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Clealco, em recuperação judicial, reduziu prejuízo na safra 2018/19

A Clealco, que está em recuperação judicial desde o ano passado, reduziu de forma considerável seu prejuízo na safra 2018/19 e teve fluxo de caixa positivo. A companhia encerrou o período com um prejuízo líquido de R$ 98 milhões, 83% menor do que no ciclo anterior, de acordo com balanço publicado nesta quinta-feira no Diário Oficial de São Paulo.

Embora o faturamento tenha caído, a Clealco voltou a ter margem operacional positiva. A receita operacional teve redução de 28%, para R$ 778,4 milhões. A companhia não operou em uma de suas três usinas, em Penápolis, por falta de cana disponível na região que justificasse os gastos em manter a planta em atividade.

Com a redução de custo de vendas e despesas em geral, a Clealco fechou a safra com lucro operacional de R$ 215,9 milhões, enquanto na temporada anterior, a empresa incorreu em prejuízo operacional de mais de R$ 228 milhões.

Porém, a disparada do dólar em meio ao período eleitoral fez com que a contabilização da variação cambial no resultado financeiro crescesse para R$ 105,5 milhões, o que colaborou para levar a empresa a registrar prejuízo contábil no período.

A companhia também gerou caixa de R$ 16,2 milhões, com contribuição das atividades operacionais e da redução do pagamento de empréstimos e financiamentos. Na safra anterior, a empresa consumiu R$ 11,7 milhões de caixa.

A Clealco se prepara agora para realizar o leilão da usina de Queiroz, que será transformada em unidade produtiva isolada (UPI), conforme previsto no plano de recuperação aprovado pelos credores e homologado na Justiça no fim de maio. A companhia deve realizar o certame até o início de 2020. (Valor Econômico 18/07/2019 às 16h: 11m)

 

Usina Colombo lucrou R$ 194 milhões na safra 2018/19, aumento de 93%

Dona da marca de açúcar Caravelas, a Usina Colombo, que possui três usinas em São Paulo, reportou um lucro líquido de R$ 194,5 milhões na safra 2018/19, um crescimento de 93% ante a temporada anterior.

O resultado veio de melhoras em alguns indicadores operacionais, apesar de uma receita praticamente estável, e da redução das despesas financeiras. A receita líquida ficou em R$ 1,462 bilhão, ligeiramente menor do que no ciclo anterior.

Porém, o resultado operacional cresceu 13%, para R$ 324 milhões, enquanto as despesas financeiras líquidas diminuíram 69%, para R$ 46,5 milhões.

A dívida líquida da Colombo era de R$ 469,4 milhões no fim da safra, 34% maior do que um ano antes. (Valor Econômico 18/07/2019 às 16h: 13m|

 

Suedzucker ainda não vê recuperação no mercado de açúcar

A Suedzucker, maior refinadora de açúcar da Europa, disse nesta quinta-feira que as condições comerciais do adoçante seguem bastante difíceis devido aos baixos preços e que não vê uma recuperação como provável ainda neste ano comercial.

“A projeção de nosso grupo para o atual ano financeiro ainda mostra que não há um ‘turnaround’ visível”, disse o CEO, Wolfgang Heer, durante encontro anual da Suedzucker com acionistas. “Os preços do açúcar seguem em um nível baixo, que não cobre os custos”.

Ele ainda disse que o plano de reestruturação no negócio de açúcar da empresa, que inclui o fechamento de fábricas de açúcar na Alemanha, França e Polônia, está dentro do cronograma. Mas os primeiros benefícios financeiros serão vistos na segunda metade do ano fiscal de 2020/21 da empresa.

A Suedzucker informou em 11 de julho uma queda de 40% nos lucros do primeiro trimestre devido aos baixos preços do açúcar no mundo.

Os preços globais do açúcar atingiram o menor valor em 10 anos no final de 2018, em meio a um excesso de oferta mundial, estabilizando-se neste ano, mais ainda em níveis baixos.

A Suedzucker disse em janeiro que fechará fábricas de açúcar na Alemanha, França e Polônia, cortando a capacidade de produção em 700 mil toneladas por ano para economizar cerca de 100 milhões de euros anuais.

Apesar do difícil mercado atual, Heer disse que a Suedzucker permanece otimista para o futuro.

A reestruturação do negócio do açúcar vai focar a produção nas regiões mais rentáveis, disse ele.

Outros produtores de açúcar europeus também anunciaram cortes na produção.

“As medidas para reduzir os volumes de açúcar na UE devem reduzir o excesso de oferta e reduzir a pressão sobre os preços”, disse Heer. “A tendência global de aumento da demanda por açúcar fala em maiores preços no mercado mundial no futuro”.

A fábrica polonesa de Suedzucker em Strzyzow fechará no final da atual temporada de produção de açúcar de 2018/2019, disse Heer aos acionistas.

As fábricas de Brottewitz e Warburg, na Alemanha, e as fábricas de Cagny e Eppeville, na França, fecharão no final da próxima temporada de açúcar 2019/2020, disse ele.

Heer defendeu a decisão da empresa de rejeitar um plano de agricultores franceses para comprar as duas fábricas na França, controladas pela subsidiária Saint Louis Sucre.

A venda teria dificultado os esforços para reduzir a superprodução de açúcar na UE, disse Heer. Se aceitasse a oferta, a empresa teria criado um novo concorrente para o fornecimento de beterraba às fábricas restantes da Suedzucker na França. (Reuters 18/07/2019)

 

Açúcar bruto recua para mínima de oito semanas em Nova York

Os contratos futuros do açúcar bruto na ICE recuaram nesta quinta-feira para seus menores níveis em oito semanas, pressionados por sinais de demanda fraca na Ásia e pela perspectiva de exportações indianas.

O contrato outubro do açúcar bruto fechou em queda de 0,24 centavo de dólar, ou 2%, a 11,55 centavos de dólar por libra-peso, após atingir sua mínima desde 23 de maio, a 11,53 centavos.

Este foi o sexto fechamento negativo seguido do contrato.

O mercado do adoçante permaneceu sob pressão após uma grande entrega de açúcar tailandês contra o vencimento agosto, expirado na terça-feira, especialmente pela presença de açúcar da Tailândia indicar uma demanda fraca na Ásia, segundo operadores.

A possibilidade de que a Índia, importante produtora e maior consumidora mundial de açúcar, possa exportar até 8 milhões de toneladas do adoçante também foi um fator baixista, disseram operadores.

“Isso seria mais que suficiente para compensar o declínio de produção esperado em outras regiões. É, portanto, questionável se o mercado conseguirá absorver facilmente essa quantidade adicional”, disse o Commerzbank em uma nota.

O açúcar branco para outubro avançou 0,3 dólar, ou 0,1%, para 312,60 dólares por tonelada.

A Suedzucker, maior refinadora de açúcar da Europa, disse que as condições comerciais do adoçante seguem bastante difíceis devido aos baixos preços e que não vê uma recuperação como provável ainda neste ano comercial. (Reuters 19/07/2019)

 

Petrobras reduz diesel e gasolina em 2% nas refinarias

A Petrobras anunciou nesta quinta-feira redução de cerca de 2% no preço médio da gasolina e do diesel em suas refinarias a partir de sexta-feira, conforme informação do site da estatal.

A empresa informou redução de 0,036 real/litro no preço da gasolina, para 1,6457 real/litro, enquanto o diesel cairá 0,0444 real/litro, para 2,0205 reais/litro.

Ambas as cotações estão nos menores valores desde fevereiro, segundo dados compilados pela Reuters. A gasolina teve a quinta queda consecutiva, mas no ano ainda acumula alta de 9%. No caso do diesel, esta foi a segunda redução seguida, com o preço registrando ganho acumulado em 2019 de cerca de 12%.

A Petrobras não reajustava os combustíveis desde 9 de julho, quando realizou uma redução de quase 4% no diesel e de pouco mais de 4% na gasolina.

No período, dois fatores utilizados como parâmetro pela Petrobras para reajuste apresentaram queda: o preço do petróleo e o dólar frente ao real.

Desde 9 de julho, o preço da gasolina no mercado norte-americano recuou cerca de 4%, assim como o petróleo WTI, negociado nos Estados Unidos, em linha também com baixas no valor de referência internacional, o petróleo Brent.

No mesmo período, o dólar recuou aproximadamente 2%, fechando nesta quinta-feira no menor nível em cinco meses ante o real, com investidores se desfazendo da moeda norte-americana em meio a maiores expectativas de que o Federal Reserve cortará juros de forma mais contundente no fim do mês. (Reuters 19/07/2019)