Setor sucroenergético

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Usinas de açúcar e etanol terão relatório benchmarking

Com levantamento, vão poder comparar desempenho industrial e de campo com o dos concorrentes.

Usinas de açúcar e etanol contam, a partir deste mês, com o primeiro relatório de benchmarking do setor.

Vão poder comparar o desempenho industrial e de campo com o dos concorrentes. À frente da iniciativa está o Benri, instituto de pesquisa em energia de biomassa de Piracicaba (SP).

Neste primeiro mês, o relatório traz dados de 40 empresas sucroenergéticas, com usinas que representam 20% da moagem de cana do Centro-Sul do Brasil.

Até o fim da safra 2019/20, o documento deve abranger 30% da moagem da região. (O Estado de São Paulo 03/06/2019)

 

Açúcar: Na esteira do câmbio

As cotações do açúcar demerara subiram na sexta-feira na bolsa de Nova York, na contra-mão do movimento de queda do dólar ante o real.

Os contratos para outubro subiram 25 pontos e fecharam a sessão a 12,43 centavos de dólar a libra-peso.

Quando a moeda americana recua em relação ao real, as exportações do Brasil, maior produtor mundial da commodity, tendem a ser desestimuladas.

Em relatório, a trading Sucden afirmou que o mercado está focado no potencial de redução do mix açucareiro para a safra 2019/20 no Brasil, diante do aumento na demanda por etanol (feito de cana-de-açúcar no país).

A "pedra no sapato" das altas do açúcar, no entanto, é o recuo do petróleo, pontuou a trading.

No Brasil, o indicador Cepea/Esalq do açúcar cristal teve queda de 2,9%, para R$ 63,86 a saca. (Valor Econômico 03/06/2019)

 

Plano de recuperação da Clealco é homologado pela justiça

A Clealco comunicou ontem (30), que o juiz responsável pela Recuperação Judicial da companhia homologou o plano de recuperação judicial apresentado. O documento já havia sido aprovado em assembleia de credores, realizada no dia 2 de maio.

A decisão acontece dez meses após a Clealco ter entrado com o pedido de recuperação judicial.

A partir de agora, segundo nota enviada pela companhia, começa uma nova etapa: o cumprimento das cláusulas previstas no plano. Isso inclui, entre outras ações, o processo de venda da unidade localizada em Queiroz (SP), que, segundo a Clealco, será a principal opção de pagamento aos credores.

A usina tem capacidade de moagem de 4,5 milhões de toneladas e está em operação no ciclo 2019/20. Para a venda, será criada uma Unidade Produtiva Isolada (UPI) sem passivos e, a princípio, não foi estabelecido um valor mínimo para o leilão da usina.

Na safra 2019/2020, a Clealco afirma que tem apresentado resultados positivos em eficiência industrial e produtividade agrícola, tendo moído até o mês de maio mais de 1,5 milhão de toneladas de cana-de-açúcar. A previsão é finalizar o atual ciclo produtivo com a moagem de 4,2 milhões de toneladas.

“A Clealco reitera a confiança em sua capacidade operacional e na competência de toda a sua equipe, que tem demonstrado grande empenho na busca dos melhores resultados, para que possa cumprir integralmente as obrigações previstas no plano”, finaliza a nota. (Clealco 31/05/2019)

 

Czarnikow e usinas no Brasil têm autorização para joint venture de comercialização de etanol

O grupo Czarnikow foi autorizado a estabelecer joint venture com as usinas brasileiras Vale do Tijuco e Canápolis para a criação de uma empresa comercializadora de etanol, de acordo com despacho do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) nesta sexta-feira.

A Czarnikow terá 49% de participação no negócio, contra 26% e 25% das usinas, respectivamente, de acordo com um termo de investimento assinado pelas empresas em 20 de maio e citado pelo Cade em seu parecer sobre o negócio, que foi aprovado sem restrições.

As empresas informaram ao órgão de defesa da concorrência que a operação está alinhada à estratégia da Czarnikow de expansão internacional da atuação nos mercados de comercialização de etanol.

“Dado que existem restrições regulatórias para que empresas controladas por pessoas jurídicas e físicas estrangeiras ingressem no mercado de comercialização de etanol, a entrada do Grupo Czarnikow somente é viável por meio de parcerias”, apontou o Cade.

A empresa de comercialização de etanol terá sede em São Paulo e focará sua atuação na região centro-sul.

A Czarnikow, com sede na Inglaterra, atua em âmbito internacional na comercialização de açúcar e etanol, incluindo importação e exportação, além de em serviços.

A Vale do Tijuco, usina de açúcar e etanol em Uberaba, Minas Gerais, é controlada pela Companhia Mineira de Açúcar e Álcool Participações. Já a Canápolis é uma usina ainda não operacional, com faturamento previsto apenas para a safra 2020/21, controlada pela Canápolis Holding.

O parecer do Cade não cita valores de investimento previstos. Ele aponta, no entanto, que a reguladora ANP exige capital social mínimo de 10 milhões de reais das empresas comercializadoras de etanol. (Reuters 31/05/2019)

 

Etanol hidratado recua 1,61% e anidro cai 2,80% nas usinas paulistas

O etanol hidratado recuou 1,61% nas usinas paulistas entre segunda-feira (27) e esta sexta-feira (31).

O litro semanal do combustível variou de R$ 1,6493 para R$ 1,6228, em média, de acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq).

Já o valor do anidro caiu 2,80% esta semana, de R$ 1,9055 para R$ 1,8522 o litro, em média. (Agência Estado 03/06/2019)

 

Açúcar acompanha fortalecimento do real e fecha em alta na ICE

Os futuros de açúcar bruto na ICE avançaram nesta sexta-feira, apoiados pelo fortalecimento do real, que atingiu sua melhor marca em relação ao dólar em seis semanas, desencorajando vendas por produtores, disseram operadores.

O contrato julho do açúcar bruto fechou em alta de 0,34 centavo de dólar, ou 2,9%, a 12,10 centavos de dólar por libra-peso, apoiado pelo fortalecimento do real.

Os operadores observavam resistência a 12,15 centavos, máxima desde 10 de maio.

O contrato avançou 0,9% neste mês, depois de dois meses consecutivos de quedas.

O mercado do açúcar obteve algum suporte de uma força geral nas commodities agrícolas, mas os ganhos permanecem limitados por estoques abundantes.

A brasileira Copersucar, maior comerciante global de açúcar, espera que o fluxo global do comércio do adoçante atinja equilíbrio entre oferta e demanda no segundo semestre de 2019, o que poderia levar a uma recuperação nos preços.

O contrato agosto do açúcar branco fechou em alta de 6,70 dólares, ou 2,1%, a 330,60 dólares por tonelada. Os preços subiram 6,5% neste mês. (Reuters 03/06/2019)

 

Trump suspende restrições à gasolina E15 para ajudar agricultores; petroleiras reclamam

O governo dos Estados Unidos suspendeu, nesta sexta-feira (31), restrições sobre a venda de gasolina com maior mistura de etanol, mantendo uma promessa de campanha aos agricultores, que sofrem com a guerra comercial com a China, mas gerando uma ameaça legal da parte da indústria do petróleo.

O anúncio permitirá que postos de combustíveis vendam durante todo o ano misturas de gasolina que contenham até 15% de etanol de milho, chamadas de E15, encerrando uma proibição de verão imposta pela Agência de Proteção Ambiental (EPA, na sigla em inglês) em 2011, sob a administração de Barack Obama, para reduzir a poluição.

“Como prometido pelo presidente Donald Trump, a EPA está aprovando a venda de E15 durante todo o ano, a tempo da época de férias de verão”, disse em comunicado o administrador da agência, Andrew Wheeler, mencionando a temporada em que o fluxo rodoviário norte-americano aumenta.

Em um aceno à indústria petrolífera, a agência também lançou novas regras para ampliar a transparência no mercado para os créditos de biocombustíveis que as refinarias precisam adquirir sob a legislação nacional do setor, mas os passos foram menores que os esperados por muitas das refinarias.

Amplamente antecipada, a ação a respeito da E15 é uma vitória para o lobby agrícola dos EUA, que argumentava que as restrições sobre a mistura na gasolina atingiam produtores, limitando a demanda por combustível baseado em milho, e não forneciam benefícios tangíveis à qualidade do ar.

Uma pesquisa recente apontou que há pouca diferença entre os riscos de “smog” causados pela E15 e pela E10, uma mistura de gasolina que leva 10% de etanol e que já está disponível durante todo o ano.

“Estimamos que essa única mudança vá gerar mais de um bilhão de novos galões de etanol em demanda nos próximos cinco anos”, disse Emily Skor, presidente-executiva do grupo comercial de biocombustíveis Growth Energy, acrescentando que a alteração também pode impulsionar o mercado norte-americano de grãos em cerca de 2 bilhões de bushels no período.

A decisão marca um revés para a indústria petrolífera, que vê o biocombustível como um competidor para seus produtos baseados em petróleo e agora ameaça processar o governo Trump.

“A EPA não nos deixou outra escolha, a não ser buscar ações judiciais para fazer com que essa regra ilegal seja anulada”, afirmou Chet Thompson, presidente e CEO do grupo comercial Fabricantes Petroquímicos e de Combustíveis dos EUA. (Reuters 03/06/2019)

 

Setor de combustíveis teme interferência do governo na ANP

O mercado de combustíveis está de olho em uma reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) marcada para a próxima terça (4).

Há temor de que seja editada uma resolução que, na prática, signifique interferência do governo nas decisões da diretoria da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

O diretor-geral da agência, Décio Oddone, vem colecionando inimizades por tentar emplacar mudanças na distribuição de combustíveis sem dialogar com o setor.

A venda direta de etanol aos postos, por exemplo, tema que dormita na diretoria da ANP, poderia ser acelerada por ordem do CNPE. Suspeita-se que Oddone queira vencer via conselho a oposição dentro da agência. (Agência Estado 03/06/2019)