Setor sucroenergético

Notícias

Udop muda de nome e passa a se chamar União Nacional da Bioenergia

A Udop anunciou, nesta quarta-feira (31), durante congresso anual realizado pela entidade em Araçatuba (SP), que mudará de nome: de União dos Produtores de Bioenergia para a União Nacional da Bioenergia.

Segundo a associação, com a mudança a Udop se firma como entidade nacional, já que possui representação de usinas de oito Estados brasileiros, além de representar todos os elos da cadeia da bioenergia.

Além disso, a Udop se firma na capacitação profissional e no fomento a pesquisas para o aumento de produtividade e competitividade do setor, segundo o presidente da entidade, Amauri Pekelman.

“O coração e a sede da Udop seguem em Araçatuba, mas pretendemos partir para ter cursos e eventos de qualificação em outros Estados onde temos associados”, disse Pekelman.

Também na quarta-feira, a Udop assinou convênios com o Núcleo Interdisciplinar de Planejamento Energético da Unicamp (Nipe) e o Laboratório Nacional de Biorrenováveis, ligado ao Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), supervisionado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações.

Conforme a Udop, dentre as parceiras firmadas ao longo dos últimos anos, também se destacam Embrapa, Fapesp, Esalq/USP, Unesp de Jaboticabal, Ministério da Agricultura, EPE e ANP. (Agência Estado 02/08/2019)

 

Abengoa Bioenergia perde a proteção contra credores

A Abengoa Bioenergia, braço sucroalcooleiro da espanhola Abengoa, sofreu um revés na Justiça em sua recuperação judicial. A 2ª Câmara de Direito Empresarial do Tribunal de Justiça de São Paulo acatou um recurso do China Construction Bank (CCB) e revogou o período em que a empresa fica protegida de execuções por parte de credores, o CCB é um deles. O escritório Thomaz Bastos, Waisberg, Kurzweil Advogados, que representa a usina, deverá recorrer.

Com dívida em torno de R$ 1 bilhão, a Abengoa Bioenergia entrou em recuperação judicial em outubro de 2017 e já prorrogou, com aval dos credores, o período de suspensão das execuções por 600 dias, contados desde a instalação da assembleia de credores, em 21 de agosto do ano passado. A legislação prevê que o período de suspensão das execuções deve durar 180 dias, mas admite prorrogação.

Em acórdão publicado anteontem, o relator José Araldo da Costa Teles avaliou que houve "intenção procrastinatória" da Abengoa Bioenergia frente as nove propostas de suspensão de assembleias de credores. A última assembleia, de 30 de maio, aprovou a prorrogação do período de proteção contra os credores para 12 de agosto.

"Se não houve contribuição das agravadas [Abengoa Bioenergia] para o retardamento da assembleia de credores, parece certo que também não contribuíram para a aceleração do desfecho perseguido; em nada se justificando que, atendidos os prazos da lei, já decorrido mais de ano e meio, não se tenha, ainda, concedido o pleito inicial ou, indeferido por rejeição do plano, decretada a quebra", afirmou o juiz, no acórdão.

Representado pelo advogado Diogo Rezende de Almeida, do escritório Galdino & Coelho, o CCB chegou a denunciar a Abengoa Bioenergia à Polícia Civil por suposto favorecimento de credores ao propor acordo de confidencialidade com parte deles, como informou o Valor em fevereiro.

Não é o primeiro revés da empresa em sua recuperação judicial. Em 2018, a mesma câmara decidiu a favor do fundo Amerra, que têm um crédito com alienação fiduciária, ao determinar que a sucroalcooleira deveria entregar parte da sua produção de cana como pagamento de uma dívida de R$ 15 milhões.

Em plano apresentado em fevereiro, a Abengoa Bioenergia propõe a venda de todas as ações da matriz espanhola, dentro de um leilão judicial, a um comprador que proponha uma reestruturação da dívida, ou a venda de suas duas usinas, incluindo passivos. (Valor Econômico 02/08/2019)

 

Decisão exime usina da Atvos de pagar deslocamento de funcionários

A juíza Karina Correia Marques Rigoto, da Vara do Trabalho de Alto Araguaia, julgou improcedente um pedido do Ministério Público do Trabalho (MPT) contra a unidade Alto Taquari, da Atvos (antiga Odebrecht Agroindustrial). A usina está localizada em município de mesmo nome, em Mato Grosso.

A alegação era de que a empresa havia deixado de efetuar o pagamento do tempo despendido de seus funcionários de suas casas até o local de trabalho e retorno, mediante transporte por ela fornecido, assim como não mais efetuou o pagamento das horas de trajeto.

Isso teria acontecido após a entrada em vigor da Lei 13.467/17, causando, assim, efetiva redução salarial dos trabalhadores. O MPT pleiteou a condenação da empresa na obrigação de fazer o pagamento das horas de trajeto na jornada de labor de seus empregados; “que teriam que se deslocar até 200 km por dia para comparecer ao local de trabalho, demandando em torno de 2h de trajeto, razão pela qual o referido transporte não poderia ser considerado como um benefício ou vantagem, além de ser um elemento necessário à própria atividade econômica desenvolvida pela empresa”.

A empresa, em sua defesa, refutou a tese sob o argumento de que as horas de trajeto estavam amparadas pela antiga redação do artigo 58, § 2o, da CLT, a qual, no entanto, foi expressamente revogada após a entrada em vigor da Lei 13.467/17, passando a não mais serem computadas na jornada de trabalho.

Alegou ainda que a partir de novembro de 2017 indenizou os funcionários em cinco parcelas, considerando o período que cada um recebeu pelas horas de trajeto, e alegou ainda que muito antes da vigência da Reforma Trabalhista, já havia negociado o direito com o sindicato profissional, quando foi acordado o pagamento de uma hora diária para todos os trabalhadores. Em contrapartida, a usina teria concedido maiores benefícios aos trabalhadores, como: auxílio refeição; auxílio alimentação; cartão de compras; seguro de vida; transporte seguro e gratuito e auxílio-creche, além de assistência médica e odontológica.

A justiça entendeu que não houve descumprimento de norma, má-fé ou qualquer outro tipo de prejuízo aos empregados, somente aplicação da legislação vigente. Entendeu ainda que o pagamento do tempo de trajeto em questão (que não seria de 200 km, mas de 60 km) quando ocorrido, se tratava de típico salário condição, de modo que, caso o trabalhador naquele dia, por exemplo, perca o ônibus fornecido pela empresa e se desloque com sua motocicleta ou qualquer outro meio, não fará jus ao cômputo na jornada.

“E como é cediço, salário condição não integra o salário base do trabalhador, não havendo assim que se falar em irredutibilidade caso venha ele a ser suprimido, razão pela qual não prospera a alegação de irredutibilidade salarial”, diz trecho da decisão. (A Tribuna MT 02/08/2019)

 

Preço do açúcar bruto recua na ICE e outubro é negociado a 12,12 cents/libra

Os futuros de açúcar bruto fecharam em baixa na ICE nesta quinta-feira. O contrato outubro do açúcar bruto fechou em queda de 0,09 centavo de dólar, ou 0,7%, a 12,12 centavos de dólar por libra-peso.

O mercado foi pressionado pelos preços mais baixos do petróleo, disseram operadores, o que pode estimular as usinas de cana brasileiras a produzirem açúcar ao invés de etanol.

Uma perspectiva de melhorias climáticas na Índia, onde as monções estavam atrasadas e fracas, também teve influência baixista nos preços, segundo operadores.

O vencimento outubro do açúcar branco avançou 1,60 dólar, ou 0,5%, para 325,60 dólares por tonelada. (Reuters 02/08/2019)

 

Lucro da Lincoln Junqueira caiu 73% na safra passada

A seca prolongada do ano passado, que golpeou os canaviais do Paraná, e a redução dos preços do açúcar espremeram os ganhos do grupo Lincoln Junqueira, que conta com cinco usinas no Centro-Sul e tem um perfil de produção mais voltado para a commodity do que ao etanol. Na safra 2018/19 - que, para a companhia, terminou em 30 abril -, o lucro líquido recuou 73%, para R$ 95,4 milhões.

A estiagem levou a uma queda de 3% no volume de cana moído pelo grupo na safra, que ficou em 14,9 milhões de toneladas, e chegou até a "matar" algumas plantas, o que demandou um aumento nos investimentos no replantio de lavouras. Os gastos com investimentos do grupo cresceram 11%, para R$ 552 milhões, destinados sobretudo ao plantio de cana. A taxa de renovação (percentual da área plantada sobre a área total de cana) teve que aumentar para 22%, ante uma média de 16%.

A companhia ainda foi particularmente afetada pela queda de preços do açúcar. Além de as cotações do açúcar bruto terem visitado os menores patamares em dez anos, as usinas em geral ainda tiveram que aceitar descontos elevados ante os valores praticados na bolsa de Nova York para competir com o produto de outras origens. A pressão do mercado externo se refletiu no doméstico, para onde é destinada a maior parte da oferta de açúcar do grupo, que também ainda vem sofrendo a pressão da falta de dinamismo da economia brasileira.

A receita com as vendas de açúcar cedeu 15%, para R$ 1,7 bilhão. O resultado foi parcialmente compensado por mais ganhos nos mercados de etanol e de energia elétrica, já que a companhia aproveitou os preços elevados do megawatt-hora (MWh) no mercado livre. A receita líquida do grupo ficou em R$ 2,6 bilhões, uma redução de 4%.

A queda nas margens, porém, ganhou proporções maiores porque a valorização do dólar aumentou os custos de insumos importados. Segundo um dos membros da diretoria, que preferiu não se identificar, alguns adubos tiveram alta de 90%. O custo total aumentou 9%, para R$ 2 bilhões.

Com pressão dos custos, o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) apresentou queda de 27% e ficou em R$ 779 milhões. Também sob efeito da alta do dólar, a dívida líquida cresceu 56%, para R$ 1 bilhão. Dessa forma, a alavancagem passou de menos de 1 vez para 1,3 vez no encerramento do último ciclo.

Para a safra atual, a diretoria espera recuperar a perda na moagem e chegar a 15,5 milhões de toneladas, voltando ao patamar da safra 2017/18. O faturamento também deverá ganhar impulso com as vendas de etanol, cujos preços estão melhores nesta safra. (Valor Econômico 02/08/2019)

 

BR Distribuidora será uma nova empresa a partir de 2021

Com a conclusão, na semana passada, da privatização da distribuidora, que deixou de ser controlada pela Petrobras, algumas mudanças já começaram a acontecer.

A Petrobras Distribuidora, a BR, será uma nova empresa a partir de 2021. Nos próximos dois anos, a diretoria vai implementar um conjunto de dez iniciativas para alinhar a companhia às suas principais concorrentes, Ipiranga e Raízen. Hoje, a BR é a maior distribuidora do País, mas é também a que tem a menor rentabilidade do mercado. Essa condição apenas será abandonada com a implementação das medidas, disse o presidente da empresa, Rafael Grisolia.

“Os anos de 2019 e de 2020 são anos de execução, quando vamos trabalhar cada vez mais para a entrega dessas dez iniciativas de forma conjunta. A partir de 2021, conseguiremos ver o resultado desse esforço, que faremos tão intensamente e com tanto entusiasmo, agora, com a BR privatizada”, afirmou o executivo a analistas, em teleconferência para detalhar o lucro de R$ 302 milhões no segundo trimestre, divulgado na última quarta-feira.

Nos últimos anos, BR Distribuidora perdeu participação de mercado, mas ganhou rentabilidade Foto: Evelson de Freitas/AE

Com a conclusão, na semana passada, da privatização da distribuidora, que deixou de ser controlada pela Petrobras, algumas mudanças já começaram a acontecer. O antigo regime de licitação para a compra de equipamentos, de acordo com as regras previstas na Lei das Estatais, foi substituído por um sistema de “contratação efetiva e negocial, tentando seguir as melhores práticas de mercado”, disse Grisolia.

Além disso, em até duas semanas, serão divulgadas as indicações para o novo conselho de administração, que ainda devem passar pelo crivo dos acionistas, em assembleia. A votação tem que acontecer no prazo de 40 dias após a privatização, mas, antes disso, os investidores devem ser informados dos nomes propostos pelo atual conselho de administração. A ideia é que a cúpula da nova BR seja forma por especialistas de perfil diversificando, das áreas de distribuição de combustíveis, finanças, varejo, tecnologia e meios de pagamento.

A nova Petrobras Distribuidora também vai se valer da marca forte da estatal para avançar no mercado, principalmente, com a atração de postos revendedores de bandeira branca. Ao mesmo tempo, vai adotar estratégia de redução de custos, com revisões de contratos com fornecedores. E vai buscar um equilíbrio entre a melhor margem de lucro e a maior participação de mercado.

Ao contrário do que aconteceu nos primeiros meses deste ano, a empresa não quer mais conquistar espaço e volume de venda com a retração de preços. “Não é só melhorar via preço, mas também via custo logístico. Esperamos ver os primeiros reflexos nos próximos trimestres”, disse o presidente da empresa.

Na condição de maior compradora de derivados no Brasil, a BR espera também tirar vantagens da privatização de refinarias pela Petrobras. “A gente espera que, com a abertura do refino, outras oportunidades apareçam. Que oportunidades a gente vai ter em futuras negociações com eventuais novos donos de alguma refinaria?”, destacou Grisolia. Ele afastou interesse em ativos de refino e de produção de etanol.

Já o diretor Financeiro da distribuidora, André Natal, destacou durante a teleconferência que, na condição de empresa de capital pulverizado, a BR terá mais liberdade para vender ativos que não tenham relevância para o negócio principal, de transporte e comercialização de combustíveis. (O Estado de São Paulo 02/08/2019)

 

Petrobras eleva gasolina em 4% e diesel em 3,75% nas refinarias

A Petrobras anunciou, nesta quarta-feira (31), uma alta de 4% no preço médio da gasolina e um avanço de 3,75% no do diesel em suas refinarias, a partir de quinta-feira, conforme informação do site da estatal.

O preço da gasolina subirá para 1,7115 real/litro, enquanto o diesel subirá avançará para 2,0962 reais/litro.

A Petrobras não reajustava os combustíveis desde 19 de julho, quando realizou uma redução de 2% no diesel e na gasolina. (Reuters 02/08/2019)