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Raízen Energia prevê maior renovação de canaviais em quase uma década

A renovação de canaviais prevista pela Raízen Energia na safra 2019/20, de pouco mais de 100 mil hectares, deve ser a maior desde o surgimento da companhia, há quase 10 anos, e reflete a adoção de tecnologias que baratearam a atividade nos últimos anos, disse nesta terça-feira o CEO da companhia, Luis Henrique Guimarães.

Conforme ele, no ciclo vigente, a renovação de plantações deve totalizar quase 85 mil hectares.

Guimarães explicou que o aumento na área renovada é resultado de adoção de tecnologias, como melhoramento dos processos em máquinas, sobrevoo de canaviais para correção de falhas e análises de solo região por região para se avaliar o melhor tipo de cana a ser plantado.

Ao todo, a Raízen Energia, que integra a joint venture da Cosan com a Shell, possui 860 mil hectares de área agrícola cultivada. (Reuters 20/03/2019)

 

Sem medo, Raízen vê entrada de novos rivais como boa notícia

O presidente da Raízen, Luiz Henrique Guimarães, avalia que a entrada de novos competidores na distribuição de combustíveis no Brasil, como Vitol e PetroChina, representa uma boa notícia para o segmento. “O mercado de distribuição é extremamente competitivo. Mas a entrada dessas empresas traz competidores que jogam um jogo parecido com o nosso. Ou seja, pagam impostos, tem ética e têm qualidade”, afirmou o executivo, em apresentação durante o Cosan Day na manhã desta terça-feira.

Diante dessa característica dos novos competidores, a Raízen Combustíveis vê com bons olhos esse movimento. “É gente que, para crescer, vai ter de comprar ativos, investir. Vai dar trabalho, porque competidor bom dá trabalho. Mas não tenho medo. Tenho medo do pilantra, que não paga imposto”, acrescentou.

Para o executivo, a crescente demanda por energia limpa, a mudança de hábitos de consumo, a discussão sobre carros elétricos e híbridos e a geração distribuída são tendências inexoráveis, que vão acontecer em velocidades distintas. Diante delas, Cosan e Shell, acionistas da Raízen, montaram um plano estratégico para liderar o mercado, que passa pela abertura a novas geografias, trading de energia elétrica e chegada ao consumidor final, entre outras iniciativas, incluindo novos produtos, como plástico verde.

Segundo o executivo, o mercado doméstico de combustíveis voltou a responder no fim do ano passado, após as eleições, e há recuperação importante na demanda no início de 2019. “Há melhora grande em janeiro e fevereiro. Vemos recuperação em relação ao ciclo Otto [gasolina e etanol] e principalmente em diesel”, disse.

A melhora no fim do ano passado ajudou a mitigar os impactos da greve dos caminhoneiros nas operações de combustíveis, cujas perdas com o evento chegaram a R$ 200 milhões. Em 2018, a demanda no ciclo Otto no país caiu 3,1%, diante do aumento dos preços e da continuidade do desemprego. Por outro lado, a demanda de diesel subiu 1,6% após dois anos de retração.

O executivo lembrou que, no encontro com investidores do ano passado, foi criticado por ter apresentado uma projeção de demanda de combustíveis conservadora. “E o ano foi pior em termos de demanda do que a gente previa. Estávamos mais realistas”, disse, acrescentando que, apesar de os resultados não terem sido tão bons como nos anos anteriores, permitiram a manutenção de investimentos e o pagamento de dividendos.

Para 2019, a Cosan projeta para a Raízen Combustíveis no Brasil Ebitda de R$ 2,9 bilhões a R$ 3,2 bilhões, comparável a R$ 2,8 bilhões no ano passado. Os investimentos também devem crescer ligeiramente, com volume de recursos similar ao aplicado no ano passado para ampliar capacidade de armazenamento.

O executivo destacou ainda que a companhia está se esforçando para construir uma empresa integrada de energia, com presença em mercados relevantes como o brasileiro e na Argentina, diversificação de clientes e capacidade distribuição não só de produtos fósseis, mas também de energia limpa e de energia elétrica.

Investimentos na Raízen Energia

A empresa, ainda segundo Guimarães, deve ter “investimentos em ativos específicos” na área de trading, de modo geral nos mercados de combustíveis e energia em que atua, “para poder arbitrar no mercado”.

O executivo ressaltou que a companhia já está atuando na operação de trading em todas as áreas em que atua, desde combustíveis fósseis e etanol até açúcar e energia elétrica, e indicou que deve fortalecer sua estrutura para atuar nessa área.

A Raízen não apenas já vê preços melhores de açúcar pela frente como já fixou as vendas para exportação de mais de 60% de sua produção esperada para a safra 2019/20 a um preço 15% superior ao da safra passada.

Guimarães ressaltou o foco na área de comercialização de açúcar e disse que a empresa deve investir na próxima safra “quase o equivalente” à safra passada em armazenagem do produto. O objetivo, disse, é garantir espaço para estocar 50% da produção da companhia.

“Conforme aumentamos nossa capacidade estática de armazenagem, aumenta nossa capacidade de trading. O contrato [do açúcar demerara na bolsa de Nova York] para [entrega em] março sempre paga mais que [o contrato para entrega em] outubro. O ‘carry’ [custo de carregamento] se paga facilmente, além de facilidade para avançar ou retardar a venda”, justificou.

Ainda sobre açúcar, o executivo afirmou que a Raízen Energia está “indo mais para o destino”, apostando na “qualidade, logística e capacidade de precificação do nosso produto”, que segundo ele “entrega mais valor do que para um trader FOB em Santos”. Guimarães disse também que a companhia está atenta a outros produtos derivados do açúcar, como “açúcares menos açucarados, fragrâncias e outras coisas”.

Ele afirmou também que a Raízen aumentou sua estrutura de trading de etanol, com construções de tanques de armazenagem do biocombustível na Califórnia e “novas posições” na Ásia.

Guimarães disse ainda que a empresa já “comprou o que queria comprar” e que o momento agora é de “gerar novo ciclo de eficiência, com foco em produtividade agrícola, aliado a custo mais baixo”.

O executivo afirmou ainda que a última aquisição de ativo realizada pela Raízen Energia, de duas usinas da Tonon, foram feitas não por causa do momento do ciclo de preços do açúcar, que estavam maiores do que agora, mas para fortalecer o “cluster” de usinas de Piracicaba. Segundo ele, mesmo com um novo ciclo de alta do preços do açúcar, “não vamos sair comprando por aí. Não é o que temos combinado com os acionistas”.

O presidente da empresa afirmou que, antes, o foco da Raízen Energia é alcançar uma moagem de cana de 67 milhões de toneladas em uma safra e, “quem sabe, até 70 milhões, com adições”. Para a próxima safra, a empresa prevê um crescimento de moagem em torno de 5%, para 61 milhões a 63 milhões de toneladas de cana.

Além disso, segundo Guimarães, o aumento dos investimentos em bens de capital para a Raízen Energia em 2019/20 justifica-se pelos aportes para aumentar a produtividade dos canaviais adquiridos junto com as usinas da Tonon há dois anos e em investimentos em plantio que devem reduzir a idade média dos canaviais de toda a companhia.

O executivo disse que a empresa já sabia que os canaviais adquiridos da Tonon não tinham “a produtividade que precisava”. Além disso, a própria Raízen Energia vinha reduzindo sua taxa de renovação de canaviais nos ciclos anteriores, o que aumentou a idade média das lavouras, o que as deixa mais vulneráveis a alterações climáticas e com menor produtividade. A reduções desses aportes, segundo o executivo, ocorreram porque o custo com plantio estava “caro”.

Já para a próxima safra (2019/20), a companhia deve voltar a investir mais nos canaviais, passando de uma área de plantio de 84 mil hectares na temporada que está terminando para 105 mil hectares. Dessa forma, a idade media deve passar de 3,8 anos para 3,4 anos.

Com o aumento de produtividade, o objetivo é ocupar a capacidade ociosa e reduzir o custo unitário, que aumentou neste ciclo por causa da quebra de safra.

Segundo Guimarães, a companhia pretende reduzir seu custo de produção sucroalcooleiro para 10,5 centavos de dólar a libra-peso por tonelada de cana processada ”ou quem sabe até abaixo disso” e se tornar “o melhor produtor em termos de custo global”.

O executivo disse que a empresa já conseguiu reduzir seu custo nos últimos anos, de 12,1 centavos de dólar a libra-peso na safra 2014/15 (resultado ajustado) para 10,9 centavos de dólar a libra-peso na safra atual, que se encerra em março, conforme estimativa.

Operação na Argentina

Os ativos comprados pela Raízen na Argentina são de excelente qualidade e há muitas sinergias em termos de custo a serem geradas, além de oportunidade de expansão dos negócios de conveniência e trading, segundo o presidente da empresa.

Segundo o executivo, o primeiro trimestre de gestão dos ativos, iniciado em outubro, foi difícil por causa da crise econômica enfrentada pelo país vizinho, mas já se nota melhora.

“O trimestre que se encerra em março já deve estar dentro da rentabilidade que a gente imagina para o período. Estamos muito confiantes na qualidade do ativo, do time e na integração com o Brasil”, afirmou.

Para 2019, a Cosan projeta para a Raízen Argentina um Ebitda de US$ 210 milhões a US$ 260 milhões, com investimentos de US$ 100 milhões a US$ 140 milhões.

Ao falar sobre o projeto de empresa integrada de energia, o executivo elencou as iniciativas adotadas no ano passado, entre as quais a joint venture com a WX na área de trading de energia elétrica, o primeiro projeto de energia solar e a aposta em biogás. “Estamos posicionados de fato para pegar a onda da revolução que está acontecendo, onde for”, disse.

Guimarães afirmou ainda que o futuro será diferente em termos de mobilidade, não só por causa das outras fontes de energia mas pelos diferentes modelos, como o compartilhado, mas há obstáculos a serem percorridos no Brasil. “Marca e relacionamento com o cliente serão fundamentais na distribuição”, acrescentou. (Valor Econômico 19/03/2019)

 

Raízen Energia projeta avanço e ampliação dos investimentos

A Raízen Energia, joint venture entre Cosan e Shell, projetou ontem, em apresentação da Cosan a analistas e investidores em São Paulo, que sua moagem de cana deverá alcançar entre 61 milhões e 63 milhões de toneladas na safra 2019/20, que terá início em abril. A "banda" estimada para a moagem significa um aumento de 2,15% a 5,4% na comparação com o volume registrado na temporada 2018/19, de 59,8 milhões de toneladas. A empresa também informou que vai ampliar os investimentos, que poderão alcançar quase R$ 3 bilhões.

Mesmo com o aumento da moagem, a empresa ainda não ocupará no próximo ciclo sua capacidade total de moagem, que é de 67 milhões de toneladas. Segundo João Alberto Abreu, vice-presidente de Etanol, Açúcar e Bioenergia da Raízen Energia, isso só deverá acontecer em 2022/23, duas safras depois do programado inicialmente. "Atrasamos esse processo em função do clima nos últimos dois anos. A expectativa era atingir essa capacidade em 2021", afirmou ele a jornalistas.

Segundo Abreu, o plantio da cana realizado no inverno foi prejudicado nas últimas safras tanto por excesso como por falta de chuvas. Na safra 2019/20, a empresa, com 26 usinas, manterá hibernadas as duas unidades que tiveram as atividades suspensas em 2018/19, dado o foco na recuperação dos ativos adquiridos da Tonon, há dois anos.

A Raízen Energia pretende investir entre R$ 2,7 bilhões e R$ 2,9 bilhões em 2019/20, ante entre R$ 2,6 bilhões e R$ 2,7 bilhões em 2018/19. Em boa medida, esse incremento se justifica pelos aportes para elevar a produtividade dos canaviais adquiridos com as usinas da Tonon. Outra parte do aumento será destinada ao plantio, para reduzir a idade média dos canaviais da companhia, de acordo com o CEO Luiz Henrique Guimarães.

Na apresentação, Guimarães disse que a empresa já sabia que os canaviais da Tonon não tinham "a produtividade que precisava". Além disso, a Raízen Energia vinha reduzindo sua taxa de renovação de canaviais nos ciclos anteriores por causa do custo considerado elevado, o que aumentou a idade das lavouras, reduzindo sua produtividade.

Com a retomada de investimentos prevista para 2019/20, a companhia deverá elevar sua área total de plantio de 84 mil hectares para 105 mil, e a idade media dos canaviais deverá diminuir de 3,8 anos para 3,4 anos. Com o desejado aumento de produtividade, o objetivo é ocupar a capacidade ociosa e reduzir custos que aumentaram neste ciclo em virtude da quebra de safra.

Conforme Guimarães, a Raízen Energia pretende reduzir seu custo médio de produção para 10,5 centavos de dólar a librapeso por tonelada de cana processada - "ou quem sabe até abaixo disso". O CEO afirmou que a companhia já conseguiu reduzir o custo de 12,1 centavos de dólar a libra-peso, na safra 2014/15 (resultado ajustado), para 10,9 centavos de dólar nesta safra 2018/19.

Marcos Lutz, CEO da Cosan Limited, controladora da Cosan, reforçou que a prioridade da Raízen Energia é elevar a eficiência. "Para um produtor de commodity, nada mais importante do que ser o produtor mais eficiente", afirmou ele, também durante o Cosan Day.

Sobre os planos para 2019/20, Guimarães mencionou, ainda, que a poderá haver "investimentos em ativos específicos" para fortalecer a ação de trading. Segundo ele, a companhia já atua na comercialização de todos os segmentos em que atua, de combustíveis fósseis e etanol até açúcar e energia elétrica, e a estrutura para a área deve ser fortalecida.

Ele destacou os aportes iniciados nesta safra para melhorar a comercialização de açúcar, como novos armazéns. "Desde a formação da Raízen, havia uma capacidade muito pequena para armazenar. Chegava julho a setembro e éramos obrigados a escoar o açúcar", disse.

"Conforme aumenta nossa capacidade estática de armazenagem, aumenta nossa capacidade de trading. O contrato [do açúcar demerara em Nova York] para março sempre paga mais que o outubro. O 'carry' [custo de carregamento] se paga facilmente, além da facilidade para avançar ou retardar a venda", disse.

Na próxima safra, a empresa deverá investir "quase o equivalente" ao que aportou em 2018/19 em armazenagem, e espera construir espaço para estocar cerca de 50% da produção.

Com os armazéns, a Raízen Energia também espera melhorar o atendimento aos clientes domésticos, como indústrias de alimentos, sobretudo na entressafra. E Guimarães disse que a companhia está atenta a outros produtos, como "açúcares menos açucarados e fragrâncias". De acordo com ele, a empresa aumentou sua estrutura de trading de etanol, com construção de tanques de armazenagem na Califórnia e "novas posições" na Ásia.

A empresa informou que já fixou as vendas para exportação de mais de 60% de sua produção de açúcar esperada para a safra 2019/20 a um valor 15% superior ao da safra passada. Em parte por isso, a Raízen Energia projetou que seu lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) alcançará de R$ 3,4 bilhões a R$ 3,8 bilhões na próxima safra, ante de R$ 3 bilhões R$ 3,2 bilhões em 2018/19. A companhia alertou que as projeções apresentadas não levam em consideração a norma contábil IFRS, que será adotada a partir de abril. (Valor Econômico 20/03/2019)

 

Cosan diz estar preparada para ciclo econômico melhor

O presidente da Cosan, Marcos Lutz, afirmou na manhã desta terça-feira durante a abertura do Cosan Day, que a companhia está preparada para um ciclo econômico melhor, depois de ter alcançado resultados dentro do orçamento em 2018, a despeito da série de eventos que afetou o desempenho da economia brasileira. “Acredito que essa conquista é fruto da qualidade de gestão excepcional”, disse o executivo.

Conforme Lutz, a greve dos caminhoneiros, em maio, teve forte impacto nas operações dos diferentes negócios da Cosan, a Rumo, por exemplo, levou cerca de um mês para retomar o ritmo normal. “Com tudo isso, entregamos resultados bastante relevantes, em linha com nossos planos e orçamento, com algumas superações e algumas frustrações”, disse.

Mais cedo, a Cosan divulgou as projeções para os resultados de 2019, com expectativa de resultado antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) consolidado pro forma de R$ 5,6 bilhões a R$ 6 bilhões. O número não considera a nova norma contábil IFRS 16, adotada em janeiro deste ano.

No mesmo documento, aparecem as projeções para as subsidiárias. Para a Comgás, a expectativa é de Ebitda normalizado de R$ 1,95 bilhão a R$ 2,1 bilhões e que os investimentos somem entre R$ 400 milhões e R$ 900 milhões em 2019.

Para a Raízen Combustíveis Brasil, é esperado Ebitda de R$ 2,9 bilhões a R$ 3,2 bilhões e que os investimentos sejam de R$ 950 milhões a R$ 1,15 bilhão. Já a Raízen Argentina deve ter Ebitda de US$ 210 milhões a US$ 260 milhões e investimentos de US$ 100 milhões a US$ 140 milhões.

A projeção para a Moove é de Ebitda de R$ 260 milhões a R$ 290 milhões. Para a Raízen Energia, a expectativa é que o Ebita fique no intervalo de R$ 3 bilhões a R$ 3,2 bilhões, considerando a safra 2018/2019 e de R$ 3,4 bilhões a R$ 3,8 bilhões, levando em conta a safra 2019/2020. (Valor Econômico 19/03/2019)

 

Raízen já fixou mais de 60% do açúcar da safra 2019/20, diz CEO

A Raízen Energia, maior grupo sucroenergético do mundo, já fixou mais de 60 por cento do açúcar a ser produzido na safra 2019/20, temporada na qual pretende elevar o plantio de cana em cerca de 25 por cento ante o registrado no ciclo anterior, afirmou nesta terça-feira o presidente da companhia, Luis Henrique Guimarães.

“Estamos com mais de 60 por cento da safra que entra com preços fixados, com preços 15 por cento superiores”, disse ele durante o Cosan Day 2019, evento anual da companhia com investidores, realizado em São Paulo.

A Raízen é uma joint venture entre Cosan e Shell. Guimarães não detalhou a fixação em volume nem quais os preços do hedge.

Ele explicou que no ano passado, mesmo com o Brasil “retirando quase 10 milhões de toneladas de açúcar do mercado”, dado o maior foco na produção de etanol, houve superávit global do adoçante, pressionando as cotações da commodity. Agora, contudo, já há sinais de recuperação nos valores.

Diversas consultorias vêm apostando em um déficit na oferta mundial na temporada 2019/20, que se inicia em outubro, o que potencialmente daria sustentação aos preços do açúcar.

Guimarães disse ainda que a Raízen planeja expandir o plantio de cana na nova safra.

“Desde o ano passado, voltamos forte (com a renovação de canaviais). Não fazia sentido ter renovação quando se tinha custos elevados. Pretendemos plantar 105 mil hectares na próxima safra”, afirmou ele, lembrando que em 2018/19 a renovação foi de quase 85 mil hectares.

Segundo o executivo, melhorar a produtividade das plantações via renovação e recuperar as lavouras da Tonon, cujas usinas foram adquiridas pela Raízen em meados de 2017, são ações necessárias para se impulsionar a moagem de cana nos próximos anos.

Mais cedo, a Cosan divulgou guidance para a temporada 2019/20 em que prevê recuperação na moagem de cana, para algo ntre 61 milhões e 63 milhões de toneladas, após 59,7 milhões no ciclo vigente (2018/19). (Reuters 19/03/2019)

 

Cosan vai participar do leilão da Norte-Sul

Grupo, que é sócio da Raízen, também está interessado nos leilões de terminais portuários que serão ofertados.

O grupo Cosan do empresário Rubens Ometto Silveira Mello, vai participar nos próximos dias de leilões de privatização de terminais portuários e da concessão da ferrovia Norte-Sul. Criada originalmente como produtora de açúcar e etanol, a companhia está elevando suas apostas em ativos de infraestrutura no País.

Na próxima sexta-feira, a Raízen (joint venture formada entre Shell e Cosan) vai participar do leilão de quatro terminais portuários de granéis líquidos, três deles no porto de Cabedelo (PB) e um em Vitória (ES). A Raízen também sinalizou interesse nas áreas portuárias que serão leiloadas no início de abril, no Porto de Belém.

O governo federal pretende oferecer ao mercado, até o fim do ano, 17 áreas de arrendamentos de terminais portuários, que devem exigir R$ 2,5 bilhões em investimentos, afirmou o diretor do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) responsável pela área portuária, Diogo Piloni da Silva.

No fim do mês, a Rumo, que é dona da ex-ALL, vai fazer uma oferta no leilão da Norte-Sul. A concessão de cerca de 1,5 mil quilômetros de malha ferroviária, que liga Porto Nacional (TO) a Estrela D’Oeste (SP), tem lance mínimo de R$ 1,35 bilhão e prevê investimentos de R$ 2,8 bilhões.

O grupo está analisado os detalhes do edital desde sexta-feira passada. “São cerca de 300 páginas que recebemos de questionamentos feitos por interessados no edital”, disse Júlio Fontana, presidente da Rumo. A Norte-Sul é complementar aos negócios do grupo que, por meio da ex-ALL, é responsável pelo escoamento da produção de grãos do Centro-Oeste do País para o porto de Santos (SP). A companhia avalia, no momento, quais são os riscos da Norte-Sul, que demandam pesados investimentos para o futuro dono da concessão.

A jornalistas, o presidente da Cosan, Marcos Lutz, afirmou estar otimista em relação à retomada econômica neste ano. Mas, segundo ele, o crescimento da economia está ligado à aprovação da reforma da Previdência. Os executivos do grupo realizaram na terça-feira, 19, o “Cosan Day”, com investidores.

Privatização

Lutz afirmou que o grupo também vai avaliar as refinarias que serão colocadas à venda pela Petrobrás. Não há, contudo, interesse firme em entrar neste segmento. “Temos a obrigação de olhar esses ativos, mas o grupo não tem interesse de diversificar para este tipo de negócio.”

Ativos de gás também estão no radar da companhia, que é controladora da Comgás, maior empresa de gás canalizado do País.

Maior produtor de açúcar e álcool do País, a companhia deverá fazer este ano a maior renovação de área para cana dos últimos dez anos.

A empresa detém quase 900 mil hectares plantados no País e elevará os investimentos nos canaviais, um ano após o período de seca que afetou as áreas plantadas. (O Estado de São Paulo 20/03/2019)

 

Mercado doméstico de combustíveis está se recuperando, diz Raízen

O mercado doméstico de combustíveis voltou a responder após as eleições e há recuperação na demanda no início de 2019, de acordo com o presidente da Raízen, Luiz Henrique Guimarães. "Há melhora grande em janeiro e fevereiro. Vemos recuperação em relação ao ciclo Otto [gasolina e etanol] e, principalmente, em diesel", disse.

A melhora no fim do ano passado ajudou a mitigar o impacto da greve dos caminhoneiros na operação, cujas perdas chegaram a R$ 200 milhões. Em 2018, a demanda no ciclo Otto caiu 3,1%, diante da alta de preços e da continuidade do desemprego. Por sua vez, o consumo de diesel subiu 1,6% após dois anos de retração.

Para 2019, a Cosan projeta para a Raízen Combustíveis no Brasil resultado antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) de R$ 2,9 bilhões a R$ 3,2 bilhões, comparável a R$ 2,8 bilhões no ano passado. Os investimentos devem crescer ligeiramente, com volume de recursos similar ao aplicado no ano passado para ampliar capacidade de armazenamento.

Para Guimarães, a entrada de novos competidores no setor de combustíveis, como Vitol e PetroChina, é notícia positiva. "O mercado é extremamente competitivo. Mas a entrada dessas empresas traz competidores que jogam um jogo parecido com o nosso. Ou seja, pagam impostos, têm ética e têm qualidade", disse. Ele ressaltou que essas empresas vão investir e comprar ativos, se quiserem crescer. "Vai dar trabalho, porque competidor bom dá trabalho. Mas não tenho medo. Tenho medo do pilantra, que não paga imposto".

Os ativos comprados na Argentina no ano passado, conforme o executivo, são de excelente qualidade e há sinergias a serem geradas, além de oportunidade de expansão dos negócios de conveniência e trading. O primeiro trimestre de gestão dos ativos, iniciado em outubro, foi difícil por causa da crise econômica enfrentada pelo país vizinho, mas já se nota melhora. "O trimestre que se encerra em março já deve estar dentro da rentabilidade que a gente imagina para o período", afirmou.

Para 2019, a Cosan projeta para a Raízen Argentina Ebitda de US$ 210 milhões a US$ 260 milhões e investimentos de US$ 100 milhões a US$ 140 milhões. Assim, considerando-se os resultados no Brasil e na área de Raízen Energia, a Raízen será uma empresa com Ebitda consolidado de R$ 7,5 bilhões entre 2019 e 2020.

A Raízen Combustíveis, já considerando a Argentina, teve receita líquida consolidada de R$ 85,2 bilhões no ano passado.

Ao falar sobre o projeto de empresa integrada de energia da Raízen, o executivo elencou as iniciativas adotadas no ano passado, entre as quais a joint venture com a WX na área de trading de energia elétrica, o primeiro projeto em energia solar e a aposta em biogás. "Estamos posicionados de fato para pegar a onda da revolução que está acontecendo, onde for", disse.

Guimarães afirmou ainda que o futuro será diferente em termos de mobilidade, não só por causa das outras fontes de energia mas pelos diferentes modelos, como o compartilhado, mas há obstáculos a serem percorridos no Brasil. (Valor Econômico 20/03/2019)

 

Açúcar: Voo de galinha

Após subirem por sete pregões consecutivos, os preços do açúcar demerara caíram ontem na bolsa de Nova York.

Os papéis do demerara para julho recuaram 5 pontos, a 12,96 centavos de dólar a libra-peso.

Segundo Bruno Lima, coordenador de açúcar e etanol da consultoria INTL FCStone, o movimento foi um ajuste técnico.

Para ele, mesmo as altas dos últimos dias não colocaram o açúcar num novo patamar.

"Os preços vinham muito baixos e as altas, com variações muito pequenas, não representaram uma grande recuperação. Somente no pregão de segunda-feira houve uma cobertura mais forte de posições dos fundos e alguma reação", afirmou.

No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq do açúcar cristal caiu 1,45%, para R$ 68,10 a saca de 50 quilos. (Valor Econômico 20/03/2019)

 

Job vê moagem de cana até 1,4% menor em 2019/20 no CS, diz que chuva não ajudou

A moagem de cana-de-açúcar na safra 2019/20 no centro-sul do Brasil, maior polo canavieiro do mundo, deve cair até 1,4 por cento ante 2018/19, conforme plantações envelhecidas e chuvas aquém do ideal impedem uma recuperação de produtividade, disse a Job Economia nesta terça-feira.

Em sua primeira projeção para a nova temporada, que se inicia oficialmente em abril, a consultoria estimou o processamento de cana entre 562 milhões e 568 milhões de toneladas, após 570 milhões no ciclo vigente.

“A cana disponível para moagem não deve ser superior àquela da safra atual 2018/19. A chuva acumulada na safra foi abaixo da média e em nada colaborou para melhor produtividade da lavoura. Outra coisa é que o canavial continua envelhecendo”, afirmou o sócio-diretor da Job, Julio Maria Borges, à Reuters.

Segundo ele, o mix de produção em 2019/20 “não deve ser muito diferente do atual”.

“A safra deve começar com forte viés alcooleiro no centro-sul. Pode ser que, dependendo da evolução dos preços ao longo da safra, o açúcar fique mais atrativo que o etanol. Neste caso o mix mudaria a favor do açúcar”.

Prevendo alocação de 37 por cento da oferta de cana para açúcar, a Job estima produção de 26,5 milhões a 27,5 milhões de toneladas do adoçante em 2019/20, ante 26,5 milhões em 2018/19.

No caso do etanol, a fabricação deve cair para algo entre 28 bilhões e 29 bilhões de litros, versus 30,5 bilhões no ciclo passado. (Reuters 20/03/2019)

 

Trading de açúcar Alvean nomeia Paulo Roberto de Souza como novo CEO

A trading de açúcar Alvean disse nesta terça-feira que o presidente-executivo da companhia, Gareth Griffiths, está deixando o posto e será substituído por Paulo Roberto de Souza.

A empresa afirmou em comunicado que Souza, que foi CEO da empresa brasileira de açúcar e etanol Copersucar por nove anos, já faz parte de seu conselho de administração desde a criação da companhia em 2014.

A Alvean, um dos maiores comerciantes globais de açúcar, é uma joint venture entre o grupo norte-americano Cargil e a brasileira Copersucar.

A empresa também nomeou Pedro Geyerhahn como novo diretor financeiro. Ele substituirá Stefano Tonti, que deixou o posto em 28 de fevereiro. (Reuters 19/01/2019)