Setor sucroenergético

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Inferno astral da Bayer está longe de chegar ao fim

O inferno astral da multinacional alemã Bayer parece que não terminará tão cedo. Após mais da metade dos acionistas (55%) terem se recusado a ratificar as decisões da diretoria no ano passado, que levaram à efetivação da compra da americana Monsanto, um casal de idosos da Califórnia pediu indenização de US$ 1 bilhão à empresa.

Em mais um caso envolvendo o glifosato - herbicida criado pela Monsanto -, Alva e Alberta Pilliod pediram a indenização como punição à companhia por encobrir os riscos à saúde associados ao uso do produto, segundo informações da agência Bloomberg. Eles, a exemplo de muitos outros casos, alegam ter desenvolvido linfoma não-Hodgkin após décadas de uso do Roundup -marca do glifosato que era comercializado pela americana.

O caso impressiona pelo elevado montante pedido, mas é mais um dentre os mais de 13 mil processos do gênero que já são registrados nos Estados Unidos.

Os processos começaram a aumentar expressivamente após o veredicto da juíza Suzanne Bolanos do tribunal Superior de San Francisco, na Califórnia, em agosto. Na ocasião, ela considerou que o Roundup causou câncer ao ex-jardineiro Dewayne Johnson. No caso, a múlti foi condenada a pagar US$ 289,2 milhões, mas o valor foi reduzido para US$ 78,5 milhões após um primeiro recurso. Atualmente, a Bayer refuta à decisão de que o herbicida seria o responsável pela doença e recorre, mais uma vez, da decisão.

Depois do caso de Johnson, o número de processos envolvendo o herbicida, que era de 5,2 mil, saltou para 13,4 mil ao fim do primeiro trimestre. Em março deste ano, a Bayer perdeu em mais um processo em San Francisco, no qual foi condenada a pagar indenização de US$ 80 milhões. Há outros quatro julgamentos esperados em Missouri e Montana ainda em 2019.

Durante teleconferência realizada em abril, Werner Baumann, CEO da Bayer, reafirmou que a múlti continua "convencida da segurança do portfólio glifosato".

Mas os acionistas da empresa não estão muito convencidos. Há duas semanas, em reunião anual realizada na Alemanha, 55% dos acionistas da multinacional alemã se recusaram a apoiar decisões da gestão tomadas em 2018 - como a aquisição da Monsanto -, indicando uma falta de confiança na forma pela qual a companhia tem sido administrada.

Os acionistas alertaram que a aquisição colocou o futuro da Bayer em risco. Na prática, a votação não tem nenhum efeito sobre a administração da Bayer ou sobre a compra da Monsanto. Contudo, a reprovação é um feito raro e pode abalar a relação da diretoria com os investidores. Na reunião anual realizada em 2018, 97% dos acionistas haviam aprovado as ações da diretoria.

"Apesar de levarmos muito a sério o resultado da votação na assembleia anual de acionistas, o conselho de supervisão da Bayer apoia unanimemente o conselho de administração", disse, em nota, Werner Wenning, presidente do conselho de supervisão, que teve as ações aprovadas por 66,4% dos acionistas presentes na assembleia. Segundo ele, a administração da Bayer cumpriu todas as obrigações legais em todos os aspectos, tanto quando o contrato de aquisição foi assinado como quando a transação foi fechada.

Ainda de acordo com nota divulgada após a assembleia, Wenning afirmou que é prioridade do conselho de supervisão defender a empresa nos próximos processos de recursos e nos testes relacionados ao glifosato.

No primeiro trimestre deste ano, as vendas da divisão agrícola da Bayer renderam € 6,4 bilhões, mais que o dobro das vendas do mesmo período do ano passado (€ 2,9 bilhões). Os ativos que faziam parte da Monsanto geraram uma receita de € 4,3 bilhões para a Bayer no período, quase 70% do total. (Valor Econômico 13/05/2019)

 

Nova usina na Bahia faz parte de projeto para impulsionar produção no estado

O grupo pernambucano Sérgio Paranhos vai implantar uma usina de açúcar no município de Muquém do São Francisco, a 723 km de Salvador. As obras já foram iniciadas e o início das operações está previsto para o segundo semestre do ano que vem.

Segundo o protocolo de intenções assinado entre a empresa e o governo do estado, os investimentos na unidade são da ordem de R$ 107 milhões e a fábrica terá capacidade de produzir anualmente 1,9 mil sacas de açúcar, 9,4 milhões de litros de etanol anidro e 9,4 milhões de litros de etanol hidratado, além de gerar cerca de 200 empregos diretos.

A unidade dará novo impulso ao projeto de criação de um complexo sucroenergético na região do Médio São Francisco, que prevê a instalação de um total de 11 usinas que, juntas, serão capazes de fazer a Bahia ser autossuficiente na produção de etanol e açúcar. Para atrair as novas usinas o governo do estado oferece benefícios fiscais previstos nos programa Desenvolve e Pró Álcool Bahia.

Importação

Segundo dados compilados pela Secretaria do Desenvolvimento Econômico (SDE), a partir de informações da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), a Bahia importa mais de 70% do seu consumo de etanol e açúcar. O estado consumiu 800 milhões de litros de etanol em 2018 e produziu apenas 29,1% desse total.

Ainda de acordo com a SDE, o setor sucroenergético é intensivo na geração de mão de obra e criou, ao longo dos últimos dez anos – desde que o programa foi lançado –, 6,4 mil empregos, frutos de investimentos que totalizam R$ 500 milhões no mesmo período.

Ainda assim, a produção baiana de álcool representa apenas 0,93% de toda a produção brasileira. O estado abriga atualmente cinco empresas fabricantes de álcool combustível (número correspondente a 2,1% das fábricas existentes em todo o país).

Concentração

O levantamento da SDE também indica que, do total de álcool consumido no estado, 80% é utilizado como insumo industrial em três setores principais: produtos químicos (40%), construção civil (18%) e administração pública (8%).

A Bahia é o 10º estado na produção de cana-de-açúcar e apenas sete municípios, localizados nas regiões Sul e Extremo Norte, respondem por mais de 95% da produção local de cana, com destaque para Juazeiro e Caravelas. (Jornal Correio (BA) 14/05/2019)

 

Lucro da Cosan sobe 14,5% no 1º tri; previsão de moagem Raízen 19/20 é mantida

A empresa de infraestrutura e energia Cosan informou nesta segunda-feira que registrou lucro líquido de 395,7 milhões de reais no primeiro trimestre, alta de 14,5% na comparação anual.

Já o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) somou 1,4 bilhão de reais, aumento de 21,4% no comparativo anual.

A Cosan, sócia da Shell na joint venture Raízen, informou que a sua unidade de produção de açúcar e etanol fechou a temporada 2018/19 (encerrada em março) com moagem de 59,7 milhões de toneladas de cana, queda anual de 2%, com redução de 6% da produtividade do canavial.

Já a produção de açúcar equivalente caiu 3 por cento na safra, com foco na maximização da fabricação do etanol, atingindo um nível recorde de 52% do mix (versus 45% em 2017/18), capturando uma maior rentabilidade frente ao adoçante.

No trimestre, a receita líquida ajustada da Raízen Energia cresceu 55,5% no comparativo anual, para R$ 7,131 bilhões. A receita com a venda de açúcar cresceu 12%, para R$ 1,593 bilhão, e o faturamento com etanol cresceu 21,7%, a R$ 2,951 bilhões na mesma base de comparação.

Já o Ebitda ajustado da Raízen Energia recuou 7,3%, para R$ 926,7 milhões, resultado dos menores preços de vendas do açúcar, o que foi parcialmente compensado pelo maior volume comercializado de açúcar e etanol próprios no trimestre.

Já o capex do braço sucroalcooleiro no trimestre foi de R$ 1,080 bilhão, alta de 6,5%, graças ao maior dispêndio em projetos e manutenção.

Para a nova temporada (2019/20), o maior grupo sucroenergético do mundo prevê processar entre 61 milhões e 63 milhões de toneladas de cana, mantendo previsão divulgada em março, que aponta para um aumento de até 5,5 por cento na moagem da safra.

A Cosan não divulgou guidance para a produção de açúcar e etanol.

O Ebtida da Raízen Energia na nova safra de cana foi estimado entre 3,4 bilhões e 3,8 bilhões de reais, forte aumento ante os 2,9 bilhões de 2018/19.

No primeiro trimestre, período de entressafra, a moagem de cana foi praticamente inexistente.

Raízen Combustíveis

As vendas de combustíveis da Raízen Combustíveis Brasil aumentaram 3% na comparação com o mesmo trimestre do ano passado, com destaque para as vendas de etanol, que cresceram 30%, diesel (+3%) e combustíveis para aviação (+5%).

No ciclo-otto (gasolina e diesel), o volume vendido no trimestre foi 2% superior, mas estável quando medido em gasolina equivalente, com maior participação do etanol no mix de vendas.

O Ebitda ajustado da unidade somou 714 milhões de reais no primeiro trimestre, queda de 2%, informou a empresa, destacando que a volatilidade de preços “trouxe desafios e oportunidades”. (Reuters 14/05/2019)

 

Tereos está em busca da usina de cana digital

Para o presidente da Tereos, uma das maiores produtoras de açúcar do mundo, o Brasil pode liderar a nova transição tecnológica do setor sucroalcooleiro.

Segundo maior produtor de açúcar do mundo, com 49 usinas distribuídas por 17 países, o grupo francês Tereos vai fazer da operação no Brasil um piloto em seus esforços para digitalizar a produção e ganhar eficiência.

Em entrevista a Exame, o presidente global, Alexis Duval, diz que pretende investir cerca de 50 milhões de reais aqui neste ano para adotar as novas tecnologias. “O futuro deste setor pertence a quem dominar as tecnologias agrícolas e a digitalização das usinas”, afirma Duval.

Como o senhor avalia o desempenho do setor de açúcar e etanol nos últimos anos?
Essa é uma indústria antiga, mas que passa por mudanças. Desde 2000, por exemplo, foram três grandes transformações. A primeira foi o crescimento do etanol, que levou à entrada de investidores estrangeiros no Brasil. Depois, houve uma revolução com a mecanização. E a terceira mudança foi a geração de energia a partir do bagaço de cana, reduzindo custos. Vejo que hoje há outra grande mudança, que é a digitalização e o uso de dados. Acho que o futuro desse setor pertence a quem dominar as tecnologias agrícolas e a digitalização das usinas.

Como seria uma usina de cana digital?

Dou um exemplo concreto. Uns dez anos atrás começamos a adquirir novas tecnologias para monitorar as operações. Hoje temos uma espécie de torre de controle que monitora as operações agrícolas em nossas sete usinas no Brasil. É uma operação grande, pois são 300 000 hectares monitorados ao vivo.

Qual é a vantagem desse modelo?

É uma mudança radical, porque antigamente tínhamos sete usinas pilotadas isoladamente. Agora estamos buscando pilotá-las em uma rede. Como qualquer rede, isso cria oportunidades de melhoria, porque ajuda a planejar a logística, o uso dos equipamentos. Temos uma equipe que, dependendo das condições, adequa a produção para buscar melhor a eficiência.

As usinas no Brasil foram as primeiras a adotar o sistema?

Sim. Inclusive nós acabamos de definir que o Brasil será o centro mundial de desenvolvimento de novas tecnologias. A operação aqui vai ser um grande piloto para o grupo implementar as tecnologias de usina digital. Vai começar aqui, mas há potencial de a experiência ser levada do Brasil para o mundo. A gente vai fazer um grande investimento de digitalização. Na produção de açúcar e etanol, temos um custo fixo alto, então qualquer redução percentual dos gastos representa valores significativos.

Qual é o ganho esperado?

Estamos começando agora, mas por enquanto esperamos que o uso dessas tecnologias possa trazer uma economia de 100 milhões de euros por ano.

Quanto tempo deve levar para alcançar esse patamar?

Ainda não está definido. A gente está trabalhando com uma primeira fase de 12 a 18 meses. Depois, há um plano a ser implementado que vai durar de dois a três anos, dependendo das premissas. De todo modo, estamos investindo 50 milhões de reais no Brasil neste ano para essa primeira fase.

Trata-se apenas de uma questão de reduzir custos?

Não. Além do ganho de eficiência, temos outras metas, como a sustentabilidade. Monitorando melhor a produção, podemos reduzir o consumo de água, de energia etc. Achamos que, daqui a três ou quatro anos, os clientes vão nos cobrar por nossas emissões de carbono. A gente está começando a se preparar para isso. (Exame 09/05/2019(

 

UNICA vai aos Estados Unidos, Índia e China defender o setor

Executivos da instituição terão compromissos com lideranças dos setores de açúcar e biocombustíveis para falar de interesses em comum e ampliar mercados.

Washington e Nova York, nos Estados Unidos, Nova Déli, na Índia, e Pequim e Nanning, na China, serão os destinos dos executivos da União da Indústria-de-Cana de Açúcar (UNICA) entre os dias 13 e 26 de maio. O diretor presidente, Evandro Gussi, e o diretor executivo, Eduardo Leão, cumprirão uma agenda intensa de reuniões, encontros e seminários, com o objetivo estreitar laços e melhorar o posicionamento do setor com os principais stakeholders no mercado internacional.

O cronograma nos Estados Unidos inicia em Washington com uma reunião com o Embaixador brasileiro para os Estados Unidos, Sergio Amaral, para falar sobre as perspectivas para o etanol na relação bilateral. Em Nova York, a UNICA será recebida na missão Brasileira junto à ONU pelo Embaixador Mauro Vieira, para falar sobre o RenovaBio.

Além disso, Evandro Gussi palestrara na Santander ISO Datagro New York Sugar & Etanol Conference 2019, e fará encontros com lideranças da indústria do etanol de milho e compradoras de açúcar. A agenda nos Estados Unidos termina com uma reunião com os produtores de açúcar latino americanos para debater os desafios na região.

 “Acreditamos que a aproximação entre os dois países iniciada no encontro entre os Presidentes Jair Bolsonaro e Donald Trump criou um ambiente mais favorável de diálogo. O setor nacional tem pela frente alguns temas importantes a serem debatidos, como soluções para questões comerciais e cooperação para expansão do comercio global de etanol”, antecipa Gussi.

Agenda na Índia

A Índia tornou-se na última safra a maior produtora de açúcar do mundo e vem adotando subsídios à produção e à exportação que têm desestabilizado o mercado global da commodity. O país é alvo de consulta na OMC aberta pelo governo brasileiro e, portanto, o setor considera crucial promover o diálogo com o país.

A agenda dos executivos da UNICA prevê reuniões com setor privado e governo na Índia, incluindo especialista em temas na OMC do Ministério do Comércio e representantes do NITI Aayog, instituição governamental de fomento ao desenvolvimento.

“Entendemos que podemos atingir um equilíbrio no mercado internacional de açúcar se outros países produtores adotarem o modelo de usina flex brasileiro, com a possibilidade de destinar parte da produção para o etanol. A cooperação entre os setores produtivos pode ser interessante para ampliar o mercado mundial de biocombustíveis e a renda dos produtores locais”, explica Leão.

Agenda na China

Na China, estão previstos encontros dos executivos com a National Energy Association (NEA) e a China Sugar Association (CSA), entre outras instituições e stakeholders. O país tem o mandato de mistura obrigatória de 10% de etanol na gasolina até 2020 e o Brasil tem a expertise para apoiar o atingimento dessa.

“Com essa agenda intensa, esperamos gerar conversas e alianças em mercados que impactam diretamente as exportações brasileiras de açúcar e etanol. O objetivo final é ampliar as oportunidades comerciais entre o Brasil e esses países, e o mercado global de forma geral”, avalia Gussi. (Unica 09/05/2019)

 

Usinas Batatais e Lins anunciam cisão a partir de 1º de março de 2020

O grupo de usinas Batatais e Lins anunciou a cisão em duas unidades independentes a partir de 1º de março de 2020. Em comunicado, a companhia sucroenergética informou que os atuais acionistas, Bernardo Biagi, presidente do conglomerado, e o vice-presidente, Lourenço Biagi, manterão “o atual modelo de governança e gestão” na atual safra e, em seguida, ocorrerá a separação.

A partir da safra 2020/21, quando ambas terão capacidade de moagem de 4 milhões de toneladas de cana-de-açúcar cada, as usinas terão estrutura independentes. Bernardo Biagi ficará com o controle da Usina Batatais e Lourenço Biagi com a Usina Lins.

“Ambas estarão com estrutura financeira adequada e os investimentos para a expansão das operações, nas duas usinas, serão mantidos visando o crescimento sustentável das empresas”, informou a companhia.

O documento relata que o processo de cisão contará com equipe dedicada e terá o suporte de consultorias especializadas para que a separação ocorra “de forma consistente, sistêmica e tempestiva”. (Agência Estado 09/05/2019)

 

Usinas indianas fecham contratos para exportar 3 mi t de açúcar, diz associação

Usinas de açúcar da Índia fecharam contratos para exportar 3 milhões de toneladas desde o início da atual temporada comercial em 1° de outubro, disse uma associação do setor nesta segunda-feira.

As usinas já embarcaram 2,1 milhões de toneladas do adoçante, disse à Reuters o presidente da associação All India Sugar Trade, Praful Vithalani.

As usinas exportaram um montante quase igual de açúcar bruto e branco, sendo que os quatro principais destinos foram Bangladesh, Irã, Sri Lanka e Somália, afirmou Vithalani.

O gabinete do primeiro-ministro Narendra Modi aprovou no final do ano passado incentivos para encorajar usinas com prejuízos a exportar ao menos 5 milhões de toneladas de açúcar na temporada 2018/19, visando ajudar a impulsionar os preços domésticos ao reduzir os grandes estoques. (Reuters 13/05/2019)

 

Brasil deve colher 688,6 milhões de toneladas de cana em 2019, diz IBGE

O Brasil deve colher 688,6 milhões de toneladas de cana-de-açúcar em 2019, segundo o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola de abril, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira, 9. O volume representa um crescimento de 1,7% em relação ao previsto no mês de março.

Segundo o IBGE, o retorno das chuvas em algumas regiões tem proporcionado a recuperação dos canaviais, principalmente aqueles que serão colhidos no terço final da safra.

As principais alterações em abril ocorreram em Minas Gerais e Mato Grosso do Sul, que aumentaram suas produções em 15% e 3,1%, respectivamente. Ainda de acordo com o levantamento, o aumento da área plantada foi o principal motivo do crescimento da produção nessas unidades da federação.

Neste cenário, Minas Gerais passa a ser o segundo maior produtor de cana (11,3% do total produzido no País), seguido por Goiás (11,1%). São Paulo continua sendo o maior produtor nacional (51,8% da produção nacional).

A produção mineira (77,6 milhões de toneladas), ainda a se confirmar até o fim da safra, é um recorde para o Estado, que registrou uma maior expansão da cultura entre os anos de 2008 e 2012.

Em relação ao ano passado, a estimativa da produção apresenta crescimento de 2,1%, com aumento de 1,8% no rendimento médio. O clima favorável este ano e a adoção de novas técnicas, que protegem o solo e tendem a diminuir a falha de brotação, têm favorecido o desenvolvimento dos canaviais. (O Estado de São Paulo 09/05/2019)

 

Bolsonaro defende venda direta de etanol pela usina

Segundo presidente, medida pode diminuir em 20 centavos litro do combustível e aumentar competitividade em relação à gasolina.

O presidente Jair Bolsonaro também defendeu neste domingo (12) medidas na área de combustíveis.

Após reafirmar que “não tem ingerência” na política de preços da Petrobras, ele disse que os usineiros deveriam vender etanol diretamente para os postos de gasolina, sem a necessidade de intermediação de uma distribuidora.

Segundo Bolsonaro, isso pode diminuir o preço do litro do etanol em 20 centavos, aumentando a competitividade desse combustível em relação à gasolina.

"Se agirmos com racionalidade, temos como buscar soluções para o nossos problemas", concluiu o presidente.