Setor sucroenergético

Notícias

RZD: Mudança de Rumo

A russa RZD desistiu da licitação da Norte-Sul, mas não do Brasil.

O novo alvo é uma associação com a Malha Paulista, concessão controlada pela Rumo Logística, de Rubens Ometto Silveira Mello. (Agência Senado 13/03/2019)

 

Redução de subsídios ao açúcar na Índia ainda pode evitar briga na OMC

O Brasil pode aceitar suspender o processo de abertura de um painel na Organização Mundial do Comércio (OMC) contra a Índia caso Nova Déli concorde em reduzir os subsídios internos e forma a permitir uma aproximação do preço internacional do açúcar a 16 centavos de dólar a libra-peso, afirmou a jornalistas Pedro Mizutani, presidente do conselho de administração de União das Indústrias de Cana-de-Açúcar (Unica), durante evento de abertura de safra de cana no Centro-Sul promovido pela consultoria Datagro em Ribeirão Preto (SP).

Segundo Mizutani, 16 centavos de dólar é considerado um nível “normal” de preços no mercado internacional. Atualmente, na bolsa de Nova York, os contratos futuros estão oscilando em torno dos 12,5 centavos de dólar a libra-peso. O custo de produção no Brasil, estima o executivo, está entre 15 centavos de dólar e 16 centavos de dólar a libra-peso, ante cerca de 18 cents na Índia.

“Eles têm que reduzir os subsídios e aumentar a produção de etanol, até para mitigar as emissões [de carbono], o que é um problema lá”, afirmou. Segundo Mizutani, qualquer negociação bilateral é melhor do que entrar com um painel na OMC, mas ele disse que, se não houver acordo, “nós estamos prontos para entrar”.

Mizutani defende que a mesma postura seja adotada em relação à China, contra quem o Brasil está se preparando para entrar com um painel caso o país não garanta uma cota de exportação sem a salvaguarda atual. (Valor Econômico 13/03/2019 às 13h: 45m)

 

Mais cana e açúcar na região Centro-Sul na safra 2019/20

A consultoria Datagro estima que a moagem de cana alcançará 583 milhões de toneladas no Centro-Sul na safra 2019/20, que começará em abril. Se confirmado, o volume será 2,3% superior ao calculado para o ciclo 2018/19 (570 milhões). A projeção foi divulgada ontem em evento promovido pela consultoria em Ribeirão Preto (SP).

Conforme Plinio Nastari, presidente da Datagro, o rendimento dos canaviais deverá crescer 2%, resultado do melhor desempenho esperado para a colheita que deverá ocorrer no último terço da safra. As chuvas recentes estão favorecendo o desenvolvimento das lavouras em áreas como o Triângulo Mineiro, Ribeirão Preto, Araçatuba e Mato Grosso do Sul. Em Goiás e no Paraná houve menos chuvas que a média.

Nastari destacou, ainda, que outro fator de melhora desse rendimento é o avanço do plantio de cana por meiosi (técnica que consiste no plantio de cana em linhas-mãe, intercaladas com outras culturas e, posteriormente, "deitadas" nas linhas laterais). A meiosi, que começou a ser adotada há três anos, já representa mais de 50% da área de plantio no Centro-Sul, afirmou. Segundo ele, a meiosi diminui falhas de brotação e reduz a necessidade de investimentos no plantio.

O "mix", conforme a consultoria, deverá ser ligeiramente mais voltado para o açúcar, porque o valor da commodity em reais parece mais "atraente" para a fixação antecipada, observou Nastari. Dessa forma, com uma participação de 38,8%, a produção de açúcar deverá crescer para 29,7 milhões de toneladas, volume mais de 3 milhões de toneladas superior ao de 2018/19, ciclo que deverá chegar ao fim com 26,5 milhões de toneladas, de acordo com as projeções da Datagro.

A produção total de etanol do Centro-Sul no ciclo que vem deverá ter leve queda, atenuada pelo aumento da produção do etanol a partir do milho. A Datagro estima 30,2 bilhões de litros de etanol na região, dos quais 1,15 bilhão de litros deverão ser produzidos a partir do grão. Na safra atual, a produção total foi estimada em 32,9 bilhões de litros.

E a entrada desse etanol da nova safra no mercado é aguardada com ansiedade. Embora os estoques de hidratado estejam bem maiores nesta entressafra no Centro-Sul do país, a demanda aquecida os têm reduzido e as reservas são suficientes para atender a apenas entre duas e três semanas de consumo, afirmou Nastari.

Segundo ele, os estoques de etanol hidratado em 15 de fevereiro eram suficientes para garantir 50 dias de consumo. Embora fossem 71,8% maiores do que um ano antes, cobriam apenas 13 dias a mais de consumo do que no mesmo período do ano passado.

Para Nastari, entre duas e três semanas também deverá ser o atraso do início da moagem de cana no Centro-Sul na safra 2019/20, em decorrência do atraso do crescimento vegetativo das lavouras e, agora, das chuvas mais volumosas.

"Os estoques estão caindo rapidamente e devem ser suficientes até o começo de abril. Não tem muito estoque sobrando", afirmou. Segundo Nastari, nesse contexto "não se justificava a queda de preço do etanol observada na entressafra", afirmou. (Valor Econômico 14/03/2019)

 

Presidente do conselho da São Martinho ocupará o mesmo cargo na Única

O empresário Marcelo Ometto, presidente do conselho de administração do Grupo São Martinho e um dos acionistas majoritários da companhia, será o novo presidente do conselho de administração da União das Indústrias de Cana-de-Açúcar (Unica) a partir de abril.

A informação foi dada por Pedro Mizutani, executivo da Raízen, que atualmente ocupa o cargo, durante evento de abertura da safra de cana de 2019/20 promovido pela consultoria Datagro em Ribeirão Preto. (Valor Econômico 13/03/2019 às 13h: 28m)

 

Açúcar: Déficit global

Os preços do açúcar ficaram estáveis na bolsa de Nova York no pregão de ontem. Os contratos futuros com vencimento em julho fecharam a 12,54 centavos de dólar a libra-peso.

Em evento realizado pela consultoria Datagro em Ribeirão Preto (SP), a trading francesa Sucden divulgou ontem novas projeções para a produção global na safra internacional 2019/20.

A trading estimou um déficit superior a 4 milhões de toneladas no ciclo que começa em outubro. O déficit reflete, sobretudo, a menor produção de açúcar na Índia.

O enxugamento na oferta indiana deverá ser provocado pela dificuldade do país em liquidar os seus elevados estoques domésticos, por meio de um aumento nas exportações.

No Brasil, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal em São Paulo recuou 1,11%, para R$ 67,60 a saca de 50 quilos. (Valor Econômico 14/03/2019)

 

Sucden vê déficit de 4 mi t no mercado global de açúcar em 2019/20

A comerciante de açúcar Sucden espera um maior déficit na oferta global do produto no ano-safra 2019/20, que vai de outubro a setembro, em cerca de 4 milhões de toneladas, devido a projetadas quedas de produção em Índia, Tailândia e União Europeia.

Eduardo Sia, operador para a empresa francesa no Brasil, disse durante conferência em Ribeirão Preto (SP) que a produção açucareira da Tailândia deve cair cerca de 10 por cento em 2019/20, para 12 milhões de toneladas, conforme agricultores mudam para outros plantios que possam oferecer melhores retornos.

Sia disse que os preços do açúcar na Tailândia caíram cerca de 20 por cento desde que o governo fez ajustes em alguns subsídios ao setor, seguindo um acordo da Organização Mundial do Comércio (OMC).

"Eles ainda estão começando a sentir o peso de um mercado mais aberto", afirmou o operador, referindo-se aos produtores de açúcar e cana da Tailândia.

A produção da Índia é vista em torno de 26 milhões ou 27 milhões de toneladas, queda ante os 31,7 milhões esperados para 2018/19, previu a Sucden. Em alguma medida, a redução é uma consequência de condições climáticas menos favoráveis.

A Sucden espera que agricultores europeus também reduzam o platio de beterraba sacarina, como uma reação aos preços em queda do adoçante no bloco. A empresa vê uma diminuição de 5 por cento na área.

A nova projeção da Sucden para o balanço global de açúcar compara-se à sua visão de um déficit de cerca de meio milhão de toneladas para o ano de safra de 2018/19. (Reuters 14/03/2019)

 

Datagro projeta alta em produção de açúcar no CS em 2019/20, a 29,7 mi t

A produção de açúcar no centro-sul do Brasil na nova safra de cana, que começa em abril, foi estimada em 29,7 milhões de toneladas, bem acima da estimativa inicial de 26,4 milhões de toneladas em outubro, disse a consultoria Datagro nesta quarta-feira.

Na safra atual, praticamente finalizada, a produção de açúcar do centro-sul está estimada em 26,5 milhões de toneladas.

A Datagro também revisou sua estimativa para a moagem de cana no centro-sul na próxima temporada, para 583 milhões de toneladas, ante 570 milhões de toneladas em outubro, dizendo que as chuvas melhoraram a condição dos canaviais.

Para o ciclo vigente, que termina neste mês, a consultoria vê o processamento de cana em 570 milhões de toneladas.

A produção de etanol foi projetada em 30,2 bilhões de litros no centro-sul em 2019/20, ante 30,5 bilhões de litros em 2018/19.

O número inclui etanol à base de milho, que para a próxima safra é estimado em 1,15 bilhão de litros, disse Plinio Nastari, presidente da Datagro, durante evento sobre o setor em Ribeirão Preto (SP), principal polo canavieiro do país.

O Brasil reduziu sua produção de açúcar em quase 10 milhões de toneladas na temporada que está chegando ao fim, com usinas alocando uma quantidade recorde de cana para a produção de etanol. As unidades utilizaram apenas 35 por cento da matéria-prima para produzir açúcar, conforme os preços globais do adoçante se mantiveram baixos.

Apesar de projetar uma maior produção de açúcar em 2019/20, Nastari ainda vê usinas direcionando mais cana para o etanol no início da próxima temporada, já que a demanda pelo biocombustível no Brasil permanece forte e seus preços fornecem melhores retornos.

Ele disse que os atuais preços do etanol hidratado em São Paulo, maior mercado de combustível do país, são equivalentes a um hipotético valor de 15,26 centavos de dólar por libra-peso do açúcar bruto.

Nastari disse esperar que as usinas iniciem a moagem um pouco mais tarde que o normal, possivelmente na segunda semana de abril, devido a fatores climáticos.

"Elas vão aguardar para que os campos de cana se recuperem, já que está chovendo muito. E elas possuem estoques de etanol para cerca de 15 dias de consumo", afirmou. (Reuters 13/01/2019)

 

Produção de etanol de milho deve atingir 1,4 bi de litros em 2019, diz Unem

O presidente da União Nacional do Etanol de Milho (Unem), Ricardo Tomczyk, afirmou ontem (13) que a produção do biocombustível a partir do grão em 2019 deve atingir 1,4 bilhão de litros, o que representaria uma alta de 67% sobre a oferta de 840 milhões de litros de 2018.

Segundo Tomczyk, a produção deve consumir 3,4 milhões de toneladas do grão, com as 10 usinas em operação, oito delas com processamento também de cana-de-açúcar, e as outras três unidades a serem inauguradas este ano.

A maioria das companhias está em Mato Grosso, maior produtor brasileiro do cereal “com o menor preço do mundo para o milho”, lembrou Tomczyk, durante o evento da Datagro, em Ribeirão Preto (SP).

Do total produzido no estado, cerca de 2 bilhões de litros de etanol de cana e milho, Mato Grosso deve “exportar” para outras regiões brasileiras, inclusive o Sudeste, cerca de 1 bilhão de litros.

“Um terminal ferroviário para o escoamento entrará em operação em Rondonópolis em abril e facilitará a saída do combustível, pois os vagões que hoje vão com diesel e gasolina voltam vazios”, relata.

Tomczyk avaliou que a safrinha de milho em Mato Grosso será grande, após uma quebra na oferta na safra passada, e ajudará na oferta do grão para a produção do biocombustível este ano. “Em 10 anos esperamos ter uma produção de 7 bilhões e 8 bilhões de litros de etanol de milho em Mato Grosso”, concluiu. (Agência Estado 13/03/2019)