao menos voltou a ficar positivo, após dois anos consecutivos de retração, o ritmo de crescimento da economia não decolou e tampouco tem previsão de decolar no curto prazo.

Em 2018, o PIB cresceu 1,1%, segundo divulgou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira. No último trimestre do ano, a variação foi de 0,1% em relação ao trimestre anterior.

"Um crescimento perto de 1% é um resultado muito fraco, se comparar com o que esperávamos ao longo do ano", disse a economista Silvia Matos, que coordena o Boletim Macro, do Ibre-FGV (Instituto Brasileiro de Economia).

A versão mais recente do boletim destaca que o desempenho da economia brasileira continua a frustrar as expectativas e reduz a projeção de crescimento em 2019 de 2,3% para 2,1%. Devido à atividade fraca no fim do ano passado, economistas passaram a esperar um resultado menos positivo em 2019 também - embora melhor que em 2018.

"Tem uma frustração generalizada, mas principalmente na indústria de transformação e na construção civil", explicou Silvia Matos, em relação aos últimos meses do ano passado.

Economista-chefe da Rosenberg Associados, Thais Zara tem uma previsão de 2,8% para o PIB de 2019, mas diz que já sabe que terá de revisá-lo após analisar o resultado de 2018. Entre outros fatores, ela destaca que deve haver um impacto negativo no início deste ano decorrente da tragédia em Brumadinho (MG), onde houve ruptura de barragem da Vale, que deixou 171 mortos e 139 desaparecidos.

"Isso deve afetar a indústria extrativa mineral e até os serviços relacionados àquela indústria", disse ela.

O economista Marcelo Portugal, professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), resume assim a previsão para o ano: "eu não espero nada de fantástico para 2019". Ele diz acreditar em um resultado um pouco acima de 2% neste ano e que qualquer crescimento abaixo disso seria desapontador.

Portugal aponta que, além da lentidão, outra característica que pode ser vista na atividade econômica do ano passado é a homogeneidade entre os setores. "Em anos anteriores, tinha a agricultura indo muito bem e outros setores indo muito mal, e o que aconteceu no ano passado é que não teve a mesma disparidade de anos anteriores. De forma geral, desta vez foi morno e foi morno pra todo mundo."

A partir de conversas com economistas, a BBC News Brasil elencou três áreas que devem ser alvo de atenção durante este ano para entender os rumos e o ritmo da economia brasileira:

O cenário externo

A situação econômica dos outros países e a relação comercial do Brasil com eles são fatores importantes para a economia doméstica. Se a economia vai bem para os países que importam produtos brasileiros, a tendência é que eles aumentem o volume de compras e que o Brasil consiga aumentar a exportação.

Além disso, quando a economia mundial está aquecida, os investidores tendem a ficar mais animados e confiantes. A forma como esses países, especialmente os Estados Unidos, tocam suas políticas monetárias também interfere na economia brasileira.

"Economias desenvolvidas estão dando sinais de desaceleração, como na Europa e na China. Isso traz um pouco mais de cautela. Os bancos centrais já perceberam isso e já estão se preparando para esses sinais de atividade mais morna, mas por enquanto isso não é cenário que traz grande risco. Se a gente tiver recessão mais forte nesse países, aí sim pode ser um risco", disse a economista Thais Zara.

Silvia Matos lembra que a recessão na vizinha Argentina, embora não seja um fator determinante, atrapalha a economia brasileira.

A economista aponta, também, que é necessário ficar de olho nos termos de possível acordo comercial entre China e Estados Unidos. A eventual decisão de a China comprar mais commodities dos EUA pode diminuir o volume de commodities que os chineses compram do Brasil.

"Estados Unidos e nós, Brasil, competimos no mercado de commodities. Pode ser que tenha menos guerra comercial, mas pode ser que China tenha que comprar mais do EUA para ter acordo. Dependendo de como for acordo, pode ser ruim para as exportações brasileiras", afirmou Silvia Matos.

Ela diz, ainda, que o Brasil tem poucos acordos comerciais e pondera que ainda não está claro o caminho que o novo governo vai tomar nessa área.

"A sensação que eu tenho é que ainda temos país com espaço muito grande pra ter papel mais relevante em relação à abertura comercial. O mundo hoje depende das cadeias globais de valor."

A Reforma da Previdência

Apontada como um grande teste para o novo governo, todos os passos da Reforma da Previdência enviada neste ano ao Congresso Nacional serão acompanhados com atenção pelo mercado financeiro e pela população. Muitos economistas a veem como principal medida para colocar as contas do governo em ordem - embora não seja a única -, e apontam que é muito difícil, em qualquer lugar do mundo, aprovar mudanças nas regras de aposentadoria e pensão.

"Temos um elefante enorme na sala, que é a Reforma da Previdência. A solvência fiscal ainda não foi resolvida e há carência de recursos para outras áreas", diz Silvia Matos.

Após a eleição e até o início do ano havia uma expectativa de que a equipe do presidente Jair Bolsonaro pudesse formular uma proposta de Reforma da Previdência de forma a aproveitar o texto que já estava no Congresso e que já havia sido aprovado.

O governo optou, contudo, por enviar um novo texto aos deputados e senadores, o que significa que a tramitação terá de começar do zero. Como se tratar de uma proposta de emenda à Constituição, precisa ser aprovada em dois turnos, com o apoio de 3/5 dos parlamentares, tanto na Câmara quanto no Senado.

Isso pode influenciar, segundo Thais Zara, o momento em que a reforma surtirá efeito.

"A percepção de que a Reforma da Previdência levará mais tempo e que demore um pouco mais pra se refletir acaba dilatando um pouco o prazo da recuperação. O adiamento do prazo para aprovação da reforma pode adiar também o investimento, pelo menos do ponto de vista dos investidores estrangeiros", disse.

Da forma como foi apresentada ao Congresso, a proposta de reforma tem capacidade de gerar uma economia de R$ 161 bilhões em 4 anos e de R$ 1,072 trilhão em uma década, de acordo com os cálculos da equipe econômica.

Como o tema gera pressão de diversos grupos no Legislativo, é provável que a reforma sofra alterações durante a tramitação, o que altera o valor de economia previsto para os próximos anos.

Os investimentos

Ao lembrar que a Reforma da Previdência não resolve todos os problemas, Silvia Matos aponta que o Brasil tem questões estruturais para resolver. "O nosso potencial de crescimento, que é difícil de estimar, não é tão alto. Ter mais oferta de energia, infraestrutura, isso faria o país deslanchar com eficiência."

A economista diz que, além de olhar para o número geral do crescimento da economia, é necessário ter atenção ao desempenho do investimento.

"O investimento caiu 30% durante a recessão e só na guerra isso acontece. É uma queda brutal em país que já tem baixo investimento. O investimento tem a ver com a capacidade de crescer sem gerar muita inflação."

O governo quer leiloar, ainda no primeiro semestre, 24 projetos de infraestrutura, como aeroportos, terminais portuários e a ferrovia Norte-Sul.

Segundo Marcelo Portugal, os processos de concessão na área de infraestrutura são capazes de injetar confiança na economia, mas demoram para serem revertidos em investimentos.

"Isso leva tempo para ser revertido em investimentos e representar crescimento efetivamente. É importante que o calendário comece este ano, mas o efeito seria para o futuro, já que são investimentos de longo prazo", disse o economista.

Como ficam o emprego e a taxa de juros?

O IBGE divulgou nesta semana que a taxa de desemprego no Brasil aumentou ainda mais e atingiu 12,7 milhões de pessoas. O índice passou de 11,6% no trimestre encerrado em dezembro de 2018 e passou para 12% no trimestre que termina em janeiro.

A geração de emprego, principalmente no mercado formal, normalmente é a forma pela qual a população mede se a economia no país vai bem ou não. Em geral, quando há um crescimento significativo do PIB, os empresários contratam mais gente e isso estimula essas famílias a consumirem mais, o que, por sua vez, também aumenta a demanda por produtos e serviços na economia doméstica.

"O desafio do emprego é muito grande. Com desemprego alto, as famílias ficam cautelosas para consumir. Também tem muito emprego informal ou por conta própria, que geralmente impede a pessoa de conseguir crédito. É um cenário de dificuldade para as famílias", disse Silvia Matos.

Em boletim sobre o tema, a Rosenberg Associados aponta que a evolução do mercado de trabalho segue em linha com a recuperação da atividade econômica gradual e afirma que está perdendo tração. Diz, ainda, que é possível que o Banco Central tenha que fazer novos cortes de juros.

"Caso a evolução do mercado de trabalho não se intensifique, novos cortes de juros poderão ser requeridos a fim de se garantir a convergência da inflação para a meta em 2019 e 2020."

Para Marcelo Portugal, o crescimento baixo desafiará o Banco Central a cortar mais a taxa básica de juros, que está em 6,5%, o menor patamar da história.

"O ponto central é que o dado de baixo crescimento vai colocar desafio ao Banco Central para começar a coçar a cabeça e considerar possibilidade de que, mesmo a 6,5%, os juros estão altos", disse.

O economista diz que há chances de o novo presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, ter "uma visão um pouco diferente".

A próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), responsável por fixar a taxa básica de juros, será em março. (Reuters 28/02/2019)

 

Ex-funcionários exigem venda da Usina Guaxuma

Advogados dos credores trabalhistas da massa falida da Laginha devem encaminhar hoje, 1º de março, ao Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ-AL), uma liminar pedindo para que o leilão da Usina Guaxuma seja realizado.

A venda do patrimônio do usineiro falido João Lyra foi suspensa na semana passada. Em vez de leilão, a administração judicial está analisando proposta de arrendamento, um pedido feito por Lyra e acatado pela Justiça alagoana.

Os bens seriam vendidos pelo site Canal Judicial com lance a partir dos R$ 401,3 milhões. Até a suspensão do leilão, na quinta-feira, 21, nenhum lance foi registrado. No entanto, a Usina Coruripe Açúcar e Álcool, Usina Caeté e Cooperativa de Colonização Agropecuária e Industrial Pindorama se mostraram interessadas nas terras do ex-deputado federal. (Jornal Extra Alagoas 28/02/2019)